Notas iniciais
Boa leitura, e excelente feriado...

Seu semblante era ríspido, o que denotava sua preocupação e mal humor. Diferente dos outros dias não desejou um “bom dia” para ninguém e nem retribuirá qualquer gentileza. Como ficar feliz se as coisas pareciam desmoronar?! Sem cerimônia adentrou a sala do rei dos vampiros. Deixaria sutilezas para depois, que Kárdia o perdoasse.

— Shion? Há algo errado? — O loiro, dono de profundos olhos azuis e o soberano daquela peculiar raça.

— Mu e Milo. — O líder dos Assamitas ditou, somente agora se dando conta que Matteo e Kamus encontravam presentes na sala, possivelmente em alguma reunião.

Os dois não poderiam ficar expostos ao sol, isso era verdade, mas nada que um carro fortemente blindado, e com insufilmes de última geração pudesse ajudar.

O líder do brujah e o Ventrue mantiveram calados, mas nenhum dos dois saíram, esperaram algum por sinal de Kárdia, pois pelo visto iria precisa da ajuda deles.

— Aconteceu algo com o humano? — Kamus indagou deduzido se poderia ter ocorrido outro ataque com ele.

— Não! Milo está bem, e muito bem protegido, porém é com Radamanthys que estou lidando e daquele verme espero qualquer coisa, não é à toa que estar há anos querendo coloca suas sujas mãos em meu neto. Minha preocupação é com Mu, depois ter levado Milo em segurança para a mansão, desapareceu! Temo que o líder dos Baali tenha feito algo. — Disse sério.

Kárdia sentou em sua cadeira, e pareceu ponderar sobre o que estava acontecendo. As ações de Radamanthys eram muito suspeitas, ele estava se movendo demais por causa de um humano. Havia mais alguma coisa ai que queria descobrir.

— Kamus.

— Sim majestade. — Disse polido aguardando uma possível ordem.

— Quero que mova seus membros de confiança e descubra o que tanto Radamanthys quer com seu noivo, e garanta a total segurança dele, antes e depois do casamento. Se um fio de cabelo dele cair, será total responsabilidade sua. — Disse autoritário, e uma ordem sua jamais deveria se contestada.

— Sim senhor. — Sabia plenamente que uma ordem dele jamais deveria ser quebrada, mas já pretendia fazer tal trabalho antes mesmo dele dizer algo. — E hoje mesmo enviei alguém de confiança para ser segurança em tempo integral dele. — Completou.

— Matteo contacte todos os seus cães e ache Mu... — Disse vendo o xerife grunhir, mas em seguida sair fazendo uma reverência para cumprir com o ordenado, e em seguida Kamus fazer o mesmo.

— Fique calmo Shion, o acharemos. Matteo é o mais indicado para isso. — Disse indicando para que o amigo se sentasse a sua frente, para conversarem sobre algo mais que trazia preocupação a Kárdia.

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Naquele dia Milo acordou cedo e para sua surpresa sua mãe já estava de pé.

— Bom dia mãe! — Ditou com carinho e preguiça. — Algum problema?

Sim havia vários problemas e o primeiro deles era uns brutamontes que se encontrava em sua sala dizendo ser servo de Kamus e que de agora em diante seria guarda-costas de seu filho.

— Milo... — Começou Elora. — O Mu não voltou filho.

O rapaz que estava sentando em uma cadeira levantou-se na mesma hora.

— Mas... — Seus olhos marejaram imediatamente. — A culpa é minha... — Levou as mãos ao rosto sentindo uma dor terrível no peito e uma culpa enorme o invadir.

— Eu vou procurá-lo. Ele tem que estar aqui por perto. — Falou sem muita noção do que dizia, contudo sentiu sua mãe puxar seu braço.

— Seu avô já foi resolver isso! Vá tomar um banho que temos algumas coisas a conversar.

Elora ordenou e viu o filho sair para fazer o que havia mandado. A vampira dirigiu-se a sala e não encontrou ali o homem que desde muito cedo estava lá esperando por Milo.

Algum tempo depois Milo voltou todo arrumado.

— Aonde pensa que vai assim? — Perguntou Elora.

— Mãe! Vou para casa do Asmitha...

— Não vai não. — Ordenou Elora. — Você está proibido de sair. Irá para a escola e só. — Era visível que aquela ordem não deixava margem para ser contestada.

— Droga! Por que comigo, eh!? — Milo gritou exasperado, mas assustou-se com uma voz que não esperava ouvir àquela hora da manha e muito menos ali na sua casa.

— Olha como fala com sua mãe garoto!! – Repreendeu Aldebaran. O mesmo entrara sem ser percebido por nenhum dos dois.

Milo o olhou com surpresa. Não teve tempo de falar nada, pois o gigante não deixou.

— Peça desculpas loiro, ela é sua mãe e se diz isso é para te proteger. – Pronunciou com autoridade, mas certo carinho.

— Desculpa mãe!! — Falou abaixando a cabeça e então se voltou para o outro e falou.

— Deba !? O que faz aqui?

— O mestre Kamus mandou que eu tome conta de você! – Replicou calmamente. — A partir de hoje eu sou seu guarda-costas.

Elora se pronunciou.

— Nós temos quem tome conta de Milo, não preciso de nada vindo... — Respirou antes de falar o que não deveria. — Você pode retira-se.

— Desculpe senhora. — Falou Aldebaran com respeito. — Mas eu não irei, o senhor Milo foi perseguido ontem e a partir de hoje vou vigiá-lo dia e noite.

Elora até abriu a boca para retrucar, porém Milo não permitiu. Ele simplesmente pegou a mão de Aldebaran o puxando rumo à cozinha, dizendo algo como preciso me alimentar, estou com fome. Não deixava de ser verdade, porém foi mais uma tática para eliminar qualquer brigar.

A vampira bufou, mas deixou por hora. Iria para o escritório da casa, tinha alguns assuntos para tratar, e a noite teria que levar Milo a casa de Afrodite para conferir os primeiros trâmites do casamento, para que seu filho tirarem as medidas para sua roupa.

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O corpo que mal era coberto pelo fino lençol moveu-se na cama. Agarrou-se ao travesseiro exalando todo aquele perfume, e somente mediante isso as pálpebras deram espaço a íris verde.

— Hunm... — Alguns poucos flashes do que ocorrera a noite passada viera em sua mente, e lentamente se colocara sentado na cama. Por sorte seu corpo se cicatrizava rápido, por isso não sentia nenhuma dor, mas podia sentir algo em uma parte exílica de seu corpo. Por instinto Mu levou a mão até lá, e quando sentiu aquela gosma seu olho crescera e sua face ficou rubra.

— Se arrume e caia fora preguiçoso, já é noite. — A voz do caçador de fez presente enquanto ele saia do batente da porta deixando o outro novamente só.

— Grosso! — Mu gritou enfurecido. Ah! Como o odiava. Ao menos era o que pensava. Primeiro ele o salva, e depois cuida de si dando o próprio sangue, depois literalmente abusa de si, o levando ao Elíseos e agora o chutava como um vira lata qualquer.

Mu resmungando, algo que não era de seu feito, levantou da cama e sem ao menos se limpar vestiu rapidamente suas roupas. Cuidaria de sua higiene quando chegasse em casa, só queria ficar longe daquele estrume.

Quando estava pronto e iria se retirar pela janela mesmo, só para não se encontrar com aquele ser, uma mão o deteve

Foi puxando com certa grosseira, e sua boca tomada com volúpia, até que ficara corado e com os olhos nublados.

— Saia como gente fera, pela porta. — Kanon disse após saborear aqueles lábios novamente. Ao final rodeou a cintura do vampiro até que o levasse até a porta a abrindo e dando um leve empurrão em Mu o colocando para fora de sua residência. — Tchau. — E com tudo bateu a porta na cara dele.

Mu estava pasmo. Ah! Iria rasgar a garganta dele com suas garras. De raiva seus olhos ficaram rubros, porém foi quando captou algo, conhecia aquelas auras, eram aos cães do Xerife. Moveu seguindo rumo a eles, na certa Shion estava preocupado e pedira ajudar ao líder do Brujah.

Moveu seus pés, dando as costas para outro, mas de certa forma sabia, o destino deles estava selado para sempre, até a morte.

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Aquela noite estava relativamente fria, não que para Shura fizesse qualquer diferença. Mas estava ali a serviço e tinha sentido o cheiro de Mu ali perto

Avistou Mu vindo em sua direção e esperou que o Assamita se aproximasse.

— Boa noite Shura! – Cumprimentou Mu parecendo irritado.

— Boa noite Mu! — Ditou Shura. — O que houve com você? Sumiu.

— Sim! Radamanthys. — Mu falou e viu Shura grunhir, sabia bem que Shura odiava aquele vampiro.

— Mas já estou bem! Vou voltar para a mansão de meu mestre.

— Sim! Mas não irá só, tenho algo a fazer naquele lado da cidade e vou acompanhá-lo.

Mu assentiu e ambos seguiram rumo mansão de Shion.

Shura pode sentir um cheiro diferente em Mu. Seguiu boa parte do caminho calado, mas aproximando-se da mansão olhou par o vampiro mais jovem e ditou em tom de aviso.

— Você esteve com o Hunter, não foi? Sinto o cheiro dele em você. — Mu arregalou os olhos e sua face ficou rubra. — Mu tome um banho, acho que Shion não vai gostar de sentir esse cheiro em você.

Assim que entrou recebeu em seus braços um furacão loiro que ao avistá-lo correu para seus braços.

— Mu me desculpa a culpa fui minha eu não devia ter saído, seu... — Milo falara tudo num fôlego só o que fez Mu sorrir. Passou a mão na vasta e bela cabeleira loira do menino e com um sorriso que só mesmo Mu tinha ditou com paciência.

— Não foi sua culpa Milo! Foi Radamanthys que fez isso. — Disse com certa fúria.

Mu Olhou para Shion que visivelmente estava irado. Provavelmente havia sentido o cheiro de Kanon em si.

— Tome um banho, e depois conversaremos. — Ordenou Shion entre dentes.

Mu fez uma reverência a seguiu as ordens de seu senhor.

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Conhecia aquele cheiro, mas percebeu que Mu não tinha nenhum arranhão a não ser um estado de cansado, logo estava tudo bem. Tinha algo que marcava sua mente, então preferia resolver primeiro isso, ou melhor, ver alguém.

Nos últimos dias tivera tão ocupado com seus afazeres que não tivera tempo, porém aquele humano não saia de sua mente de forma alguma.

Não demorou a chegar aonde queria, estava a alguns quarteirões quando avistou seu alvo andando tranquilamente pela rua, com uma sacola de compras na mão, e pela roupa chegando do trabalho. Na calada o seguiu até o apartamento dele, mas quando o loiro ia entrar na portaria do local, parou, e sem se virar ditou:

— Pare de andar às escuras, é crime seguir as pessoas. — A voz de Saga parecia enfurecida, mas não era isso que ele estava.

Shura se assustou, jurava que o outro jamais o perceberia, havia realmente esquecido que ele era um descendente de Hunter.

O vampiro deu alguns passos para trás pretendendo sumir na escuridão, porém a voz do humano voltou a ecoar.

— Venha.

Aquilo pareceu uma ordem que não deveria ser contestada. Assim ambos seguiram, com o moreno alguns passos atrás. Seguiram pelas escadas, talvez para manter aquela distância, somente quando Saga abriu a porta do apartamento dele deu espaço para o vampiro adentrar, entrando atrás e trancando a mesma.

— Eu... Faço o que quiser. Qual problema? — Shura ficou um tanto confuso diante da atitude de Saga, e acabou por falar algo que para o loiro soou sem sentido..

— Quero que responda algumas perguntas. — O loiro disse colocando a sacolas e bolsa sobre a mesa, retirando o terno, e a gravata.

— O que quer? – Indagou Shura ainda com rispidez. — Não foi suficiente o que seu irmão disse?

Saga ficou atônito, então Kanon estava certo. — Não! Não foi. – Disse com altivez. — Eu quero falar com você.

— O que quer saber? — Shura perguntou entre dentes.

Saga apenas olhou e com muita calma começou a desabotoar a camisa, antes porém de tirá-la, olhou para Shura e perguntou de forma sexy.

— Importa-se se eu tirar a camisa?

Shura apenas mexeu a cabeça em negativa e viu com prazer o tronco perfeito e a pele morena mostrar-se de forma sensual levando-o a desejar aquele humano.

Saga aproximou-se devagar do vampiro, que para surpresa do loiro sequer se moveu. Sentindo A respiração do loiro junto de si Shura podia sentir que aquele homem cheirava a luxuria e aquilo era bom.

Saga era mais alto que o vampiro e ao se aproximar dele não deu chance para que o outro se mexesse, diminuiu a distância entre os dois e beijou-o. Sim, não aguentava mais de desejo, desde o dia que aquele homem... Ou seria criatura, demônio? Fosse o que fosse aquele moreno levou-o a loucura com aquele beijo e com os toques ousados de suas mãos.

Shura deixou-se ser beijado, aquilo estava sendo mais fácil do que imaginara. O problema era que Shura não estava seduzindo, pelo contrário, ele era a vítima no momento.

O loiro apartou o beijo em busca de ar.

E Shura pode perceber o quanto aquele homem era lindo. Seus olhos azuis tinham um brilho encantador, seus longos cabelos loiros eram sedosos e belos e sua pele era quente e deliciosamente gostosa e seu sangue era o néctar dos deuses para ele.

O vampiro o queria era verdade, mas queria bebê-lo, tomar de seu sangue, sorver o líquido que o mantinha vivo. Mas sentia-se preso por aqueles olhos, sentia-se domado por aquela voz e dependente de seu sangue.

As mãos de Saga foram habilidosas e rapidamente empurraram Shura para trás imprensando o corpo do moreno entre o seu próprio e a parede.

Tornou a beijá-lo, mas então olhou nos olhos do mais baixo e se afastou, não era medo, pelo contrário, mas admiração pelo que via.

Shura agora se esquecendo de qualquer coisa já mostrava seu lado vampiro. Seus olhos eram de um vermelho sangue que deixou o professor encantado e seus caninos estavam a mostrar.

O moreno tinha sede, precisava tomá-lo, não entendia a necessidade que tinha daquele sangue, daquele corpo, daquele homem.

— Quer algo? — A voz de sangue saíra sensuais, as palavras ditas com cuidado e precisas.

Shura não podia mais esperar, se aguardasse mais um segundo que fosse sentia que sua vida sucumbiria. Orgulho? Era algo que naquele momento não tinha espaço e não valia de nada. Maneou a cabeça em uma afirmação, e sua boca chegava à salivar diante do desejo.

Saga deixou que um mínimo sorriso adornasse seus lábios. Aquilo tudo era loucura, tinha plena ciência disso, contudo, naquele momento, não queria dar espaço a sua racionalidade.

Inclinou sua cabeça para o lado retirando os fios loiros do caminho, dando total aval para o vampiro. Sabia que era loucura, aquela besta fera poderia ceifar a sua vida, mas por motivos inexplicáveis confiava sua vida a ele.

Shura sentiu algo em si ferver, e sem esperar por mais, ainda que com suavidade, levou sua face ao local desejado. Primeiramente deixou que beijos fossem postados sobre a pele. Abaixo de sua boca sentia a veia sanguínea pulsar. Não podendo atrasar, permitiu que seus caninos ferissem a pele, e de tal ato, o doce néctar de sua perdição exalou. Seu corpo todo vibrara, e qualquer realidade em volta sumira.

Saga gemeu quando sua pele fora cortada, mas não era algo doloroso, havia um dor, mas maior que ela era o prazer daquele ato.

O humano pressionou mais o corpo imortal, moveu seu quadril para que suas ereções se esfregassem e fossem mais ainda despertas. Uma de suas pernas fora para o meio do moreno, enquanto os corpos moviam em um bailar.

Suas mãos levantaram a blusa do vampiro, uma delas guiou-se para o tórax apertando entre os dedos o áurelo amarronzado. Apertar o bico sentido o corpo menor contorce.

Sua outra mão rumara para as costas, deixando a pele alva marcada para tomar em posse e apertar com gosto o durinho e empinada nádegas.

— Hunm... — Shura gemeu em meio à sucção. Suas mãos deslizaram pelas costas de Saga buscando apoio, quando por fim deu o ato de se alimentar por finalizado para que pudesse gemer, sua ereção foi pressionada novamente, e no vão de suas nádegas dedos atrevidos pressionaram, ainda que por cima do tecido.

— Deseja algo mais moreninho? — Saga disse com uma voz envolvente.

Shura concluiu que se aquele homem fosse um vampiro, ninguém jamais resistiria a ele, por que sendo um humano era um deus em pessoa, imagine com os poderes que como ser da noite deteria.

Não respondeu em palavras. Apenas espalmou suas mãos no tórax do loiro o empurrando sutilmente. Para em sequência abaixar ajoelhando no chão. E sua face um sorriso pervertido se formou, no que suas mãos moveram e abriram a calça de Saga, abaixando o suficiente para que em mão sentisse a quentura daquele órgão.

Saga jogou a cabeça para trás, apoiou suas mãos na parede para buscar suporte, quando voltou inclina para frente à face, deixando que seus cabelos caíssem em cascata e assim visse o lascivo vampiro dar uma longa lambida em seu membro.

Shura era muito sensual, seus toques eram fortes, mas não rudes. O loiro sentindo toda sua racionalidade abandoná-lo pôs-se a jogar os quadris levemente para frente dando mostras de que queria mais daquela língua em seu corpo.

O vampiro por sua vez sentia-se agora dono da situação, Saga estava entregue, com calma e precisão de lamber aquele picolé com sabor único e colou-o todo na boca.

Saga estremeceu ao sentir-se mergulhado naquela cavidade quente e úmida. Seu corpo sacudia-se em espasmos sentindo-se ser sugado com força pelo moreno.

O vampiro por sua vez sugava com vontade o membro túrgido do outro e suas mãos terminaram de tirar a calça do humano e agora apalpavam as coxas firmes do loiro que gemia a cada toque e seu próprio membro pulsava dentro da calça.

Saga sentia as mãos do vampiro a apalpar-lhe as carnes e isso lhe causava certo prazer, mas se aquele vampiro gostoso achava que ele iria transar com ele aquele dia, estava enganado. Só o faria quando tirasse dele todas as informações que ele desejava.

Até lá iria torturá-lo e se castigar, pois igualmente desejava o corpo do outro, queria estar dentro dele.

Saga sentiu seus pensamentos sumirem, a boca de Shura não o permitia pensar mais. Quando sentiu o dedo do vampiro em sua entrada, o loiro colocou as mãos entre os fios negros e passou ele mesmo a comandar aquela felação.

Segurou a cabeça do vampiro e olhou sádico, então começou a ir e vir fudendo literalmente à boca do moreno, que sentia o falo do loiro ir fundo em sua garganta.

Se Shura precisasse respirar estaria agora sufocado, mas para deleite de Saga não foi preciso parar as investidas que a cada momento tornavam-se mais rápidas e firmes.

Shura não conseguiu ou não queria sair daquela situação e logo sentiu o liquido quente, prova do prazer do loiro invadir sua boca deixando um sabor único ali.

Saga por sua vez gemia enquanto derramava-se na boca do vampiro. Sentiu-se mole, suas pernas fraquejaram e Shura com habilidade e rapidez segurou-o e o beijou fazendo-o sentir o próprio gosto.

Ao recuperar o fôlego, Saga olhou nos olhos vermelhos do vampiro e em seguida pronunciou com a voz rouca.

— Sua vez!

Shura sentiu o corpo estremecer com aquela afirmação, o que aquele loiro queria dizer com aquilo? Porém antes que pudesse questionar sentiu saga o beijar novamente e mesmo dentro do beijo o loiro o guiava para algum lugar que o vampiro por estar de costas não podia ver. Parou quando sentiu suas pernas encostarem no sofá e seu corpo ser forçado a sentar ali.

Saga por sua vez sem romper o beijo sentou-se no colo do vampiro movendo-se de forma excitante sobre o membro do outro.

Shura passou a gemer com aquilo, o que aquele humano queria? O enlouquecer? Gemeu ainda mais quando o loiro dando fim ao beijo deixou que sua língua quente passeasse pela pele fria do pescoço dele.

O moreno estava cada vez mais entregue, o humano estava ali e pelo jeito seria dele em breve, o vampiro estava louco para possuí-lo.

O loiro então voltou a olhar para ele de forma sensual e levantando-se de seu colo, foi descendo beijos e mordidas pelo tórax bem definido do vampiro. A pele fria lhe causava um misto de prazer e curiosidade. Logo alcançou o cós da calça do vampiro e abriu-a, fez com que o mesmo levantasse os quadris, e foi retirando a calça do moreno.

Shura sentiu que ondas elétricas passavam por seu corpo, pois a língua de saga começava a dançar na virilha. Arfava com as sensações causadas pela língua macia do professor.

— Isso é bom... Que boca... – Shura disse entre gemidos de prazer. Moveu os quadris se oferecendo para o outro, para que eles desse a atenção a um lugar especifico.

Saga levou sua mão aquele órgão pulsante, contudo em vez de acariciar, sua mão apertou forte tal carne, e os olhos azuis viram o moreno contorce de desgosto.

— Não... – Shura ditou remexendo desejando que ele lhe desse a devida atenção.

O loiro riu misteriosamente no que esticou seu corpo para trás, pegando o que parecia um cadarço de tênis. Com a mão livre passou enroscar tal fio no falo que pingava do gozo.

Era um vampiro, poderia muito bem contorna a situação e tomar tão humano para si, porém parecia que debaixo daquele olhar suas forças sobre-humanas desapareciam pro completo.

— Vamos fazer um pequeno jogo. – O professor disse quando terminou de dar o nó.

Agora a ereta e carente ereção do moreno eram presas pelo cadarço branco, que impediu que chegasse ao seu cume de prazer. O loiro inclinou para frente e sua boca passou a subir saboreando o sabor da pele de porcelana. Ao chegar em um dos mamilos sua boca passou a degustar um deles enquanto a mão brincava com o outro. Lambia, sugava, mordia e beliscava, retirando assim qualquer lástima de realidade daquela criatura que sucumbia a si.

— Não... Deixa-me... – Shura deixara sua postura de ser supremo, carecia tanto do prazer, que qualquer orgulho fora posto de lado, apenas queria mergulhar no humano que tanto lhe atraia.

— Vamos ver... Primeiro respondera algumas perguntas e quem sabe serei bonzinho contigo. – Saga disse másculo, autoritário, de uma maneira que fez o corpo do vampiro se arrepiar todo.

— Sim... – Diria tudo, o mais profundo segredo desde que pudesse sentir o prazer que ansiava desde o momento que o conhecera.

Saga enquanto torturava aquele ser, com beijos, lambidas e apertões em cada parte do possivelmente de belo corpo, e muitas vezes negando carinho o faziam responde cada uma de suas indagações. Desde como surgiram os vampiros, se realmente eram imortais, o que poderia feri-los e como funcionava a ordem deles.

Shura tinha plena ciência que por está revelando tais segredos a um humano teria como sentença a morte, as leis eram claras, para proteger a raça, eram cruéis, contudo aquele loiro estava fazendo ele quebra todas as regras, e doar sua existência a perdição.

— É possível transformar um humano em vampiro? – Saga indagou mais uma de sua curiosidade.

O mesmo estava a sugar os lábios de Shura, enquanto seus dedos tateavam a ereção presa dele, o máximo de masturbação que fizesse ali não faria o moreno gozar, não quando ainda era impedido.

— Por favor... Deixa-me... Eu quero... – Shura passou a implorar por alívio, não suportava mais aquelas luxuosas torturas.

— Só mais essa e lhe darei tudo que merece. – Falou mordendo o lóbulo da orelha dele.

Shura já não suportava aquela tortura, queria o loiro.

— Está bem... Si-sim... Um humano pode ser transformado em vampiro. –Shura respondeu entre gemidos.

Saga sorriu com aquilo, dando-se por satisfeito, o loiro então desceu sua boca por aquele corpo e em seguida aproximou-se do membro do outro e colocou-o na boca, porém não retirou o cadarço, ele sugava e Shura urrava de prazer.

— Hum... Aaaaaaaaaaaa... Gemia o vampiro. As palavras morriam em sua boca. — Por favor... – Pediu mais uma vez.

Saga sorriu e levou os dedos a boca do outro, que se surpreendeu com a ousadia daquele humano.

— O qu... – Até começou a falar, mas seus lábios foram invadidos pelos dedos quentes de Saga, que sugava cada vez mais forte a ereção do moreno. Com a mão livre o loiro foi retirando delicadamente o cadarço e Shura recebeu aquilo como premio.

Tudo aconteceu muito rápido, quando o ser das trevas deu por si encontrava-se de joelhos sobre o sofá, de costas para o humano e com as mãos apoiadas no encosto. Nunca em décadas de existência permitiria algo como aquilo, contudo estava tão envolvido por aquele humano que tudo que desejava era sucumbir aquele prazer, que o resto fosse para a esquina.

Saga se colocou atrás de Shura, suas mãos foram ao quadril dele, puxando-o fazendo com que suas costas se inclinassem mais e suas nádegas ficassem mais empinadas ainda. Seus dedos acariciaram o local escondido entre aquelas duas bandas, recebendo de bom agrado gemidos.

— Ahha... Anda... Se vai fazer isso, faça rápido... — A voz do vampiro saíra suplicante seu corpo ia entrar em colapso se não tivesse o que tanto desejava.

— Que vampirinho apressado. Calma! Dar-lhe-ei tudo... — O loiro disse sensual dando beijos molhados nas costas de Shura, ao que dois dedos de uma vez aprofundaram a cavidade antes intocada.

Gemeu sem reservas, sem se importar se outros ouviriam, tudo que importava para si naquele momento era aquele humano maravilhoso que estava retirando toda a sua sanidade.

— Anda logo... Não sou um humano fraco... Mete de uma vez... Vai... — Disse rebolando maliciosamente, levando Saga igualmente a loucura. Desejando mais ainda aquele corpo.

E assim foi. O loiro retirou os dedos, se ajeitou atrás do menor alguns centímetros, ao que posicionou seu membro pulsante na entrada dele, e em uma estocada só, dura e forte penetrara naquele lugar secreto.

— Ahahahhahah.... — Shura literalmente gritara, e suas garras rasgaram o estofado do sofá, e suas costas arquearam.

Doera, mas apesar da dor fora algo prazeroso, talvez pelo insano desejo que sentia por aquele mortal.

— Gosta? Hunmm... Quando faço isso? — Saga indagou não dando muito tempo e passando a se mover. Ainda que lento, as estocadas eram firmes. Saía e entrava do casulo do moreno, que ansioso movia-se de encontro a si, rebolando de forma descompassada.

— Bom! Você é gostoso... Mais rápido... Mais... — O vampiro pediu.

Os dois encontraram-se em um ritmo só, em uma dança alucinante na qual a racionalidade não tinha espaço. Seus corpos eram cobertos por uma fina camada de suor. Seus corpos ganhavam vida sozinhos. Saga entrava quase que brutamente dentro do outro, porém nada que o machucasse, afinal, mesmo tendo usado certa tortura o professor ainda preservava o prazer para ambos.

Shura nunca havia sentido aquilo antes, em nenhum de suas transar anteriores, com humanos ou vampiros, homem ou mulher... Em anos... Nada se comparava ao que sentia naquele ato.

Ambos gemiam enlouquecidos pelo prazer, seus corpos fundidos como se fosse um. Saga estocava cada vez mais rápida e o vampiro entregava-se cada vez mais.

Shura gemeu mais alto quando sentiu uma das mãos do humano envolver seu membro e começar a masturbá-lo sem muita leveza, mais firme e rápido, no mesmo ritmo com que era estocado.

Saga passou a chupar o lóbulo da orelha do moreno, enquanto se arremetia com vigor dentro dele e o masturbava.

Sentia que o vampiro estava entregue, mas queria mais, muito mais.

Então como que para torturar a si e ao outro, Saga parou o que fazia e retirou-se de dentro do moreno. Fazendo-o gemer em desgosto, porém rapidamente sentou-se no sofá e o puxou para cima de si.

Shura entendendo perfeitamente o que o outro queria, deixou-se descer devagar sobre a ereção firme.

O loiro gemeu com aquilo, era bom até demais, o corpo do outro o apertava e era delicioso sentir seu falo tocar as paredes macias do interior de Shura.

Quando se sentiu totalmente dentro do outro novamente começou a erguer os quadris num pedido mudo para que o outro se movesse, o vampiro entendendo o pedido sem palavras do loiro passou a cavalgá-lo muito lentamente fazendo o loiro gemer despudoradamente e jogar a cabeça para trás arqueando as costas dado o prazer que o dominava.

Shura sentiu as mãos do loiro em seu quadril ditando o ritmo em que deveria seguir, Saga puxou o corpo do moreno para baixo no mesmo instante em que elevou os quadris tocando fundo dentro do outro.

Começou então a estocá-lo novamente ao mesmo tempo em que tornou a masturbá-lo.

Shura e Saga olharam-se ao mesmo tempo e então como um imã suas bocas uniram-se em um beijo avassalador.

Os gemidos eram abafados pelos lábios um do outro. Saga porem, ainda que contra a vontade teve que apartar o beijo em busca de ar, sua face estava vermelha e seus olhos nublados pelo desejo.

O vampiro gemia alto, provavelmente logo alcançaria seu ápice, seus corpos dançavam no mesmo ritmo, seguiam na mesma velocidade, Shura passava a língua em seus lábios e olhava com fome para o pescoço do loiro.

Saga percebeu e sorriu oferecendo o pescoço ao outro, o vampiro nada ditou apenas encostou os caninos ali e com uma delicadeza nunca dada a ninguém Shura enterrou mais uma vez naquela noite seus dentes na pele morena do outro e ao sentir aquele líquido quente em sua boca, gemeu e pode sentir que o outro não era indiferente, pelo contrário.

Saga gemia ainda mais alto, tomado pelo prazer que aquele ato trazia a ambos, aumentou ainda mais o ritmo das estocadas e da masturbação, sentindo em pouco tempo sua mão e seu abdômen molhados com o prazer do vampiro.

Shura tivera um prazer triplo. Ao ter o falo enterrado tão fundo em si, ser massageado por aquela mão habilidosa e sugar o doce sabor daquele líquido vermelho. Poderia deixar de existir aquele momento, pois seria com um sorriso estampado em seus olhos.

O loiro cedeu mais algumas estocadas que foi o suficiente para que se despejasse por igual dentro do vampiro, inundando-o o interior do mesmo. Os movimentos aos poucos pararam. Shura alojou sua cabeça no ombro do loiro depois que cicatrizou a ferida. Já Saga abraçou o corpo possessivo. Palavras não foram ditas por um bom tempo, enquanto se recuperavam.

A noite rugia alto, o silêncio era quebrado pelo som da respiração do humano, e o pequeno chiado do vampiro que ainda sofria certos espasmos do prazer recente.

— Nossa... Isso foi delicioso. — Shura disse baixo quebrando o incômodo silêncio.

Saga riu das falas do outro acariciando os negros fios. Tudo parecia ter começado com mero desejo que julgara ser momentâneo, mas parecia que as coisas não seriam bem assim.

— Pode volta aqui quando quiser, se assim desejares. — O professor ditou no que fez as pernas do vampiro rodearem totalmente sua cintura, saindo de dentro dele, e forçando suas pernas levantou de onde estava, rumando em sentido o seu quarto.

Shura resmungou algo que o outro não entendeu, e por igual escondeu o sorriso que formou em sua face na curva do pescoço de Saga. Quando o vira na boate não deduzira que as coisas tomariam de tal forma, porém após décadas de relações sem compromisso, apenas satisfação da carne queria algo mais nos braços daquele humano.

Continua...