Aliança de Sangue
23 Capítulo 22
Notas iniciais
Boa leitura!!!
A noite estava sendo longa demais para alguns. Entre eles, Kamus Depardieu. O ruivo estava perturbado e irritado, iria procurar Kárdia, mas Shion havia ligado e com isso ele seguiu direto para a propriedade de Radamanthys, queria ir atrás de Milo e matar o líder dos Baali, mas lembrou-se das palavras de Asmitha e suspirou irado.
O Senescal estava parado próximo à mansão Baali e a custo conseguia se conter.
— Você não perde por esperar seu verme! Vou matá-lo Wiverny! Vou arrancar sua cabeça com minhas garras! — O francês ditou com ódio.
Saiu dali e seguiu para sua mansão. Primeiro iria achar Saori e puni-la.
Ao chegar a sua casa entrou e sua postura deixava muitos ali perturbados. Olhou ao redor e viu os empregados.
— Onde está Saori?! – Perguntou frio, parecia que tudo ali ia ficando gelado, dado a frieza do seu dono.
Um servo se aproximou:
— Ela saiu desde cedo meu senhor e não voltou até então!
Kamus irado olhou: — Quero que a encontrem, quero-a aqui antes do nascer do sol! — Ordenou entre dentes. — Quero todos atrás dela!
Logo bateram a porta e Kamus sentiu um cheiro de lobo! O conhecia, era amigo de Aldebaran. Uma serva abriu a porta e logo um loiro entrou aproximando-se de Kamus.
— O que fizeram a nosso irmão não tem desculpas! — O rapaz parecia irado com aquilo e o Senescal virou-se para ele.
— Sei disso Fenrir! Aldebaran é meu amigo e quero vingá-lo tanto quanto você! — O vampiro falou baixo e taciturno, porém por dentro suas emoções estavam cada vez mais avassaladoras. Quase incontroláveis.
— Seu amigo? — Ditou sarcástico. — Eu disse a ele que um dia isso ia acontecer! Não se é amigo de sugadores de sangue! Vocês não são confiáveis! — O lobo ditava irado. — Não queira que acredite nisso vampiro! — Fenrir falou.
Mas Kamus Depardieu não estava disposto a ouvir, voltou-se para ele e seus olhos vermelhos pareciam ainda mais frios, seus caninos e garras estavam à mostra.
— Acha que eu o ataquei?! Estou à procura de quem fez isso! E pode ter certeza... Essa criatura vai pagar! Sequestrou meu marido e está tramando contra todos!
A frieza de Kamus fez Fenrir dar um passo atrás. Ele estava só e dentro da casa dele.
— Quero que me diga quem é! Quero matar essa criatura! — O lobo disse taxativo.
— Na hora certa! — O ruivo viu ali a chance de ter aliados. Olhou ao redor e ninguém ainda tinha saído. — EU MANDEI PROCURÁ-LA! VAMOS SAIAM DA MINHA FRENTE E A ACHEM! — O Senescal perdera de vez seu controle.
Diante daquele rugido, todos saíram e foram atrás de Saori.
Fenrir pensou como Aldebaran podia considerar-se amigo daquela criatura. Mas não saiu dali.
— Sou bom em cassadas, está à procura de alguém?
Kamus parou e voltou-se para ele:
— Sim! E acredito que essa traidora seja a responsável pelo que houve a Aldebaran. Os pelos do outro eriçaram-se...
— Está me dizendo que sabe quem fez isso a ele? — Perguntou e seus caninos mostravam-se crescendo e sua fisionomia mudando. — Deixe-me sentir o cheiro dela! — Falou e sua voz já tinha outra tonalidade.
O vampiro sorriu de canto, mas quase imperceptível. Saiu dali e pegou algo de Saori, era um vestido.
— Me traga ela viva lobo... E assim poderemos saber o que queremos! — O loiro assentiu e saiu dali rapidamente. Kamus pode ouvir um uivo e seu olhar frio passava satisfação. — Não se preocupe Saori... Os lobos vão te achar! E você vai se arrepender de ter tocado no meu Milo! — O Senescal sabia que era questão de tempo que a achassem.
Estava preocupado com seu loirinho, sentia-se culpado pelo que tinha acontecido. Foi direto a seu escritório e ficou ali, esperava que encontrassem Saori.
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Afrodite e Matteo voltaram para a casa do loiro e encontraram Shura andando de um lado para outro.
— Como ele está? — O Toreador perguntou. Mas antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa o telefone da casa tocou e Misty antedeu e foi até Afrodite. — Milorde... O senhor Llasa deseja falar-lhe...
Afrodite olhou para o amado, e foi atender ao telefone.
— O que há Shion?! Aconteceu algo?! — Perguntou mostrando-se preocupado. O loiro sentia que algo estava errado, parecia que tudo se mostrava estranho e pesado àquela noite.
— Afrodite Axel, o rei ordena que todos se reúnam, estamos formando um exército, a guerra se aproxima e Radamanthys está à frente de nós! Milo sumiu... E Kamus acredita que o líder Baali o tenha levado... Não sem ajuda! Mas já sabemos quem nos traiu... Prepare-se!
O loiro ouviu o telefone ficar mudo e voltou muito preocupado.
— Ele o levou Matteo! Aquele verme o levou! Infernos! — O vampiro ditou perturbado. E jogou-se nos braços do amado.
— Mas do que está falando Belo? — Perguntou preocupado e olhou para Shura. — Quem levou quem? – O mantinha em seus braços, mas sabia que era sério.
Afrodite saiu dos braços dele e falou:
— Radamanthys levou Milo... Alguém o ajudou e Kárdia mandou preparar-nos para uma guerra! — Levou a mão aos fios loiros em sinal de preocupação, sentia por Milo e aquilo estava deixando-o perturbado. — Precisamos achá-lo!
Matteo e Shura se entreolharam e o moreno mais novo saiu deixando-os a sós! Quando subia as escadas o loiro falou.
— Shura... Vocês estão livres, mas ele terá de ficar com os Ventrue! Kamus irá ser responsável por ele agora! Você teve sorte... Estamos em um momento difícil e o conselho preferiu por perdoá-los!
O moreno suspirou. Dos males o menor... Antes tê-lo distante, do que morto. Apenas assentiu e seguiu até o amado, ficaria com ele aquela noite e no dia seguinte o levaria para a mansão do Senescal.
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Mu estava ali e velava por Kanon, porém sentiu alguém a lhe chamar. Levantou e muito a contragosto deixou o loiro só. Do lado de fora estava Elora.
— Minha senhora... O que faz aqui?! — A mulher estava irada.
— Ele o levou Mu! Radamanthys levou meu Milo! E o rei manda que todos se preparem para a guerra que se anuncia. Meu pai está a sua procura e eu vim buscá-lo.
O jovem vampiro a olhou e assentiu.
— Se é isso que ele quer... Ele terá! Vamos! — Mu sentia-se perturbado e saiu dali acompanhando a vampira. Elora fora atrás dele por confiar muito e tê-lo como irmão.
Depois que o vampiro saiu, Kanon levantou-se e seus olhos tão sem vida agora mostravam o ódio.
— Radamanthys, hoje você será meu! — Tomou um banho a fim de tirar todo o torpor que sentia. E depois de sentir-se melhor, pegou suas armas e saiu na noite. — Você achou que tinha me matado, mas hoje sou eu que vou matá-lo!
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Respirar tornava-se cada vez mais difícil. Seu corpo todo latejava de dor. Sua carne das costas encontrava dilacerada, praticamente em carne viva, mas era de esperar após várias sessões de espancamento.
Porém, o que doía mais que a dor física, era de seu coração. Era difícil se imaginar novamente nas mãos daquele sádico, de ter que tolerar a vil presença dele, ou os toques. Não! Radamanthys não tinha chegado a lhe estuprar, no entanto tal vampiro desprezível fazia questão de declarar sua posse sobre ele ou que o tornaria dele para sempre.
Noção de tempo? Era algo que Milo não tinha trancado naquela cela. Tudo que ainda o mantinha em sã consciência era o ruivo... O desejo de sair dali e dizer para Kamus que o amava.
Entre cochiladas e gemidos de dor fixava sua mente em todos aqueles lhe eram queridos, o quanto os queria rever. Mas tal esperança começava sutilmente a ser minada de dentro de si.
Sobressaltou-se quando ouviu o som de porta e passos. Seu corpo ficou tenso. Ainda doía às últimas chibatadas, não suportaria receber mais delas.
Ao erguer a face viu que não era o líder dos Baali, mas dois vampiros, contudo não podia ver a face desses, pois elas encontravam escondidas pelo capuz negro do manto que trajavam.
Sem dizer nada, eles retiraram as mãos de Milo do gancho suspenso no teto, e o puxaram pela correte nas mãos. O loiro pensou em lutar, ver ali uma chance de escapar, porém seu corpo encontrava-se tão ferido, que duvidava que tivesse algum efeito. O melhor era poupar energia para depois.
Foi guiado por vários corredores, até que desceu por uma escada de pedras, e tomaram um outro corredor. Parecia que não via pessoas ali há anos, pois havia muita teia de aranha e o mofo subiam pelas paredes, dando mau cheiro ao recinto.
Milo ainda que tonto, percebeu que entraram numa sala maior. Seu corpo enrijeceu e tentou fugir inutilmente. No chão feito de pedra havia vários símbolos... Ao redor do mesmo detinha alguns vampiros, todos com capuz escondendo as faces, o que dava a cena um ar ainda mais sombrio. No centro do círculo mágico tinha um altar feito de mármore... Não precisava saber muito das coisas, para entender que aquilo era algum lugar de sacrifício ou ritual... E que ele era o animal que seria sacrificado.
— Não... Deixem-me... — Pediu choroso. Mas uma vez as lágrimas mancharam seu juvenil rosto.
— O tragam! — Reconheceu a voz de seu algoz, e Radamanthys mostrava-se altivo e superior, deixando transparecer o quanto o curso de tudo o satisfazia.
Milo tentou lutar, porém com certa facilidade foi levado até o altar de pedra, e deitado sobre ele. As correntes de suas mãos e pés foram fincadas nas hastes que ficavam na extremidade do altar.
O líder dos Baali se aproximou dele tocando a face bronzeada. Ele colheu as lágrimas de Milo, e as lambeu. Seu sorriso era malicioso e sombrio.
— Antes de começarmos irei contar um segredinho para você! Um dos meus feitos... — Disse vangloriando-se. — O lugar que seu reizinho ocupa deveria ser meu... Eu sou perfeito para o poder! Porém Kárdia era o filho legítimo, aquele preparado para deter a coroa, e eu? Um fruto de uma traição do nosso anterior rei. Ah, mas não se preocupe, eu o matei por me negar a coroa.
Milo sentiu um nojo maior daquele ser que era regado a ódio e ganância. Rezou internamente para que se visse livre das garras dele.
— As coisas não terminam ai! Em uma das minhas pesquisas descobri uma forma de destronar Kárdia. Simples, um filho da linhagem Kari era por direito maior se tornar rei. Claro, os Kari, um tipo de vampiro raro é muito difícil de encontrar. Geralmente são homens, e o melhor? — Indagou inclinando sobre Milo e tocando sua face. — Eles podem engravidar. — Sua mão foi deslizando pelo corpo do menor, até que suas mãos acariciando o ventre de Milo. — Um filho com um Kari me daria o poder que tanto queria, e Kárdia ou seus fiéis súditos não poderiam ser contra.
Ao término de suas falas seu olhar se tornou carregado. Os olhos vermelhos sangue e os caninos desceram. Radamanthys seguiu até um dos sacerdotes presentes, e agarrou o pescoço do mesmo, o apertando.
— Como disse, era uma linhagem muito rara, procurei pelo mundo a fora. Mas tal ironia a minha... — Largou o sacerdote que caiu no chão tossindo. — Tinha um bem perto de mim... O consorte real. Dégel. O esposinho do nosso amado rei era um Kari!
— Você é doente! — Milo disse ainda que baixa voz, mas o suficiente para o líder dos Baali ouvir.
Em um piscar de olhos Radamanthys encontrava-se perto de Milo, e suas garras cravaram nos queixo do menor, o forçando a olhar para si.
— Que saber o melhor de tudo? Eu tentei roubar Dégel para mim. Mas eu passei anos longe, e quando fui pegar o que deveria ser meu, tive a surpresa... A cria deles... Um bebê tão lindo, de olhos azuis e cabelinhos loiros. — Falou totalmente paranoico. Ele passou alisar o rosto de Milo, como que arrependido por tê-lo marcado com suas garras. — Fiquei cego pelo ódio! Por meu Dégel ter dado um filho ao idiota do Kárdia. Foi sem querer, mas acabei o matando... Mas tudo bem... Aquele lindo bebê iria crescer, e se tornaria esse belo menino... Eu te perdi Milo, porém agora está aqui, e nós concretizaremos nossa união... E me dará um filho! Serei Rei.
Quando aquelas palavras foram ditas, algo quebrou dentro de Milo. As lágrimas vieram timidamente, e seu coração sangrou.
Tantos anos se perguntando o motivo daquele louco ser obcecado por si, por sempre se sentir tão diferente dos outros humanos... O porquê sentia que conhecia o rei Kárdia... E tudo esteve tão estampado diante de seus olhos.
Ele o tinha tirado tudo. Seus pais. Sua família... A vida tranquila e feliz que poderia ter tido... Sua parte esquecida.
Quando isso caiu como véu diante de si, os olhos azuis de Milo tornaram sangue, e seus caninos cresceram tornando-se afiados. Radamanthys tinha despertado a fera há tanto tempo adormecida, e agora teria que lidar com ela.
O líder Baali voltou-se para o menino e ao ver a fera desperta, gargalhou.
— Olhem isso! — Falou segurando o queixo de Milo. — Finalmente meu amado despertou sua essência! — O loiro inglês dizia sarcástico. — Já estava na hora meu amor...
Milo não tinha muita noção do que acontecia consigo. Sentia apenas a ira, e todo seu corpo respondia a ela. Algo em si não era o mesmo mais como antes. Não sabia responder o que exatamente.
Sentia o cheiro do sangue em sua narina e o sabor parecia estar tomando conta de seu paladar, sentia seus caninos e tudo em sim era mais aguçado, audição, olfato e até sua força, sentia que certa dor, mas suas costas pareciam estar cicatrizando as feridas.
Radamanthys se aproximou de Milo que se debatia, levou à mão a barriga dele e olhou para cima, a luz da lua se pronunciava inteira ali e ele sorriu, olhou para um dos sacerdotes ali e falou firme.
— Está na hora!
Rasgou a roupa de Milo deixando-o exposto a todos ali, sorriu quando ele contorcendo-se queria soltar-se cobrir-se.
— Me solte! — Ele rosnava perturbado. — Não me toque! — Ditou em desespero e o outro se aproximou e desferiu um tapa fortíssimo em seu rosto e em seguida olhando-o com certo ódio o fez contorcer-se em dor. — Aaahhh... — Milo gritou sentindo as forças se esvaírem, mas a fera dentro dele dessa vez foi mais forte e ele não perdeu os sentidos. Pelo contrário sentiu-se mais irado.
O loiro parou a tortura e forçadamente beijou o menino. Colocou-se por cima dele e beijava o corpo de Milo e passou seus caninos pelo pescoço dele e arranhou ali.
— Vou te fazer meu!
Um Sacerdote se aproximou e ainda que com receio falou:
— Mestre! Precisamos realizar a cerimônia com calma, se for desse jeito não sairá como queremos.
Viu o loiro enfurecido sair de cima de Milo, mas não deteve em lamber a orelha do menino.
— Não se preocupe amor... Volto logo! — Falou e se afastou dele.
O Sacerdote se aproximou de Milo e começou a proferir uma oração, e foi acompanhado pelos outros, logo um vento frio soprou ali e tudo ficou ainda mais, sombrio. Mesmo longe dali a noite ficou chuvosa.
O homem retirou o capuz e seus olhos eram cruéis, mas cegos! Milo se assustou, sentia medo e dor. O velho se aproximou dele colocando uma mão esquelética sobre seu ventre e seus olhos braços tornaram-se ainda mais opacos.
A criatura apertou o ventre do menino e tornou a apertá-la. Estranhando aquilo Radamanthys se aproximou.
— O que é? O que há de errado? — O líder Baali estava agora preocupado.
O sacerdote parou e olhou para ele:
— Não será possível realizar o ritual, esse Kari já carrega um fruto em seu ventre! — O homem mal acabou de falar e teve o corpo lançado longe e um grito de ódio foi ouvido.
— NÃÃOO! — Depois de gritar, Radamanthys sentia o ódio tornar-se maior. — Não! De novo não! — Falou histérico e logo o corpo de Milo contorce-se em dor. — VOU MATÁ-LO! VOU MATAR ESSA COISA QUE CARREGA AI! — Gritava irado e fazia Milo sentir mais dor. Se aproximou do menino e pegou na barriga dele, Milo sentiu tanta dor ali... — Ouviu Milo? Você está grávido daquele desgraçado, mas que pena... Vou fazer o mesmo que fiz a Dégel... Vou mata-lo! Mas dessa vez esse vadio que trás aqui dentro, vai junto!
Tais palavras despertaram uma perturbação em Milo. O menino fazia um esforço para entender. A fera dentro de si insistia em tirar-lhe a sanidade.
Estava grávido? De Kamus? E aquele verme ia matar seu filho?
A fera rugiu mais alto, ele não ia, já o havia tirado tudo, mas dessa vez não!
Com uma força incomum e descomunal, Milo levantou partindo as correntes seus olhos vermelhos eram mais escuros que os dos demais e seus caninos um tanto maior, chegava a ser assustador aquela imagem.
Sem muita noção do que fazia, atirou Radamanthys longe e atacou sem reservas ou qualquer temor todos os que estavam ali. O líder Baali sabia que aquilo poderia acontecer e iria enfrentá-lo, mas Pandora chegou perto dele.
— Milorde... É hora de ir! Vamos, ele está fora de si. — A vampira disse preocupada com seu Senhor e ajudou-o a levantar. Tirou o loiro dali e saíram por uma porta secreta.
Milo foi para cima dos sacerdotes e os atacou, arrancou a cabeça de um com suas garras, puxou outro para si e jogou contra algumas pedras. Não conseguia parar.
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Kanon havia chegado à entrada da mansão Baali e olhava tudo com certa calma. Estava quieto demais. O loiro entrou de forma sorrateira. Quando já estava dentro, não era tolo de procurar ali em cima, sabia que aquele tipo de criatura estava nos calabouços.
Matou alguns em seu caminho e seguiu pelos corredores da mansão, ao achar a entrada para o calabouço, passou pela cela onde Milo estava e guiou-se pelo cheiro e pelos sons, quando já estava próximo ouviu o barulho de luta e preparou-se, mas ao chegar ali viu o rapaz loiro, o marido do Senescal.
Milo já havia limpado o local a carnificina era geral, não sobrara nada vivo ali além do garoto. O loirinho olhou para Kanon, por trás da aparência bestial, havia um garoto que queria e precisava de ajuda. Aproximou-se do caçador.
— Me... Ajuda... — Falou um tanto distante e com lágrimas descendo por seu rosto. O esforço empreendido por Milo, e o fato de seu lado vampiro aflorar de forma tão avassaladora, seu corpo estava exausto queria ver o marido. — Kamus... — Falou baixo e fechou os olhos perdendo os sentidos.
O Hunter correu e o segurou em seus braços, olhou ao redor, não tinha o que fazer ali, quem procurava não se encontrava e levou o menino em seus braços para fora da propriedade Baali, levando-o consigo para sua casa.
Continua...
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