Aliança de Sangue
19 Capítulo 18
Notas iniciais
Boa leitura!!
Os braços apertaram em volta do travesseiro, e suas narinas inspiraram o perfume divino que ali se encontrava.
Nunca tinha se sentido tão bem, era como se algo surgisse dentro de si, que tornasse ao seu redor os cheiros, os sons, tudo mais amplos.
Milo fez um careta abrindo seus olhos e virou parcialmente seu tronco. Olhou para sua própria bunda e depois voltou a deitar retamente de bruços como estava antes. Depois da noite de anterior considerou que suas nádegas estariam doendo, como da primeira vez, que o corpo todo latejara de dor, algo que julgara que teria que apreender a conviver devido ser casado com um vampiro.
Mas ao contrário disso nunca se sentiu tão bem. Perguntava se Kamus tinha feito algo a favor disso.
Captou o barulho de chuveiro ligado e a curiosidade moveu dentro de si. Se o som era dentro do quarto, então...
Milo levantou da cama, deixando sua nudez surgir. Seu corpo jovem, aonde os músculos começavam a forma, mas tudo graciosamente, a pele bronzeada e os poucos pelos que seguia do umbigo para sua intimidade. Ele era deslumbrante, e na certa tornaria um homem ainda mais belo.
Ele pegou o lençol de seda preto, enrolando em sua cintura, e com um sorriso sapeca na face, o adolescente levantou e seguiu passo a passo para o banheiro interligado ao quarto.
Abriu lentamente a porta enfiando-se para dentro.
Seus olhos cresceram em espanto e luxuria quando caíram sobre aquela figura que exalava sensualidade e pecado. Sua boca encheu-se de água, e seu corpo entrou em chamas.
Em momento algum deixou seus olhos do corpo de seu marido, e por instinto lambeu os lábios. Acabou corando. No que ele estava ser tornando? Um pervertido?
Deus, seu marido tinha um corpo lindo.
Para quem antes nunca tinha se interessado por homem, seu libido estava bem aguçado. Mas não era um homem qualquer. Era o Senescal Kamus, seu marido. Com toda certeza o vampiro era um sonho molhado.
— Gostando da visão?
Quando a voz rouca com sotaque Frances chegou aos ouvidos de Milo cada poro de seu corpo eriçaram, e uma corrente elétrica percorreu seu corpo.
— E... Eu.... Não queria... Quero dizer... Vou voltar... — Queria sair dali diante da vergonha, mas seu corpo não movia um centímetro, ele não obedecia.
— Por que não vem aqui e se junta a mim? —Kamus disse virando e encontrando os olhos do menor. Suas mãos percorreram insinuosamente seu peito até o abdômen, desceu um pouco mais e brincou com os pelos ruivos que adornava em volta de seu mastro do prazer.
— É que... — Milo calou-se, já que não conseguia falar nada coerente. Deixou o lençol desliza por seu corpo, ficando magnificamente nu e entrou no Box.
Kamus o puxou pelos braços, e rodeou fortemente o corpo do loiro. Sua face encaixou na curva do pescoço de Milo, e deixou exala o doce perfume.
— Você cheira tão bem, o quero... Fundir contigo, sugar... Morder...
— Você quer só meu sangue? — A voz de Milo era vacilante. Não queria se mero pacote de alimento, como imaginava que era para Radamanthys.
— Não... Quero tudo de você... Cada pedaço de pele, perfume, sangue... Possuir esse corpo, esse traseiro... — Ao dizer essa parte apertou a bunda de Milo. —Tudo! E você é meu, somente meu. — Na voz de Kamus havia possessividade.
— Então me tome... — Milo não podia se mostrar contra, não quando aquele deus o queria.
— Tão doce. — Kamus sussurrou quando ficou face a face com o loiro, e com sofreguidão tomou os lábios dele. As cabeças moviam, os lábios buscavam experimentar cada sabor, e as línguas se chocavam em uma batalha luxuosa.
Milo esfregou as mãos para cima e para baixo nas costas musculosas de seu marido.
Ele podia sentir o pau duro de Kamus empurrando contra o seu próprio e não conseguiu deixar de pensar no que seria ter seu marido em sua boca. Milo caiu de joelhos e olhou para seu marido. Kamus tinha olhos cheios de desejo e aquilo que parecia muito com o amor. Ele não sabia se era realmente o amor ou não, mas decidiu que não era o tempo para examiná-lo.
Milo inclinou-se e lambeu ao longo da fenda na ponta do pênis de Kamus, só para pegar o pré-sêmen que já estava começando a vazar. O sabor explodiu na boca, e Milo gemeu ao sentir o gosto. Abrindo a boca, engoliu o pênis grande, tanto quanto podia.
— Isso é muito bom, na verdade, é fantástico! — Kamus passou os dedos pelo cabelo de Milo e apertou ainda mais.
O loiro continuou a lamber de cima e para baixo o pau de seu marido, usando sua língua e chupando com força para aumentar o prazer de Kamus.
— Eu não posso segurar, bebê, eu tenho que foder essa bonita boca sua.
Milo sorriu para seu marido. Passou a língua ao redor da cabeça do membro do ruivo, sugando de leve na ponta. Isso parecia ser tudo o que Kamus poderia levar antes dele perder o controle e começar a empurrar os quadris, forçando o pênis enorme na boca do loiro.
— Aqui vem, bebê. Engula para mim!
Milo choramingou quando o pênis em sua boca engrossou ainda mais antes do primeiro jorro de líquido quente cremoso atingir fundo de sua garganta. Gemeu em torno de comprimento de Kamus enquanto seu próprio pênis explodia, sentindo o sabor delicioso e ligeiramente amargo do seu marido.
Engolindo rapidamente para não perder uma gota, ele lentamente começou a puxar para trás, batendo na ponta para ter certeza que ele teve até a última gota.
Lentamente se levantou novamente. Milo foi rapidamente cercado por um forte par de braços e apertando contra o peito de seu marido.
Kamus baixou os lábios para Milo, concedendo o seu desejo, e beijou-o suavemente.
— Isso foi maravilhoso, e a coisa mais quente que já vi em muito tempo.
— Que bom que gostou. — Milo apartou o beijo e sorriu para seu marido.
Kamus sendo amável consigo era novo, mas realmente tinha gostado. Afinal a conversa realmente que tivera havia sido proveitosa, e pelo visto, o ruivo estava disposto a mudar, ao menos ser mais gentil e cuidadoso consigo. Isso o fazia feliz.
— Pena que não poderei explorar mais esse seu lindo corpo, terei que sair. Kamus disse dando beijos no rosto e mordendo a mandíbula de Milo.
— Mas está sol, pode sair como meu avô no sol?
— Não! Somente o rei Kárdia e o líder Shion podem, mas existem outros meio de evitar o sol.
Ambos terminaram o banho saindo do mesmo, Kamus puxou uma toalha e começou a secar o loirinho.
— Uhhh... Pode-se saber para onde vai?
Milo não queria estraga o momento, que eles estavam dando bem, por isso foi cauteloso em sua indagação.
— Irei à casa de Kárdia, tenho uns assuntos para resolver lá, e Kárdia queria falar comigo, acho que ele quer sondar ser não o transformei ou fui muito duro. — Disse fazendo sugestão ao momento na cama.
Milo corou, mas nem por isso se afastou.
— Posso ir? Quer dizer, queria cumprimentar Kárdia, quer dizer o rei... Gostei dele, e bem legal... — Milo pediu com um olhar de gatinho.
— Tudo bem, mas leve seu material escolar, de lá pedirei para levarem você à tarde para a escola.
O sorriso que iluminou a face de Milo fez algo novo vibrar dentro de Kamus, e o vampiro desejou sempre poder visualizar tal preciosidade.
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Kárdia estava no escritório havia separado alguns documentos para discuti-los com Kamus, quando Shion chegou.
— Mandou me chamar majestade?! — O Assamitha perguntou com um leve sorriso nos lábios. Kárdia assentiu. — Sim Shion, temos uns problemas e receio que tenha que mandar você ou Kamus resolver.
Shion estranhou aquilo. Kamus quase não viajava, era Mateus ou Afrodite que resolviam, por que então ele queria mandar Kamus agora?
— Kárdia, o que houve realmente? Sei que deve ser algo sério, ou não mandaria nenhum de nós! — O mais velho perguntou preocupado.
A expressão do rei tornou-se séria.
— Posso resumir tudo em uma palavra Radamanthys! — O rei suspirou. — Tenho informações de que ele anda procurando alguns renegados e isso não é nada bom! Ocorreram alguns ataques na França, eu poderia dizer que Mateus resolveria muito bem, mas dessa vez, preciso que fale com seus iguais, preciso que fiquem de olho! Não sei o que ele está tramando, mas pretendo detê-lo antes de começar!
Shion ia se pronunciar quando Albáfica bateu na porta e entrou em seguida.
— Com vossa licença majestade, perdão pela interrupção, mas o Senescal e seu esposo acabam de chegar. — Um sorriso genuíno e verdadeiro brotou nos lábios de Kárdia, Milo estava ali e isso o fizera feliz.
— Mande-os entrar!
Shion ficou feliz em ver o neto, ao menos saberia como estava, no entanto o que lhe chamou atenção foi à felicidade tão espontânea do rei e o brilho naqueles olhos sempre tão sérios. O ancião ergueu uma sobrancelha, cada vez mais suas suspeitas aumentavam. Mas nada ditou. Foi tirado de seus pensamentos pelo toque leve de Kárdia me seu ombro.
— Não está feliz? É seu neto Shion? Estava louco pra saber como esses dois estão indo! — Kárdia falou jovial e alegre, mas ao mesmo tempo preocupado, receava que Kamus tivesse sido duro com o menino. — Kamus parece frio demais, mas sabemos que não é, tenho esperanças que Milo possa ajudá-lo a mudar! — O rei mal terminara e Albáfica mais uma vez bateu a porta, mas dessa vez anunciou a entrada dos dois.
Milo entrou em seguida e ao ver o avô ali sorriu abertamente.
— Shion! — Nem sempre o chamava de vovô, mas queria estar com ele. Correu para os braços dele e sentiu os braços de Shion os envolverem, apesar de seu jeito infantil, algo nele estava diferente.
— Como está Milo? Como tem passado? Esses dias foram intensos não?! Devia ligar para sua mãe, ela está preocupada e com saudades!
— Desculpe Vovô, esses dias foram difíceis, eu senti muitas saudades, mas agora tenha um marido e devo estar ao lado dele, não é? — As palavras de Milo surpreenderam Shion. Ele nada ditou, mas também não afastou Milo de si. — Eu vou ligar para ela mais tarde, prometo! — Ele disse afastando-se do abraço do avô.
Olhou para Kárdia e sorriu, foi até ele e o abraçou. Kamus e Shion ficaram alarmados, mas o rei parecia agora completo. Abraçou o loirinho com muito carinho
— Como está? Esse vampiro mal tem te tratado bem? Não precisa mentir, não para mim! — O rei dizia divertido, mas no fundo estava realmente preocupado.
Milo sorriu.
— Bem, primeiro quero agradecer, se não fosse por você, eu teria me casado com aquela roupa horrorosa ou não teria casado... — Falou fazendo um bico, que fez o senhor dos vampiros gargalhar.
— Não seja bobo, não precisa agradecer... Foi um prazer. — Kárdia falou afagando suavemente o rosto de Milo. — Mas ainda não respondeu minha pergunta e de Shion... Como está? — O rei fora insistente, começava a achar que ele estava com medo de Kamus e por isso não respondia, embora no fundo soubesse que o rapaz não era tão frágil assim.
Milo sorriu e olhou para Kamus, acabou ficando vermelho.
— Podemos falar em outro lugar?! — Ele pediu sentindo-se envergonhado, mas queria contar a Kárdia como foi, com ele sentia-se seguro e confortável, como se sentia com Asmitha.
O rei assentiu e olhando para os outros dois ali falou calmo.
— Iremos conversar, me aguardem e Shion, se preferir pode falar sobre o que lhe adiantei. — Saiu dali com Milo o levando a seu próprio quarto.
Shion e Kamus estavam sem palavras, nenhum dos dois estava acreditando em seus olhos, claro que sabiam que Kárdia não era um rei cruel, nem tão frio como Kamus, mas era completamente assustador aquela proximidade entre dois, o carinho e a confiança. Eles se conheciam a menos de uma semana e pareciam que eram amigos de anos!
— O que é isso Shion? Me diga? Sei que Kárdia não gosta de tratar mal a ninguém, mas me diga, já viu ele assim com alguém? — O ruivo perguntou perturbado.
— Dégel! Ele só foi assim com o marido! — Fora tudo que Shion dissera. Mas estava boquiaberto com aquilo. Sentou-se e então começou a falar a respeito do que o rei lhe havia adiantado.
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No quarto Milo sentou-se na cama.
— Bem, eu estou bem, mas estou me sentindo estranho... Kamus foi grosso no primeiro dia, mas hoje ele ta diferente... Mas não grosso... Na-naquilo sabe... — Milo dizia inseguro. — Na cama ele foi carinhoso... — Falou sentindo o rosto queimar. — Mas depois, ai eu saí e fui para casa de Asmitha, eu sei o que vai dizer... Que é perigoso, que Radamanthys podia ter me pegado, mas não dava, eu me senti triste e só! E eu não sabia vir pra cá, ai o Mitha me ajudou... Ele é o pai que eu não tive sabe? E ele é muito carinhoso e dá bons conselhos! — O rapaz suspirou. — Ai à noite o Kamus foi me buscar e me levou pra casa, nós brigamos, ai ele prometeu mudar... E eu também! — Milo falou com um sorriso infantil.
Kárdia suspirou.
— Olha Milo, tomara que de agora em diante vocês se entendam... Mas vou dizer uma coisa, não saia sozinho... Radamanthys está tramando alguma coisa, e foi por isso que chamei seu avô e seu marido aqui! Então quero que prometa que não irá sair sozinho... Se precisar me ligue, eu mando buscar você, ou mesmo irei, se quiser!
Milo sorriu e pulou nos braços dele o abraçando apertado.
— Obrigado! — Sussurrou e depois olhou pra ele. — Posso participar da reunião? Queria ver como é! — Ele falou tão infantil que fez o rei lembrar-se do marido, às vezes Dégel falava de um jeito meio infantil, mesmo com seu ar fechado e isso deixava Kárdia ainda mais apaixonado.
— Claro que sim! Será um prazer! E não precisa ficar calado, de tiver algo a dizer pode falar. — Assim os dois se levantaram e foram para o escritório do rei!
Milo sentou-se perto de Kamus, e o ruivo ia dizer algo contra, mas Kárdia o interrompeu.
— Milo participará da reunião! Bem, como havia dito a Shion e acredito que ele tenha lhe dito. Por fontes muito seguras, estou sabendo da movimentação de Radamanthys. Ele anda planejando e agindo, muitos estão a favor de suas idéias contra o rei! Acredito que a França tem sido um alvo fácil e a pessoa que está no comando lá, me parece que está cedendo... Quero e preciso saber mais sobre isso! Então preferi mandar Shion, ou Kamus a França, para saber mais a esse respeito.
Milo sentiu o coração diminuir dentro do peito e acabou falando.
— Mas Radamanthys é muito esperto, ele tem gente dele em todo lugar! Ele sabe os passos de todo mundo! Não sei como ele faz, mas sei que quer matar meu avô, minha mãe, e meu marido... — Os três ali ficaram pasmos com as palavras do menino. — Acho que o mais correto, era fazer tudo de forma discreta, se mandar a França alguém de sua confiança, quero dizer, alguém que ele já espere, estará apenas fazendo o que ele quer! Tem que mandar alguém que ele jamais desconfie! Ele é muito esperto! — Milo dizia nervoso, mas sabiamente e Kárdia sentiu um orgulho dele, que não tinha medida!
— Tem toda razão Milo, mas me diga... Como sabe tanto a respeito de dele? Aquele verme está me tirando do sério. — O rei ditou enojado.
Milo suspirou e então começou a explicar.
— Eu vivi com ele durante seis anos, eu via e ouvia tudo! E tenho lembranças de muitas coisas. E eu via ele colocar pessoas para vigiar os outros. Naquela época não entendia, mas ele vem fazendo isso há muito tempo!
— Lamento por tudo que passou, e tenha certeza, darei minha vida para que ele nunca mais o machuque. — Disse Kárdia. O rei sentia um aperto por saber que Milo passara por aquilo, um sentimento que ele mesmo não entendia.
— Isso eu afirmo. — Kamus disse. Ele apertou a mão de Milo, um gesto simples, mas quem o conhecia sabia que era imenso, para quem jamais demonstrava qualquer gesto de afeto ou atenção.
— Sim! Obrigado a todos. Prefiro morrer do que voltar às mãos daquele verme. — Milo disse emocionado, mas forçava as lágrimas para trás, em hipótese alguma queria chorar.
— Então pela ideia de Milo temos que ver alguém que Radamanthys não desconfiaria. — Shion disse. Milo ficou agradecido que o avô mudou de assunto, estava ficando constrangido com toda a atenção para si.
— Eu tenho uma ideia! — Disse Milo com um sorriso iluminado. O loiro amava se sentir útil, e claro, se isso incluía acabar com a festa de Radamanthys, era melhor ainda.
Eles ficaram conversando por mais um período, até que chegou a Hora de Milo almoçar, e se aprontar para a escola.
O rei dos vampiros se dispôs a levar o loiro para comer fora, e depois a escola. Por sorte, este era um dos poucos que poderia sair na luz do sol, assim, como Kamus e Shion confiavam plenamente em Kárdia, eles foram fazer alguns de seus deveres.
Kamus despediu-se do esposo dando um belo beijo, mas destacando que como conversado, ele ainda fez isso longe da vista dos demais, no entanto isso não diminuiu a importância para Milo, pois o marido começava a agir melhor consigo. Era empolgante.
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O almoço realmente tinha sido muito divertido. Kárdia perto de Milo parecia uma criança ou adolescente, e não um vampiro de séculos vividos.
Ambos escolheram um lugar confortável, mas nada de glamoures, aonde Milo pode comer seus pratos preferidos, Kárdia bebia um bom vinho. Ficara conversando sobre tudo, e cada instante que o rei conhecia mais o menor, se encantava com ele. Claro, já se pegou momentos pensando se seu filho estivesse vivo seria como Milo.
Quando o horário das aulas aproximou, o rei levou o menor para a escola, assim, agora se encontrava de frente para o portão. Alguns alunos já entravam outros na calçada conversando.
— Eu adorei o almoço, temos que repetir. — Disse Kárdia ao que fez um cafuné nos loiros cabelos de Milo.
— Sim! Podemos marca para irmos em alguma lanchonete ou show de rock.... Será divertido. Pena que Kamus não curte... Haaha. Mais ai será legal só nos dois, Kamus rabugento junto não da. — No final de suas falas Milo soltou uma gargalhada.
— Sim, ele é... Mas acredita-o nem sempre foi assim. Quando menor, ele era adorável e tímido, acho que as circunstancia o levaram a mudar.
— Nossa! Não consigo ver ele sendo adorável... Mas belo é... — Quando Milo percebeu o que disse corou. — Quero dizer...
— Tudo bem Milo, ele é seu marido, e natural e bom que goste dele... O primeiro passo para o coração é que aparência da pessoa o atraia. — Disse o rei. — Bem, creio que tenho que... — Mas foi interrompido quando um jovem de fios castanhos, e imenso olhos verdes, pulou no pescoço de Milo.
— Milooo... Achei que não ia vir... Estou feliz em vê-lo aqui! Está melhor?
— Calma Shun. Sim, estou bem. E pronto para nossas armações. — Disse retribuindo o abraço de Shun. — Senhor esse é... — Milo ia apresentar o amigo, mas ao olhar para Kárdia parou. Peculiarmente este se achava paralisado e com os olhos fixos em Shun. Havia um brilho diferente que Milo nunca viu no rei, tudo bem que não o conhecia muito tempo para saber, mas era diferente.
— Ele está bem? — Shun indagou encarando o homem loiro alto. O pequeno sentiu seu corpo estremece, e receoso largou Milo colocando seu corpo atrás desse.
— Kárdia? Senhor...
Kárdia pareceu acordou de seu topor e recompôs a postura.
— Desculpa! Por um momento achei que... Sou Kárdia Bartinik. E você é?
— Ele saiu conosco na minha despedida de solteiro e estava no meu casamento, acho que não tive tempo de apresentar direito. Esse é Shun Sharmila, ele é sobrinho de Asmitha, noivo de minha mãe, e um dos meus melhores amigos. Não liga, ele é bem tímido. — Milo apresentou o amigo, pois esse se escondia todo vermelho atrás de si.
— Claro, não quis assustar! Prazer em conhecê-lo Shun! Que tal, marcamos para sair, Milo, e seus amigos podem ir juntos. — Disse Kárdia.
— Sim, vamos marca. Agora temos que is, sinal bateu. — Tchau.
— Tchau. — Disse Shun tímido saindo correndo atrás de Milo entrando na escola.
Kárdia esperou os meninos estarem seguros dentro do portão da escola, e viu que Aldebaran encontrava-se o seguindo, pelo visto Kamus o tinha enviado. Ficava feliz com ele ali, para protege o loiro.
Entrou no carro, e quando fez isso, soltou um ruidoso suspiro.
— Tudo bem majestade? — Indagou um dos seus servos de confiança.
— Sim! Me liguei para Shaka, preciso pedir algo a ele. — Kárdia precisava fazer uma pesquisa, sanar uma duvida que acabara de surgir, que o tinha deixado entorpecido. Não podia acreditar, e não queria ter esperança antes do tempo. A vida realmente sabia pregar peças.
Continua...
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