Aliança de Sangue
10 Capítulo 9
Notas iniciais
Boa leitura!!
A segurança na mansão dos Assamitas era fortificada, ao ponto que nem mesmo um grão de areia pudesse entrar sem que fosse percebido, porém um ser era capaz de ultrapassar tudo sem muita dificuldade.
Em um dos quartos, mas especificamente aonde se encontrava aquele que deveria se protegido a qualquer custo, um segundo ser se fez presente. Através das sombras suas feições eram escondidas.
Pela janela entreaberta uma brisa perambulava pelo local, e sobre a cama um corpo adolescente jazia.
Em passos silenciosos o intruso seguiu até o leito. Seus frios olhos captaram o loiro que dormia profundamente. Reparava em cada detalhe dele, e não foi difícil perceber os roxos e machucados sobre a pele bronzeada. Suas mãos pálidas moveram tocando o braço que tinha um vermelhão que logo ficaria roxo, era aonde havia sido segurando quando fora atacado.
As narinas captaram o ferimento no joelho, mesmo que pequeno. O ser noturno trincou os dentes de aborrecimento, e mesmo que suas feições imparciais não demonstrassem, ficara furioso.
Ele acabou sentando na beirada da cama, no que seus olhos vermelhos caíram sobre o humano, sem desviar ou piscar, fixos nele. Viu as pálpebras mexeram, dando sinal que ele acordaria, porém não se moveu dali, aguardou o seu despertar.
Milo sentia a cabeça pesar, e seu corpo todo lamentar de dor. Seus olhos demoraram pegar foco e quando fizeram pousara sobre o intruso. Por instinto moveu-se rápido, e suas costas chocaram contra a cabeceira da cama. Seus olhos arregalaram. Medo, confusão, era um turbilhão de emoção que alojava em seu ser.
— O-oque... Faz... A-aqui? — Sua voz saiu trêmula.
— Apenas conferindo como está o que me pertence. — A voz do líder dos Ventrue saíra sem vida, fria e rouca, contudo Milo descobrira que ele nunca demonstrava nada.
Kamus havia sido informado por um dos serviçais de Shion sobre o ocorrido. O líder dos Assamitas não seria irracional em não lhe falar, por que se não fizesse isso daria margens a intrigas.
O ruivo ficara furioso pela audácia de Radamanthys em tentar pegar o que agora seria seu por direito. Comprovou o vampiro loiro queria o humano, e por igual à informação do casamento deles havia vazado.
Até então era para se algo sigiloso, ao menos a parte que o senescal ser casaria com o neto em vez da filha do Assamita. O acontecido comprovava que todo cuidado era pouco.
— Não sou um objeto para falar assim de mim! Grosso. — Milo disse descontrolado. Além de ainda não ter se recuperado do ocorrido, a presença do outro sempre o deixava desconcertado.
— E não é um objeto de decoração para ostentar a aliança entre os dois clãs? — Kamus fora felino, não demonstrando nenhuma convalescia pelo o que o humano tinha acabado de passar.
— Seu... Seu... Saia já daqui. — Bradou apontado para a porta de seu quarto.
— Eis tão incapaz de cérebro que não sabes nem falar um insulto decente fedelho!? É bom garantir que se repita de novo. Se fores descuidado em sair sozinho de novo ire castigá-lo. — O senhor dos Ventrue disse se levantado da cama, no exato momento em que a porta abrira.
Milo iria retrucar, porém parou quando viu sua mãe entrando. Elora havia percebido que alguém infiltrara nos aposentos de seu filho, e mesmo sabendo que não era inimigo, não deixou de ficar irada pela audácia do noivo de Milo.
— Invadindo residências agora, senescal? — A vampira disse ríspida, porém se conteve. Seus olhos esquadrejaram o filho para ter certeza que ele estava bem.
— Seja mais cuidadosa Senhorita Lhasa, do contrário solicitarei ao rei para que antes mesmo do casamento meu noivo esteja sobre meus cuidados... Cuide direto do que é meu. – Disse isso ele sumiu em um piscar de olhos deixando mãe e filho para trás.
Milo falou com tristeza na voz:
— Me desculpe, mas eu estou tão cansado de não poder agir como um garoto normal! Ter que ser vigiado e não poder ter paz! O que ele quer comigo? — Falou isso o menino se colocou a chorar. Elora até se pronunciaria, mas Shion pediu para ficar a sós com o neto.
Elora os deixou a sós. Assim que se viram sozinhos Shion sentou a cama, ao lado do menino, não que fosse de seu feitio, mas era necessário conversar com Milo naquele instante.
— Milo. — Shion começou a falar. — Sei que deve ser difícil para você passar por isso, mas escute o que vou lhe dizer, Kamus é grosso, frio, e até mal, porém ele jamais lhe fará mal. Você está noivo dele. Sei que pode parecer estranho, contudo não deixe que ele o domine.
Milo sobressaltou-se, Shion estava dizendo que ele não devia abaixar a cabeça para o ruivo? Agora sim não entendia mais nada.
— Eu não entendo vô. — Ditou cheio de confusão. — Eu não sei como me comportar perto dele.
Shion riu por dentro diante da afirmação do menino. Ele não era o primeiro a dizer que junto a Kamus sentia-se sem ação.
—- Milo. — Shion recomeçou a falar. — Você ainda é jovem... Deixe-me explicar. Quando você e Kamus concordaram em se casar, o senescal passara a ter certa autoridade sobre sua vida, e a mesma será completa quando se casarem, mais ainda quando consumarem a união. Ele tem o dever de lhe proteger, não estou dizendo com isso que você não vá ter opinião própria, mas deverá aprender a respeitar ele, e as ordens que lhe for dada. – O mais velho mantinha a expressão serena enquanto dispunha tudo diante de seu neto. — Isso não dá a ele o direito de ser cruel com você, muito menos de lhe machucar. Contudo, não é somente ele que tem direitos nessa relação. Você também pode exigir coisas dele, como fidelidade e respeito. Ele não deverá lhe humilhar na frente de ninguém.
O loiro menor estava atento acompanhando tudo que o líder dos Assamitas dizia.
— Então meu filho não permita que ele o domine, e sim que o conquiste. Está entendendo Milo? — Shion perguntou ao rapaz.
— Acho que sim... — Milo falou sem muita certeza.
— Você entenderá com o tempo, agora vá dormir, precisa descansar.
Shion não deu tempo a Milo para responder, saiu em seguida e deixou o loirinho envolto em seus pensamentos, tentando entender o que o avô havia lhe dito.
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Sentia seu corpo arder. Para um vampiro, descriminado sem alma ou sentimentos, isso era sinal ruim. Sua garganta arranhava, e tudo a sua volta parecia girar. Aquela sensação só anunciava algo, estava sobre o fio da espada de sua existência. Após anos de perambular pela terra em dias incontáveis finalmente sucumbiria. Talvez fosse o mais correto, era mesmo contra a natureza alguém viver por tanto tempo.
Não conseguia mover um dedo, porém podia sentir que abaixo de seu corpo um colchão macio existia.
Forçou abrir os olhos e pode vislumbrar ainda que embaçado o lugar em que se encontrava. O quarto de tamanho mediano, com ar aconchegante que exalava odor do humano. Aquele cheiro, era tão bom, porém parecia carregar a sentença de sua morte.
Tentou mover a cabeça para localizava aonde se encontrava, todavia até esse simples ato parecia uma tarefa difícil.
Sobre o lençol negro, os cabelos de cores tão exóticos e incomuns, se espalhavam como um manto. A pele alva, agora desprovida de qualquer roupa se sobressaia, e sua parte mais íntima escondidas por um fino lençol.
— Hunm... — Resmungou de dor, tentando inutilmente se mover.
— Para sobreviver ao poder do líder Baali deve ser forte besta. — Seus ouvidos captaram uma voz máscula que ecoara pelo local, a mesma levava um tom de desprezo.
Os olhos verdes agora embaçados caíram sobre seu “salvador” ou seria “destruidor”. Viu o homem de corpo escultural, de fios dourados que caiam como cascatas pelas costas.
— Um c... — Tentou dizer algo, porém nada coerente saia de sua boca.
— Caçador? Sim! Kanon Calliet. Seja mais agradecido monstro. — Mesmo que suas palavras fossem de soberba, e carregadas de rancor, Kanon prezava fazer algo que nem ele mesmo entendia, ajudar um ser, cuja missão era exterminar. Contudo foi incapaz de deixá-lo para morrer.
— Não entendo... — Sua voz saiu fraca. Sua boca estava seca, e tinha plena ciência se não repusesse o sangue, que havia perdido sua existência, seria extinta. — Me deixa ir... — Suplicou. Não poderia morrer agora, tinha sua divida com Shion, que o salvou e protegeu.
— Não é meu prisioneiro, e nesse estado não iria lugar algum. O sol estar forte, se sair virara pó. Vampiro. — Disse.
Somente agora Mu reparou que nem um fio de luz entrava, somente a da luminária.
— Mu.
— Como? — Kanon indagou sem entende, no entanto sentou ao lado do ser de aparecia peculiar.
— Meu nome é Mu Lhasa. — Falou seu nome. Se fosse morrer, queria ao menos seu assassino soubesse como se chamava.
Seus olhos verdes sem vida o vira pegar uma adaga, contudo quando achou que ele cortaria sua cabeça, o viu cortar um opala de sangue e despejar o líquido em um copo e depois direcionar os seus lábios ressecados.
Mu estranhou, porém não seria doido de recusar, entretanto quando sentiu o cheiro daquele líquido, e tomou um pequeno gole uma ânsia estranha tomou conta de si, e fora incapaz de beber, acabou cuspido o pouco que ingerira.
— O que?
— Eu não posso... – Falou o vampiro.
— Droga... – Kanon explodiu. — Eu mandei tomar, e seja breve antes que me arrependa. – Disse em um ato oferecendo seu próprio sangue para o ser noturno.
Mu não tinha outra alternativa, mesmo por que Kanon estava oferecendo seu sangue da boa vontade. Ele tinha a ciência que se tomasse aquele sangue teria com aquele humano uma dívida, pois ele não era um humano qualquer, era um caçador.
O sangue dele estava deixando Mu cada vez mais dependente. Precisava dele. Daquele sabor, mas queria muito mais que o sangue.
Kanon pressionou o pescoço contra a boca de Mu. Nesse momento o vampiro deixou seus caninos surgiram, seus olhos verdes tornaram-se rubros, e então com uma suavidade, que Kanon achou que jamais teria, cravou com vontade seus caninos na pele morena do caçador.
Kanon não soube explicar o que sentiu. À medida que o vampiro bebia de seu sangue, seu corpo todo respondia, um calor tomava conta de si, e um prazer imenso, queria tê-lo em seus braços, possuí-lo, e fazê-lo seu.
O corpo de Mu também reagia a tudo aquilo, seu desejo por aquele homem aumentava e não pode deixar de gemer quando as mãos fortes do loiro trouxeram seu corpo para mais perto de si.
Satisfeito Mu soltou o pescoço do outro, lambendo a ferida, para que cicatrizasse, Mas antes que pudesse pensar, teve os lábios tomados pelo mais jovem dos Caillet.
Ambos gemiam dentro do beijo, forte, quente e luxurioso. As mãos do caçador tocaram no corpo de pele fria, sentido toda sua maceis. Kanon que sempre repudiou aquela raça, que nascera para exterminá-lo, sentia pela primeira vez na sua vida sentia atraído por um ser noturno, sugador de sangue alheio.
Suas mãos puxaram o lençol negro revelando o corpo de tom uniforme, traços delicados, porém enganava quem achasse que ele era fraco.
O beijo foi quebrado.
Os olhos azuis escuros de Kanon admiraram o belo corpo, que parecia chamá-lo. Viu que as feridas haviam se cicatrizado, e nenhuma cicatriz jazia sobre aquele corpo perfeito em sua concepção.
Subiu completamente na cama, deixando que seu peso cair sobre o vampiro, cobrindo totalmente o corpo dele. Sua boca novamente procurou a de Mu, tomando posse, como se a partir daquele momento ele lhe pertencesse.
Mu não sabia o que estava acontecendo. Sempre fora recatado no que referia a qualquer tipo de relacionamento. Viviam para servir Shion, um vampiro que considerava como seu pai, e que no passado salvara sua vida. Amor, carinho ou sexo tais palavras ou atos nunca tiveram espaço na sua vida.
Por isso não entendia por que seu corpo fervia, e ansiava por mais dos toques e beijos daquele homem que além de ser um total desconhecido era alguém que poderia ceifar sua vida.
Gemeu quando a boca deles passou a degustar a pele de seu pescoço, e as mãos apertaram suas coxas as movendo e dando espaço para alojar no meio dele.
Kanon deixava se levar. Quem sempre se prendera a regras, e fora sério em seu dever deixava-se sucumbir, aquele desejo insano. Sua boca fora descendo mais e mais até que abocanhou o rosado botão. Puxando, mordendo e lambendo. O fazendo ficar mais ainda eriçado.
Moveu as pernas do outro as posicionando ao redor de seu quadril, afundando seus dedos na macia carne.
Os gemidos dos dois tomavam o recinto. Um afundou sua cabeça no travesseiro e suas pálpebras esconderam sua íris outrora verde que se achava vermelha.
O doce sabor daquele sangue estava fazendo seu corpo vibrar. Somente quando se sentiu saciado afastou os caninos, lambendo a pequena ferida a fazendo fechar. Os efeitos do sangue tomado eram claros em seu corpo, e pelo visto o caçador os percebera claramente.
Kanon se arrastou pelo corpo esquio e belo, e com fome tomou um dos mamilos com a boca. Parecia um animal feroz, que mamava sem dor, tornando aquela carne rosada sensível a cada toque. Somente quando se sentiu saciado em um, passou para o outro até que os deixou úmidos de saliva, vermelhos e túrgidos.
Abandonou um dos mamilos e foi em busca do outro enquanto suas mãos apertavam as nádegas redondas de Mu.
Que gemia cada vez mais. Seu membro já pulsava e Kanon pode senti-lo criar vida, pois agora a duas ereções se encontravam.
Foi descendo sua boca, deixando que sua língua experimentasse, saboreasse, a pele fria do abdômen perfeito do vampiro. Deixando um rastro de saliva e aumentando o desejo sentido pelo outro. Alcançou a virilha de Mu e ameaçou a morder levemente deixando que o menor se arrepia e colocasse as mãos entre seus cabelos loiros.
Logo sua boca chegou onde tanto ansiava, tomou o sexo do vampiro entre os lábios e começou a sugá-lo com vontade.
Mu gritou ao sentir-se dentro daquela cavidade morna que o tomava com volúpia fazendo-o perder a razão e gemer insanamente
As mãos do caçador apertavam as coxas do vampiro. Logo Mu pode sentir as unhas arranharem o lado interno de suas coxas, e logo em seguida, sentiu que Kanon erguia seu quadril.
Os dedos procuravam por algo no corpo esguio e perfeito.
— Ahahha... Não... Espere... — Parecia que ao sentir aquele toque a mente de Mu apregoara a realidade, ao que sucedia realmente ali, o que estava preste a ser consumado.
— Sua chance de dizer não passou... Agora não tem mais como fugir... Irei até o fim, e o farei meu. — Kanon disse quando umedeceu dois de seus dedos para em seguida acariciar o rosado casulo, e assim inserir um de seus dedos ali. Ah! Como aquelas paredes eram macias, e sugava seu dedo.
Mu virou a face e fechou fortes seus olhos. Não era fraco, não era humano e a dor nem era tão grande, a questão era a vergonha de ser tocado daquela maneira por alguém, de se sentir tão vulnerável.
Suas pernas foram postas nos ombros do loiro, que voltou a sugar seu falo, e prepará-lo agora com dois dígitos, que entrava e saiam de si.
Suas mãos estavam inquietas se agarraram ao lençol os rasgando com suas garras, ou se embrenhavam nos loiros fios do outro. Mas foi quando um ponto mágico foi tocado dentro de seu canal, que uma corrente elétrica tomou posse de seu corpo. Suas costas arquearam, e tudo ao redor deixara de existir.
— Hunm... Achei. — Kanon murmurou quando voltou a tocar novamente as nervuras dentro do outro. Não podia esperar mais, seu corpo fervia, o queria, e que sua consciência moral fosse passear, depois iria se preocupar com ela, não agora.
O mesmo largou a ereção do vampiro sentado no meio das pernas dele. Suas mãos com agilidade passaram a retirar suas próprias roupas, e em nada delicado. Quando finalmente se encontrava nu, puxou o vampiro pelas pernas. Colocou um travesseiro abaixo dele para dar mais elevação, ao que alojou as pernas novamente em seus ombros.
Mu assustou-se com o que iria acontecer. Nem quando era humano cogitou aquilo, ainda mais depois que ser tornara uma criatura das trevas. Era ele que deveria subjugar um humano, e não o contrário, e saber que ele permitiu isso sem pestanejar o causava um tremor imenso.
Seus olhos se encontraram e Mu soube-se perdido neles, sabia que não haveria mais jeito. Estava preso aquele humano e por mais que se sentisse perturbado o desejava dentro de si.
Kanon por sua vez sentiu-se igualmente perdido, ele até podia estar dominado a situação ali, mas sentia-se preso e dominado pelo sentimento que o estava levando a ter uma relação com aquele vampiro.
Mu gemeu mais uma vez quando sentiu Kanon encostar seu membro duro e pulsante em sua entrada, sabia o que estava por vir, mas não queria evitar.
Kanon sem muita delicadeza, mas cheio de luxúria esquadrinhava Mu com seu olhar faminto.
— O que há vampiro? Por que me olha assim? — Ditou Kanon com certa rispidez. — Não são vocês que nos usam como se fossemos um pedaço de carne qualquer?
Mu olhou-o perturbado, não gostou do que ouviu!
— Está enganado! — Ditou Mu com mágoa. — Eu nunca tratei ninguém assim, e eu nunca fiz isso com ninguém!
Depois de ditar isso, Mu virou o rosto, por que tinha dito quilo e ainda mais naquele momento?
Kanon estava entre perplexo e envaidecido. Aquela afirmação indicava que ele era o primeiro daquela criatura tão linda.
O sorriso que se desenhou no rosto do loiro era ao mesmo tempo sarcástico e sensual.
Tornou a encostar seu membro que agora parecia ter criado ainda mais vida, estava molhado com o pré-gozo. Passou a mão na glande recolhendo um pouco daquele liquido e então o usou para mais uma vez lubrificar o menor.
Mu sentiu-se mais uma vez invadido pelos dedos habilidosos de Kanon
— Hunm... — Mordeu seus lábios impedindo que um gemido alto saísse quando sentiu ele novamente tocá-lo com os dedos. Não entendeu por que de repente ele passara a prepará-lo novamente e mais demorado.
Foi quando sentiu um vazio, Kanon havia retirado os dedos de dentro de si, contudo se negou pedir por mais, enquanto se negava em olhá-lo. Contudo fora impossível conter o gemido quando aquela carne quente e dura como rocha abria espaço em si. Dor. Era isso que sentia, porém essa dor o fazia sentir depois de muito tempo que estava vivo.
Suas mãos rumaram em buscar de qualquer amparo, talvez a barra da cabeceira da cama, ou os lençóis, no entanto foi impedido por outras mãos que guiaram a sua para outros lugares.
Kanon inclinara para si, e o fizera rodear seus ombros. As bocas se aproximaram, e um gemido mais longo do vampiro morreu quando sua boca foi tomada em um sôfrego beijo, e o caçador entrou completamente dentro de si.
As línguas travavam uma bela batalha, em buscar de espaço e ansiosas para sentir o gosto alheio.
Kanon não esperou muito, não seria capaz, passou a mover. Seus quadris ganharam um ritmo ainda que lento, aventurando-se dentro daquela cavidade que parecia convidá-lo.
A temperatura subira, os corpos ferviam desejosos, e gemidos escapavam em meio ao beijo urgente. Kanon ia aumentando seus movimentos aos poucos, e não demorou para que ganhasse certa vida. Entrava e saia com ardor do vampiro, o sentido contrair em voltar de si — o apertando — tornando tudo mais prazeroso.
— Hunm... Vampiro virgem realmente é gostoso... Quem diria... Ahahh... — Disse entre gemidos quando o beijo fora brevemente partido, para que ao menos ele, recuperasse em parte o oxigênio.
— Ahah... Argh... — Mu grunhiu. Era incapaz de pronunciar qualquer coisa. Aquele caçador era grosseiro, dizia palavras infames, porém estava roubando todos os seus sentidos.
Foi quando sentiu um líquido quente em seus lábios, era sangue. Kanon havia cortado um de seus dedos, um pequeno filete, e estendeu aos lábios do outro.
— Um presente para você besta sanguinária... — Disse sentindo rapidamente à aveludada língua dele rodear seus dedos, brincando e saboreando o néctar vermelho.
Suas estocadas tornavam-se cada vez mais rápidas. Tal ponto, que por instinto e envolvido por aquela sensação, Mu passara a mover seu quadril, rebolando indo de encontro ao vampiro aumentando o prazer de ambos.
Kanon sentia-se afundar-se dentro de mu, tocando-o profundamente levando a loucura. Mu gemia cada vez mais alto, e sem pudor algum e isso fazia Kanon arremeter com mais força para dentro do outro.
O caçador também gemia alto e agora já falava coisas desconexas. Mu sentia que se ainda havia sanidade nele, ela estava se perdendo naquele instante.
Kanon sentiu que chegaria ao seu ápice e então levou uma das mãos ao falo do vampiro começou a masturbá-lo no mesmo ritmo das estocadas, quando Mu sentiu sua próstata ser bombardeada mais duas vezes e seu membro ser estimulado, com certa força e rispidez, podia até ter deixado um humano comum machucado, mais ele estava sentindo um prazer avassalador.
Sentiu seus pensamentos fugirem e com um gemido longo derramou-se nas mãos de Kanon. O loiro por sua vez sentiu o seu membro ser ainda mais comprimido pelas paredes macias do corpo de mu. Com mais uma estocada firme e profunda e um gemido gutural escapando de sua garganta, Kanon deixou-se derramar dentro de Mu.
Kanon teve o cuidado de não deitar em cima do corpo aparentemente frágil do vampiro. Deitou-se ao lado dele e puxou-o para junto de si.
Mu sentiu-se envolver nos braços fortes e quentes do caçador e deixou que aquele topo pós-sexo tomasse conta de si. Permitindo fechar os olhos e dormir sentindo o cheiro do humano e tendo em sua boca o sabor inigualável que era para si o sangue de Kanon.
Continua...
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