Aliança de Sangue
14 Capítulo 13
Notas iniciais
Boa leitura!!
A noite estava fria e em alguns momentos o garoto de cachos loiros tremia um pouco, seu sono era velado por sua mãe e ela percebeu que apesar da frieza não era por isso que seu filho tremia, passou a mão fria no rosto belo do rapaz.
— O que é Milo? O que está acontecendo? — Perguntou em tom baixo apesar de querer saber o que ele estava sonhando, não tencionava acordá-lo.
— Mãe! Esmeralda... Eu me sinto tão culpado... Eu... — Não pode continuar mais. As lágrimas tomaram conta de seu rosto e a dor invadiu seu peito.
Elora vendo a dor de seu filho abraçou-o forte e não o soltou, deixou que chorasse até que a dor diminuísse, assim que o rapaz se acalmou usou de seus poderes fazendo dormir. Sabia que havia mentido para ele, mas era a única forma de fazê-lo se acalmar.
O dia amanheceu mais calmo e logo cedo Shion Lhasa chegou a mansão do Senescal. Ao entrar soube que Kamus estava ainda em seus aposentos e esperou que fosse anunciado.
Shaka Phalke Guiou o líder Assamitha até o escritório de seu senhor, deixando-os a sós.
— Bom dia Shion! A que devo a honra de sua visita a essa hora? — Perguntou Kamus em um tom frio.
— Venho a mando do rei Kárdia... Devido aos fatos recentes, ele achou por bem que Milo fique sob sua proteção até o casamento.
Apesar de sentir-se atordoado com aquela atitude, Kamus não demonstrou nada, apenas concordou com um aceno de cabeça, jamais duvidaria da palavra daquele homem.
— Então Kárdia deseja proteger meu noivo? — Pensando bem, é até melhor... Aquele verme não ousaria fazer-lhe mal algum, a menos que queira enfrentar a ira do rei. — Ditou o ruivo como se ponderasse cada palavra que dissesse, mas no fundo o Senescal não estava gostando nada daquilo, primeiro aquele humano estava mexendo com todos e agora até o rei queria protegê-lo?.
— Quem é ele Shion? Quem é esse garoto que foi capaz de abalar o próprio rei dos vampiros? — Perguntou embora não esperasse resposta.
— Acredite Kamus, mesmo eu estou impressionado! — Ditou Shion com calma e sabedoria. — Mas vou descobrir e se minhas desconfianças se confirmarem, eu vou matar Radamanthys com minhas próprias mãos.
Ambos conversaram, mas nem Shion falou mais nada a respeito de seus pensamentos, nem Kamus questionou.
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Elora ouviu a batida na porta e deu permissão para entrar, o rapaz trajava uma roupa elegante e era quase tão pálido e frio quanto o líder Ventrue.
— Bom dia senhora! — Falou o rapaz de forma polida e fez uma reverencia para a bela dama.
— Bom dia! Qual o seu nome? — Perguntou a vampira ávida por saber quem era aquela criatura tão educadamente encantadora.
— Meu nome é Hyoga, sou sobrinho de Kamus Derpardieu e ele me ordenou vir aqui anunciar que vosso pai está a sua espera e de seu filho. — A voz do rapaz que lembrou-lhe seu filho pois o mesmo era loiro e de olhos azuis, porém ao contrario de Milo, era fria e seu olhar era tão gelado quanto o do ruivo.
Elora olhou para o filho que ressonava calma. Não queria acordá-lo, havia demorando tanto para dormi. Contudo, sabia que era preciso. Suas mãos direcionaram a face dele, e com uma suave carícia passou a chamá-lo.
—Milo? Acordei querido. – Ela dizia sem vergonha, do que o loiro que se intitulava sobrinho do Senescal iria pensar.
— Hunm... Só mais uns minutos. – Resmungou virando na cama ignorando os apelos da vampira que o criara como filho.
Contudo, mesmo que Elora o amasse ela não era o ser dotado de imensurável paciência assim.
—Milo Lhasa levante já dessa cama. – Ordenou firme, sabia como ele era preguiçoso para acordar.
Hyoga que olhava para a toda cena não deixou de fazer um sinal de negação com a cabeça, porém sua educação não permitiu que ele ditasse nada.
Milo contrariado permitiu abrir os olhos. Primeiro encarou sua mão, coçando seus olhos, e reparando que não estava em seu quarto, em sequência olhou para a terceira pessoa no recinto, o que o fez sentar na cama.
— Quem? – Perguntou o rapaz olhando para Hyoga.
—Este é Hyoga Derpardieu, sobrinho de seu noivo. Ande logo e se arrume, seu avô e Kamus desejam nos ver. – Elora disse levantado da cama. Por sorte todas as janelas estavam fechadas, afinal era dia, e seres como ela jamais poderia ficar exposta a tal claridade.
— Posso esperá-lo Lady, se quiser ir logo. – O loiro de expressão fria educadamente.
Elora agradeceu encantada pela polidez dele, quem dera seu filho tivesse tal estima, porém nem pro isso seu amor por Milo diminuía.
O loiro que ainda estava sentado na cama viu sua mãe sair, ficando somente ele e o outro loiro no quarto... Milo olhou para aquele que era o sobrinho de seu noivo, pelo visto teria mais alguém naquela casa.
— Se vou me casar com seu tio, então serei seu tio também? – Milo disse com um sorriso nos lábios, que para o vampiro soou como meio de deboche, contudo essa nunca foi a intenção de Milo Lhasa.
— Para nós, não passar de alimento, humano... E se engana que meu tio Kamus será bonzinho contigo, prepare-se para sofrer. – Dito isso Hyoga saiu do quarto, pelo visto não pretendia realmente levar o outro aonde era devido.
— Grosso... – Gritou quando o outro saiu. Levantou agora realmente irritado indo em sentido ao banheiro que detinha no quarto a fim de fazer sua higiene matinal, antes de ir para o escritório.
Havia levado mais tempo que pretendia. A mansão era enorme, e mesmo que já esteve ali antes se perdeu por aqueles intermináveis corredores. Ela parecia maior que a mansão aonde cresceu ao lado de sua mãe e avô.
Demorou, e quando finalmente estava perdendo a paciência. Acabou entrando sem bater, ficando paralisado na porta quando os três presentes olharam diretamente para ele.
— Não sabe o que quer dizer o termo pontualidade? — O ruivo ditou seriamente, o que tudo indicava estava irritado pela demora.
— Bom dia para você também grosso. Não tenho culpa se isso aqui é imenso... — Milo disse raivoso não gostado das falas de seu noivo. A forma dele sempre parcial, sempre o tirava do serio, porém não iria deixa-se ser humilhado.
—Milo! — Shion disse advertindo para que ele parasse.
O mesmo suspirou fundo se colocando ao lado de sua mãe. Aonde a mesma junto com Shion nas poltronas em frente à frondosa mesa de escritório, aonde do outro lado achava Kamus.
— O que queria falar comigo? – Milo indagou mais calmo.
— O rei Kárdia ordenou que ficasse sobre os domínios dele até o casamento, uma forma de deixá-lo longe do alcance de Radamanthys. — Shion disse tentando explicar para o neto.
— O rei? Por quê? — Não entendeu aquilo. Claro que já ouvira falar daquele rei, até considerava legal a regência dele, mas era praticamente desconhecido, e agora do nada ele queria cuidar de sua segurança? Talvez fosse por causa de seu noivo, que era Senescal, ou seu avô um líder importante.
— Apenas dois dias, e voltara eternamente para cá! — Kamus disse. Mesmo que sua expressão não demonstrasse em sua face, havia um brilho especial em seus olhos que fez Milo enrubescer. Talvez por que sua mente lembrara o que aconteceria entre eles quando casados.
Milo olhou para Shion e em seguida proferiu de forma tranquila e totalmente submissa.
— Se essa for sua vontade Shion eu vou!
— Sim meu neto, essa é minha vontade, ficarei mais tranqüilo se souber que você estará seguro. – Disse Shion com um sorriso de canto.
Antes que Kamus dissesse qualquer coisa, o senhor dos Assamithas levantou, chamou por Milo e Elora e se dirigiram a saída, porém antes de sair do escritório virou-se para o líder Ventrue e disse com respeito.
— Até a cerimônia Kamus Depardieu!
Kamus nada falou apenas assentiu com a cabeça, sem tirar os olhos de seu futuro esposo.
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A limusine que levava Shion, Milo e Elora até a casa real cruzou a cidade com discrição, seus vidros fumês e o luxo que emanava da mesma era visível a olho nu.
Chegaram a um imenso casarão muito bonito em tijolos aparentes com três chaminés, e várias janelas. Era difícil imaginar como um vampiro poderia viver ali, Milo estava perplexo com a grandeza, elegância e beleza daquele lugar.
Adentraram em uma garagem e quando a mesma foi fechada, todos enfim saíram do veiculo e encaminharam-se para dentro da casa.
Um homem alto e loiro de belos olhos azuis que lembrava e muito Afrodite, aproximou-se deles e com muito respeito dirigiu-lhes a palavra.
— Senhor Lhasa, Lady Elora Lhasa e Milo Lhasa, sejam bem vindos a casa do Senhor dos vampiros. O rei os espera em seu escritório.
— Obrigado, Albáfica Axel. – Agradeceu Shion com respeito por aquele ser. Ele era irmão de Afrodite Axel, era um Toreador e ali naquela mansão afora Marim aquele homem era o responsável pelo bem estar de Kárdia Bartinik, rei dos vampiros.
O Toreador levou-os até o escritório e anunciou-os ao rei, este por sua vez não esperou que entrassem pelo contrario, saiu ao encontro deles e os recebeu a porta do local.
Com uma reverencia saudou Shion, e em seguida foi extremamente cavalheiro com Elora, porém ao olhar pra Milo algo dentro de si pareceu mudar, ele era lindo e tinha algo nele que o fazia sentir que já o conhecia, embora fosse a primeira vez que o visse.
— Você deve ser Milo! É um prazer conhecê-lo! – Kárdia falou com uma alegria que a muito não sentia. Está perto dele o fazia sentir completo e ele só se sentiu assim com uma única criatura, seu amado esposo Dégel Depardieu Bartinik.
O menino também sentiu-se bem na presença daquele homem. Sentiu-se amado e protegido mesmo que não soubesse explicar por que.
— Er... O prazer é meu senhor... Digo majestade! — Milo meio desconcertado diante daquele ser. O imaginara de todas as formas mesmo dono daquele sorriso aconchegante, afinal, ele era o ser supremo dos vampiros, o imaginou frio, calculista... Um pouco como seu noivo era, porém não, ele não era assim;
— Como estão os ferimentos? Não se preocupe garantirei que Radamanthys pare de lhe atormentar. — Kardia ditou ao que indicou os presentes para a sala da casa. Ficaram um tempo ali conversando ate que Shion e Elora tivera que partir, não antes da vampíra dita varias regras para o filho, como se comporta e obedece o rei.
O loiro humano em primeira estância sentiu-se desconfortável diante do outro, porém isso fora por pouquíssimo tempo, pois logo Kárdia tratou de acalmar o rapaz.
— Então é isso... Acho melhor ir para o quarto não quero atrapalhar. — Falou Milo.
— Que isso... Meu convidado desolado entre quatros paredes? Que absurdo. — Disse Kardia. Não demorou que uma ruiva adentrasse o recinto. A mesma era de uma beleza desigual. Fez uma devida reverencia mostrando ao dispor do rei.
— Chamou-me majestade?
— Sim! Marin desmarque todos os meus compromissos de hoje... Estarei ocupado com meu convidado especial. — Falou Kárdia dando um piscadela para Milo que não se conteve e rio gostoso.
— Claro! Algo mais? — A mesma era uma vampira jovem, mas que há anos prestava serviço para o rei. Uma dama refinada, oculta e educada, sempre profissional e polida.
— Mande James preparar o carro. — Falou virando para Milo. — Vamos sair? Uma despedida de solteiro?! — Ditou fazendo o humano estremece ao lembrar de seu casamento.
Percebendo a situação do rapaz, o rei ditou com paciência. — O que houve? Está com medo não está? É tudo novo pra você não é mesmo... Não tenha medo, Kamus parece mal, mas não é — Kárdia começou a ditar isso para o menino. — Se ele mantém aquela imagem é para que o respeitem e não o magoem.
Detinha muitas dúvidas, porém não poderia expor a sua mãe ou avô, pois os dois poderão anular seu casamento, e de maneira alguma queria que Elora casasse com quem não amasse e ficasse longe de Asmitha. Levado a isso ficou com receio de falar e aquele rei intervir.
— Pode falar. Não irei atrapalhar a união, sei que sua intenção é nobre, assim como considero a melhor opção. – O incentivou a falar.
— É que... Acho que nunca nos daremos bem, somos muito diferentes, e não digo por ele ser um vampiro e eu um humano... – Falar aquilo havia algo em si revirar.
Era estranho pensar, que aquele ser transmitia uma segurança que ficava tentado e ditar.
— Mas o que realmente sentiu perto dele, digo ele te faz mal?
— Não! – Milo disse rápido até demais pra quem não gostava de Kamus. — E-eu... n-não sei é difícil dizer... — Milo disse um tanto inseguro. — Senhor... Não, Majestade... – Começou a falar mis Kárdia não deixou que ele continuasse
— Me chame de Kárdia! – Pediu com um sorriso encorajador.
— Sim senhor! – Replicou Milo dando-se conta que não conseguia chamá-lo apenas pelo nome. Ambos riram e Kárdia então perguntou.
— Bem! O que vamos fazer apenas andar pela cidade?
— Bem. – Respondeu Milo. — Eu tenho amigos e gostaria muito de vê-los e também... — Perdeu a coragem de continuar ao Lembrar-se de Esmeralda.
— O que houve? Kárdia perguntou com visível preocupação.
Milo explicou tudo o que houve quando Radamanthys o atacou e não pode evitar chorar.
O rei sentiu ainda mais raiva de Radamanthys e acabou por abraçar o menino e acariciar seus cachos fazendo-o acalmar-se. Decidiram então ir buscar Aioria e Shun e os quatro, se divertiram durante todo o dia.
Kárdia os levou ao cinema, ao playtime e por ultimo ao hospital, Milo foi autorizado a ver Esmeralda, ao entrar no quarto, foi apara perto da cama, a moça estava acordada e lhe sorriu.
— Esmeralda, me perdoe! Eu... – Milo não conseguia falar, a dor e as lágrimas tomaram conta de si.
— Você está bem! – Ela falou e sorriu. — Achei que não viesse me ver... – Disse a moça com os olhos marejados.
A pedido do garoto, Kárdia havia entrado com ele. Aquela cena o fez reviver seu passado e pode quase sentir a dor do menino. Agora entendia por que ele não deixava Kamus aproximar-se, ele era apaixonado pela bela donzela.
— Nunca! Eu te amo! Meu Amor me perdoa... – Milo pedia sem conseguir se perdoar.
— Milo, me promete uma coisa? – Ela falava com dificuldade.
— O que quiser! – Ele respondeu imediatamente.
— Promete que vai amar a pessoa que você está agora e nunca vai deixar nada acontecer a ela? Promete? Promete que vai viver com ela o que nós dois jamais vamos ter? E por fim, promete que não vai me esquecer? – Ela pediu tudo num único fôlego, não dando margem para que ele contestasse ou a impedisse.
Milo não conseguiu negar. — Eu prometo que nunca vou esquecer você e que jamais vou permitir que aquele canalha faça mal a pessoa que eu vou... – Não conseguiu terminar, lembrar do casamento o deixava sem palavras.
Esmeralda sorriu e num ultimo suspiro pediu um beijo ao loiro. E ele o fez, com cuidado encostou seus lábios ao dela e a beijou. Um beijo terno, suave, porém breve. Pois sentiu a cabeça da moça pender para o lado e então pode perceber que Esmeralda morreu em seus braços.
Milo chorou, a dor que o envolvia era tanta que o fez agarrar-se ao corpo inerte da loira e jurar vingar-se do monstro que havia a machucado.
Kárdia o envolveu em seus braços e o tirou dali.
As horas do dia anterior ao casamento, principalmente da grande perda que Milo passara, o rei dos vampiros fizera de tudo para alegrar o humano. Não que Milo ficasse totalmente sorridente, porém a presença e atenção que Kárdia realmente rendeu fora o primórdio para fazê-lo superar o baque inicial daquela perda.
Era incrível como tinha coisas tão similares...
Para agonia de Milo Lhasa as horas passaram, e o sol do dia que seria um marco em sua vida surgira.
Os raios adentravam pela janela e sutilmente tocava na pele bronzeada do adolescente que ainda achava deitado. Seus límpidos olhos azuis se apegavam a qualquer lugar do quarto, sem foco, visto que sua mente estava longe.
Vagava em tudo que estava acontecendo ultimamente em sua vida, em seu primeiro encontro com Kamus, na sensação que sentiu, na obsessão de Radamanthys por sua pessoa, na promessa que Esmeralda lhe fez fazer... Isso tudo levava ao que poderia acontecer naquele dia.
Um frio tomava seu estomago. Aquela noite se casaria com um vampiro — Um homem — E sabia que estaria unido a ele para sempre. Era estranho pensar que estaria interligado a um estranho... Não podia negar, Kamus era lindo, uma beleza quase surreal, porém para Milo sentimento era importante, e no momento seu coração sofria pela perda de Esmeralda, a jovem que amava.
Sua atenção foi cortada quando batidas foram ecoadas.
— Sim... — Murmurou todo desanimado.
— Milo? Preparado para o grande dia? — A voz de Kárdia propagou como sempre animada.
O menor fez uma expressão de desgosto ao sentar na cama, coçando a nuca.
— Animo! Vamos... Já que não poderás fugir, ao menos tente levar na esportiva. — Falou o rei.
— Sabe, nem parece que é o todo poderoso. — Milo disse fazendo trocadilho de palavras, mas nada soberbo, apenas o jeito de Kárdia o surpreendia, visto que o imaginou totalmente diferente.
O rei loiro deu uma sonora gargalhada. — As pessoas podem se surpreender, e digo isso em relação a Kamus, Assim que o conhecer de verdade vai se abismar. — Falou chegando perto do menor a bagunçou os fios loiros.
— Ah! Fala assim até parece que o conhece tão bem... — Murmurou fazendo bico com os lábios.
— Digamos que conheço, Kamus era o irmão mais novo de Dégel, meu esposo... — Milo reparou na lastima de dor que passou nos olhos do rei ao tocar naquele nome.
— Era? — Indagou como se o incentivasse a prosseguir.
— Dégel foi morto, há dezesseis anos atrás... Ainda é doloroso para mim, pois naquele dia perdi as duas maiores preciosidade da minha vida. — Nunca gostava de tocar naquele assunto, fazia raiva, a revolta surgir, mas diante daquele menino desconhecido as palavras simplesmente fluíam.
— Dois?
— Sim! Dégel, e nosso filho.
— Sinto muito... — Não sabia por que, mas Milo sentiu uma angustia ao ver a dor, e o peso que aquele ser noturno carregava.
— Tudo bem! Bem, se apronte... Irei levá-lo ao castelo... Lá poderá encontrar com sua mãe, tomar café, e Afrodite que irá lhe encher o dia... — No final rio sabendo que o líder Toreador não o deixaria em paz.
Milo fez expressão cansada como se previsse que o dia fosse cheio, levantando da cama e rumando para o banheiro para se arrumar.
Continua...
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