Aliança de Sangue
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Boa leitura!!
Não queria fazer aquela visita, porém sua mãe disse que era preciso já que ele insistira tanto em se casar com Kamus, teria que providenciar tudo, pois era a família da “Noiva” no caso ali, noivo que deveria arranjar todos os detalhes. Elora Lhasa dissera que conhecia a pessoa certa para isso.
Chegaram a uma bela mansão. Era branca por fora e por dentro, muita janelas e cortinas, obras de arte pelas paredes muito bem decorada. Encantava tanto que nem dava vontade de sair dali.
Haviam sido recebidos por um rapaz de porte belo e fino, cabelos loiros ondulados em belos olhos azuis. Seu nome era Misty, braço direito de Afrodite Axel.
Logo ouviram a voz alegre daquele que carregava o título de ser mais belo. Milo ficou perplexo. Ele era realmente belo. Se o fosse soubesse que era um homem o confundiria com uma bela mulher sem problemas.
— Boa noite Elora. — Ditou Afrodite voltando seu olhar curioso para Milo. — Há quanto tempo não sinto um cheiro tão bom! – Falou com tom de luxuria. Seus olhos haviam tomado a tonalidade do sangue e seus caninos estavam amostra.
Elora percebeu o encanto do rapaz, era quase impossível resistir aos poderes de sedução daquele clã e principalmente de seu líder. Rapidamente colocou-se em frente à Milo e assumindo sua forma de vampira disse com autoridade.
— Afrodite Axel ele é meu filho não se atreva a tocá-lo.
Afrodite a olhou como se despertasse. — Desculpe Elora, apenas me encantei com tão belo rapaz. – Falou Afrodite com calma e diversão.
— Pois acho bom comportar-se do contrário terá de enfrentar o Senescal. -Ditou Elora controlando-se.
— O Senescal? Esse garoto. – O toreador replicou com desdém. — Tem a atenção do geladinho é?
— Ele é meu noivo. — Fora Milo que se pronunciara.
Afrodite pareceu não acreditar naquilo. Kamus Depardieu irá casar? Com um humano? Olhou para Elora que apenas confirmou com gestos de cabeça.
— Sim! E foi por isso que vim aqui, lhe pedir que prepare a festa de casamento de meu filho com o Senescal.
O anfitrião um pouco mais recuperado encaminhou os outros dois para a sala de visitar, ao que sentou na frente deles. Pediu que seu mordomo trouxesse duas taças de sangue puro para ele e a vampira, e para o jovenzinho humano refrigerante.
Após o susto inicial, o sorriso belo voltara adorna a face de o belo ser.
— Quer dizer que o inalcançável Kamus Depardieu irá se casar com um humano? E ainda não poderá fazer muita coisa contra!? Quem diria. Virei seu fã menino. – Disse gargalhando.
O fato era que Elora e Afrodite detinham certa amizade de séculos, e por esse motivo ela confiara nele àquela questão, que devia se mantinha em sigilo até segunda ordem. Fora que o líder do Toreador não levava a fama de amante da beleza a toa. Tudo o que se referia — a organizar, decorar e tudo mais envolvido — era com eles mesmos.
— Não faça piada. – Milo disse fazendo um bico. Aquele vampiro poderia ser belo, e muito mais, porém sabia ser bem inconveniente.
— Calma doçura. É um elogio. Não conheço um que nunca quis ir para a cama com aquele vampiro... Lindo, tesão... Que Matteo não me escute. – Disse o loiro vampiro todo cerelepito.
— Já chega desse papo. Eu nunca tive vontade de ter algo com aquele ser, deve ser sem graça na cama, como é na vida real. – Disse Elora.
Milo afundara no sofá. “Por que eles tinham ficar falando daquilo? O estava deixando sem graça”.
Os dois vampiros passaram a conversa como se o jovem não tivesse presente, e isso meio que deixara Milo irritado.
— Mas convenhamos loirinha. O ruivo tem um corpo... Ahhh... Sinto até arrepios só de lembrar. — Exclamou Afrodite se abanando com uma das mãos.
— De nada vale aparência se não tem uma boa pegada. — A mulher rebateu desafiadora, contudo nada que fosse realmente agressiva, estava mais para uma confessa amistosa.
— Como dizem. As aparências enganam, no caso dele, tem uma personalidade fria, mas deve ser um tesão. Garoto! Depois da lua de mel nos conte como ele é. — Disse referindo por final a Milo.
O adolescente cresceu os olhos, sua face atingiu de carmim.
— Não sei do que está falando. — Tentou desconversar.
Tanto Elora com o líder dos Toreador olharam meios surpresos para o loirinho.
— Lindinho. Você vai casar, e achar o quer? Que serão amiguinhos? Como todo casal terá relação sexual. — Falou meio zombeiro.
— Milo...
Elora nunca chegou ter aquele tipo de conversa com o filho, talvez que o imaginasse criança ainda, ou que ele apreendesse na escola.
— Ah! Não vamos falar sobre isso, não interessa a vocês, viemos aqui ver os preparativos para o casamento, vai ajudar ou não?! — Por estar envergonhado, sua voz saíra agressiva. Ao passo que se afundou no sofá.
Os outros dois riram um pouco do menor, e acharam melhor parar de atormentá-lo. Assim eles passaram a discutir sobre o evento. Afrodite se mostrara bastante animado, sua mente trabalhava com os mínimos detalhes, mas algumas de suas idéias Milo podavam, deixando claro não era mulher, e não queria nada paparicado demais, nada de cores afeminadas.
Já Elora se mostrava apreensiva, ainda não conseguia aceitar bem a ideia que seu filho se casaria, ainda mais com o Senescal, contudo teria que apreender a aceitar essa decisão.
Elora, Afrodite e Milo passaram um bom tempo ainda conversando e acertando detalhes do casamento, até que a vampira decidiu que já era hora de irem, mesmo por que ela estava devendo uma visita a Asmitha.
–ooOoo-
À noite chegara lenta e tímida... Em uma mansão um pouco afastada dos limites da cidade, imponente e rústica, com uma decoração em tons de vermelho, muito requintada e bem sofisticada. Encontrava-se trancado em seu escritório, Kamus Depardieu o Senescal, senhor dos Ventrue, um dos vampiros mais temidos e desejados, conversando com uma criatura não menos fria, cruel e desejado Shaka Phalke um vampiro de belas madeixas loiras, compridas que adornavam um rosto perfeito de um deus e lindos e perturbadores orbes azuis.
— Shaka... – Ditava Kamus com certa irritação. — Eu não sei o que fazer, eu tenho certeza do que eu vi. Sei que aquele garoto tem algo diferente.
— Ainda mais se Wyverny o deseja tanto. – Ditou com uma frieza imensa. — O que eu não entendo é o fato de Kárdia te impedir de abraçá-lo.
— Sim, isso ainda não entendi. – Kamus respondia ainda mais irritado. — Mas se Kárdia pensa que vou demorar muito tempo para fazê-lo está enganado. Ainda falarei com ele a esse respeito, tenho certeza que me ouvirá.
— Até lá o que fará Kamus? – Perguntou o vampiro com certa curiosidade.
— Eu darei um jeito de protegê-lo.
— Kamus é chegada há minha hora, Kárdia me espera. – Replicou o loiro com reverência. — Deseja algo meu senhor?
— Sim, mande Saori vir aqui! E comunique a Aldebaran que precisarei dele essa noite.
— Sim senhor!
O loiro girou nos calcanhares e foi em direção a porta do tão requintado escritório. Quem visse a relação dos dois jamais diria que ali existia uma amizade muito bem enraizada e cuidada. Qualquer um dos dois seria capaz de dar a vida pelo outro.
–oo0oo-
Andava meio cabisbaixo, principalmente que tentara a semana inteira aproximar e conversa com Aioria, mas este claramente o evitava. Tentara de todas as formas, até que resolvera dar a ele o tempo necessário, e agora reservava a ele somente espera.
Ainda teve que lidar com esmeralda, a garota parecia inconformada por ter sido deixada por ele, e insistia de todas as formas uma aproximação, e fora capaz de em prantos dizer que se entregaria a ele, desde que ficasse consigo.
Finalmente aquele dia estava perto do fim, após um dia fardo na escola, finalmente gozava de seu lar.
Sua mãe e avô tinham saído para caçarem, como seres noturnos carentes do precioso sangue alheio precisavam dele para sobreviver. Contudo deixaram uma forte armada para garantir a proteção do humano, e aos cuidados de Mu.
Milo encontrava em seu quarto. Tentara se distrair jogando vídeo game em seu quarto, mas desistira. Acabou então tentando o computador, conversar com seus colegas via internet, mas deixara de lado, até que sons foram ouvidos contra a porta de seu quarto, era a empregada que pedia que ele descesse.
Descera as escadas em dois e dois, ao que trajava uma regata preta e uma bermuda.
— Mu mandou me chamar? — Indagou ao que viu o vampiro, e ao lado dele uma curiosa jovem, de cabelos castanhos claros, e olhos azuis.
— Sim! Essa é a senhorita Saori Kido do clã Ventrue, veio ao mando de Kamus para levá-lo ao encontro dele. — O braço direto de Shion ditou apresentando a jovem.
Milo sentiu que a mesma o regulou de cima em baixo, como se esquadrinhasse cada detalhe dele.
— Muito prazer. Poderia se arrumar para me acompanhar?! — Disse com tom altivo, esnobando o garoto.
— Não ire. Diga isso a ele. — Falou virando sobre os pés saindo dali, e bateu fortemente a porta.
— Aguarde que já o trago. — Pronunciou Mu polidamente seguindo para a parte superior da mansão. E sem cerimônia entrou no quarto.
— Ele não manda em mim. — Murmurou o adolescente que encontrava deitado na cama.
— Milo! Você insistiu para se casar com ele no lugar da sua mãe, agora, se fizer isso arrumará motivos para mudarem de idéia. — Falou suavemente. — Agora se apronte e desça. Mandarei um dos lacaios segui-los e garantir vossa segurança. — Falou saindo do quarto sabendo que incidira a influencia que queria no loiro humano.
Kamus já esperava há algum tempo e não estava gostando nada daquela demora. Tinha mandado Saori Kido sua secretária buscar Milo Lhasa, seu noivo, queria conversar com ele, ditar as regras daquele relacionamento, não estava disposto a aguentar criancices ou qualquer outra coisa vinda daquele garoto.
Já estava quase indo ele mesmo pegar o menino, quando sentiu sua presença adentrando a casa. Em pouco tempo Saori bateu na porta do escritório e chamou por seu senhor.
Kamus deu permissão para que entrassem. Quando viu o garoto quase não pode conter-se, ele estava lindo. Milo trajava uma calça jeans rasgada nas coxas e deixava a mostra parte de sua pele, uma camiseta de couro preto sem mangas que mostrava que o garoto dado a esportes tinha o peito e os braços muito bem trabalhados e seu cabelo que apesar de não serem tão longos como os do ruivo, caiam até o meio de sua
O rapaz tinha um cheiro muito bom, mas diferente de muitos outros que Kamus já havia sentido, ele era sem igual e isso estava começando a mexer e muito com o senescal.
Porém como de costume Kamus não deixou transparecer nenhum de seus sentimentos ou duvidas. Mantinha na face uma expressão imparcial e fria. E com um tom de voz ainda mais frio ditou com autoridade para o rapaz.
— Sente-se! — Ditou autoritário.
Milo odiava ser mandado, para ele não fazia diferença se aquele ruivo era ou não líder, chefe, dono de qualquer porcaria. Milo não era propriedade dele, e portanto não lha devia qualquer obediência. Aprendera a ser respeitado e ou aquele ruivo entendia isso ou eles brigariam muito.
Saori já o havia alertado no carro, ela tinha dito como ele era frio, e gostava de mandar em todo mundo e que matava sem piedade. Que se ele deixasse com certeza Kamus o usaria e depois o jogaria fora, pois era assim que ele agia, ele era intolerante, e gostava de humilhar as pessoas. Mas ele não permitiria isso, por que ele era um Assamita.
— Por favor?! — Ditou Milo com sarcasmo, e sustentou o olhar frio que o ruivo lhe lançou.
Kamus respirou fundo quem ele achava que era pra falar daquela maneira com ele? Mas para não se tornar mais desagradável ele repetiu o que disse.
— Boa noite Milo, sente-se, por favor, precisamos conversar.
Viu o rapaz sentar-se em uma poltrona de frente para ele. Era inevitável sentir sede daquele sangue. Como era bom o cheiro dele! Era muito bom em controlar-se, mas com ele estava sendo realmente complicado.
Saori não estava gostando nada daquilo. Como podia ser que Kamus com toda a sua autoridade cedesse às vontades daquele pirralho insolente!?. E ainda não entendia por que Kamus queria tanto assim falar com aquele loiro. Não havia recebido ordens de sair dali, então estava parada esperando o que Kamus ditasse.
O ruivo a olhou e ordenou que ela saísse e providenciasse algo para eles beberem.
— Eu pedi que viesse aqui pa... — Kamus não terminou pois fora impedido por Milo.
— Pediu?! -Ditou o estudante com ironia. — Você mandou-a ir me buscar e era para eu vir. Quer saber? Eu não tenho nada para falar com você, e não quero beber nada, quero é ir para casa. -Milo falou com raiva.
Kamus estava perplexo, primeiro por ser enfrentado daquela maneira, depois por que ele o chamara de você? Quem era ele par a se referir a ele Kamus daquela maneira?
O senescal mantinha sua postura, porém Milo pareceu conseguir lê-lo. Não gostava da maneira como os olhos de mar do garoto o vasculhavam, o transpassavam.
— Escute aqui Milo -Forçou-se a dizer com calma e frieza já que aquele garoto o fazia perder até seu autocontrole. — Eu... — Kamus hesitou por um momento, o que não passou desapercebido por Milo.
— Eu o mandei chamar sim, por que preciso que você entenda como serão as coisas aqui já que em dois meses iremos nos casar. – Bradou o ruivo, mas antes que pudesse continuar sua atenção e a de Milo atentaram para uma bandeja que havia caído no chão. Saori havia entrado naquele instante e nem Kamus e nem Milo haviam se dado conta disso.
— Ca-casar?! Lord Depardieu? – Exclamou com certa mágoa. — O senhor irá casar com um humano?
Kamus a olhou com ira, era certo que ela tinha livre acesso a tudo, mas odiava ser interrompido no meio de uma reunião.
— Saia daqui! — Ordenou com autoridade e um pouco de desprezo na voz. — E mande alguém limpar a sujeira que você fez!
Milo, porém saiu em defesa de Saori.
— Não pode falar assim com ela! — Falou Milo indo em socorro da moça.
O vampiro pela primeira vez não soube o que dizer, o rapaz estava ajudando a recolher os cacos da xícara que havia quebrado.
Milo assustou-se ao sentir as mãos frias de Kamus em seu braço o fazendo levantar, não era rude ou doloroso, mas causou no mais novo um mar de emoções. Virou-se para o ruivo e seus olhos se encontraram e ambos se perderam ali, ainda que fosse por míseros segundos.
— Venha, há quem faça isso. – Disse olhando para Saori disse entre dentes.
– Senhorita Kido, saia e mande alguém limpar essa sujeira.
O olhar do ruivo mostrava claramente que uma segunda interrupção não iria ser tolerada. Após a saída da moça, o líder dos Ventrue olhou para seu noivo a sua frente.
— Não sei como é sua vida com os Assamitas, mas do momento em que casarmos em diante, você viverá aqui comigo portanto, as ordens da casa serão dadas por nós dois, pois será tão dono disso aqui quanto eu. Sendo meu esposo todos os respeitarão e o que disser será lei, então não decida nada sozinho. Exijo que você me respeite e não tolero traições. Não gosto e nem quero escândalos em minha casa, então nada de grosserias ou de me desafiar na frente dos meus subordinados. Como acabou de fazer com aquela moça. Ah! E para termina, e não menos importante, nada de quartos separados. Nem pense em fugir de mim, pois dormiremos no mesmo quarto e o farei meu.
Milo estava assustado e irritado com aquilo. Tudo era muito diferente do que estava acostumado. Queria sair da-li. Mas não demonstraria ao ruivo nada do que estava sentindo.
— Eu não... — Queria dizer algo, qualquer coisa que o fizesse sair por cima daquilo tudo. — Arrogante, prepotente... Solte-me! Não podes tocar em mim até depois do casamento. — Sua voz saíra mais alta que o normal, na verdade, ela mostrava claramente seu embaraço e revolta. Seus olhos estreitaram, e com m solavanco retirou as mãos do outro de si.
Kamus estranhara, mas não fará nada. Poderia não esta apertando o braço dele, porém um humano normal não teria aquela força para desvencilhar-se de suas mãos. Aquele garoto era curioso, e isso o atiçava, queria descobrir quem realmente era Milo Lhasa, que o intrigava tanto.
— Humano fraco, não me irrite... — Kamus disse entre os dentes, por pouco não dava uma surra naquele loiro insolente. Ah! Depois de casados ensinaria ele a lhe respeitar.
Milo até abrira a boca para dizer algo mais, contudo não capaz... Apenas girou sobre os pés, e correndo saiu em disparada dali. Queria ficar o mais longe possível daquele ruivo irritante, frio e desumano. O odiava, era isso que sua mente apregoava.
Não ligara para os empregados que vira no caminho, ou a parte da regra que devia ter boa educação e conduta naquela casa, apenas queria sair dali o mais rápido possível.
Não olhava por onde seguia somente se deu conta quando topara com algo grande. Primeiramente ponderou que poderia ser uma pilastra, mas logo se deu conta que se tratava de uma pessoa, ou vampiro?
— Perd... — Ia começar a se desculpa, mas quando viu aquele ser imenso, um medo tomou em si. Pensando que ele seria mais um dos serviçais de seu noivo, e que poderia levá-lo a força para dentro.
— Se machucou? Desculpa! Meu tamanho sempre é incômodo. — O ser grande ditou amigavelmente. Parecia que era o único ali gentil. Mesmo grande possuía um sorriso amável.
Milo espantou-se, mas sentiu aquecido por outro que lhe transmitia segurança. — Sinto muito, a culpa foi minha
— Quem mandou sair pirralho. — A voz grave do vampiro ruivo se fez presente atrás de Milo, e tal timbre fez cada parte de seu corpo arrepiar, não queria ceder, mesmo sabendo que ele já havia percebido devido o instinto vampiresco.
— Senhor... — O homem grande pronunciou.
— Eu quero ir embora, já terminou o que tinha para falar não!? — Milo disse desafiando o líder dos Ventrue. Não se curvaria aquele ser sem coração e alma.
Kamus grunhiu, mas talvez era melhor assim, não sabia ate quando manteria o controle para não atacar aquele humano e saborear o sangue dele, só o cheiro estava fazendo seu corpo ferver, imaginava quando tomasse o líquido vermelho.
Virou para o brutamentes:
— Aldebaran, o leve para casa. E você humano... Apreendera a me obedecer. — Dito isso o senescal saiu em passos firmes para dentro de seu lá, deixando Milo a cargo de Aldebaran.
Milo respirou fundo. Seus braços buscaram protegê-lo. A noite estava fria, e tudo que queria era voltar para sua casa, assim se resignou a seguir o grande homem, que abrira a porta traseira do carro para ele entra, mas o loiro optou em ir ao lado do motorista mesmo. Odiava solidão.
O caminho parecia tranquilo, bem do mais quando fora aquela mansão acompanhada pela vampira.
Aldebaran parecia bastante divertido e o mesmo ligara o som em uma rádio estrangeira, e ainda ficava contanto diversas piadas, que acabaram fazendo o loiro rir, esquecendo do sucedido.
Descobrira que os brutamontes não eram uns vampiros, e sim um lobisomem, mas que no passado tivera a vida salvo pro Kamus, e por isso era eternamente grato a ele, e o servia como meu de pagar sua divida, e por que estimava o ruivo como amigo. Isso realmente surpreendera o adolescente.
Quando finalmente o carro preto estacionara em frente à mansão dos Lhasa, Milo se despediu do lobisomem, recebendo um amistoso sorriso e entrou rapidamente a residência. Não foi sua surpresa ao entrar e encontra Elora a sua espera, parecendo aflita.
— Por que demorou? Ele fez algo contigo? Quem aquele infeliz pensa que é quem para do nada decidir querer lhe ver!? Ele não tem ainda nenhum pode sobre ti. — A vampira de madeixas loiras disseram exasperada.
— Mãe, está tudo bem! Ele só quis conversar, acho que me conhecer. — Não sabia por que estava defendendo o ruivo se ele o fizera passar tanta raiva, contudo fora por instinto, quando vira o protegia.
— Tudo bem! Mas da próxima vez quero que ele me consulte antes. Está tarde var dormi. — Disse ordenando, sem deixar escapatória para ele.
O menos obedeceu sua mãe, realmente precisava descansar, no dia seguinte tinha coisas para resolver, não deixaria que Aioria fugisse mais de si, iria de uma vez acertar as coisas entre eles.
Para Elora tudo era complicado, pois sabia que no momento que Milo casasse perderia o controle que tinha sobre ele, de protegê-lo, de tê-lo sempre perto de si, e isso a faria uma falta tremenda. E ainda tinha Asmitha.
Das últimas vezes que encontrara com ele percebera o quanto ele achava estranho, e mesmo que ele se forçasse a não demonstrar seu faro de vampira alertava.
Continua...
Fale com o autor