Notas iniciais
Preparem o coração, capítulo cheio de emoção... Dor, drama... Mas vão gostar...
Boa leitura!!

A semana passou rápida e inquieta, para os olhos mortais havia uma agitação sentida no ar mais não sendo possível identificar o que era o causador daquela sensação.

Faltavam dois dias para o casamento de Milo Llasa e Kamus Depardieu, o primeiro um garoto humano de 16 anos o segundo um vampiro cruel e frio de mais de 200 anos. Ambos estavam ansiosos pelo que viria.

Milo acordou tarde, iria à escola aquele dia e tinha planejado sair depois da aula com seus amigos Aioria e Shun. Os três iam ao cinema e depois iriam jogar, era a despedida de solteiro do loiro, organizada por Aioria.

Levantou-se e se arrumou para ir à escola e agora era o gigante que sempre o acompanhava.

— Bom dia Milo! — Disse Aldebaran com bom humor.

— Bom dia Deba! — Milo saudou-o com alegria. — Você viu meu avô ou minha mãe hoje?

— Sua mãe não voltou pra casa ontem loirinho. — Disse o lobo em resposta a Milo.

— Bom dia Mary! — Cumprimentou Milo a cozinheira. — Eu quero comer um bife mal passado, quase sangrando.

A mulher olhou curiosa para o menino que nem gostava muito de carne e muito menos que estivesse mal passada.

— Você tem certeza Milo? — Perguntou achando que aquilo seria no mínimo uma brincadeira.

Viu o loirinho mover a cabeça afirmativamente. E fez conforme ele havia pedido, mas ela não fora a única a se surpreender com aquilo. Shion chegou perto do garoto e quando viu com o que ele se deliciava ficou perturbado. E via nitidamente que não era carne que ele comia com prazer, era o sabor do sangue que escorria dela.

Preferiu não perguntar nada, mas agora lembrava-se que precisava saber quem era realmente aquele menino.

— Quanta animação, empolgado para o casamento jovem Milo? — A cozinheira indagou vendo o brilho nos olhos do menino, e energia que ele estava.

Todos os presentes pareceram à espera pela resposta dele, todos realmente curiosos quanto a mesma.

Milo parou de comer e olhou para a lacáia, e depois para seu segurança e seu avô. Foi somente ai que sua mente processou que dali a dois dias estaria casado, não moraria mais naquela casa, e não dormira mais na cama sozinho. Sua face enrubesceu quando pensou que depois do ritual de casamento viria a lua de mel, e conforme o noivo havia dito, o faria dele.

— N-não... Claro que não! Quem ficaria feliz em casar com um cubo de gelo... — Disse exasperado movendo suas mãos nervosamente.

Shion fez uma negativa com a cabeça, Mary segurou o risinho, mas já Aldebaran, o lobisomem riu alto e gostoso, fazendo Milo fica enfezado.

— Para Deba!

— Milo! Kamus poder ser frio em personalidade, mas pelo que já ouvi é um amante bem ardente, e capaz de fazer perder a consciência de prazer. — O brutamonte disse sem vergonha, não achando nada demais naquela informação.

Seu mestre era realmente muito cobiçado, tanto por mulheres quanto por homens, humanas ou imortais... E que legiões desejava passar pela cama dele, mas era algo para muito poucos, o líder dos Ventrue não aceitava alimentar-se ou deitar-se com qualquer um.

— E... Não quero saber... Não vou deixar ele tocar em mim! Vamos Deba, se não vou me atrasar. — Disse encabulado deixando de lado o prato que tanto queria comer, pegou suas coisas correndo, saindo com o armário em seu encalço.

A tarde pareceu correr, na verdade tudo parecia estar a favor do casamento daqueles dois.

Milo sabia que para sair com os amigos não dava pra Aldebaran ir atrás. Então ele, Aioria e Shun Tramaram uma forma de sair sem que ele percebesse.

Assim uma hora antes de largar, eles conseguiram sair e fizeram o caminho inverso ao de sempre e então foram ao cinema, iam pelo caminho brincando e rindo alheios aos olhos negros que os observavam.

Divertiram-se no cinema e em seguida foram direto jogar videogame em um playtime que ficava ali perto.

Jogaram e se divertiram, porém quando Milo estava quase ganhando, seu coração disparou e doeu, após ouvir a voz feminina atrás de si.

— Oi Mi Que bom te ver... — Ditou Esmeralda chorosa. — Será que a gente pode conversar?

Milo sentiu-se amolecer com aquele tom de voz que ela usava, além disso, a amava e era muito difícil ter que ignorá-la.

Virou-se e olhou nos olhos marejados dela e então assentiu, tomando as mãos dela entre as suas e a levando para o lado de fora do recinto.

Esmeralda não esperou que o rapaz dita-se nada, logo jogando-se em seu braços o beijou e foi correspondida a altura. O beijo fora doce e cheio de saudades, porém, quando se separaram em busca de ar, a moça com os braços ao redor do pescoço do loiro proferiu em seu ouvido.

— Volta para mim! Eu te amo tanto Mi. — Ditava entre lágrimas. — Eu... Nós... — Tentava dizer mais parecia difícil demais continuar, ainda assim forçou-se a olhar nos azuis de Milo e ditou com as faces avermelhadas.

— Volta! Eu me entrego a você!

Milo ficou sem palavras. O que ela estava pensando? Não era por isso que havia acabado o namoro. Mas como explicaria isso a ela?

Antes, porém, de dizer qualquer coisa sentiu-se ser puxado com força dos braços macios da ex-namorada.

Seus olhos cresceram visivelmente quando se apercebeu de quem era o intruso. Um medo acobertou sua alma, e seu corpo. Queria vencer aquele medo, contudo era incapaz, não diante daquele ser.

— ... — Sua boca até abrira, mas nenhum som saia dela, não conseguia.

— Finalmente! Vou castigá-lo por ter ousado sair de meus domínios um dia, e garantirei que nunca mais faça isso o prendendo no calabouço. — A voz de Radamanthys fez cada poro do corpo do humano vibra e seus coração palpitar.

O que se via era que no meio do salão da casa de jogos um grupo estranho de homens vestidos de pretos, todos com expressão de cinismo.

— O largue. — A voz fora de Aioria que partira para ajudar o amigo, porém antes que fizesse qualquer coisa à única mulher do grupo se, pois em seu caminho. Os olhos verdes de Aioria cresceram quando viu aquela fêmea de pele extremamente branca, longos e lisos cabelos, e olhos sem vida.

A conhecia... Fatos passados vieram a sua mente, justamente o episódio que vira seu irmão, seu herói ser morto, por um ser da noite, e ali, na sua frente estava a assassina.

— Você? — O adolescente ditou perplexo.

— Se parece com ele. — Fora o que Pandora disse antes de estende a mão e com um força invisível fez com que Aioria curvasse os joelhos, e gemesse alto de dor. Seu corpo parecia está sendo esmagado.

— Oria... — Foi então que Milo conseguiu proferir algo, quando viu seu amigo em apuros. Tentou ir ate ele, mas a mão de Radamanthys mantinha firme em seu braço. — Me solte verme... Me deixe em paz... Fique longe de meus amigos. — Milo gritou esperneando, fazendo de tudo para ir até o amigo, mas de nada valia seu esforço.

— Insolente! — O líder dos Baali não gostou das palavras do menor, de ele querer ordenar algo, pretendia domesticá-lo muito bem novamente. Foi quando o dom do que seria uma tapa, ou um soco, foi ouvido. O loiro de olhos perversos realmente soltou o braço de Milo, porém unicamente para ceder um sonoro tapa para no rosto dele, que o fez voar alguns metros e bater com as costas contra uma das maquinas de jogo.

As pessoas perto se escondiam, outras saiam do lugar, e as poucas que tentaram ajudar tiveram suas vidas ceifadas, ou feridas.

Shun foi ao socorro de Aioria ajoelhando atrás dele e pondo a mão nos ombros, por algum motivo a presença do menor dos três fez Pandora recuar alguns passos, mantendo certa distância.

— Nunca mais me desafie pirralho! — Ditou entre dentes Radamanthys. — Isso é o Mínimo que você vai passar daqui para frente.

Quando se aproximou novamente do rapaz, pegou-o com apenas uma mão erguendo-o pelo pescoço e jogando-o contra as maquinas novamente. Milo gritou de dor. Porém com muito esforço foi levantando devagar, porém o corte em sua testa, o estava deixando zonzo.

Aioria por sua vez sentia-se fraco e com uma vontade insana de matar aquela mulher. Shun ditou com autoridade para o amigo.

— Oria, agora não! Confia em mim, você vai ter sua chance!

O rapaz de olhos verdes e sempre tão calmo, olhou para a vampira e ditou:

— Afaste-se dele! Sua besta sanguinária.

O que não se entendia era como aquela criança podia enfrentar aquele ser, e a curiosidade maior foi vê-la obedecer.

Esmeralda estava assustada, mas ao ver Milo levantar e o homem ir mais uma vez na direção dele, com algo que parecia ser uma faca na mão simplesmente correu e com rapidez passou pelo loiro mais velho e chegou a tempo de abraçada ao rapaz sentir, aquele objeto pontiagudo atingi-la bem nas costas.

— Eu te amo... — Fora tudo que pudera dizer antes de perder os sentidos.

Seu corpo foi ficando pesado dentro do abraço do menino. Que sentiu um dor muito grande o invadir, mas uma vez ele havia trazido dor aos que amava por ter sido desobediente.

Olhou para Radamanthys e pela primeira vez ainda que pagasse com a vida, enfrentaria ele. Radamanthys pode sentir que o menino se enfurecera e olhou-o com certo receio, parecia esperar algo vindo dele. Tão distraído estava que não pode perceber o ser que se aproximava.

O líder dos Baali não viu exatamente o que o atingiu, mas ele foi jogado longe batendo contra parede que se quebrou a suas costas.

— Quem você pensa que é para atacar meu futuro marido Ratadamanthys Wyverny líder dos Baalis??

O ar pareceu gelar quando uma ilustre presença surgiu. Se a expressão de costume era imparcial, fria... Agora ainda era gélida, porém carregava claramente irritação com o fato presente.

Os poucos humanos presentes pareciam paralisados diante de tanta beleza, e os vampiros eriçados. Os olhos vermelhos do senescal cairam sobre seu noivo humano, e visivelmente viu a ferida na testa, canto dos lábios e algumas outras partes do corpo. Não demonstrou nada, em seguida ele retornou os olhos para o loiro insolente.

— Não se meta Kamus Depardieu! Apenas estou pegando de volta o que é meu. — Radamanthys disse enfurecido. Mas uma vez seus planos pareciam ir esgoto abaixo.

— Seu?! Até aonde sei ele é meu prometido, e daqui a dois dias será unicamente meu, e sobre o que é meu ninguém coloca as patas. Então as mantenhas bem longe dele. — Kamus disse sem alterar a voz, com um tom perfeito de timbre.

Milo estava perplexo, totalmente surpreso com o ocorrido, com a presença do ruivo, contudo, seu real desespero era com o corpo ferido da garota por quem nutria carinho, que pedira alguns meses atrás em namoro.

— Esmeralda... — A chamou baixinho. Via que a respiração estava bem fraca, e isso crescia seu medo. Olhou para Aioria e Shun, ao menos os dois estavam bem.

— Verme... — Radamanthys disse se colocando-se em sinal de luta, mas antes que fizesse algo Pandora entrou em sua frente.

— Senhor, vamos embora! — A mesma disse.

O líder dos Baali não gostou da interferência dela, queria acabar com a raça do senescal, contudo se fizesse isso seria como assinar sua sentença de morte. Grunhiu como animal feroz, olhando para o adolescente humano como se dissesse, você ainda será meu, para em sequência sumir junto com seus lacaios.

Kamus trincou os dentes. Daria um jeito naquele atrevido, mas depois. Olhou para o loiro que estava parado alguns metros, seu melhor amigo e vice no clã.

— Shaka cuide de tudo. — Dito isso, virou-se para Milo o puxando pelo braço o levantado sem nenhum cuidado.

O menor ainda tentou e soltar, queria socorrer Esmeralda, ver se seus dois amigos realmente estavam bem, contudo isso não lhe fora permitido.

— Espere... Eu prec...

— Não acha que já causou problema demais? Fiquei quieto. — Ao fim de suas frias palavras Kamus empurrou Milo para Aldebaran ordenando ao lobisomem que o levasse para o carro.

Aldebaran vendo que o rapaz estava nervoso tomou-o nos braços e viu que o menor agarrou-se em seu pescoço e chorou.

O lobo levou Milo até o carro e o fez entrar. O garoto estava inconsolável.

— Milo, vai ficar tudo bem! — Aldebaran dizia fim de acalmá-lo, porém o loiro parecia não ouvir.

— E- ela... Deba... — Tentava falar mais não conseguia. — Minha mãe... Eu... Quero!

Aldebaram apenas olhou-o com carinho e ditou paciente. — Calma loirinho! Vai ficar tudo bem!

Milo então colocou a mão no bolso em busca do celular, porém esse estava em pedaços, quase pó, vendo o aparelho daquela forma Milo chorou ainda mais.

Logo o senescal entrou no carro e ordenou que o gigante fosse dirigindo.

O outro obedeceu imediatamente. Milo não o encarou, encolheu-se no banco do carro e ali chorou.

Kamus nada ditou, não estava costumadas aquelas demonstrações de sentimentos. Aquele garoto era o oposto dele. Observava-o chorar, mas sua fisionomia fria não se alterava.

O caminho foi mais longo que de costume mais Milo não sentiu devido a dor que sentia pelo acontecido com moça.

Quando o carro luxuoso parou e eles saíram do carro, foi ai que o neto de Shion Llasa deu-se conta que não era sua casa.

— Eu não moro aqui! — Disse entre dentes, não sabia explicar mais aquilo não o agradou.

— Vai ficar aqui até o casamento e depois dele! — Depardieu ditou.

— Quem você pensa que é pra me prender aqui? Meu dono? — Milo gritava a plenos pulmões.

Kamus não estava acostumado a ser desafiado daquela maneira. Aproximou-se do rapaz, puxou seu braço e ditou.

— Serão apenas dois dias e até lá, você vai ficar aqui! — O tom de Kamus dizia claramente que não teria mais conversa.

Milo ainda tentou mais foi levado pelo ruivo e jogado em um quarto de sua bela mansão.

Kamus estava irado, aquilo fora a gota d'água, desde que Aldebaran havia lhe informado que o garoto havia fugido da escola, passara parte da noite o procurando e não havia gostado de ver Radamanthys perto dele.

Kamus dirigiu-se ao seu quarto porém antes que pudesse entrar, Elora Llasa entrava porta adentro buscando pelo filho.

— O que fez com ele senescal? — Indagou Elora entre dentes. Tanto quanto Kamus ela era fria, porém o amor que tinha pelo menino era grande demais.

— Eu avisei! — Falou em tom superior o senescal. — Se Radamanthys tornasse a atacá-lo eu o traria para cá e o manteria sob minha vigilância.

Elora iria se pronunciar, mas a voz de Shion bradara imponente.

— Chega! — Bradou Shion com autoridade. — Kamus você tem todo o direito de mantê-lo aqui depois do que houve, porém velho lhe pedir um favor.

Kamus apenas olhou-o sem nada ditar.

— Deixo-a ficar com ele, depois de casado ele morara com você. — Ela é mãe pressente a fita do filho, está preocupada apenas.

— Que seja! — Falou Kamus sem paciência. — Aldebaran, mostre-os onde está o menino.

O gigante moveu sobre os pés mostrando para aonde a loira vampira deveria ir deixando os outros dois a sós. Elora não demonstrava, mas realmente estava aflita. Quando mal entrou no quarto, seus olhos caíram sobre o adolescente não se conteve em correu até ele. O abraçou possessivamente deixando claro todo seu amor pelo menor.

— Milo! Está bem? Ele te feriu... Meu precioso. — Elora disse esquadrinhando cada pedaço do menor para ter certeza que ele não estava gravemente ferido.

— Mãe... Foi horrível... A esmeralda ela... — Não conteve as lagrimas e novamente eles começaram a rolar em seu rosto. Deixou ser afagado pelos braços da vampira.

— Shii... Calma! Shun me ligou contanto o que aconteceu, viemos o mais rápido. E disse também que ela foi levada para hospital, mas que ficara bem, por sorte não atingiu nenhum órgão. — Falou buscando acalmá-lo, ele não precisava saber da gravidade da jovem, tinha que poupá-lo de certa forma.

Milo deixou-se ser acalmado pela vampira que intitulava como sua mãe, deixou receber todo o carinho dela, abrindo seu coração, e seus medos, assim como fora cuidado por ela, e teve suas feridas tratadas.

Devido os sentimentos de Elora pelo humano, e por ela ser forte o sangue dele não a controlava. Não negava, tinha um cheiro divino, porém acima de seus instintos vinha seu amor. Cuidou dele, o indicou para um banho, e ficou velando pelo sono dele até que dormisse por exaustão. Não saíra do lado dele, ficara li zelando.

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O dia amanhecera e os seres noturnos se recolhiam para se protegerem contra seu maior agressor, os raios solares. Mas era em uma exuberante cama que algo peculiar sucedia. Dentro da luxuosa suíte, em meio aos lençóis egípcios, na cama dossel o ser mais poderoso da ordem parecia inquieto em seu descanso.

Os fios dourados espalhavam-se como manto sobre os lençóis perolados, o corpo másculo era coberto minimamente, o que deixava o tórax definido a mostra. Os olhos se cerravam com força e a agonia era claro na face daquele vampiro.

Sua mente voltava anos, séculos atrás, no começo fora algo esplendoroso, lembrava de quando conhecera seu amado de tudo que enfrentaram para ficarem juntos, e ainda guerras e mais guerras, devido ser um tempo difícil para a raça deles. Por fim, fora declarado rei, e o tornara seu consorte. Por sorte, entre os vampiros distinção de sexo não era nada, fica com o mesmo sexo não era um fato que atrapalhava, ao contrario, muitas vezes simbolizava poder.

A cena pular para décadas depois, quando a ordem da Camarilla da Europa estava mais estabilizada. Quando para aqueles dois amantes ser apenas eles não era o suficiente, precisavam de um fruto que demonstrasse o amor deles.

Dégel fizera uma loucura, procurara por um vampiro regente da magia negra, e convocara um ritual proibido e pior perigoso. Não que ele carecesse pena de morte, mas ele burlava toda a natureza, as chances de seu feito de ser bem sucedido eram mínimas e o pior colocava a vida dele em imenso perigo.

Contudo, desejoso por dar ao amado o que ele desejava mesmo em silencio, fizera o ritual Wicca, e alguns meses depois puderam ver o resultado. Da relação deles, da loucura de Dégel um filhote nascera.

Fora uma festa em toda ordem, rei, lorde, justicar, senescal e gente influente de outros continentes vieram para Inglaterra prestigiar aquele novo ser noturno que nascia! O futuro rei, o principezinho da Camarilla mais forte e potente do mundo.

Se indagasse se era possível seres das trevas serem felizes, a resposta estava na família real. Porém a inveja não é presente unicamente nos corações humanos, ela e mais vil naqueles que nem corações julgavam ter.

Foi em uma noite chuvosa, enquanto Kárdia estava em uma reunião do conselho, após falar com seu amado no telefone que algo marcara sua existência para sempre, que selara sua eterna dor, sucedeu. Havia falando com Dégel, o mesmo ficara de encontrá-lo no castelo dos vampiros, aquele dia mudariam se para lá, pois julgava que seria o local perfeito para criar o filho deles.

O consorte do rei seguiu de carro com o pequeno bebe vampiro, que não tinha mais que dois anos de existência. O mesmo era guiado por mais dois carros como escolta, além de Julian Agasias, era um vampiro talentoso, mesmo que jovem, e leal.

Contudo Dégel e o filho jamais chegaram ao castelo, suas vidas foram ceifadas antes disso. No meio do trajeto foram atacados, talvez uma emboscada de rebeldes, ou um grupo rival... O fato era que os seguranças não tiveram chance, foram eliminados sem piedade.

Dégel ainda tentara fugir para salvar seu filhote, contudo seu perseguidor fora cruel, sanguinário... O atacara sem dor, torturara e além de sugar o sangue do mesmo, não o matara de imediato, deixara seu corpo jogado, definhando aos poucos, para que o rei visse tal cenário.

O que mais doera no vampiro que beirava sua extinção foi ver seu pequeno amor, sua jóia mais preciosa ser tomada de seus braços, de ouvir as palavras de seu algoz dizer que mataria o príncipe de forma vil... Lentamente...

Ainda na reunião sentira que algo estava errado, e deixara todos para trás rumando para aonde seu intimo mandava. O rei Kárdia sentiu naquele dia que se tornara oco, sem vida. Foi em seus braços que o amor de sua vida, sucumbira, não antes de o fazer prometer que acharia o filho deles, mesmo que fosse apenas pó, mas que acharia... Chorara lagrimas de sangue. Um grito gutural fora ouvido em meio à cidade de Londres quando Dégel deixara sua existência e virara meramente cinzas.

Presentes naquele cenário de caos, compadecido de tudo achava-se Shion Llasa, Kamus Depardieu, Matteo Lucchesi, e Afrodite Axel os principais líder da ordem que fizeram ali um juramente que vingariam seu rei.

Voltando a realidade, aquela mente perturbada ser torturava por sua falha, por ter sido incapaz de salvar seus bens mais preciosos, seu amor e seu filho.

— DÉGEL... — Um grito fora ouvido quando Kárdia sentou com tudo na cama. Levou uma das mãos a face e comprovou que chorava, novamente lágrimas de sangue banhava sua face. Todas as noites, anos e anos aquele mesmo dia fatídico vinha lhe corroendo aos poucos, o matando lentamente.

Por si, já teria destruído ser, contudo tinha uma promessa a cumprir, mesmo que levasse milênios, havia jurado a seu amado, que encontraria o culpado, que o faria pagar por tudo, e que por igual, ou mais valido nem que fosse as cinzas de seu filho acharia.

— Senhor tudo bem? — Uma voz feminina indagou. Em meio às sombras ela se escondia, mas era possível ver a silhueta delineada, os fios vermelhos, e sua sincera preocupação.

— Sim! Pode sair Marin. — Disse para a jovem vampira. Ela era o símbolo da preocupação e cuidado de seu senescal consigo. Kamus havia designado uma de suas crias para que sempre tivesse ao dispor do rei, cuidado de tudo para ele, e garantindo sua segurança, assim como incumbirá por igual Shaka.

Não pode deixar de lembrar que quando conhecera o líder dos Ventreu, do pai dele que era seu estimado amigo, e mais ainda que o mesmo era o irmão menor de Dégel. Sabia que Kamus havia ser tornando mais frio ainda depois da morte do irmão, e não deixava de se sentir culpado, porém o senescal jamais o culpara ou algo assim, ao contrario deixara a dor dele de lado para garantir que o rei ficasse bem, e que encontrasse o culpado.

Continua...