Aliança de Sangue
7 Capítulo 6
Notas iniciais
Boa leitura!!
Seu sangue gelara.
Por que tudo tinha que se tão difícil?
Olhou para a jovem dona de uma beleza delicada. Os fios loiros, os olhos verdes... Sempre gostara dela, mas o amor que tinha por sua mãe era bem maior, e jamais ficaria feliz, sabendo que sua mãe não era.
Respirou fundo antes de pegar o embalo.
— Precisamos conversar, Esmeralda. — Estava claro que sua voz era sofrida o quanto era muito difícil, mas havia também um ar determinado.
— Milo está me deixando preocupada. O que aconteceu? — A adolescente olhou suplicante para aquele que detinha seu coração.
— Serei direto... Perdoa-me. Sei que estou sendo um canalha contigo, porém não a amo mais... E por isso não podemos ficar juntos. Meu coração pertence à outra pessoa. — Suas palavras poderiam ser firmes, contudo por dentro desmoronava. Apregoava seus pensamentos em sua mãe, na mulher que o salvara, que cuidara de si, e por quem pretendia fazer tal sacrifico.
— Mi-Milo... O que está falando? — A voz manhosa saíra chorosa. Os olhos verdes ficaram umedecidos prestes a se derramarem em lágrimas.
O loiro manteve sua postura. Não poderia deixa levar pelo estado dela, seria melhor assim, não poderiam ficar juntos, sendo que dali dois meses estaria “casado” com outra pessoa.
— Foi o que ouviu. Sinto muito. — Ao fim de suas palavras girava sobre seus pés saindo dali, não poderia ficar mais, por que do contrário compadeceria dela, então foi cruel, esmagara os sentimentos dela, crente que assim seria melhor.
Milo andara firme, sem correr ou lento demais, mas assemelhava a um bravo guerreiro, porém seu coração estava em pedaços, seus sonhos espalhados pelo chão.
Estava tão perturbado que mal enxergavam quem estava a sua frente, tanto que acabou por colidir com uma muralha, pelo menos era assim que se sentia, mas antes que ele caísse às mãos de alguém o seguraram.
— Você está bem? — A voz soou preocupada.
Milo levantou a cabeça, tendo seu rosto banhado pelas lágrimas, apenas meneou negativamente a cabeça.
O outro rapaz o ajudou e paciência ditou:
— Vem! Você precisa se acalmar. — Assim seguiram. Ao chegaram à cantina da escola e o jovem foi até o balcão.
— Oi Seiya! Me ver um copo de água, por favor!
— Oi Shy! O que houve? Achei que já estivesse indo embora.
— Eu ia, mas... Aquele rapaz não está bem, e acabei o ajudando. — Viu o atendente lhe olhar feio e tentou esclarece as coisas. — Olha... Ele não é nada meu, Ok!? Só estou ajudando... Ele não está bem. Não precisa me olhar assim... — Shiryu tentava se explicar, com o outro que parecia não querer aceitar.
Seiya era um aluno bolsista, e por isso trabalhava na cantina na parte da manhã, era um garoto esforçado. O mesmo era amigo de Shiryu, mas nutria por este algo maior que amizade.
O moreno bem sabia, mas não tinha coragem de dizer ao pai que gostava do outro. Sim! Shiryu também gostava de Seiya, e desde o inicio das aulas namoravam escondido.
O moreno pegou a água e levou até o loiro. O fez tomar um pouco e o viu se acalmar devagar. Perguntou se ele já havia terminado o horário da escola e Milo mais uma vez meneou negativamente a cabeça.
— Quer falar por que está assim? — Perguntou Shiryu ao rapaz.
— Por favor, não! — Não era um pedido, nem uma ordem, apenas uma suplica.
— Tudo bem! Não precisa dizer nada... Vem, Irei acompanhar até sua casa. — Falou o rapaz, sem deixar muita escolha para o outro.
Milo levantou-se junto com ele e foram saindo, porém antes Shiryu voltou-se para Seiya e discretamente mandou um beijo para o mesmo. O que não amenizou em nada a raiva e o ciúme que o namorado sentia.
Quando aproximavam do portão da escola, ambos pararam para ver a cena que se desenrolava. Shion, avô de Milo e Dohko, pai de Shiryu discutiam sem se importar com quem os olhava. Embora naquele momento só se encontrasse ali o porteiro e os dois garotos, que estavam atônitos com aquilo.
— Pare de me seguir besta! — Donko disse descontrolado, parecendo totalmente fora de si. Era claro o efeito que o loiro tinha sobre sua pessoa.
Os dois adolescentes se aproximaram calmamente, porém os dois homens não pareciam enxergar mais nada na sua frente deles.
— Não se ache! Vim aqui pelo meu neto. Até onde sei, cumpri bem seu pedido de anos trás, então não seja prepotente humano. — Shion diferente do outro não perdia sua habitual postura, mas como Milo conhecia o vampiro secular, sabia que ele não estava nada calmo.
Ambos estavam a poucos passos de distância, e parecia que a qualquer momento iriam duelar.
O fato curioso era por ser alto sol, e Shion como um vampiro andava a luz do dia, porém sua explicação era simples, ele era um vampiro milenar, um ancião, e possuía uma habilidade que poucos, raros vampiros detinham. Dentro da linhagem dos vampiros da Europa, os únicos que detinham era justamente Shion, e o rei Kárdia.
O líder dos Assamitas havia ido buscar o neto. Sabia que Milo ainda teria aula, porém precisava levá-lo para acertar algo, e queria inteirá-lo um pouco sobre a Camarilla, algo nunca feito antes. Sempre o manteve fora da tal ordem dos vampiros. O caso inicial era que tinha assuntos para tratarem do casamento.
Por coincidência, Donko rumara igualmente para escola, aparentemente o filho dele estudava ali, e o destino fizera com que ele se encontrasse.
— Saia daqui monstro, e volte para escuridão. — O humano ditou espumante.
Milo não sabia ao pé da letra o que acontecia, só sabia que as coisas não poderiam ser daquela forma, então resolveu intervir. Andou até o avô segurando o braço dele, e forçando um sorriso ditou:
— Bom dia vô!!! O que veio fazer aqui? — Diante do menino de olhos brilhantes, e sorriso cativante Dohko parou com sua destilação de palavras, e olhara para ele meio abismado.
Dohko não podia acreditar no que seus olhos viam. Um garoto humano? E um vampiro? Parentes?
Sua cabeça girava.
— Você é neto dele, criança? — Dohko perguntou com doçura já que se sentia desarmado pelo sorriso do menino.
— Sim!! Ele me adotou quando era uma criança e me criou. — Falou Milo com carinho e agradecimento. — Ele me salvou de viver uma vida ruim nas mãos de alguém que me batia muito.
Dohko estava perplexo. Aquele monstro que havia destruído sua vida agora era bom?!
Vendo que o outro senhor nada ditava Milo continuou:
— Sabe, ele sempre me protegeu dos monstros que o senhor acabou de acusá-lo de ser. Não sei por que faz isso, mas lhe garanto que deve estar enganado.
Nenhum dos adultos encontrara palavras para ditar naquele momento. O Assamita não sabia que Milo o via desta maneira, ainda mais que ele jamais fora muito carinhoso com ele.
Já Dohko sentia que desconhecia aquele ser que se encontrava a sua frente. Lembrava-se muito bem que quando o mandou embora diante da dor que sentia, ouvido Shion repetir que jamais faria aquilo, que ele estava enganado. Ele não era aquele tipo de fera ou monstro que o acusava de ser.
Será que o tinha julgado errado?
Seu peito agora doía e sua cabeça estava confusa. Não queria ouvir mais nada. Olhou para o filho e pronunciou autoridade:
— Vamos! Temos que ir ao médico Shiryu, precisou ver seus olhos.
O rapaz apenas assentiu e seguiu o pai que já caminhava a passos largos. Olhou para trás e acenou para Milo, que devolveu o carinho.
Em seguida o loiro voltou-se para o avô. — Que bom que veio vovô. Não estou me sentindo muito bem! — Falou manhoso. — Pode me levar para casa?
Shion diria que não, tinham coisas urgentes a resolver, mas depois do que Milo disse, sentiu que devia ao loirinho um pouco de carinho e confiança.
— Claro Filho! Vamos.
O trajeto de volta fora feito em silêncio. Nenhum dos dois ousou dizer nada, cada um perdido em seu problema particular.
Não tardou em chegar. O adolescente despediu do avô rumando para seu quarto, todavia quando estava no meio do caminho acabou desviando e tomou outro rumo. Abrira a porta meio receosa, como se temesse algo, e mesmo na escuridão do quarto encontrou o que queria. Na cama dossel jazia um corpo feminino, adormecido por causa de sua necessidade de raça.
O adolescente ergueu a colcha, e entrou debaixo dos mesmos, após retirar os sapatos, e timidamente achegou perto do corpo, e seus braços seguraram na mexa dourada, e ficara quietinho perto dela, isso o faria se sentia mais seguro.
— Milo, deveria está com seu avô para resolver assuntos de seu casamento? — Elora disse sem abrir os olhos. Poderia esta recolhida por causa de sua maldição, por ser um ser da noite, sugador de vitae alheio, mas sentira de longe a chegada de seu filho, não de sangue, mas de sentimentos.
— Só me deixa ficar aqui mãe. — Pediu choroso.
— O que aconteceu? — A voz dela mesmo que não demonstrasse claramente tinha certa preocupação.
As mãos femininas, porém fortes movera achegando o loirinho para mais perto de seu corpo, o abraçando com ternura, e cheirando os fios macios.
Diante do carinho recebido deixou que as lágrimas voltassem. Iria chorar ali tudo que tinha direito, pois na frente do ruivo, de seu futuro marido, jamais se mostraria fraco.
— Por que tudo tem que se sempre difícil? E pedir demais ser feliz? – Soara deprimente, mas era o que sentia naquele momento. Contudo, não queria passar para a vampira que se arrependia dar decisão de tomar o lugar dela.
–ooOoo-
O dia estava tranquilo Bem! Não para Shion o líder dos Assamitas estava abalado pelo encontro com Dohko, o amor de sua vida. Era difícil para o vampiro ter que viver carregando uma culpa que não tinha.
Após deixar Milo em casa ele foi procurar o rei dos vampiros, tinha uma reunião com ele. Entrou naquele imponente prédio e seguiu em silêncio até o elevador, sem deixar de ser polido, com aqueles que ali se encontravam. Ao entrar no elevador, deparou-se com uma jovem de longos cabelos negros.
— Boa tarde senhor Lhasa. – Ditou com respeito e educação.
— Boa tarde senhorita Dayana! O senhor Kárdia se encontra. – Shion perguntou com educação, aquela moça era secretária de Kárdia, durante o dia, já que Shaka Phalke não poderia estar.
— Ah, sim! – Respondeu à jovem. — Está a sua espera.
— Obrigado! – Agradeceu o vampiro.
Chegando a sala de Kárdia encontrou-o envolto em papéis, os quais lhe detinham a atenção.
— Boa tarde, meu senhor! – Ditou Shion fazendo reverência diante da presença de seu líder maior.
— Ora Shion, deveria ser eu a reverenciá-lo! – Falou Kárdia com seu habitual bom humor.
Quando viu o sorriso do rei sentiu uma sensação de dejavú, aquele sorriso lhe era tão familiar. Não convivia com Kárdia era verdade, mas...
A expressão de Shion mudou imediatamente, seus pensamentos estavam o deixando perturbado. Esteve sempre tão distante ultimamente, envolvido em trabalhos, que somente agora começava a se preocupar com alguns detalhes que estavam sempre tão visíveis.
— Algum problema Shion?! – Kárdia perguntou preocupado.
— Não! – Replicou Shion. — Queria me ver?!
— Sim! – Afirmou tornando a sorrir. — Shion não conheço seu neto, mas gostaria de saber sua opinião a respeito desse casamento. Por que aceitou isso? – Perguntou Kárdia. — Não que esteja insatisfeito com isso, mas achei que Elora jamais permitiria que o jovem humano se unisse a um vampiro, e mais ainda sendo ele Kamus Depardieu.
O líder dos Assamitas sentou aonde o seu rei indicava. Entendia a indagação dele, afinal, Kárdia sempre buscara está a para de tudo e o mesmo o conheciam tão bem, que devia saber que através de seus atos tinha algo mais profundo.
— Radamanthys.
— O que ele tem haver com isso? Sei que ele traiçoeiro, mas não entende no que ele poderia influência em permitir que seu neto humano se case com Kamus. Conhece o Senescal, ele pode ser justo, no entanto mais cruel que Radamanthys. – O rei disse. Parecia realmente curioso para saber de toda a história, cada detalhe dela.
Shion passou a contar com calma tudo para seu rei. Desde quando Elora entrou na floricultura há dez anos, e que o destino colocou o loiro em seu caminho, de como ela se apregoara aquela criança humana, e retirou das garras do líder dos Baali. E como o amor que existia entre os outros era algo sobrenatural.
Contudo, esclareceu que sua filha apaixonara por um humano, e do plano de Radamanthys em pedir a mão de Milo depois que Elora se casasse, e que infelizmente não poderia recusar. Assim, o adolescente agoniado por ver a mãe adotiva distante do amor verdadeiro, e de poder cair nas garras de seu antigo tutor, o mesmo pedira para assumir o lugar da vampira Lhasa.
— Então tens um garotinho inteligente em casa. Quem diria?! Apenas aumentou minha curiosidade. Quero ver se ele será capaz de lidar, e até domar a esfinge de gelo. – Disse Kárdia rindo alto no final.
— Majestade, se Kamus o vir falando assim vai esquecer que és o rei e arrancará seu coração. – Shion disse, mas não podia discordar do rei, o Senescal realmente tinha aquela fama, devido sua postura fria, e imparcial a tudo.
— O que posso fazer? O que precisar de minha ajuda, não deixa de pedir. E quanto a Radamanthys, creio que deva manter o mais sigiloso possível sobre a união do mais novo dos Lhasa com Kamus, do contrario ele fará algo. – Disse sabiamente o rei. — Já falei com Depardieu, e ele concordou. – Completou.
— Claro! Reforçarei a vigilância sobre Milo, e Elora. Agradeço meu senhor. -Disse Shion.
Assim os dois permaneceram mais um tempo a conversar, alguns assuntos sobre aquela inusitada união, e por iguais outros sobre a própria Camarilla e alguns acordos comerciais. No final, Shion se despediu pretendia ir buscar a filha e o neto mais tarde.
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Suas mãos habilidosas trabalhavam com afinco. Mesmo que seus olhos não detivessem mais a luz, ou que pudesse ver as cores das coisas, isso não o impedia. Sua condição o deu a possibilidade de ver as coisas de outro ângulo, talvez entende muito além da aparência.
Como era tarde, logo após o almoço a floricultura não estava tão agitada, isso fazia uma calmaria tomar conta de tudo. Seus olfatos desvendavam cada cheiro, enquanto preparava um buquê de encomenda.
Porém em meio à calmaria, pode ouvir alguém entrar em sua floricultura e a pessoa que ali chegara não estavam nada bem. Podia sentir a ansiedade e o medo, a raiva e a confusão que aquele ser emanava de si.
— Aioria? – Indagou Asmitha com calma e preocupação. — O que houve meu rapaz? Por que está tão aflito?
Aioria não conseguia ditar nada, seu peito doía, sua cabeça pesava e seu rosto estava banhado em lágrimas.
O florista aproximou-se dele devagar, sem assustá-lo e o abraçou. O menino deixou-se ser abraçado.
— Mitha, me ajuda por favor!! — Ele suplicava.
— Estou aqui meu menino, tenha calma.
Pegou o menino e o guiou devagar para dentro. Pediu que o esperasse um pouco, e indo em direção a porta. Trancou-a e voltou para perto do garoto. Colocou suavemente as mãos nas mãos do garoto e começou a falar.
— Oria meu anjo, o que houve? Por que está tão triste?
— O Milo! Mitha... — Começou Aioria a falar em meios as lágrimas. — Ele é um mentiroso, um monstro ruim, um assassino sem coração... — Parou o que dizia voltando a chorar.
Asmitha podia não enxergar, mas tinha um dom e conseguia sentir as pessoas por suas auras. E não será aquilo que sentia no jovem Lhasa.
— Por que diz isso Oria? Pensei que fossem amigos? – Replicou com muita calma o loiro.
— Elora a mãe dele é um vampiro, e o avô dele também, ele me disse isso hoje! Eles são iguais aquela criatura que matou meu irmão.
Asmitha estava sem chão, então era isso? Sua adorada, aquela que conseguiu conquistar seu coração, era um monstro? Um ser da noite? Uma assassina fria? Sentia que sua aura era diferente, pesada, fria, mas nunca imaginou que fosse por conta de tal coisa, mas ela era tão boa com ele, com Shun e com Aioria.
Além disso Milo era diferente das outras crianças, ele podia sentir, mas em nada ele se comparava a Elora. Não podia deixar de pensar no motivo de Elora esconder isso dele.
Apesar de se sentir magoado com isso, decidiu que era melhor esperar que ela mesma explicasse seus motivos. Não gostava de julgar as pessoas, aprendera isso a partir de suas próprias limitações, pois muitos o julgavam incapaz, visto que ele era cego. Mas mesmo sem a visão administrava muito bem sua floricultura.
— Aioria. Sei que você tem motivos para odiar essas criaturas, mas pense bem, Milo sempre foi seu amigo, ele sempre esteve ao seu lado. E além disso, meu anjo, se for pensar assim, então odiara também os homens... Veja meu querido, um homem igual a mim e a você matou meu irmão e minha cunhada, deixou meus sobrinhos órfãos e mesmo assim, não é justo que eu julgue todos os homens como assassinos.
— A criatura que te feriu e matou seu irmão, é um assassino ruim, mas será que todos são?
Aioria até chegaram abrira a boca para retrucar, porém parara em meio do caminho, e nenhum som saíra. Sua mente passava no que acabar de ouvir. Asmitha sempre era tão sábio, e sabia realmente como ver as coisas em âmbito todo. Ao menos agora ele para de chorar.
— Mas Mitha... Os vampiros são maus, cruéis, e o que diz as lendas. — A mente humana sempre condiciona a algo, e seguia o rumo daquilo que regrava para eles.
— Isso é o que os livros humanos dizem, não sabemos a verdade. Não acho que eles sejam seres angelicais ou algo assim, porém não vamos julgar por aquilo que deixaram para nos. Você conhece Milo há anos, assim como Elora, alguma vez fora mal consigo, ou viu? — Disse esperando uma resposta do adolescente que parecia pensar em tudo que ele ditara.
— Não. — Afirmou limpado o rosto grosseiramente agora bem mais calmo. — O que faço? Eu acabei dizendo coisas horríveis para eu... Porém saber que ele nunca contou isso para mim me magoou. — Aioria disse com pesar. O fato era que achava que Milo, sendo seu melhor amigo não tinha nenhum segredo para si, mas parecia que as coisas não eram bem assim.
— Não resolva nada agora. Vá para casa, e pensar com calma em tudo, e somente quando senti seu coração mais acalentado procure Milo e conversa. Seja sincero consigo mesmo. — Falou fazendo um carinho nos cabelos dele o vendo força um sorriso.
Contudo, mesmo que dissesse tais palavras e acreditasse nelas, em si algo conflitava. Nada que sentia por Elora mudara, mas queria resposta, julgava merecendo delas, porém pretendia espera que ela lhe contasse, pois entendia que se ela não houvesse falado era por medo, ou para lhe proteger.
Ficara fazendo companhia ao menor até que ele estivesse mais calmo, e o levara até a porta da floricultura, se despedido. Acabou fechando a loja, não estava mais bem-disposto a trabalha mais aquele dia, precisava pensar.
Continua...
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