Notas iniciais
Perdõe a demora, mas alguns imprevisto aconteceram,porém ainda assim, nós duas empenhamos em escrever o capítulo para vocês. Sim! Esse é o penúltimo... Esperamos que curtam ele...
Gratas pelo carinho, as ideias, ameaças e palavras de incentivos.
Boa leitura!

A tensão era presente na residência dos Assamitas. Por onde olhasse no térreo se via o caos. O salão da cerimônia anteriormente tão belo encontrava-se agora um mar de sangue e corpos mutilados, no da festa, corredores, jardim ou hall de entrada as coisas não eram muito diferentes.


Por ordem do rei Kárdia os corpos dos inimigos eram recolhidos e levados para o local específico a fim de seres cremados e extintos para sempre, em especial o de Radamanthys que tanto os atormentou por séculos.


Os sobreviventes, foram levados presos, seriam julgados e obviamente condenados, Já aos aliados eram tratados por uma equipe preparada e os mortos, eram lamentados.


Todos trabalhavam com afinco. Quanto ao piso superior da mansão era fortemente vigiado, para o caso de inimigos remanescentes. Em um quarto em especial a tensão era grande. Um grupo esperava na sala adjacente para saber o resultado do que acontecia no quarto, Elora e Shun eram os mais aflitos.


Após o ataque de Radamanthys, e o ato impensado de Milo, o pequeno loiro tinha eliminado para sempre o líder dos Baali, mas aquilo sofrera efeito em sua gravidez. Ainda não era o momento dos bebês nascer, mas de alguma forma o abuso de energia ao afetou.


Elora tinha a mandíbula trincada de raiva, e só não tinha invadido aquele quarto para averiguar como estava seu filho, por que Asmitha a tinha em seus abraços e a acalmava.


Mu estava igualmente desolado, afinal, tinha a si como um tio para Milo, e de maneira alguma o queria ferido ou pior, mas ele mantinha-se forte sentado ao lado de Shun. Tratava de acalentar o pequeno, que chorava copiosamente. E do lado do pequeno achava-se Aioria, que parecia estar em estado de choque.


Dohko se encontrava no lugar rezando pelo neto de seu amado. Ele tratou de torna tudo confortável para todos, enquanto esperavam por notícias de Milo.


Shura e Saga estavam presentes, segundo as ordens do rei, deviam proteger todos os presentes de qualquer ataque.


Infelizmente Shion, Kárdia e Kanon tinham que lidar com a bagunça, claro, como os demais: Afrodite, Matteu, Shaka e Ikki.


Quando a porta do quarto se abriu e a médica de Milo saiu, todos se moveram indo para mais perto dela. Achavam ansiosos por notícias. Mas Dohko foi o primeiro a agir, talvez os demais não tivessem forças para isso.


— Como ele está?


A médica mostrava-se visivelmente cansada. — Está estável, e ficará em repouso absoluto até dar a luz. O abuso de energia, estresse e o ataque que recebeu contribuíram para que a placenta rompesse... E mesmo com seus poderes e as habilidades dos vampiros em curar, nesse caso não surtiu totalmente efeito.


— Aquele menino irresponsável! Devia ter se posto em segurança! — Elora disse. Mesmo que suas palavras fossem duras, seu rosto mostrava alívio por saber que seu filho ficaria bem.


— Agora ele não poderá lidar com muitas pessoas, devido o grau de energia, isso pode causa disturbo em seu sistema... — A médica disse.


— Mas ele ficara bem? Meu filho não morrerá? — Shun indagou com seus grandes olhos verdes úmidos. Ele segurava as duas mãos rentes ao coração.


— Sim, ficará! Por sorte a gravidez está em etapa final, são somente mais dois meses, e cuidarei para que tudo ocorra bem! — A médica ditou. Ela ficou ali para esclarecer mais dúvidas, e claro esperar o rei para comunicar a ele.


Todos respiraram aliviados. Apesar do presente risco, saber que as coisas estavam estáveis rendia certo ânimo.


Enquanto isso, como a tensão era dissimulada no recinto, dentro do quarto havia apenas dois seres.


Kamus garantiu que o ambiente ficasse o máximo possível confortável para seu esposo. Usando seus poderes, bloqueou que qualquer ruído de fora adentrasse o local e que ficasse em uma luz mediana.


Ele tinha um aperto em seu peito. Ainda não tinha se recuperado do susto. Quando a mansão foi invadida sua primeira preocupação foi colocar Milo em segurança, e não era somente pelo fato dele estar grávido, mas sim, por que a menor ideia dele se machucar estraçalhava sua alma.


Mas seu esposo era um ser teimoso. No final, Milo trancou os demais no escritório, e foi acertar contas com aquele que lhe tirou tantas coisas na vida. Kamus tentou arduamente chegar a seu amado, todavia um nevoa de inimigos entraram em seu caminho para impedi-lo. Levou mais tempo que planejara, e quando chegou ao jardim, foi justo quando Radamanthys estava sem vida e Milo caia rumo ao chão inconsciente.


Ah, o seu anjo ouviria muito quando acordasse! Teria que ensiná-lo a não se por em perigo constante. Porém agora, só queria zelar por ele.


Estava mais brando depois que a médica o avaliara e conseguira estabilizá-lo. Segundo a mesma, Milo deveria fica em total repousou até ganhar os gêmeos e que era de extrema importância que Kamus sempre ficasse perto dele, pois ajudava estabilizar sua energia.


Assim, depois que esta saiu do quarto, Kamus o ajeitou para ficar o máximo confortável para seu amado, e seguiu para banheiro. Sua roupa estava suja de sangue e lama, precisava colocar-se totalmente limpo para o marido, sabia que aquele sangue não faria bem a Milo.


O senescal rapidamente foi ao banheiro e tratou de retirar aquela roupa a eliminando e tomou um rápido, mas eficiente, banho. Ao estar inteiramente limpo, vestiu uma roupa confortável e voltou para o quarto. Ele subiu na cama e deitou-se ao lado do esposo. Suas mãos foram à face de Milo, acariciou as bochechas, brincou com o dourados fios até que uma das mãos repousou sobre o ventre avantajado.


Um pequeno – e raro – sorriso, surgiu em sua face quando sentiu seus filhos mexerem contra sua mão. Os amavam tanto sem nem ao menos ter visto ainda o rostinho deles. Era especial para si, pois era parte de si e do loirinho adormecido. Nunca imaginou que amaria tanto um dia, e o fato de Milo ser seu “sobrinho” não interferia nos sentimentos que pulsava em seu peito.


— Eu os amo tanto... Nunca me deixem! — Falou referindo aos três. Seu esposo e os dois filhos. Kamus tinha a certeza que viveria o resto de sua vida para protegê-los e amá-los.


— Também te amo... — Ouviu o sussurro vindo do loiro. Moveu-se abismado apoiando-se em um dos cotovelos e encarando Milo. — Estou bem Kamy... — Disse.


— Novo apelido? Horrível! Arrume outro... — O Senescal disse tentando ser duro com o esposo, mas não detendo nenhum sucesso.


— Sem chance... Gostamos desse, eu e seus dois filhos... — Milo disse abrindo os olhos. Puxou o ar com força para seus pulmões, não estava sendo fácil respirar, e fazia isso ruidosamente. Seu corpo todo doía e parecia pesado. — Estou com sede...


— Vou pegar água para você... — Kamus estava pronto para levantar da cama e ir buscar o líquido, mas Milo o segurou pelo braço, o forçando a encará-lo.


— Não quero água... Sangue... — Pediu lambendo os lábios.


Kamus acenou com a cabeça. A médica tinha dito que isso poderia acontecer. Que o loiro poderia carecer reabastecer sua reserva de sangue. Assim, em vez de pagar alguma bolsa de sangue, Kamus cortou seu pulso com uma das garras e levou o mesmo rente à boca do menor.


— Pegue o que precisar mon ange... — Declarou suave e gentil.


Milo lambeu os lábios e com imensa fome segurou o pulso de Kamus e o levou a boca. Tomava grande golada e gemia mediante ao doce sangue que penetrava sua boca. Seu corpo vibrou, e a excitação tomou conta de si ao saborear o sangue de seu amado.


Kamus não ficou para trás, sentiu o efeito de está alimentando seu esposo, mas ele sabia que não poderia fazer nada além daquilo. O loiro não estava em condições de libertinagens.


Não podendo conter muito e ansioso para dar tudo ao amado, Kamus moveu a mão livre pelo corpo de Milo. Desceu do pescoço ao peito. Seus dedos brincaram com o mamilo sensível e túrgido, arrancando mais e mais gemidos do loiro... Não demorou ali muito tempo, e desceu um pouco mais – embrenhando-se debaixo do cobertor – e alisou a virilha de Milo. O pequeno estava inteiramente nu sobre o leito, e a fina coberta não tratava de esconder nada.


Milo arqueou contra a cama e empurrou contra a mão de Kamus ansiando por mais toques. Gemeu audível quando o ruivo apossou-se de sua ereção e começou a massageá-la.


Kamus acercou-se de seu amante e massageou o pênis de Milo enquanto este ainda se alimentava.


Dada à excitação que tinha sido latente dentro dele, não demorou muito para ele se aproximar do clímax. Mal conseguindo reprimir o desejo de cravar seus dentes afiados na pele de Kamus.


Largou por fim o pulso e gemeu quando encontrou seu ápice. Kamus virou Milo de frente e olhou para os olhos do loiro. Milo simplesmente sorriu e deu-lhe um olhar de satisfação.


— Descanse anjo... Estarei aqui! — Kamus disse limpando o resíduo de sangue dos lábios de Milo com um beijo e voltou a cobri-lo com o cobertor. Somente quando Milo ressonava tranquilamente, o ruivo levantou para limpar sua mão, mas tão logo voltou a deitar-se ao lado dele, igualmente adormeceu. Aquele dia tinha sido longo e cansativo, só esperava que agora pudessem ter um pouco de paz.


–oo0oo-


Os dias passaram-se lentamente para Milo. O loiro não pode sair da cama, e com isso, seu humor não era dos melhores. Seus amigos iam visitá-los, uma a cada dia.


Todos estavam felizes e preocupados com a lenta recuperação dele. Kamus ainda não tinha conversado realmente com ele, e não estava sendo muito paciente, não o deixava fazer nada e era duro às vezes, deixando Milo emburrado.


O ruivo não fazia por maldade, mas para que ele não o desobedecesse. Queria vê-lo bem, mas o loirinho era teimoso e bastante desafiador.


Fazia agora quinze dias que o loiro matara o líder Baali, e queria estar com seu marido, sentia falta dele. Levantou da cama e foi até a porta, porém não conseguia abri-la. Tentou de tudo, no entanto nada resolvia, estava frágil ainda e não podia fazer esforço.


Com raiva bateu na porta e chamou por seu marido. — Kamus! Abre essa porta! Quero sair, não aguento mais ficar aqui trancado. — Falava e batia na porta. — Quero sair daqui! Kamus!


Logo ouviu a voz do ruivo.


— Por que está gritando tanto Milo? Sabe que não pode fazer esforço, são ordens médicas. — Kamus não entrou, apenas falava com ele do outro lado da porta.


Milo estava agora triste e mais aborrecido ainda.


— Quero sair desse quarto! E não quero mais ficar deitado, não aguento mais! Por favor, Kamy... — Ele disse encostando-se à porta e com as lágrimas descendo por seu belo rosto. — Me deixa sair... Eu juro que fico quieto!


Milo tentava de tudo para sair dali, não aguentava mais mesmo, precisava andar um pouco, ou mesmo apenas sentar perto dele. Como o marido não respondia, começou a escorregar pela porta e sentou-se no chão.


— Isso não é justo! Você está sendo cruel comigo, Kamy... — Após suas palavras soluçou baixinho, estava se sentindo sensível e por isso qualquer coisa o fazia chorar.


No lado de fora o francês sentia a tristeza dele e podia ouvir seu choro.


— É para o seu bem ange... E dos nossos filhos... Infelizmente você se mostrou muito irresponsável quando enfrentou Radamanhys, podia ter morrido, podia ter perdido nossos filhos, perdeu muita energia e sangue, então não diga que sou cruel, apenas estou fazendo o que posso para que realmente descanse.


O senescal sentiu certa tristeza, ser chamado de cruel por qualquer um outro não importava, mas por ele doía. Queria o bem dele e Milo não conseguia parar quieto.


— Eu fiz o que era preciso! Ele disse que tinha matado você e eu não queria perder mais ninguém, principalmente você! O que não era justo era o deixar continuar a fazer o que queria... Ele me tirou tudo Kamus, e você queria que ficasse quieto o vendo atacar de novo? Quantas vezes mais? Queria que eu tivesse que esconder mais meus filhos? Não! Já chega... Já basta eu ter vivido como prisioneiro... Não seria justo com nossos bebês!


O loirinho soluçava baixinho, tinha dentro do peito um misto de raiva e mágoa, todos o condenavam! Ninguém entendia que ele precisava fazer aquilo... Radamanthys precisava saber que ele já não era o mesmo e não permitiria que ele machucasse aqueles a quem amava.


Milo levantou dali e foi em direção à cama. Sentia-se triste por ninguém compreendê-lo. Suspirou e subiu nela, chorava baixinho e puxou o lençol cobrindo-se todo. Ainda era um menino e nesse momento só queria carinho e um pouco de compreensão. Seus bebês pareceram incomodados pela tristeza dele e começaram a mexer, causando certa dor e desconforto no loiro.


Kamus suspirou e sentiu-se mal por aquilo. Sentia a tristeza dele e aquilo o fazia mal. Vencido abriu a porta e a cena que viu o fez abaixar o rosto. Milo estava encolhido e todo coberto. Aproximou-se lentamente e sentou-se na beira da cama.


— Ange... Por favor, não fica assim... — O ruivo disse, tentou tirar o lençol, mas Milo o segurou com força, não respondia e continuava a chorar. — Desculpe meu amor... Eu não queria magoá-lo! Eu sei que tinha motivos de sobra para querer dar um fim naquele traste, mas entenda... Pense bem Milo, ele quase o matou! Ele te deixou fraco e com isso você podia ter morrido ou perdido nossos filhos.


O ruivo suspirou e deitou-se, e mesmo ele estando embaixo das cobertas o abraçou.


— Se eu te perdesse Milo, eu não sei o que faria... Enlouqueceria de vez! Meu amor... Você é o homem que amo, e como eu poderia viver sem você meu anjo? — A voz do ruivo era suave, diferente do seu habitual. — Não saberia seguir sem você! Morreria por dentro... E por fora... Deixaria que o calor do dia me consumisse, viraria pó, mas não viveria sem você meu loirinho...


Ouvindo as palavras do marido, Milo tirou o lençol do rosto. — Desculpe... Eu só não queria que ele fizesse mal a mais ninguém!


Seus olhos azuis estavam marejados e seu rosto banhado em lágrimas. Parecia ainda mais menino do que era e o ruivo tocou seu rosto com carinho.


— Já passou ange... Mas precisamos ter cuidado com você e com nossos filhos. Mas se prometer me obedecer, eu levo você para dar uma volta e sair um pouco.


O senescal acariciou o rosto dele e pegou no queixo dele o fazendo virar para si. Deu um selinho naqueles lábios e viu Milo sorrir.


— Vai mesmo?! Está bem... Eu me comporto! — Falou com um bico e o abraçou forte. — Quero tomar sorvete e andar um pouco! Estou cansado de ficar deitado!


Kamus sorriu de canto e afagou as costas dele. Ficou ali um pouco e o viu adormecer. Levantou sorrateiro e saiu do quarto, sabia que o loirinho precisava de repouso e faria tudo para que ele tivesse.


A noite chegou e o ruivo cumpriu sua palavra e levou Milo para um passeio, caminhavam calmamente pela rua próxima a sua mansão.


De mãos dadas eles caminhavam tranquilos pela rua, Milo podia sentir uma brisa morna que soprava àquela hora. Seus fios loiros voavam no vento da noite e podia sentir o cheiro de Kamus, aquele cheiro tão peculiar do ruivo.


— Kamy... Quero sorvete de chocolate e...


Não conseguiu continuar, pois sentiu os lábios do ruivo sobre os seus, estavam em um parque e o ruivo parou próximo a uma árvore, fez as costas de Milo encostarem ali e o beijava carinhoso.


Mas os hormônios estavam deixando o loirinho louco e antes que Kamus pudesse pensar, sentiu os braços dele em torno de seu pescoço.


— Hnnn... Kamus! Quero você e quero agora!


O loirinho exigia o marido, naquele momento, ali, naquele parque. Esfregava seu corpo contra o do ruivo e gemeia baixo.


Kamus sorriu de canto, e com ele agarrado a si, embrenhou-se entre árvores e arbustos do parque e quando chegou a um lugar mais “reservado”, tornou a beijá-lo e suas mãos já começavam a escorregar por dentro da camiseta de Milo.


Milo deixava-se ser tocado, seus olhos agora vermelhos mostravam desejo e sede.


— Ahhh... Kamus... — Gemia baixinho e entregava se as carícias do marido.


— O que há ange... Gosta disso que eu sei... Do perigo! — Falou rouco e começou a despir o marido. Era muito difícil resistir aquele garoto.


Milo sentia o corpo pegar fogo e logo enlaçou a cintura do senescal com as pernas. E assim esfregava-se mais nele. Kamus encostou as costas do amado contra uma árvore e assim começou a distribuir beijos pelo pescoço e peito do amado.


— Hnnn... Kamy... — Milo gemia e chamava de maneira manhosa pelo ruivo. — Tem um lugarzinho aqui, que está morrendo de saudades dessa sua boca. — Falou apontando o falo que já latejava por sob a roupa.


O vampiro mais velho ofegou diante daquilo. — É mesmo? Está com saudades de mim? – Perguntou e colocando ele no chão, esfregou o rosto ali arrancando de Milo um gemido mais alto. — Hnnn... Mais... Sua boca meu amor!


O loirinho pediu, quase implorou tomado pelo desejo. Kamus por sua vez também tomado pelo desejo abriu a calça dele e pôs para fora o membro túrgido de Milo e começou a lambê-lo devagar, primeiro a glande, foi fazendo movimentos circulares ali e depois desceu ate a base e assim lambeia como se fosse um picolé.


— Aaahhh... Kamus! Hnnn... — O vampiro mais jovem levou as mãos aos fios rubros me e os viu cobrir suas mãos, empurrou a cabeça dele contra seu quadril e assim enterrou-se fundo na boca do amado.


Kamus não se moveu mais e deixou que ele estocasse sua boca por um tempo, o sentia ir fundo e enquanto sentia ele foder sua boca morna, o senescal apertava as nádegas dele e passou o dedo na entradinha dele, deixando o marido ainda mais louco.


Milo sentia que chegaria ao seu ápice, não queria parar e um gemido rouco encheu a boca de Kamus com seu sêmem. Sentiu o corpo amolecer, e se não caiu foi por que Kamus o pegou em seus braços e o beijou dividindo com ele o próprio sabor.


As mãos do francês não ficavam soltas. Uma estava na nuca de Milo e a outra nas costas trazendo-o para si. Apartou o beijo quando fora necessário e seus olhos vermelhos mostravam nublados.


— Vamos para casa ange... É lá que quero terminar o que começamos.


Levou o loirinho para casa e lá com carinho o amou, o sorvete ficou para outro momento. Aquela noite estava sendo prazerosa e o maior e melhor tempero dela, era poder desfrutar a da paz e da liberdade já que seus inimigos estavam mortos.


–oo0oo-


Dias, semanas, meses se passaram, a morte de Radamanthys trouxe ânimo novo e força aqueles que por ele foram perseguidos, principalmente, Milo Depardieu.


Casados, eles agora esperavam pelo nascimento de seus filhos, afinal o garoto era um vampiro singular e estava prestes a lhe dar dois filhos.


Aquele dia em especial, o ruivo abaixou um pouco a guarda, ao menos do que dizia permitir que o loiro saísse do quarto. Milo encontrava-se mais belo do que nunca. Sustentava sua avantajada barriga, redonda e lisa. Claro, tinha suas desvantagens, como posição para dormir, andar e sentar... Os bebês mexam muito, e às vezes machucavam suas costelas. Todavia, isso não ia tirá-lhe a beleza do momento... Estava ansioso pelo nascimento de seus filhos.


Ele trajava uma túnica branca com bordados dourados, e uma calça folgada de cos com elástico na cor caqui, quando desceu as escadas. Sem pressa, rumou para a sala de visitas, e deu um belo sorriso ao visualizar os amigos.


Aioria achava-se todo bobo, há dois meses ele tinha começado a namorar, justo uma vampira, Marin que era do clã dos Ventreu, uma ruiva prestativa, gentil e amável. Os dois seguiam bem a relação, mesmo com a diferença de idade e raça. Um humano e uma vampira.


Shun estava radiante. O pequeno ainda tinha que lidar com um irmão ciumento e protetor e memórias de uma vida passada... Todavia, ele era firme e não queria abrir mão de seu amor. Não era somente por que dentro de si estava à alma de Dégel, não era um amor passado, como Shun ele amava o vampiro. Claro, sentia-se inseguro em muitos momentos, principalmente por que, além de beijos suaves e mãos dadas, Kárdia não tinha avançado mais. Temia não ser mais atraente para o vampiro.


— Boa noite! Que bom que vieram, estou quase surtando com Kamus em cima de mim. — Milo disse sentando no sofá junto com os amigos.


— Ele apenas se preocupa com você. — Shun disse com toda sua calma e doçura. OS dois tinham ciência do vínculo pai e filho, apenas não podia dizer as palavras, mas seus corações o sentimento era real.


— Sei... Mas preciso respirar! Me contem... Vamos sair?


— Mi... Não podemos! Vá que aconteça algo. Podemos fazer a sessão de cinema aqui. — Aioria sugeriu.


— Não sei por que insistir se nunca daria certo! — Falou amuado. Em seus lábios surgiram um bico adorável. Ele fechou os olhos tentando ignorar as justificativas de Shun e Aioria, por que não poderiam simplesmente sair escondidos.


De repente respirar tornou-se mais difícil e uma dor começou lentamente. Suas costelas estrelaram, e seu ventre se contorceu. Como se alguém o estraçalhasse com uma faca.


— Ahhh... — Gritou de dor quando caiu encolhido no chão.


— Mi... Milo o que foi? Milo... — Shun bradou desesperado ao ver seu filho e amigo gemendo de dor.


— Dói... Dói muito... — Falou com lágrimas debulhando de seus olhos azuis. Suas mãos foram protetoramente ao seu ventre.


— Suas calças estão molhadas! — Aioria disse arregalando os olhos e ficando paralisado.


— Merda... Eu preciso de Kamus... Kamus... KAMUS... — Gritou pelo marido, e não precisou nem de segundos para que ele surgisse na sala.


— O que fizeram com ele? Mon ange... — O ruivo disse com aura perigosa. Não perdoaria quem fosse, mesmo amigos de Milo, se o machucassem. Aproximou do menor, e tocou em seu rosto. Doeu seu coração ver as lágrimas que desciam sem freio.


— Dói muito... Salva nossos filhos... Não quero perdê-los... — Disse em prantos.


— Acho que ele entrou em trabalho de parto! — Shun disse segurando uma das mãos do loiro. Aioria arregalou os olhos, e depois seguiu-se um baque. O mesmo tinha desmaiado. — Não muito corajoso.


— Shun! Ligue para Sofia... Além de Kárdia, Shion e Elora... — Kamus ordenou. Ele pegou – sem dificuldade – Milo nos braços, e mais do que depressa o levou para a sala preparada para aquele momento.


Como simplesmente não poderia ir a um hospital humano, ao longo dos meses, Kamus tinha providenciado uma sala de operação em sua mansão. A mesma era equipada com a mais recente tecnologia, apta acima de qualquer hospital.


Enquanto esperava pela médica, Kamus preparou Milo. Com cuidado retirou suas roupas, o deitou na cama da sala cirúrgica e o vestiu com touca e o cobriu com o lençol.


— Kamy... Diz que tudo ficará bem... Não p-posso... — Milo estava apavorado. Sabia que aquele momento chegaria, mas não podia impedir de pensar no pior.


— Shiii... — Kamus colocou-se ao lado dele e acariciou seu rosto. — Tudo ficará bem amor... Estou ao seu lado... Você e nossos filhos ficarão bem! Temos que escolher nomes para eles... — Falou tentando distrair Milo.


— Cheguei! — Sofia disse entrando na sala. Ela rapidamente se preparou e ligou as máquinas necessárias em Milo. Ele poderia ser um vampiro e se curar mais rápido, mas ninguém queria arriscar nada.


Enquanto ela fazia seu trabalho, Kamus manteve-se ao lado de Milo, segurando sua mão e acariciando sua face.


— Sim... Nossos gêmeos... Qual nome prefere? — Perguntou sorrindo.


— Queria que você escolhesse! — Kamus disse todo amoroso. Sempre atento a Milo, mas não deixava de acompanhava o trabalho da médica.


— Eu li uns nomes na net... E tem dois que gostei muito... Gabriel e Miguel... São nomes de anjos... E nossos filhos serão anjos... Lindos e perfeitos... O que acha? — Perguntou. Conversar com o ruivo realmente estava ajudando a acalmá-lo.


— São perfeitos!


Milo tinha levado anestesia, mas apenas parcial, que permitia que ficasse acordado. Como era cessaria, ele optou por estar acordado quando seus filhos nascessem.


Não demorou em que o primeiro choro invadisse o lugar, arrancando atenção dos pais e emoções invadissem seus corações. A ajudante de Sofia pegou o primeiro bebê, e fez tudo necessário em um recém-nascido antes de leva-lo aos pais.


— Ele é lindo! Será Gabriel... Oi... — Milo disse com o pequeno em seus braços, alojado em seu peito. Kamus acariciou a cabecinha do pequeno, e chorou lágrimas de sangue. Um amor tão novo nascia dentro de si.


Tao logo o segundo choro tomou o lugar, o mesmo procedimento foi feito pela enfermeira, e ela entregou esse aos braços do Senescal.


— Olhe Mi... Miguel é tão belo... Parece muito contigo! — Falou emocionado.


— E Gabe contigo!


Gabriel tinha os poucos fios na cabeça ruivos e os olhos verdes... Ao que Miguel detinha os fios dourados e olhos azuis. Os dois eram uma mistura perfeita dos dois pais...


— Meus parabéns! — Sofia disse igualmente emocionada com aquele momento.


Deixou que os papais curtissem seus primeiros momentos com seus filhos, e cuidou de Milo. Ela fechou o lugar cortado para nascimentos dos bebês, assim que terminou a sutura, ela cicatrizou não deixando nenhuma marca. Era o dom ao ser um vampiro tão poderoso.


— Recomendo que Milo e os bebês descansem antes de receberem visitas. Mesmo sendo um vampiro, foi cansativo para o príncipe! — Sofia disse gentil.


A felicidade que brilhava diante desses era única e preciosa. Eles haviam passado por um extenso caminho até aquele momento.


O menino que acreditava ser um menino humano abandonado pelos pais e perseguido por um monstro, criado por uma família de vampiros... O menino cresceu sem liberdade, mas com amor! Teve sua vida mudada quando conheceu certo ruivo.


Kamus Depardieu, um vampiro frio e sem emoção, teve sua vida mudada por um garoto. Um garoto que descobriu ser forte e amável... Que o fez ver valor na vida.


Ali nos braços deles, estavam as provas perfeitas de seus amores, os dois filhos... E o senescal lutaria com todas suas forças para proteger sua preciosa família... Para amá-los e cuidar deles como mereciam.


Continua...