Aliança de Sangue
20 Capítulo 19
Notas iniciais
Boa leitura!!
Enquanto Milo estava na escola, Radamanthys estava bem acordado a fim de começar sua vingança. Estava irado, e como havia dito, começaria matando aquele que matou seu amante.
Pandora chegou logo em seguida e falou com o vampiro:
— Meu senhor, sua visita o espera! — Ele assentiu e foi ao encontra da pessoa que havia aguardado à tarde quase toda. Foi até seu escritório, sua casa era sombria e escura a decoração em tons de preto e vermelho davam um ar maquiavélico ao local. Sem contar com pinturas e moveis que tinham detalhes de torturas e mortes.
— Demorou demais! O que houve? Não gosto de gente incompetente! — A pessoa vestia uma capa escura e assim era impossível ver seu rosto. — O que tem para mim?! — Ele indagou sentando em sua poltrona que era nada menos que uma cópia do trono de Kárdia Bartinik.
— Está ansioso demais... Ainda está de pé nosso contrato? Dará sumiço aquele vadio?! — A voz saíra irritada e perversa. — Tenho informações importantes, mas terá de pagar por elas! — Falou mostrando um envelope e se afastando um pouco.
— Qual o seu preço?! — Ele perguntou. Estava louco para pegar aquele envelope, odiava a impertinência daquela criatura, mas precisava dela. Queria Milo é o teria! Ele esperou e o momento havia chegado, logo nem mesmo Kárdia o impediria!
Sorriu dos próprios pensamentos e como não havia resposta a sua pergunta levantou-se irado.
— Está brincando comigo? — Indagou se aproximando e seus caninos tornaram-se aparentes e suas garras cresceram e logo estava segurando a pessoa pelo pescoço. — Devia te matar! Mas tem algo que quero que faça! — Falou com os olhos vermelhos e tomou o envelope das mãos do ser que o segurava. Tirou o capuz e sorriu cruelmente ao olhar o pavor naqueles olhos marejados.
–oo0oo-
A aula passou-se tranquila e tiveram aula com o professor Saga, o mesmo andava mais bem humorado, mas ainda era sério.
Milo detestava aquela aula e o homem parecia saber disso e só o chamava para fazer perguntas. O dia de aula passou chato para Milo, mas quando ela acabou foi com os amigos esperar que o pegassem para ir para casa.
Saga estava exausto aquele dia, havia tido uma noite um tanto agitada, Shura havia passado e dormiram muito tarde. Lecionava em duas escolas e por isso mesmo, queria ir pra casa, tomar um banho e dormir.
Saiu da escola mais tarde, quando passou viu um homem ruivo e belo sair de dentro de um carro. Não soube o que dizer, mas aqueles olhos verdes pareciam enfeitiçar.
O homem seguiu até Milo e seus amigos. O professor mal fechava a boca, claro que não passou despercebido por Milo que estreitou os olhos na direção do professor.
Possessivo, Milo se aproximou do marido e o beijou, queria que todos soubessem que ele tinha dono.
Kamus não estranhou muito aquilo, mas se vangloriou ao perceber o ciúme do loirinho. Gostou daquilo, mas ficou ainda mais sério ao ver o homem que o olhava. O que aquele caçador fazia ali? Perto do seu esposo?! Procuraria saber depois.
Saíram dali. Foi quando Saga pareceu acordar de um sonho, mas ficou preocupado. Seria aquele o marido de Milo? Mas tinha sentido nele o mesmo que sentira quando viu Shura. Aquele homem era um ser da noite, só podia ser. Mas falaria com Milo depois.
Cansado, seguiu para estacionamento, pegar seu carro, mas ele não funcionou. Suspirou saindo a pé mesmo. Não era muito longe e assim aproveitaria para comprar algumas coisas que estavam faltando em casa.
Passou no supermercado e quando se aproximava de casa, sentiu-se sendo seguido, riu de canto, e falou baixo para si mesmo.
— Que vampirinho mais teimoso, ainda insiste em ficar se escondendo! — Continuou andando. Quando passava por um parque que àquela hora não tinha ninguém, ia falar para Shura aparecer, quando foi jogado contra uma árvore.
Ficou atordoado. Sentiu uma dor imensa, foi quando olhou pra o ser que se aproximava. Era loiro e tinha os olhos mais cruéis que já vira na vida.
— O que foi caçador? Desaprendeu de lutar?! — Radamanthys falou sorrindo sarcasticamente. — Você vai ser o primeiro a pagar por tudo que já fez contra mim! — O vampiro se aproximou pegando Saga pela gola da camisa e suspendeu no ar. — Tem um último pedido a fazer?!
Saga estava apavorado. Quem era aquele homem? E que crime já havia cometido?
— Está enganado senhor! — O professor falou tentando se explicar, mas não teve muito tempo, logo recebeu um murro no estômago que o deixou sem fôlego e parecia concreto as mãos daquele homem.
Radamanthys estava disposto a ser cruel, e melhor ainda que ele desistisse, não lutar tornava as coisas muito menos trabalhosas.
— Eu... — Saga tentou falar, mas encontrava sem ar depois do soco que levara, a dor que sentia um dor igualmente nas costas, que pensava na possibilidade de ter quebrado alguma costela.
— Calado! Não darei uma morte rápida, merece sofrer depois do que fez. — Radamanthys ditou quando levantou o corpo de Saga com apenas um braço, além do chão.
Como se acenasse jogou o corpo de Saga com tudo contra a parede de tijolos, ao ponto que afundou a mesma. O professor gemeu de dor, e ao tossir o sangue saiu de sua boca.
O terror pintou mais ainda em seus olhos quando viu os olhos vermelho, e as presas.
— É um vampiro!
— Para um caçador és muito fraco. — O líder dos Baalis riu no final ao que fez um gesto com as mãos, e rapidamente dois lacaios apareceram ao seu lado. — Divirtam-se, mas não o matem, esse será meu prazer.
Saga engoliu em seco, e tentou se levantar a fim de se proteger, mas de longe era uma tentativa falha. Não tinha a menor possibilidade contra aqueles seres de força e agilidade sobrenatural.
Mordeu seus lábios para abafar a dor. Gemer ou gritar de dor para o inimigo? Jamais, poderia perder tudo menos seu orgulho.
— Ahh... Vamos ver até quando ele ficara calado. — Um dos vampiros bradou dando chutes e pontapés.
— Chega! Minha vez... — Disse Radamanthys disse quando aproximou perigosamente de Saga, e seus subordinados afastaram.
Saga tentou se mover, mas nem seu dedo era capaz de tão façanha, não depois da surra que tinha levado. Na certa, vários ossos encontravam-se quebrados, alguns órgãos perfurados. A morte seria um balsamo a essa altura.
Ele ergueu o corpo machucado e sangrando de Saga e o prensou contra a parede mais próxima. A respiração chocou contra o pescoço, e o loiro humano gemeu tentando inutilmente afastar daquela aura maligna.
Um grito cortou sua garganta quando as presas perfuraram sem cuidado sua pele. Sentia uma dor terrível tomar conta de seu corpo, maior que os golpes recebidos, era como se queimasse de dentro para fora.
Suas mãos inutilmente tentavam afastar aquele ser maligno de si, mas era algo sem sucesso. Pouco a pouco o sopro da vida ia deixando seu corpo, e tudo tornava-se uma nevoa.
De maneira turva uma imagem veio a sua mente, e nela viu um belo homem de cabelos negros e curtos, um olhar penetrante. “Shura!” Queria ter a chance de dizer que o amava antes de morrer, pois a morte parecia o único fim disponível para si.
Cansado de tudo, quase implorando para ser logo morto sentiu quando as presas do vampiro deixaram seu pescoço, mas de maneira que rasgou sua carne.
Seu corpo sem qualquer animo e no fio da vida caiu com tudo no chão. Seu coração batia cada vez mais lento, e respirar tornava-se difícil, era a morte batendo na porta.
— Que quer de golpe final my Lord? — Um dos lacaios indagou, ansiando por se divertir mais.
— Não! Quero que ele sofra vendo a morte chegar, pois para ele resta somente esse destino. — Dito isso Radamanthys sumiu no ar, e seus serviçais o seguiram.
Saga sentia o restante do sangue que tinha deixar seu corpo, e uma dor tomar conta de si, maior que a física era a do coração por que nunca mais veria as pessoas que lhe eram importantes.
— Shura! Kanon...
Queria dizer para eles que os amavam, e como eram valiosos... Jamais teria a família que sempre sonhou... Nunca mais...
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Alheios a tudo isso, o senescal e seu esposo, saíram da escola de Milo. Kamus deixou os amigos do loirinho em suas casas e de lá não voltaram para a mansão do ruivo, mas para surpresa de Milo, foram a um restaurante, iam jantar fora.
O loirinho ficou surpreso.
— Mas você está arrumado e eu... — Falou do fato de estar trajando o fardamento da escola. Baixou a vista e olhava para si.
O ruivo sorriu de canto.
— Não se preocupe, podemos dar um jeito nisso! — Falou suave, mas firme. A seu lado havia uma muda de roupa. — Trouxe para você, se não se importar-se trocá-la aqui.
O loirinho ficou meio sem jeito, mas era uma limusine, portanto, o motorista não veria nada. Kamus abriu o saco da roupa e tirou um paletó em um tom mais claro que o seu próprio, mas do tamanho certo de Milo. O loirinho um tanto tímido, foi tirando o uniforme escolar, e à medida que o fazia podia sentir o olhar malicioso do esposo sobre si.
— Vem cá... — O ruivo disse envolvente e de forma dominante, mas fora tão carinhoso que Milo não conseguiu resistir. Foi até ele e sentou no colo para ter seus lábios tomados em um beijo urgente e cheios de malícia.
As mãos do vampiro passearam pela pele quente do loirinho enquanto o beijava, tocando cada pedacinho do corpo. Somente apartou o beijo quando para Milo era necessário respirar, pois como vampiro, Kamus não precisava.
Ao ver o rosto afogueado do esposo, a boca aberta em busca de ar e a pele arrepiada pelas carícias, o ruivo não teve dúvidas, o queria ali, e naquele instante. Passou a beijar o pescoço do mais novo o envolvendo com suas carícias, não o deixando pensar.
O loiro podia sentir as mãos frias de seu marido a tocar sua pele, seus lábios frios e experientes dele lhe tirarem a sanidade.
— Hnnn... Mon ange... Como é lindo... — Ele ditava rouco e sensual. Fez o loiro deitar no banco e foi beijando suavemente seus mamilos, revezando entre um e o outro.
— Aaahh... Kamus... Aqui não! — Falou tremendo sem forças, porém não queria que ele parasse. Sentia a língua macia descer por seu abdômen e parar em seu umbigo. Quando o Senescal abandonou aquela cavidade, procurou pelo pênis começando a tocá-lo enquanto lambia a virilha dele. — Hnnn... Aaahh... — Milo apenas gemia. E isso era o sinal verde que o vampiro precisava. Logo abandonou a virilha e sem previo aviso abocanhou o pulsante membro do amado. Sugando-o com vontade, em seu ardente desejo.
Ao sentir-se dentro da boca inacreditavelmente morna do mais velho, o menino mordeu os lábios a fim de não gritar.
— Hnnn... Aaahhh... Kamuss... Que delícia... — Milo gemia sem conseguir mais se conter.
O ruivo não parou até sentir o líquido quente e morno do gozo de seu marido.
A respiração do loiro estava descompassada e seu corpo amolecido pelo prazer que sentira.
Kamus então tirou um lenço de seu bolso limpando o loirinho, depois ajudou-o a vestir-se e já estava próximo ao restaurante, queria algo especial.
Saíram do carro e entraram no recinto. Era um ambiente calmo e muito requintado, onde sua especialidade era comida francesa. Sentaram-se em um lugar reservado e muito confortável, a luz da lua.
— Gosta daqui ange? Se não quiser, podemos ir a outro lugar que queira!
Milo sorriu:
— Não, obrigado! Aqui está ótimo. — Aquela noite estava sendo especial, eles não namoraram, mas Kamus esforçava-se para cumprir sua promessa, e dar a Milo o que ele considerava ser um casamento “humano”. Fizeram seus pedidos, embora Kamus nada tenha comido, apenas tomava seu vinho. Ficaram ali aproveitando a companhia um do outro. Kamus ouvia tudo que Milo lhe contava sobre sua vida.
Ao sair dali o vampiro levou Milo para caminhar um pouco, embora fosse seguido de perto por seus seguranças. Era um parque e as folhas caiam no chão deixando-o todo amarelado. Caminhavam de mãos dadas e a noite estava esfriando, para Kamus não fazia diferença, mas o garoto começava a se encolher de frio.
O ruivo o abraçou e Milo olhou pra ele, os azuis encontraram os verdes e ambos pareciam não querer sair dali.
— Obrigado! — O loirinho agradeceu e Kamus assentiu. Mas tocou no queixo dele e o beijou suave sem se importar com alguns passantes, depois do beijo continuaram conversando e “namorando” um pouco.
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Saga sentia suas forças esvaírem, contudo antes que o loiro humano pudesse realmente fechar seus olhos, sentiu uma mão suave, que conhecia tão bem, erguer seu tronco.
— Não! NÃO! Quem fez isso com você? Nããããoooo... — Era Shura que havia chegado ali e o desespero tomou conta de si. — Saga... Saga olha pra mim! Não morra! — Falava entre dentes abraçando o amado. Olhou para o chão e viu algo ali, pegou o pequeno anel que brilhava e pôs em seu bolso.
A voz do professor soou baixa:
— Me perdoe... Kaaan... Nãooo... — Queria dizer o nome do irmão, mas não saia direito, não tinha forças. — E-eu... Te amo! — Ao menos ele saberia! Nesse instante o vampiro sentiu o corte em seu braço, urrou de dor, mas não reagiu. Olhou para trás seus olhos negros encontraram os azuis do caçador.
Kanon não havia percebido quem aquela fera atacava, mas ao ver os fios loiros tão iguais aos seus, sentiu uma dor que não cabia em si.
— SEU DESGRAÇADO! SUA FERA SANGUINÁRIA! TIRE SUAS MÃOS DELE! — O caçador ergueu sua lança, porém Shura não se mexeu, se seu amado loiro iria morrer, morreria também.
Mas a lança do caçador parou a poucos centímetros do pescoço do vampiro quando ouviu a voz do irmão:
— NÃO! — Num último esforço Saga gritou. — Não foi ele... — Tinha lágrimas nos olhos. — Meu irmão... — Sua voz saíra ainda mais fraca e o caçador ajoelhou-se tomando olhando para ele. — Não foi ele, acredite... Eu amo você Kanon... — O loiro sentiu-se mais calmo, ao menos pudera fazê-los saber que os amava.
— Não... NÃÃÃOOO... — Kanon gritava em desespero. — Como isso foi acontecer... Não morre Saga, eu preciso de você irmão! Eu só tenho você! — O loiro olhou para Shura. — Onde esteve? Por que justo hoje não estava com ele?! Por quê? — O caçador soluçava desesperado.
O moreno olhou para o caçador.
— Só tem um jeito de salvá-lo!
O loiro olhou para ele perturbado. — E qual seria monstro?!
Shura não respondeu com palavras, mas olhou para o loiro e agora seus olhos negros estavam vermelhos e seus caninos se mostraram!
— NÃO! Não vai fazer dele uma besta sanguinária igual a você! — O caçador levantou em desespero, estava entre a cruz e a espada. Se o irmão tornasse um vampiro, poderia tê-lo sempre, mas se não o quisesse o perderia para sempre! Kanon levou as mãos aos cabelos e andava de um lado para o outro.
— Ele está morrendo! — Shura falou entre dentes. — Não vou esperar por você, não vou perdê-lo! — O vampiro que já tinha o professor em seus braços, levou os caninos ao pescoço dele e o mordeu. Em pouco tempo o vampiro soltou o pescoço do amado e sabia que logo começaria. — A mudança é dolorosa, temos de tirá-lo daqui, venha comigo!
Saíram dali.
Kanon sentia-se perturbado, mas no fim não teve coragem de impedir Shura.
O moreno andou rápido, mas o gêmeo de Saga conseguia acompanhá-lo. Chegaram à bela mansão dos Toreadores, lar de Afrodite Axel e o lugar onde encontraria seu próprio líder.
Shura sabia que estava condenado à morte, mas ao menos ele estaria “vivo”. Tocou a campainha e quando a porta se abriu ele entrou com Saga em seus braços e Kanon em seu encalço.
Afrodite estava ali na sala e ficou surpreso com o que via. Matteo levantou enfurecido e disposto a lutar com o caçador. Mas Shura se colocou diante dele.
— Mateu... Os baali atacaram este homem... E eu não o deixei morrer. — O xerife ao ver o homem entendeu que era aquele de quem Shura tanto falava, mas ficou desesperado ao saber que ele não o deixara morrer, significava que ele o havia mordido e isso condenava seu braço direito, seu amigo, á morte.
— Mas... O que você fez maledito? Sabes que estás condenado a morrer! — O outro falou perturbado.
Shura então se pronunciou. — Sim, mas não podia deixá-lo morrer... — Falou com sua voz firme.
Afrodite então se intrometeu.
— Matteo! Não vê?! Ele se sacrificou por aquele ama! — Disse ao amado e depois voltou-se para Shura. — Leve-o até o quarto de hospedes, e fique lá com ele! — O moreno assentiu e Kanon vendo aquilo entendeu que aquela criatura amava seu irmão, fora capaz de condenar a si mesmo para não deixá-lo “morrer”.
Afrodite prontamente ligou para a casa de Kárdia e seu irmão atendeu.
— Albáfica, preciso falar com o rei... É muito importante. — O toreador foi até seu senhor e explicou que Afrodite precisava falar com ele. O rei atendeu o Sueco e ouviu o que tinha a dizer. — Estou indo para sua casa! — No caminho o rei ligou para Shion e Kamus e pediu que eles o encontrassem na mansão de líder toreador.
Em pouco tempo, Kárdia, Kamus e Milo chegavam à casa de Afrodite. Tocaram a campainha e ao entrar o rei viu ali, o caçador, Matteo e Afrodite. No quarto, Shura sentiu a presença de outros vampiros e desceu. Ao ver Kárdia ali, foi até ele e se curvou diante dele.
— Meu senhor! Sou digno de morte... Desobedeci suas regras, mas tenho uma razão... O homem que amo, foi atacado pelos Baalis e iria morrer... Peço-o perdão, mas não pude permitir!
Kárdia não gostou daquilo e por dois motivos, Shura sempre lhe fora fiel e o fato de Radamanthys ser o culpado, lhe levava a crer que não fora por acaso.
— Explique melhor! — O rei falou autoritário.
— Me apaixonei por um humano senhor, mas ele ironicamente é irmão gêmeo do caçador! Acredito que os Baalis acreditavam estar matando ele, mas o humano não tinha as habilidades do irmão e estava à beira da morte. Sei que foram os Baalis por que achei isso no local — Era uma peça, uma joia que somente o líder Baali usava.
Shion então falou:
— E por que ele faria isso? Mesmo ele sabe do acordo que temos com os hunters! — O Assamitha perguntava tentando sempre enxergar a razão, mas então Kanon se pronunciou:
— Majestade... — Começou respeitando o senhor dos vampiros e tomando para si a atenção de todos ali. — Há alguns dias, matei alguns vampiros, Baalis, que atacavam um Assamitha, entre eles, um tinha algo que poderia dizer que indicava que estava marcado como amante daquele... — Iria dizer monstro, mas preferiu se calar. No ínicio não entedia por que os Baalis fariam aquilo, mas agora que Shura havia falado ele associava a situação.
Todos os vampiros ali sabiam quem era o Assamitha. Kamus olhou para o rei e Shion então falou:
— Kárdia... O que fará?! — Todos ali esperavam pela sentença do rei. Mas antes Matteo se pronunciou:
— Talvez seja pedir demais... Mas ainda assim rogo por perdão... Sei que foi errado, mas ele fez por amor!
Milo e Afrodite foram os únicos que nada ditaram, mas pelos dois Shura seria absorvido.
O loirinho sentia o coração apertado, era seu professor, não gostava dele, mas ninguém merecia ser machucado daquela forma, e seu ódio por Radamanthys só aumentava.
— Não quero que ninguém entre naquele quarto, somente Shura! A transformação não é fácil. Kamus, entre em contato com o conselho dos anciões, preciso de uma reunião para levar o caso, antes que vá por bocas de terceiros. E você, e melhor ir. — Disse no final apontando para o caçador.
— Ele é meu irmão, não vou a alugar algum. — Kanon disse irado. Não ia deixar seu irmão naquele momento crítico.
— Entendo que esteja preocupado com ele, família é ago importante, sei duramente isso, mas já vai ser difícil convencer um conselho de homens velhos e antiquados para garantir que não matem Shura e seu irmão, com um caçador perto, tudo se tornara mais difícil. — Kárdia detinha uma postura imparcial, mas no fundo ele se preocupava com tudo. Afinal a situação não era fácil.
— Claro, mas se algo mais acontecer com ele...
— O manteremos informados. — Disse Shion ao que fez um gesto indicando a saída para Kanon.
O mesmo deu uma olhada rápida em todos do local, como se os marcassem, e em seguida saiu.
— Milo precisa ir. — O rei dos vampiros disse. As coisas ficariam tensas, e de maneira alguma ia deixa o loirinho no meio daquele fogo cruzado.
— Não, vou ficar. — Milo não queria se excluindo das coisas.
— Milo! — Replicou o ruivo deixando claro que não ia permitir pirraça. — Pedirei Aldebaran para que o leve para casa de seu avô e mãe, fiquei lá! Não saia, me espere. — Kamus disse firme.
Milo resignou-se abaixando a cabeça em submissão. Normalmente ele bateria o pé, e faria as coisas de seu jeito, mas ele tinha ciência que não era o momento.
— Sim! Mas tome cuidado.
Pelo visto uma guerra estava próxima a dar início, e não seria bela. Todo cuidado era pouco. Não podia deduzir ainda quem seria o ganhador.
Continua...
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