Notas iniciais
Confessem, merecemos um prêmio? Superamos... Conseguimos fazer este capítulo rapidinho... Aqui está ele para alegra o início de semana de todos....
Esperamos que curtam e claro deixem seus comentários, pois eles nos faz muito felizes...
Imenso beijos e boa leitura!!!

O dia mal tinha amanhecido é Kanon levantou. Não havia conseguido dormir. Não podendo mais protelar, foi ao trabalho, durante o dia ele era policial e a noite caçador de monstros. Achava-se sentado em sua mesa, todavia seus pensamentos estavam distantes.


— Kanon, na minha sala! — O chefe do departamento chamou o loiro. Sorento parecia irritado aquele dia. Bateu a porta com força e esperou que seu melhor policial fosse até ele.


Kanon levantou e sem um pingo de animo obedeceu à ordem do seu superior, entrou na sala e encostou-se à porta de braços cruzados.


— Você está um lixo! — Disse o mais velho. — O que está acontecendo? Há dias que não está bem e venho observando isso! Quer conversar?! — O homem mostrava-se preocupado. — Como está Saga? Passei na escola onde ele ensina e não o vi mais! Está doente?!


O hunter sentiu o peito doer ao ouvir falar do irmão. Não tinha como explicar o que tinha acontecido e não sabia o que dizer.


— Nós brigamos... E ele está meio afastado! Afastou-se do trabalho e viajou.


O outro ergueu uma sobrancelha.


— Não sou tolo Kanon! E sei quando está mentindo. O que houve? Por que não me diz?! — Sorento era amigo de Kanon e Saga. Tinha ajudado eles em muitos momentos ruins.


O Hunter suspirou e então sentou.


— É verdade... Nós brigamos feio e o Saga decidiu viajar. Está com um namorado! Mas eu estou confuso! — Falou colocando-se em pé novamente. Não poderia simplesmente dizer que o irmão tinha se transformado em um vampiro. — Estou gostando de alguém, não queria e não devia! Merda! Esse negócio de sentimento não é para mim! Não é!


O outro apenas olhava e sorria de canto com aquilo. Kanon era muito prático, e as coisas que ele não conseguia dominar, o tiravam do sério.


— Sei... Mas quem é a bela donzela que tem tirado seu sono?! — Falou divertido, sabendo que ele iria revidar irritado.


Kanon suspirou:


— É ele! Um rapaz... E ele tem uma família difícil... E está noivo! — O caçador andava de um lado para o outro. — Não sei o que fazer! Quer dizer... O correto é deixá-lo livre e feliz com o casamento! Já que eu soube pelos outros!


Sorento olhava sustentando o sorriso.


— Mas é isso que fará?! Digo... — Falou pigarreando. — O deixará ir? Quero dizer... Casar?! — Sabia que ele não era disso, não era de desistir do que queria. — Bem... Eu acho que talvez... — Parou ao vê-lo olhar para si com o olhar assassino.


— Não ache! — O loiro disse frio. Sabia o que ele diria, mas não iria atrás dele... Tornou a andar de um lado para outro, lembrou-se do rosto dele no chão, quase morto, dos seus olhos verdes... Do modo como ficava envergonhado. — DROGA! — Gritou, batendo na mesa. — Por que isso tem que ser tão difícil?! —Tinha a respiração forte e os sentimentos confusos. — Escute! Vou trabalhar, na rua! — Saiu dali deixando seu chefe com um sorriso vitorioso.


Sorento achava que nunca veria aquilo, todavia agora se sentia feliz e ao mesmo tempo preocupado, o loiro estava apaixonado, mas ainda relutava em aceitar.


–oo0oo-

Na mansão Assamitha, Shion encontrava-se em seu escritório. Assinava alguns papéis. Não poderia enrolar, pois tinha que estar na casa de Kárdia àquela tarde ainda. O telefone tocou e Mu foi até ele com o telefone.


— Senhor, telefone para o senhor. Identificou-se apenas como Megrez!


Shion abriu a porta e foi até ele.


— Obrigado, não deixe ninguém me atrapalhar! — O loiro ordenou e tornou a entrar. Shion sentou em sua poltrona e atendeu o aparelho.


— Como vai Megrez? Como andam as coisas? — O loiro perguntou. — O que tem de novo?


“Estou bem, mas queria dizer algo importante...” — Disse no outro lado da linha. “Ele esta na Alemanha... E Shion, cuidado... O perigo real não é quem você pensa! Estejam atentos e reúnam todos que puderem, não confiem em ninguém! Preciso desligar. Mandei papéis por um amigo! Mimi!”.


Shion ouviu o telefone desligar e olhou para o nada. A muito sabia disso, havia falado com Kárdia a respeito. Pegou um bloco e escreveu um bilhete. Levantou e foi até Mu.


— Leve isso até o rei! E entregue em mãos! — Ordenou e o viu sair dali. O mais novo foi cumprir o que lhe fora ordenado. Falou com o motorista e saiu na limusine seguindo até a casa do Kárdia.


Ao chegar Mu foi procurar o rei, mas para isso teria de falar com seu “secretário”, Shaka Phalk.


— Bom dia Senhor Phalk! — O Assamitha falou e se aproximou do loiro. — Preciso falar com o rei. É importante!


Shaka assentiu e entrou na sala de reunião. Kárdia estava com algumas pessoas e ele se aproximou ditando algo no ouvido do rei. O senhor dos vampiros levantou e pediu que aqueles que estavam ali se retirassem, dera a reunião por encerrada.


Quando todos saíram Mu entrou e Kárdia o saudou, ele entregou o envelope ao rei, e quando ele leu o conteúdo, levou à mão a boca.


— Shaka! Marque uma reunião para amanhã à noite, quero todos aqui! Shion, Kamus, Afrodite, Matteu e o lobo Fenrir! — O rei parecia nervoso e olhou para Mu. — Diga a seu senhor que falaremos amanhã e resolveremos isso!


Mu assentiu e se retirou, quando este saiu Shaka o chamou:


— Mu! Sua limusine se foi, Elora precisou dela. Não se preocupe, posso levá-lo, deixe-me apenas marcar a reunião com dos líderes.


Mu ia negar, mas achou melhor esperar. A noite se pronunciava já, mas não queria ir andando. Não queria ver o caçador, pois não saberia encará-lo. Queria ficar com ele, mas era óbvio que Kanon não sentia por si o mesmo que ele sentia por ele.


Quando o loiro terminou passava das seis e ele levou o jovem Assamitha.


— Como está Mu? Shion lhe falou de minha proposta? Bem, não se apresse, posso esperar, pense direito. Mas seria um grande prazer se aceitasse meu pedido.


Mu sentiu o estômago embrulhar. Não disse nada, sentia-se sem forças e confuso. Olhou para o lado de fora e quando sentiu a mão de Shaka sobre a sua, voltou sua atenção para o loiro, e seus orbes verdes encontraram os azuis celestes do outro.


Olhando bem para Shaka o braço direito de Shion notava como aquele homem era belo e envolvente, no entanto não era como o homem que amava, Kanon tinha um jeito particular de ser, era grosso e dominador, mas por algum motivo não se sentia machucado. Além disso, tinha um jeito firme de lhe tocar. E tal pensamento o deixou sem jeito e ele abaixou o rosto e puxou levemente sua mão.


Shaka gostava daquela timidez, fazia com que Mu fosse ainda mais perfeito a seus olhos: “discreto, educado e belo” Ele pensou consigo. Chegaram à mansão Assamitha e os dois saíram do carro.


— Obrigado! — O rapaz falou calmo e quando virou as costas para entrar, sentiu a mão de Shaka em seu ombro e quando olhou para ele, não pode evitar o beijo. Os lábios do loiro estavam colados aos seus, estremeceu e abaixou a cabeça.


Shaka ia dizer algo, quando ouviu uma voz forte e um tanto irada atrás de si.


— Tire suas patas dele besta! — Kanon estava ali e não gostara do que vira. – Se aproximou de Mu e o puxou para longe de Shaka. — Por que o beijou?! Quem pensa que é?!


Mu nada ditou, por algum motivo, aquilo o fazia bem. Ele estava ali, brigando por ele. Mas como? Como ele soube? Quem poderia ter dito algo? Bem, não importava, ele estava ali e isso lhe era suficiente.


Shaka estranhou aquilo e se aproximou perigosamente de Kanon, tinha seus olhos rubros e seus caninos a mostra.


— Quem você pensa que é caçador?!! Tire as mãos do meu noivo! Ou eu mesmo lhe mato!


Kanon não gostou daquilo.


— Noivo?! — Olhou para Mu e o viu negar com a cabeça. — Não seja ridícula fera, ele não é seu noivo e nem será! — O Hunter preparou-se para atacar.


Shaka foi para cima de Kanon, mas esse se desviou de seu ataque, e quando o Hunter foi atacá-lo, parou de mover-se ao ver a sua frente, outra criatura.


— Quem é você fera?!


Ikki estava ali e mantinha Shaka em seu abraço. O indiano arregalou os olhos e ficou olhando para aquele ser a sua frente.


— Se afaste dele caçador! Saia daqui! — O moreno falava firme.


— O que pensa que está fazendo? — Shaka perguntou a Ikki e esse falou bravo:


— Lhe defendendo loiro! Não é obvio?!


O indiano irado bufou, mas não conseguiu sair dos braços dele.


Nesse instante Shion abriu a porta. Havia escutado as vozes e sentido a presença deles.


— O que está havendo aqui?! — O secular vampiro indagou de maneira estrondosa.


Ele olhou para Shaka e dele para Kanon e para Mu atrás dele. Sabia que havia aquela relação, tinha sentido o cheiro do caçador no vampiro. Não era exatamente o que queria para seu filho, contudo jamais o legaria a uma eternidade de sofrimento por conta de suas vontades, bastava à dor que sentia por estar sem Dhoko.


— Esse maldito caçador nos atacou. — Shaka disse afastando-se de Ikki e ajeitando suas roupas. Não iria deixar seu lado soberano ser questionado diante daquele ser inimigo de sua raça.


— Mu? — Shion chamou pelo filho, querendo saber dele o que realmente aconteceu.


O vampiro jovem apenas desviou a face envergonhada. Ele tremia visivelmente. Seu instinto era defender Kanon, todavia não queria colocar sua família em problemas. Por dentro jubilava diante da reação do caçador. A maneira que ele agirá deu brechas para cogitar que de alguma forma queria-o.


— Não quero essa algazarra em frente a minha casa. Mu para dentro, e Shaka pode ir em paz, cuidarei desse caçador. — Shion disse dispensando a briga.


Com a cabeça abaixada o menor de todos resignou-se obedecer aquele que era como um pai para si.


Shaka não queria aceitar aquela situação daquela forma, todavia não iria contra Shion. Mesmo que ele fosse o secretário do rei, sabia o peso de Shion e o quanto este era forte. O respeitava e jamais mancharia sua honra diante dele.


— Boa noite Mu, mais tarde te ligo! — O loiro disse gentil, e após acenar a cabeça para Shion, ignorando os rosnados do caçador desapareceu no ar. Na verdade tinha utilizado sua super velocidade para sair dali.


Ikki resmungou algo e saiu andando calmamente pela rua. Pretendia ir a floricultura ver Asmitha e seu irmão. Ainda não tinha aceitado o fato que seu inocente Shun, estava relacionado com o rei dos vampiros.


Kanon olhou para o vampiro. Podia sentir a força de Shion, tal como era ciente que o clã dele respeitava o acordo entre os vampiros e caçadores.


— Venha Hunter, precisamos conversar! — Disse saíndo na frente sem olhar para trás e tendo certeza que era seguido pelo loiro. Ao entrar em seu pomposo escritório sentou com graciosidade, e somente voltou a falar quando Kanon sentou a sua frente. — Agora, o que tem com meu filho? — Shion foi direto. Fazer rodeios não era com ele.


Kanon remexeu na cadeira mantendo o semblante sério. Esta era a linha do destino. O que falasse naquele momento definiria toda sua vida. Ele poderia virar as costas para Mu e continuar sendo apenas um caçador e policial, ou negar todo seu conceito até agora e seu vínculo a um ser da noite. Qual escolher?


— Há poucos meses atrás lidei com alguns vampiros que estava espancando outro até a morte. Mesmo não sendo do meio feitio acabei ajudando o vampiro ferido e o levei para minha casa. — Kanon dizia sem nenhuma emoção em sua voz, apenas mantinha sua postura séria. — O mesmo estava à beira da morte, e em um rompante de loucura, acabei permitindo que ele tomasse de meu sangue.


— Estranho para um caçador fazer isso, até onde sei, o sangue de um Hunter contém um veneno que pode matar ou tornar um mordedor em seu escravo. — Shion observou já imaginando de quem Kanon falava.


— Sim! O vampiro não morreu, mas tornou-se ligado a mim. Temos um pacto de sangue, ele pode tomar somente de meu sangue do contrário morrerá. — Ele tinha chegado ao ponto que queria. — Por isso não posso permitir que seu filho case-se com aquele vampiro aguado. Mu é meu escravo de sangue!


Shion por um milésimo de segundo arregalou os olhos, porém foi algo muito rápido, pois tão logo ele voltou a sua faceta normal. Sua mente trabalhava naquela situação. Lembrou-se de alguns anos atrás, de quando ele mesmo tivera seu amor proibido... Da forma trágica que ele acabou. Não desejava essa dor para aquele que tinha como filho.


— O que sugere? Shaka foi respeitoso em pedir a mão de Mu em casamento. Não posso negar sem uma justificativa plausível. Certo! O pacto de sangue incide, mas declarar que meu filho tem um elo de sangue com um Hunter é o mesmo que o jogar para ser queimado na fogueira, pois isso é um crime em nossas leis. — Shion colocou sobre a mesa todas as cartas. Não iria jogar Mu para ser morto.


— Mas podemos arrumar uma solução! Creio que se seu rei marcar uma reunião com o conselho dos Hunters e pedir um tratado de paz ele acordará. — Kanon disse enigmático. Sua mente trabalhava a mil.


— Acordo de paz? Um casamento de conveniência?


— Se deseja colocar nesse termo, sim! Peço a mão de Mu em casamento, assim matamos dois coelhos com uma cajadada só. Garanto que seu precioso filho continue vivo, e vocês conseguem um acordo de trégua com os caçadores. — Se fosse tempos atrás ele mesmo gritaria que aquilo era uma loucura, todavia situações extremas exigiam decisões extremas.


Shion Lhasa ficou olhando um tempo para o loiro humano, e sem falar nada com ele, tomou o telefone de sua mesa discando rapidamente. Quando a pessoa do outro lado atendeu, solicitou falar com Kárdia.


Kanon manteve-se calado acompanhando toda a conversar. Ela não levou mais que alguns minutos, e quando Shion colocou o aparelho de voltar no gancho, olhou seriamente para o caçador.


— Vou dizer somente uma coisa. Se ferir ou magoar meu filho, o mato... Arranco cada órgão o fazendo gritar de dor, e o deixarei morrer sofrendo lentamente. — Shion ameaçou sem vacilar.


Kanon não proferiu nada, pois respeitava aquele homem. Era para ele ser uma criatura sem alma, mas ali estava ele protegendo quem amava.


— Tem minha palavra! — Ditou no final da ameaça de Shion.


Não tardou para que o Líder Assamitha mandasse chamar Mu, e quando este entrou acanhado no escritório, foi incapaz de olhar para qualquer um dos dois homens presentes.


— Me chamou senhor? — Disse em baixa voz.


— Sente-se ao lado de Kanon! — Shion ordenou sem dar brechas para recursas.


Mais que de presa Mu sentou ao lado do caçador e seu mestre de sangue. Mesmo que não admitisse em alta voz, era ciente do que sentia por aquele humano. Não era hipnose do sangue ou algo assim, era tão profundo como o oceano.


Ele começou a brincar com os dedos tentando distrair. Podia sentir os olhos de Kanon sobre si, e isso apenas aumentava seu nervosismo.


— Mu, olhe para mim! — Shion disse, sendo prontamente atendido. — Já decidiu se aceitará ou não a proposta de Shaka?


O menor da sala estremeceu e olhou rapidamente para Kanon. Não queria manchar a casa do vampiro que o acolherá como filho, todavia não queria casar-se amando outro.


— Eu... Não sei... Shaka é uma boa pessoa, e um vampiro... Mas eu não...


— O senhor Kanon Caillet me contou sobre o ocorrido ente vocês, o fato de estarem ligados pela lei do sangue.


Mu estremeceu. Não queria envergonhar seu clã, mas não podia negar sua ligação com Kanon.


— Mestre Shion! Sei não que deveria, mas aconteceu... Kanon não fez por mal, se alguém merece pagar sou eu, não o machuque! — Saiu em disparada na proteção do caçador, sem sequer se importar com um destino cruel para si.


Um pequeno sorriso se formou nos lábios de Kanon, ao saber que tinha efeito sobre o vampiro pequeno. Mu era seu, e ninguém tomava o que lhe pertencia.


— Ninguém morrerá, pois Caillet trouxe uma solução. Já falei com o rei Kárdia, e em uma prévia com o conselho dos Hunters, eles estão de acordo. Agora dependera de você em aceitar ou não a aliança de casamento.


Os olhos verdes de Mu ganharam largura. Ele olhou para o líder do clã e depois para Kanon. Demorou alguns segundos para que ele digerisse o que tinha ouvido.


— Casar? Mas e Shaka?


— Se importa tanto com aquele vampiro? — A voz de Kanon soou com claros sinais de ciúmes.


— Não... Quero dizer! Não trará problemas Shion? — Ele estava confuso. Em misto de euforia e medo.


— Kárdia falara com Shaka, levando em conta a importância dessa aliança, ninguém será contra. Depende agora unicamente de você. — Shion disse repousando as costas na cadeira e avaliando os jovens. Tão apaixonados e indecisos em mostrar seus sentimentos. Lembrou-se de Dhoko, e na chance que jamais teriam novamente.


— O que me diz? Aceitará casar-se comigo? — Kanon indagou friamente, mas por dentro estava ansioso pela resposta do vampiro.


As bochechas de Mu tornaram-se rubras, se isso realmente era possível. Ele encarou o caçador e depois desviou.


— S-sim! — Disse em tom tão baixo que os outros dois somente ouviram por que tinha audições bastante treinadas.


— Bem, falarei com Shaka, e resolverei os transmites. — Shion disse saindo do recinto, dando privacidade ao outros dois.


Mu não se mexeu, tinha medo de fazer algum movimento errado, mas aquele silêncio estava matando ele.


— Bem, vou indo! — Kanon disse levantando, mas antes que ele chegasse à porta, Mu segurou seus braços. — O que foi?


Em vez do vampirinho responder em palavras, ele simplesmente ficou na ponta dos pés, e pressionou sua boca contra a do loiro. No começou foi apenas um toque, mas logo, Kanon puxou o corpo menor para ter de si, e rodeou a cintura dele um dos braços e a outra mão firmou em sua bochecha.


Sua língua pediu passagem na boca do menor, e eles aprofundaram o beijo. Ambos respiravam ruidosamente, e naquele ato podiam ver a carência um do outro.


Mu rodeou o pescoço de Kanon e deixou-se levar por aquele ato luxuoso. Como estava com saudade daqueles lábios. Queria pular de felicidade por saber que se casaria com Kanon, todavia tinha que se comportar. Dedos cruzados para que tudo desse certo.


Quando o caçador precisou respirar, afastaram-se. Kanon acariciou a bochecha rosado do menor. Achava engraçado, jamais considerou que vampiros corassem.


— Tenho que ir, mas logo venho vê-lo!


— Sim! Vou esperar! — O menor disse com um radiante sorriso. Afastou-se de Kanon mesmo contra vontade e ficou zelando pela saída dele. Queria ir junto, mas precisava se comportar.


Um futuro estava sendo traçado para aqueles dois, bastava torcer para que tudo desse certo, e que nada interferisse contra a possível felicidade. Havia um longo caminho a ser percorrido, e aquela aliança trazia para os vampiros algo mais que segurança, mas aliados contra a fúria de Radamanthys de Wyverny.


Continua...