Aliança de Sangue
28 Capítulo 27
Notas iniciais
Boa leitura!!
O tempo era mesmo implacável, desde seu casamento até ali, já se haviam passado quatro meses, agora, porém, tudo era muito novo para si, como parecia igualmente certo. Sem muita dificuldade Milo se acostumava a sua nova situação. Ser um vampiro proporcionou habilidades nunca imaginadas.
Começando por seus sentidos que eram mil vezes mais sensíveis. O menor cheio era captado, sons distantes eram ouvidos, seus reflexos eram absurdos e fora o fato que poderia correr em uma velocidade surpreendente. Claro tinha outros fatos, como: sua força, rapidez em se curar... E uma habilidade para poucos vampiros, como poder sair à luz do dia.
Quem tinha esse privilegio era somente o vampiro muito antigo, como Shion, Kárdia e Pandora ou quem era da família real, o que era o caso de Milo o príncipe herdeiro.
Mas Milo tinha outro feito que era ainda mais raro, era algo para pouquíssimos, algo herdado de seu pai, ele era um Kari. Kari era uma raça especial de seres, que mesmo homens poderiam gerar outro ser. Assim, Milo se encontrava grávido.
Dentro de seu ventre crescia o fruto de sua relação com o Senescal Kamus Depardieu. Segundo o médico dos vampiros ele estava com um pouco mais de três meses.
O efeito era semelhante a uma gravidez feminina, tirando o fato dos riscos, e que o nascimento se daria por parto Cesário, já que seu corpo não era propício para dar a luz.
O que intrigava o loirinho era que seu abdômen ainda era liso. Milo se encontrava no quarto que dividia com Kamus; Ele estava nu na frente do grande espelho. Ficou de frente, não via nenhuma alteração em seu corpo, virou de lado e nada.
O loirinho bufou chateado. Milo olhou ao redor garantindo que não tinha ninguém. Ele arqueou suas costas proporcionando que sua barriga ficasse estufada e deduzisse que estava com mais meses de gravidez.
— A visão mais bela que meus olhos já pousara! — A voz rouca de Kamus se fez presente.
Milo deu um pulo e ajeitou seu corpo e inutilmente suas mãos tentaram esconder sua nudez. Ultimamente sentia-se incomodado em ficar nu.
— É... Não aparece... Será que esta tudo bem com nosso bebê? — Milo indagou certo.
— Anjo, precisa ter paciência! — O ruivo cercou Milo por trás e seus braços fortes rodearam o corpo menor o deixando apoiado em si. Suas mãos pousaram em seu o ventre com carinho. — Ele ainda é pequenino, mas com muito cuidado irá crescer...
— Eu sei... Mas estou ansioso... Quero ver logo como ele será! Será que parecerá comigo ou contigo? Menina ou menino? Vai ser quieto ou fogoso? — Eram tantas indagações que rodeavam sua mente.
— Ei! Desacelera. Curta a gravidez, no momento certo o terá em seus braços. — Kamus disse puxando o rosto de Milo para si. Seus dedos alisaram a pele bronzeada. Sua cabeça se aproximou da dele, e seus lábios massageou os lábios romãs do loiro.
— Uhh... Eu quero... — Milo disse virando de frente para o marido rodeando seu pescoço.
— Depois meu anjo sapeca... Agora tem visitas! Seus amigos estão aqui para vê-lo. — O Senescal acariciou a face do menor. — Por que não toma um rápido banho e desce? Vou pedir para prepararem algo para vocês comerem.
— Uh... Ok! Mas depois quero meu tratamento Vip. — Milo disse fazendo beicinho. Ele desgrudou do marido e virou para ir ao banheiro, mas recebeu um tapa leve nas nádegas de presente.
— Depois farei um belo trabalho nesse lindo traseiro! — Quem visse o Senescal falar dessa forma não reconheceria o sério e frio vampiro. O amor realmente poderia mudar as pessoas.
Milo tomou um rápido banho; Na presa escolheu qualquer roupa, mal penteou o cabelo, e começou a descer as escadas correndo.
— Milo! — Enrijeceu quando ouviu a voz autoritária do marido atrás de si. Cauteloso virou-se sobre os pés, fazendo ar de menino inocente.
— Sim, vampirinho lindo!
— Não corra! Tem que ser mais cuidadoso.
— Kamus! Estou grávido e não doente... E outra, sou um “mega foda vampiro” e corro mais rápido que uma Ferrari. — Disse pulando em seus pés.
— Vai ver o “mega foda vampiro” depois em sua bunda. Ande e não corra. — Disse com os olhos estreitos.
— Ok... — Disse amuado. Mas sua atenção logo foi cortada para a dupla risada atrás de si. Ao virar sobre os pés encontrou Aioria e Shun olhando engraçados para si. — Ei pessoal... — Ia correr, mas lembrou do marido atrás de si, e andou calmamente até os amigos. Fez um cumprimento de mãos com Aioria, e depois cedeu um caloroso abraço e beijo na bochecha de Shun.
Os três alojaram-se na sala de visitas. Entre conversas animadas, piadas e comentários sádicos, eles realmente passaram uma tarde agradável.
Não demorou e uma das empregadas serviu um lanche colorido e delicioso para eles.
— Pensei que vampiros não comiam comida humana. — Aioria disse deliciando em um cupcake de chocolate com chantili.
— Uh... Acho que não, mas eu como... Talvez seja por que vivi muito tempo somente com meu lado humano, ou talvez a gravidez... Ainda bem, por que viver somente de sangue não rola. — Milo disse passando pasta de amendoim em um Croissant fazendo os olhos dos amigos arregalarem.
— E estranho pensar que você é um vampiro... Quero dizer, você parece apenas um humano normal para mim... E mais doido, é homem está grávido. — Aioria disse.
— Algo contra? — Quem disse foi Shun. Ele era doce, mas sabia se frio e assustador.
— Nada... Só disse que é diferente, mas Milo é meu amigo, e se ele for feliz, eu aceito numa boa. — Disse afastando-se do menor dos três.
Milo acabou caindo na gargalhada, não demorou e os outros dois acompanharam ele.
Mas então as feições de Milo mudaram. Ele levou a mão na boca e como furação saiu correndo da sala.
— Milo... — Os amigos gritaram por ele, preocupados.
Aioria levantou seguindo o amigo. Shun levantou para fazer o mesmo, mas assim que saiu da sala, uma forte mão agarrou seu braço bruscamente, impedindo seu caminho.
— Ai... Me solta... — Clamou movendo-se para se livrar, mas foi algo inútil.
— Seu merdinha! O que faz aqui? Além de ser o menino do rei está empertigando minha casa? — A voz de Hyoga era carregada de um ódio mortal.
Shun tentou inutilmente se soltar dele, mas não moveu nem um centímetro.
— Não tenho nada haver com você. Estou visitando Milo que é...
— Ele não é nada! O esposo do meu tio não precisa de você. Vou ensinar onde é seu lugar. — Disse puxando Shun pelo corredor.
O menor pegou a primeira coisa em seu caminho e jogou contra o loiro. O vaso quebrou contra a cabeça de Hyoga, claro, isso não era suficiente para nocautear o vampiro, mas serviu para deixá-lo tonto.
— Tirei suas mãos de mim. Tem sorte de Kárdia não ter tomado ciência do que fez antes. — Shun gritou enfurecido. Ninguém deveria tocar em si, tirando o rei dos vampiros e seus amigos mais próximos, ninguém podia.
— Ora seu...
— O que pensar que está fazendo com meu pai? — A voz de Milo foi presente, e ela carregava um lado sombrio. Seus olhos outrora azuis achavam-se vermelhos, seus caninos apontavam ansiosos por rasgar o pescoço daquele insolente, se não o fez, foi unicamente por que ele era sobrinho de Kamus.
— Esse humano está querendo nos roubar... Eu só... — Hyoga inventou uma mentira para safasse do imprevisto.
— Mentiroso! — Shun bradou se afastando de Hyoga e colocando-se ao lado de seu filho. Aioria chegou e abraçou Shun.
— Não vai acreditar nesse humano... Eles... — Hyoga parecia bastante nervoso.
— Shun é meu melhor amigo e além disse é a reencarnação de meu pai Dégel... Como ousas acusá-lo.
— Seu imbecil, não vê que ele...
— Cala sua boca de merda. — Kamus rugiu aparecendo como fumaça no ar. Sua mão apertou em volta do pescoço do sobrinho e o sustentou no ar. — Feche sua maldita boca! Estou cansado de sua má criação. Se o tolero é unicamente por causa de sua mãe que era minha prima. Mas darei um jeito em ti.
Os três menores, incluindo Milo, recuaram um passo diante da fúria que brilhava nos olhos de Kamus. Ninguém seria idiota o suficiente para enfrentá-lo.
— Tio eu... Não...
— Quero que fique em seu quarto até segunda ordem. Vou garantir que aprenda o que é respeito e submissão. Agora! — Kamus gritou soltando Hyoga no chão. O loiro tossiu e levantou saindo dali correndo, antes que o Senescal mudasse de ideia.
— Mandou bem ruivo... — Milo disse acalmando-se e indo até Kamus. Seus olhos voltaram ao tom azul e seus caninos recuaram ao normal.
— Ei, anjo! Tudo bem? — Kamus indagou enlaçando a cintura de Milo.
— Sim!
— Shun?
— Ah! Estou bem... Mas ele me assustou. Kárdia não vai gostar do cheiro em mim... Preciso tomar banho! — Shun disse cheirando seus braços.
— Pode deixar que comunicarei ao rei, afinal preciso reportar isso a ele. E igualmente cuidarei para que meu sobrinho não te atormente mais. — O Senescal disse sem largar Milo. — Por que vocês não voltam para a diversão?
— Sim! Quero doce de leite com salgadinhos. — Milo disse saindo dos braços de seu marido saltitante de volta a sala.
— Nem parece que ele acabou de vomitar — Aioria disse seguindo o amigo loiro. Não demorou a que Shun se juntasse a eles.
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A noite chegou sorrateira, e com ela trouxe mais liberdade aos seres da noite. A lua mostrava-se imensa e bela, igualmente cheia de mistérios. O clima estava agradável, o cheiro de flores se misturava ao ar. Para alguns como Dhoko aquele tempo trazia lembranças, boas e más.
O moreno estava sentado em sua poltrona e olhava perdido o telhado das casas, parecia procurar por algo, ou alguém. Na verdade seu coração almejava não apenas vê-lo, mas tocá-lo... Senti-lo. Suspirou diante dos próprios sentimentos, e uma mistura de dor e culpa se apoderaram de si.
— Como posso ainda amar a criatura que matou meus pais?! Como?! —Perguntava-se sofrido. Sobressaltou-se ao sentir a mão do filho em seu ombro. Ao reconhecer quem era ficou aliviado.
— Pai... — Shiryu falou calmo. — Por quer não me conta o que houve exatamente? Por que se separaram se o amava? E por que ainda insiste nisso se o faz sofrer? — O moreno perguntou firme, mas carinhoso.
Dhoko se vendo sem saída, suspirou e começou a falar:
— Quando eu tinha 18 anos eu estava entrando na faculdade e conheci um professor. Ele era lindo, e eu tentava me manter distante, mas acabei me apaixonando...
O mais velho deu uma pausa e continuou:
— Começamos um romance, era bom estar com ele, me sentia amado, vivo... Um dia, porém, descobri que ele era uma criatura sanguinária... Um vampiro, um ser que como um parasita sugava a vida alheia.
Dhoko levantou da cadeira e olhava lua. Falar aquilo, lembrar tão vivamente, não era fácil.
— Eu fiquei desolado quando o vi sugar o sangue de um homem, por Buda, não sei como me senti! O estômago embrulhou e meus olhos pareciam que iam saltar das orbitas, fugi dele por dias... Não queria ouvir explicações. O homem abaixou a cabeça e as lágrimas desceram. — Eu devia sentir medo, mas não... Eu me sentia mesmo era magoado e enganado... Ele me escondeu isso, enquanto eu me abri como um leque! No entanto ele insistiu e eu acabei cedendo, conversamos, ele me explicou tudo e eu compreendi o lado dele e nós ficamos juntos.
Seu filho mantinha-se calado, apenas ouvindo sua narração, e somente isso ajudou prosseguir.
— Quando achei que seria “para sempre”... Ele me mandou embora... — A dor era visível na nos do mais velho. — Eu me senti um lixo, usado e manipulado... Ele nem teve o caráter de me explicar, apenas acabou tudo e me mandava ir para a China.
Me fez voltar para minha terra. Me conformei, então fiquei com meus pais, recebi uma carta dele, dizendo que queria conversar comigo e que tinha algo para me dar... Não queria vê-lo e muito menos receber mais nada dele. Esperei e ele não apareceu.
— O que aconteceu? — Via a curiosidade nos olhos de seu filho. Todavia o que contava era mais que um conto, era sua vida, nua e crua.
— Mas um dia eu tinha ido fazer uma entrega, já que meu pai tinha uma pequena mercearia, e quando voltei, já a noite, havia duas criaturas atacando meus pais, estavam derrubando a porta e eu corri, tentei lutar, fiz de tudo, mas mataram minha família... Antes de irem embora disseram com frieza. Esse foi o presente de seu amado Shion! E se foram. Eu fiquei muito mal... Além de me usar, para se livrar de tudo mandou me matar... No entanto, ele chegou pouco depois e me socorreu mesmo eu tendo dito que o odiava, que não passava de um parasita medonho, um criatura que não merecia mais que a morte... E outras coisas.
— Mas... — Shiryu tentou interrompe, sentido que algo naquela historia estava fora do contesto, porém Dhoko não permitiu, e continuou a narrar.
— Não quis mais vê-lo, mas ele me seguiu e me vigiou por muito tempo... Lembra o dia que fui à escola lhe encontrar? Bem, aquele rapaz loiro me deixou confuso, Shion sempre negou, disse que jamais faria aquilo e quando agiu daquela forma impensada me mandando para longe, era para me proteger...
Dhoko olhou para o filho.
— Estou confuso! E se for verdade? E se ele não for o que pensei? Ah filho... — O homem não soube o que dizer, mas sentia o peso de suas ações, além da solidão e de todo o sentimento que pensava que tinha morrido, presentes agora como se o tivesse conhecido ontem.
Shiryu tinha ficado em silêncio, apenas ouvia o que pai falava, o conhecia bem para saber que se o interrompesse ele não falaria mais nada. Aproximou-se do pai e o abraçou. Tinha orgulho dele, ele o criara só já que sua mãe morrera no parto.
— Pai, escute... Já pensou que eles podem ter mentido? Sabe... Para o senhor ter mesmo raiva dele... Além disso, eles acharam que o senhor ia morrer... — O moreno afagou os fios castanhos do pai. — Por que não fala com ele? Por que não tenta esclarecer as coisas? Por favor... Pelo menos não irá viver carregando essa dúvida.
Dhoko olhou para rapaz e sorriu de canto.
— Vou pensar... – Falou afagando o rosto dele. — Obrigado filho, por me ouvir... Há tanto tempo carrego isso em silêncio e agora podendo falar me alivia...
— Vem pai! Vamos jantar! — O estudante o chamou e o levou até a mesa. — Pai, eu estou namorando... Só que ainda não tinha te dito nada... Sabe o Seyia? Bem... Então... Nós dois... — Estava encontrando dificuldades para falar aquilo e o mais velho sorriu.
— Tudo bem meu filho! Só quero conhecê-lo melhor! — Dhoko não tinha por que julgá-lo, apenas aceitava o fato do filho estar com quem amava. Jantaram tranquilos e conversaram muito aquela noite. Ambos estavam felizes, a alegria que sentiam era por finalmente deixarem de carregar o peso de um segredo.
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— Ah não Afrodite! Não gosto de nada pomposo. Esse vestido está lindo meu amigo, mas fica para as donzelas que querem desfilar sua beleza.
Elora Llasa estava na casa de Afrodite Axel para provar o vestido para seu casamento com Asmitha. A cerimônia estava marcada para dali a uma semana e Afrodite já vinha preparando tudo, agora dava os últimos retoques.
— Minha querida Elora... Olhe para mim! — Ele falou e levou a mão ao queixo da loira e ergueu o rosto dela fazendo encará-lo. — Você é linda, está indo para o altar com o homem que ama, merece brilhar! E esse vestido, minha cara, faz sua beleza se sobressair!
A bela Assamitha sentiu seu ego ser massageado pela mão leve da vaidade.
— Acha mesmo?! – Elora vestiria um vestido vermelho que contrastava com sua pele pálida de alabastro. O vestido era tomara que caia, deixando seus ombros nus. Todo bordado com flores brancas, deixando-a com um aspecto sensual e ao mesmo tempo elegante. Um véu vermelho desceria por sobre seus fios loiros presos a uma grinalda de brilhante.
— A noiva mais linda que já vi em anos! — O sueco ditou feliz, vestiria Elora de forma sedutora e moderna, nada apagado ou sem vida. Sorria satisfeito. E ouviu uma batida na porta. — Fique a vontade, volto logo!
O loiro se afastou dela e seguiu até a porta, saiu do recinto e olhou para Misty.
— O que houve?! Deixei claro que só queria ser interrompido por algo de extrema importância!
O jovem olhou para seu senhor e falou baixo:
— Exatamente Milorde, e está em vossa sala um rapaz chamado Mime e ele espera por vós, disse que é muito importante!
– Leve-o a meu escritório, diga que já chego! — O rapaz assentiu e se retirou indo cumprir as ordens do líder Toreador. Afrodite voltou para a sala e Elora se olhava o espelho e sorria pensando que finalmente seria de Asmitha.
— Dite... Algum problema? Parece preocupado... — Elora o olhou e se aproximou, gostava daquela criatura. — Estava pensando em uma coisa... Acha que seria ruim se ao invés de um fossem dois casamentos?!
Afrodite a olhou sem entender, tinha uma sobrancelha erguida.
— Dois, minha querida? A quem se refere?! — Ele questionou sentando-se em uma poltrona, estava agora com seus pensamentos divididos entre aquelas palavras da loira e o vampiro que o esperava em seu escritório.
— Ah... Bem... O Mu, ele vai casar! O problema é com quem ele irá se unir! — Ela falou sorrindo de canto e olhou para ele. — Ah não sabia não é... Sim ele vai casar! Pensei que poderíamos fazer uma cerimônia dupla e assim casaríamos juntos!
— Bem, não é má ideia querida, mas quem é o noivo? Por que não... — Ia perguntar mais alguma coisa, porém sua atenção e a da vampira foram tomados por um cheiro diferente e cheio de irar.
— Fique aqui! — Afrodite ditou e imediatamente saiu daquele aposento indo em direção ao escritório, entrou rápido e o jovem ali se mostrava apavorado.
— Senhor Axel... Tome, isso deve ser entregue ao rei! — Entregou um envelope ao loiro e sorriu de canto — Precisam tomar cuidado... Como veem eles estão a espreita...
— Fique aqui! Eu mesmo resolvo isso! — O dono da casa e líder Toreador, saiu do escritório. — Misty... Leve o rapaz para junto de Elora e não permitam que saiam de lá! — O rapaz assentiu e mais uma vez foi cumprir as ordens do loiro. — Ah, e fique de guarda!
Afrodite saiu de sua mansão e junto com alguns outros a si subordinados. Logo foram atacados e uma luta sangrenta teve início. Baalis estavam ali e sem piedade atacavam os Toreadores, todos lutaram.
Afrodite Axel foi atacado e conseguiu desviar de uma espada, e voltando-se para o ser que o atacou lançou suas garras afiadas que sobre ele, viu a cabeça a criatura rolar e sorriu de canto, logo sentou a pele queimar em seu braço e o sangue escorrer.
Mais uma vez ele lutou e jogou-se contra a criatura atacando o pescoço dela, todavia seus olhos se arregalaram diante do que vira.
— Malkavianos! — O loiro passou lutar como podia, tinha que defender-se.
O sueco lutava e com suas garras matava aqueles que ousaram lhe atacar. Ele parecia uma fera sem noção, atacava sem medo. Sua surpresa aumentou quando se viu cercado por lobos! Alguns já sucumbiam.
— O que foi sanguessuga? Por que não usa suas garras agora?! — Um lobo ditou. Ele era moreno e tinha cabelos arrepiados. Afrodite voltou-se para aquele que tinha lhe falado, e seus olhos vermelhos mostravam que ele não desistiria ali. O vampiro tinha feridas pelo corpo, mas até então nenhum ferimento letal.
— Experimente tocar nele animal e sentirá o sabor de minha espada! — Matteu e Ikki chegaram ali, e ambos agora enfrentariam também as feras, não tardou para que Fenrir e Aldebaran chegassem também, além de Kanon e Julian Solo, líder dos Hunters.
Eram poucos, mas logo outros chegavam ali. Vendo-se cercados por eles e o número crescendo, os inimigos de prepararam para a luta, só iriam dali quando alcançassem seu intuito, mas um grito que chamou a atenção de todos, foi à deixa para se retirarem.
Sorrindo o lobo que iria atacar Afrodite falou:
— Isso não termina aqui! É apenas o começo! — E assim todos se foram.
— Elora! — Afrodite ditou e correu para dentro de sua residência.
— Mas o que foi isso? — Julian se pronunciou e olhou para os presentes.
Mas quem respondeu foi Shion que acabara de chegar.
— Radamanthys de Wyverny está começando a tentar livrar-se de todos aqueles que ele sabe podem unir-se contra ele!
— Como vai Shion?! — Ele o saudou. — Então estamos em guerra?! — O homem perguntou e olhou para Kanon que se mantinha sério olhando na direção que os lobos tinham seguido.
Antes que ele respondesse, Shion sentiu que sua filha estava precisando de si e correu ao encontro dela. Julian permaneceu ali e olhou para Kanon.
— Algum problema Caillet?
— Não sente Solo? — O loiro falou e olhou para os presentes. — Não está longe... — Kanon sentia o cheiro de alguém em especial, esse mesmo cheiro sentira no dia que salvará Um. — A criatura que procuram não é esse Radamanthys... Não mesmo!
Todos se entreolharam.
— E de quem é o cheiro caçador?! — Fenrir perguntou preocupado, sentia que eram Baalis, e outro tão comum entre eles. — Havia Gangreis entre eles! Mas nada em especial.
Aldebaran levantou o rosto e cheirou o ar. — Sim... É a mesma criatura que me atacou... Sei disso! — Kanon assentiu e ambos saíram dali atrás daquele cheiro, Ikki os seguiu de perto e os outros entraram na mansão.
Afrodite e Shion chegaram até o aposento onde estava Elora e Mime, mas ao entrar a loira tinha apenas o corpo do rapaz em seus braços. A janela estava quebrada e a Assamitha mostrava-se sem palavras.
— Pai! – Elora o chamou. — Eu nem vi direito o que nos atacou... A coisa... Me jogou para longe... E o atacou! — Elora parecia apavorada e Shion se aproximou.
Afrodite olhou em volta e seus olhos cresceram em tamanho e deu passos para trás, Misty estava morto, jogado a um canto, o loiro tinha sido estraçalhado. Matteu abraçou o loiro e o tirou dali.
Shion tomou a filha em seus braços, ela já não trajava o vestido de noiva, mas um roupão que agora estava manchado pelo sangue do jovem vampiro assassinado.
Nenhum dos que estavam ali compreendia aquilo. Shion não queria acreditar em seus instintos, no entanto conhecia aquela brutalidade e a criatura que era capaz de tanto.
— Mas como?! — Fora tudo que ditou. Levou a filha dali e Afrodite agora estava agarrado ao amado. Fenrir e Solo se olharam, ninguém tinha resposta aquilo. Kárdia e Kamus foram avisados e ambos ficaram preocupados.
O perigo mostrava-se iminente. Eles tinham que ter cuidado, mas lutar contra o que não conheciam, era no mínimo covardia! Precisavam saber mais. O informante se fora, mas as informações que havia levado encontravam-se na casa de Afrodite dentro do envelope e escondido por Mime entre os tecidos finos e belos do vestido de Elora.
Continua...
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