Aliança de Sangue
32 Epílogo
Notas iniciais
Somos gratas por cada pessoa que acompanhou, em especial aos que não desistiram no caminho... Por cada comentário e indicação... Desde as simples e grandes, pois todas foram muitas especiais e lidas com carinhos.
Curtam o capítulo!
Os dias passaram tranquilos, bem, nem tanto para Milo e Kamus. Os gêmeos estavam deixando o ruivo louco... Comiam demais, choravam muito e dormiam pouco, talvez a gravidez de Milo agitada tivesse levado eles a isso.
Kárdia ia ver os netos sempre que podia e Shun praticamente ia lá todos os dias. Aioria ia ver o amigo e ajudar de quebra via a namorada. Já Elora mudou-se para a mansão Ventrue com Asmitha, para ajudar Milo a cuidar dos bebês.
O Senescal sentia-se seguro com aquilo, de certa forma, alguém que ajudasse o esposo era melhor, além disso, ele estava cada vez mais ocupado com certos assuntos que estavam preocupando Shion e o rei.
Nada fora do comum, apenas: rebeldias, pressões, diferenças entres as raças e motins, mas algo que lhe chama a atenção era o fato de humanos sumirem com mais frequência e isso está chamando a atenção das autoridades humanas.
Não podia continuar, sabia que não eram os lobos, mesmo Fenrir não estava conseguindo entender aquilo e nem os caçadores. No entanto, fazia parte do dia-a-dia.
Seis meses depois os bebês estavam mais fortinhos e bem mais calmos. Era um domingo, Kamus e Milo ficaram em casa curtindo a companhia um do outro e brincando com seus filhos.
— Amor... O Miguel está mais espertinho já! Estão crescendo rápido. — Milo falou enquanto observava o pequeno brincar distraído com um brinquedo. Ele mordia um ursinho de borracha e brincava com ele. Já Gabriel, como Kamus, estava quieto no colo do ruivo. Balançava um chocalho e sorria com o barulho do objeto.
— Sim ange... Estão crescendo rápidos demais, mas é assim mesmo, são amados e bem cuidados por nós. Ah Milo, nunca achei que fosse ser tão feliz monpetite...
O ruivo sentia-se verdadeiramente completo. Nunca se imaginou casado, nunca sentiu-se nem atraído por um outro ser. Mas estava ali agora, e estava feliz. Tinha uma família, sua própria família.
Milo olhou o marido e com um belo sorriso e ajeitou e o beijou.
— Também não achava, sempre achei que nunca seria amado, já que nem mesmo meus pais me quiseram... — Sorriu tristonho, mas olhou para o marido com carinho e amor. — Mas me sinto feliz Kamus, com você, nossos filhos! Nunca pensei que pudesse ter filhos, isso foi mágico.
Kamus sorriu e o abraçou. Levou à mão a nuca do loirinho e trouxe seu rosto para mais perto de si e tomou-lhe os lábios com carinho... Sua língua pediu passagem e Milo a concedeu e logo estavam travando uma luta entre elas.
O loirinho adorava aqueles beijos fortes e que encerravam amor. O marido podia ser frio para o mundo, mas para si era simplesmente perfeito.
No entanto aquele domingo não estava sendo bom apenas para os dois. A paz que aqueles dias traziam. Todos viviam mais tranquilos.
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Na mesma mansão, em outro aposento, Shura e Saga beijavam-se apaixonados. Ambos agora podiam viver sua história, e o moreno fazia questão de estar ao lado do loiro e ensiná-lo em sua nova condição.
— Então quer dizer que o senhor professor que não seguem as regra.
Saga perguntou um tanto sarcástico e Shura ergueu uma sobrancelha. E ambos riram daquilo. Sabiam que o espanhol passara por cima dos próprios “princípios”, mas fora necessário.
– Você me salvou... E podia ter morrido por isso! — O professor ditou amável.— Obrigado meu amor... Você me deu o melhor presente que poderia ter me dado um dia, me salvou e assim não deixei meu irmão sozinho... Eu te amo Shura!
O moreno sentiu as mãos fortes dele em seu rosto másculo e fechou os olhos, era bom ter ele ali consigo, responder suas perguntas, ouvir sua voz, sentir o cheiro daquele sangue...
Saga o puxou para seus braços, estavam deitados e o loiro beijou o moreno com volúpia. Suas línguas se chocavam e se entrelaçavam, seus olhos estavam vermelhos e sedentos, seus corpos queimavam de desejo.
Saga e Shura se despiram com rapidez, e seus corpos se encontraram, seus falos mostravam-se pulsantes e rijos. Ambos gemiam descontrolados.
O grego levantou e se colocou sobre o moreno. Seus olhos agora vermelhos mostravam fome, mas ao mesmo tempo desejo. Desceu seus lábios pela pele do outro e lambia, sugava e mordia cada centímetro.
Shura apenas gemia diante daquela investida, sentiu quando o amado abocanhou seu falo e arqueou o corpo afundando a cabeça no travesseiro.
— Hnnn... Aaahhh...
Gemidos eram os únicos sons que saiam daquela boca. Enquanto o sugava, Saga levou os dedos a entra dele. Tocava ali a fim de provoca-lo.
Shura o fez o soltar e deitar de costas na cama. E sem demora ou preparo ele sentou sobre o falo do loiro. Engoliu por inteiro, a dor e o prazer o inebriavam. Ambos gemeram roucos.
Saga sentiu o espanhol subir e descer em seu membro, e aquilo o enlouquecia, deixou tomar as rédeas daquele momento e entregavam-se as sensações por ele provocadas.
Shura levou a mão ao próprio falo, e começou a masturbar-se, engolia o pênis de saga e seu corpo parecia que ia explodir. Sem muitas palavras o moreno derramou-se sobre o abdômen do loiro, e o apertou dentro de si, sentindo a semente do amado inunda-lo.
Caiu sobre o corpo do outro que tinha um sorriso safado e satisfeito no rosto. Beijaram-se intensamente e ficaram ali, desfrutando da companhia e da paz daqueles dias.
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Shion estava em sua mansão, porém com Dohko a seu lado. Os dois estavam felizes de estarem juntos novamente.
Deitados sobre a grande cama, o casal buscava descansar um pouco depois de terem se amado intensamente. Shion alisava as costas do amado e depositava beijos em seu rosto.
— Ah Dohko... Como é bom te ter aqui comigo! Estava pensando que poderíamos viajar... Bem, não, sem um pouco de trabalho. — Ele falou piscando o olho para o outro. — Preciso ver umas coisas para Kárdia na Grécia.
O moreno olhou para o loiro e um sorriso brotou em seus lábios. Sentia-se feliz em estar com ele, e poder participar de suas vidas, agora não havia mais segredos e nem medos que os pudesse separar.
— Não vejo problemas, e seria bom viajar! Assim conheceria algo novo. Nunca fui à Grécia. E o Shiryu já sabe se virar sem mim.
Shion sorriu e afagou as costas do amado.
— Não iremos demorar... Também quero estar junto de Milo e Elora. Ah Dohko me sinto feliz em ver o Milo daquele e me surpreendo com toda essa história.
Nunca pensou que esses dois fossem se resolver. Achava que viveriam em guerra eternamente. Kamus é muito frio e acredite, pode ser tão cruel. Já o Milo adora provocar, ele é um bom garoto, sempre foi carinhoso, amigo, amável... Mas malcriado e muito provocador.
O líder Assamita mostrava-se pensativo e mais tinha uma expressão suave. Desde que Milo entrara em sua vida, tudo mudara, sua filha tivera mais “vida”, tinha que estar sempre o protegendo de Radamanhtys, mas a alegria e o carinho que o loirinho lhes dispensava os faziam bem.
Dohko olhou para peito dele e alisou ali.
— Para mim os dois são perfeitos, fogo e gelo... — O humano sorriu do que disse. — Eles se completam Shion, são exatamente o que precisam para se viver um grande amor... Ah combinação perfeita.
— Sim, Milo é jovem e trás consigo a beleza da juventude, as incertezas e inseguranças... E ao mesmo tempo a ausência do medo de arriscar, de conquistar... — Completou Shion. — Já o Kamus é um homem maduro, que trouxe consigo a dor da perda, e isso o fez se fechar... Mas ele tem a maturidade, e a experiência pelo que já passou.
— Isso tudo misturado, deu aos dois o que tem hoje, um mostrando-se a força e a segurança do outro. Eles se amam e se completam. — Dohko disse.
Shion concordou com as palavras do amado e afagou o rosto dele. Beijou-o suavemente e assim tornou a amá-lo. Seus lábios percorriam aquele corpo e sentia o sabor único daquele que amava. Sentiam-se felizes agora e completos.
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Kanon estava na cozinha e tinha a seu lado Mu seu esposo. O Hunter estava faminto, havia transado duas vezes já. Mas estava louco para ter o maridinho novamente.
— Por que me olha assim? Está com nojo de algo? Sou humano feroz, e preciso comer!
O jovem vampiro o olhava realmente enojado, contudo não por que precisasse comer, e sim por que aquilo que ele parecia fazer estava parecendo um lixo.
O moreno foi para perto dele e o empurrou, parecia ser frágil, mas não era assim. Mu estava acostumado a fazer certas coisas, claro que havia a cozinheira, mas Milo sempre pedia algo a ele e também tinha o fato de que não queria ninguém perto do loiro.
— Mas o que acha que está fazendo? Saia! Deixe-me fazer isso!
O jovem Assamita tomou a frente e começou a refazer o sanduíche. Era observado por Kanon que havia gostado daquilo. Ser cuidado era bom e já estava mal acostumado até.
O tibetano preparava o alimento sem notar o olhar faminto e sedutor do marido. Kanon o comia com os olhos, “Que bundinha linda...”, dizia em pensamento. Mordia os lábios sensualmente e sentia o falo responder aquilo.
Mu vestia um robe preto de sega, que marcava suas curvas e o bumbum redondinho e empinado. Enquanto fazia o sanduíche seu corpo mexia e a leveza daquele ser fazia parecer uma dança erótica.
— Hnnn...
O loiro gemeu e levantou indo até onde estava o marido, abraçou-o por trás e mordiscou a pele alva do pescoço do menor.
Mu sentiu o falo do marido apertando suas nádegas. E empinou-se mais, o loiro babou com aquilo e levou as mãos para dentro do hobe e o ergueu, alcançou o falo dele e passou a acariciá-lo.
O Hunter não trajava mais que um short de seda, aquele dia os empregados foram dispensados, e ele estava em casa curtindo o marido.
O falo esticava o tecido e o pré-gozo o deixava melado. Mu gemia rouco e se perdia diante daqueles toques. Kanon o fez virar para si e o ergueu colocando-o sobre o balcão.
Chupou os mamilos e depois tomou os lábios, abaixou-se e fez algo que nem um acreditava direito. Ele lambeu a glande e sem prévia explicação engoliu o falo dele.
Os dedos do moreno seguraram firmes os fios loiros e cumpridos do marido. Gostava de ver aquilo, ele o engolir seu membro. Jogava a cabeça para trás e sentia ondas elétricas percorrerem seu corpo.
— Hnnn... Kanon... Aaahhh...
O vampiro gemia, mas sentiu-se frustrado quando ele parou. O Hunter o tirou do balcão e o fez ficar com a barriga encostada no móvel e abaixou lambendo a entrada o moreno. Alternava entre a língua e os dedos preparando-o.
O grego posicionou-se a entrada dele. Começou a empurrar-se para dentro dele, estocou-o forte e o fazia estremecer de desejo. Ambos sentiam-se envolvidos naquele calor, naquele prazer.
Kanon levantou Mu e o levou para perto da parede, e escorando o peito dele ali, levantou a perna esquerda dele e o estocava fundo. O moreno gemia apenas e com suas garras arranhou o pescoço do hunter.
Nenhum deles lembrava-se de dor, apenas satisfaziam o desejo que os tomava naquele instante. Estavam felizes e seus corpos respondiam a isso. Em meio a gemidos roucos, ambos chegaram ai clímax.
Mu gozou melando a própria mão e Kanon inundou o amado com o fruto de seu desejo. Mas algo novo saiu da boca do loiro.
— Eu te amo!
O vampiro travou diante daquela declaração e virou o rosto querendo ter certeza que era seu marido ali. E tudo que viu foi um sorriso suave e um brilho nos olhos que faziam entender que era real.
— Também te amo!
Kanon tomou os lábios dele nos seus e o pegou nos braços, esqueceu a comida e o levou para o quarto. O queria e teria, quantas vezes pudesse aquele dia.
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Na mansão clássica e bela, dois corpos ocupavam a cama, e em meios aos lençóis de seda vermelhos, os fios loiros e ondulados espalhavam-se. O dono daqueles fios tão sedosos estava com a cabeça afundada nos travesseiros e gemia rouco.
—Hnnn... Matteu... Aaahhh...
Matteu estava em meios às pernas dele e estacava o loiro com vontade, ia fundo e tinha um ar selvagem e um jeito bruto, deixava marcas no quadril dele. Arranhava a pele branca do sueco.
—Ahhnn Amore Mio... Aaahhh... Bello… Geme! Aaaahh…
O líder Brujah mostrava-se cheio de desejos, mas logo alcançaria seu limite. Aquela já era a terceira vez que transavam.
—Aaahhh... Mais rápido! Mais forte!
Afrodite ordenava, e o outro obedeceu prontamente e o estocava forte, e com um gemido rouco e alto, ambos alcançaram seu clímax. Matteu derramou-se dentro do loiro e Afrodite melou seu lençol com sua semente.
— Hnnn... — Afrodite gemeu manhoso e teve os lábios tomados pelo moreno. Quando apartou o beijo o xerife o trouxe para seus braços. Estavam cansados e ali em meio aqueles lençóis e dentro do quarto escuro, os dois sentiam o peso do sono, àquela hora na maioria das vezes dormiam, e era isso que iam fazer.
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— Aonde vai? — Ikki indagou ao seu irmão colocando-se na frente dele.
Enquanto Asmitha havia ido morar na mansão dos Ventrue com sua esposa, Shun achava-se morando ainda na casa em cima da floricultura juntamente com seu irmão. Ikki havia insistido para eles morarem juntos, justificando que queria passar mais tempo com seu irmão.
— Eu vou... É... Ver meu filho e netos. — Shun disse desviando a face corada.
— Eles não sãos sua família! — O vampiro resmungou com uma dura expressão. Ikki vinha marcando sobre seu irmão. Ele negava aceitar que seu precioso irmão se relacionasse com o rei ou o príncipe. Poderia ser egoísta, mas era da sua natureza.
— Não é verdade! Milo é meu filho, e Mi e Gabe são meus netos. Não pode me impedir. — Shun gritou. As lágrimas vieram aos seus olhos. O pequeno estava disposto a lutar com unhas e dentes por isso.
— Confesse! Está inventando desculpas para ver aquele vampiro... — Ikki bradou furioso.
— Eu amo Kardia, e você não vai nós impedir de ficarmos juntos.
Shun poderia ser inseguro ao que se referia ao rei dos vampiros, pois era conflitante o sentimento guardado da alma de Dégel e a alma dele como Shun, mas de alguma forma as duas partes queriam o rei.
— Isso é mera ilusão... Não sente nada por ele! — Ikki disse dando um passo para o irmão.
— Eu odeio você... — Shun gritou.
Ele puxou o vaso que estava perto dele e jogou no irmão, aproveitou a brecha e saiu correndo rumo à rua. Ele correu o mais rápido que podia. Seus pulmões queimaram e sua respiração achava-se ofegante. Os olhos ardiam diante das lágrimas que caia. Se tudo já não era confuso para si, não precisava de seu irmão dizendo o que era certo ou errado.
Em parte ele era um humano frágil, um adolescente em fase de crescimento, mas por outro, tinha a alma de um vampiro antigo, que viveu uma vida e amava sua família.
Por muitas vezes ele se sentia confuso, mas acima disso, negava abrir mão das duas partes, e isso o deixava inseguro.
Ele correu sem medir tempo, quando deu-se conta, parou diante da mansão do clã Ventreu e arfava ruidosamente. Segurou as barras do grande portão, e somente afastou quando esse abriu e permitiu que ele entrasse.
Sem cessar as lágrimas seguiu para dentro da casa e logo ao entrar encontrou seu tio Asmitha e Elora.
— Shun? — Asmitha o chamou. Mesmo sendo cego, ele tinha uma sensibilidade muito grande.
— Tio! — Ele falou choroso. Correu jogando-se nos braços do humano loiro e deixou contorce em soluços.
— Ei, o que foi querido? — Asmitha indagou gentil.
Elora tocou nas costas do marido e indicou para os três irem para a sala. Ao sentarem, Asmitha ajudou o menor a se acalmar, para então conversarem.
— O que aconteceu, Shun? — Elora perguntou. Ela sempre estimou o adolescente.
— Isso dói... Eu tão confuso... Me sinto inseguro, quero dizer, as lembranças antigas misturam-se com as atuais... Amo Milo, os gêmeos e Cárdea... Mas tenho medo... E Ikki ficar me pressionando... — Disse confuso.
— Shun, deve seguir seu coração! Antes de tudo encontrar o equilibro entre seus sentimentos. — Asmitha disse amável.
— Seu irmão te ama, mas não pode deixar ele o controlar! Siga seu coração. — Elora disse acariciando a face de Shun. — O que ele disse?
— Que devo ficar com Kárdia, e cuidar de Milo e meus netos! Que esse é meu lugar. — Shun disse limpando as insistentes lágrimas.
— Ok! Eu farei isso! — Disse movendo a cabeça.
— Quero que venha morar comigo. Ficar comigo e Elora, e perto de Milo e dos bebês. Não sinto seguro em deixá-lo lá! — Asmitha disse. Ele já havia conversado sobre isso com sua esposa.
— Mas é a floricultura? — Indagou incerto.
— Já havia pensado em vender a casa e a loja! Ela foi minha vida por anos, mas agora tenho que priorizar outras coisas. — Asmitha disse apertando as mãos de Elora. A vampira sorriu gentil.
— Entendo... Eu quero morar com você. Sinto por Ikki, mas... Talvez seja melhor assim. — Shun disse. Claro que não queria se afastar de seu irmão.
— Boa tarde! — Uma quarta voz se fez presente. O rei dos vampiros entrou com sua aura imponente e forte. Sua beleza máscula ressaltava sobre todas as coisas, e mesmo sendo tão poderoso, não havia arrogância em si.
Todos olharam para o rei. Antes de pronunciarem algo, Shun levantou e correndo jogou-se nos braços de Kárdia.
— Ei, anjo! O que foi? Por que está chorando Shun? — Indagou áspero. Se alguém ousou machuca seu pequeno anjo, teria que ver com ele.
— Eu te amo, nunca me deixe. — Shun disse ficando nas pontas dos pés, e fechou os olhos fazendo bico com os lábios.
Comovido, Kárdia a acariciou a doce face e inclinou para frente tomando os lábios de Shun com os seus. Ali era seu amado Dégel, mas acima do seu imenso amor por ele, igualmente amava o Shun. Os dois eram somente uma pessoa para si.
Uma corrente elétrica percorreu seu corpo quando provou o doce sabor dos lábios de Shun. Seu forte braço o rodeou e trouxe para mais perto de si o pequeno corpo.
Quando os pulmões de Shun queimaram pela necessidade de respirar, o rei quebrou o beijo, e salpicou selinhos no terno rosto.
— Eu também te amo, meu anjo! — Kárdia disse amável.
Em silêncio, Elora e Asmitha, saíram da sala dando privacidade aos dois, e claro, a loira queria conversa em particular com o marido.
— Aconteceu algo? Quem o fez chorar? — Kardia estava pronto para aniquilar quem ousou magoar o pequeno.
— Nada... Eu discuti com meu irmão, mas está tudo bem. Mitha me chamou para morar aqui, vai ser melhor!
— Preferiria que morasse comigo. — Kárdia disse acariciando as costas ou cabelos de Shun.
— No tempo certo! — Falou tímido. Claro que queria aprofundar sua relação com o rei, mas tinha vergonha, e as coisas precisavam se encaminhar primeiro.
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— Eles ficarão bem? — Asmitha perguntou a sua amada quando saíram da sala deixando os outros dois sozinhos.
— Vocês sufocam Shun demais! Kárdia é o melhor para ele... O rei o respeitará e cuidará bem dele!
— Ok! Sei que exagero às vezes, apenas me preocupo. — Asmitha disse.
— Preciso falar algo contigo. — A vampira loira disse levando o marido ao quarto.
— O que? Tudo bem? — Asmitha ficou preocupado que fosse algo séria.
Nervosa. Elora tomou as mãos do esposo e levou ao seu ventre. — Aqui, está sendo gerando o fruto do nosso amor. Nosso filho! — Ela disse emocionada.
Em primeiro momento Asmitha ficou paralisado, processando toda a informação recebida. Seus olhos sem luz brilharam de emoção, e as lágrimas vieram.
— Um filho?
— Sim, nosso bebê! — Ela falou.
— Oh céu! Eu te amo Elora... Nossa família... Presente precioso. — Disse abraçando a vampira e girou com ela. A felicidade que vibrava dentro de si era única.
— Eu também te amo... E obrigada por me fazer feliz. — Elora falou deixando se embalada nos braços do marido. Eles trocaram um beijo apaixonado e sôfrego. A felicidade que brilhavam em seus corações jamais poderia ser medida.
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Aquele pitoresco castelo de pedras, com corredores fantasmagóricos, teias de aranhas e escuros achavam perdido em meio a uma floresta. Os uivos do vento eram de causar arrepios, mas isso não era nada diante do verdadeiro terror que aquele local simbolizava.
Entrando na profundeza do local até o salão principal o silêncio cortava a alma humana. No centro do lugar havia um corpo masculino nu e inerte. O humano achava morto, sua pele pálida devido ter tido todo seu sangue sugado, mas o que chamava a atenção não era esse detalhe, mas a figura que jazia sentada no trono negro.
O corpo esbelto era decorado por um vestido preto que moldava perfeitamente as curvas. Os decotes marcavam sensualidade e glamour. A pele que estendia era pálida, e as unhas que tamborinava contra a cadeira forjada a ouro eram negras.
O colo era adornado por um colar exuberante e os fios negros caiam belamente. O olhar dar mulher era frio e calculado, e mesmo que parecesse entediada, ela pensava... A inteligente mente calculava seus próximos passos.
— Se acham que venceram a guerra... A verdadeira batalha começará! — Ela disse em sua voz melodiosa. — Se preparem...
Fim!
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