Algo que se puede empezar.
58 Muito amor...
Notas iniciais
–Estávamos deitados na cama assistindo televisão, Damien por incrível que pareça estava acordado e Elena ainda dormia.
–Será que ela ainda está com febre? –Violetta perguntou passando as mãos no cabelo de Elena.
–Amor ela está toda suada, acho que a febre já foi. –Sorri e dei um selinho nela.
–Temos que tomar muito cuidado agora, ela fez uma vez e pode tentar fazer de novo.
–Não vai, vamos deixar a chave em lugares altos agora. –Eu disse.
–Tudo bem, ele ainda está acordado olha. –Ela riu.
–Bebê, você quer ficar acordado né? Agora eu sou da noite mamãe, vou fazer farra. –Ri.
–Sabe o que me surpreende? Ela adora ele, mas morre de ciúmes. –Vilu disse.
–Ela tem ciúmes da gente amor, tem medo da gente não dar mais atenção a ela. Mas ela ama o irmão. –Eu disse.
–E ai, o que vamos fazer para ela? –Perguntei.
–Festa? Passeio? –Eu ri.
–Ajudou muito eim? Vamos esperar ela acordar e ai perguntamos. –Ela disse.
–Tudo bem. Quando ela acordar vamos dar vacina no Damien e passamos um pouco na pracinha?
–Claro. –Ela sorriu. Damien resmungou e começou a chorar logo depois.
–Acho que precisa de uma fralda nova garotão. –Ri.
–Deixa que eu troco. –Vilu disse e se levantou pegando Damien e indo pra o quarto dele.
–Que? –Elena se sentou na cama.
–Amor?
–Damien tava chorando. –Ela disse.
–Sim, mamãe foi trocar a fralda dele. –Sorri.
–Vou fazer xixi. –Ela disse e ficou de pé na cama.
–Papai leva você. –Eu disse e me levantei a pegando no colo e indo em direção ao banheiro.
–Papai, meu pé tá doendo.
–Seu pé? Você machucou em algum lugar? –Perguntei e a ajudei ir ao banheiro.
–Não sei.
–Okay. Eu vou ver depois tá? –Disse e depois que ela terminou a coloquei sentada na pia. –Fala para o papai onde dói.
–Aqui. –Ela disse e apontou para o dedão do pé.
–Você ficou descalça no parque?
–Fiquei.
–Tem um espinho no seu pé. –Eu disse e a encarei. Ela me encarou e começou a chorar. –Amor, não chora.
–Tem um espinho no meu pé. –Ela disse chorando alto.
–Pequena, o papai vai tirar e nem vai doer. –Eu disse.
–Ahh tem o espinho no meu pé. –Seria hilário se não fosse trágico. Elena chorava por causa de um espinho no pé.
–Leninha, olha aqui. –Eu disse e segurei o rostinho dela. –Papai vai tirar sem doer.
–Vai doer. –Ela disse.
–Prometo que não, alguma vez o papai já descumpriu a promessa?
–Não.
–Então pronto. –Eu disse e abri a gaveta do banheiro tirando uma agulha.
–Uma agulha. –Ela disse.
–Sim, uma agulha. Vou tirar o espinho do seu pé com uma agulhinha e nem vai doer.
–Ah não, eu quero ficar com o espinho papai.
–Vai doer mais ainda, deixa eu tirar. –Eu pedi.
–Tá. –Ela disse e fez bico.
–Agora a Leleninha do papai vai ficar bem quietinha, vou tirar rapidinho. –Eu disse e segurei o pezinho dela começando a tirar o espinho.
–Papai, vai doer.
–Já tirei. –Sorri e joguei a agulha no lixo.
–De verdade?
–Sim, nem doeu viu? Cadê meu beijo?
–Tá aqui. –Ela disse sorrindo e se pendurou em mim me enchendo de beijos.
–Oi. –Vilu entrou no banheiro com Damien no colo.
–Olha amor, bebê tá acordado. –Eu disse e peguei Elena no colo.
–Oi Damien. –Ela disse e o pequeno a encarou, ele parecia ter ficado encantado.
–Olha amor, ele gosta muito de você. –Vilu sorriu.
–Eu gosto dele. –Ela disse.
–Viu, quer pegar ele no colo? –Perguntei.
–Não... –Ela disse e me abraçou.
–Por quê? –Perguntei.
–Ele é molenga papai, eu tenho medo de quebrar ele. –Ela disse e Vilu gargalhou.
–Quando ele ficar mais durinho você pega ele então.
–Tá. –Ela disse e assentiu.
–Vamos mudar de roupa e sair para dar vacina no Damien e depois vamos a pracinha. –Eu disse e sai do banheiro indo em direção ao quarto dela.
–Tem xixi na minha cama.
–Você mesma que fez. –Eu disse rindo.
–É porco.
–Tem nojo do seu xixi amor?
–Tenho. Eu nunca mais vou dormir nessa cama.
–Vai sim, porque o papai vai limpar. –Eu disse e tirei as roupas de cama que estavam.
–Papai tem xixi ai. –Ela disse.
–Eu sei.
–E você não tem nojo?
–Não. –Eu disse e dei de ombros jogando dentro do cesto de roupas sujas.
–Papai, quero ir de vestido. –Ela disse.
–E se você for brincar no parquinho?a –Perguntei
–O que tem?
–Todo mundo vai ver a sua calcinha.
–Hum, então eu vou de short. –Ela disse e eu ri.
–Tudo bem, vamos escolher um bem bonito, depois o papai penteia o seu cabelo. –Eu disse.
–Quero aquele preto. –Ela disse e correu até o armário.
–Tudo bem, pega ele. –Eu disse e ri indo até o banheiro, peguei a escova e o pente e voltei.
–Papai, porque o meu cabelo é dessa cor?
–Você não gosta? –Perguntei.
–Eu gosto, mas o seu cabelo não é amarelo, e nem o da mamãe. –Ela disse.
–Seu cabelo é loiro amor. E é lindo, e o papai quando era da sua idade também tinha o cabelo loiro. –Eu disse e a coloquei sentada no meu colo começando a pentear o cabelo dela.
–E a mamãe?
–Mamãe não, mamãe tinha o cabelo escuro.
–E o Damien?
–Ai eu não sei, tem que ver quando crescer cabelo nele, ele é careca. –Eu disse rindo.
–É, mas eu quero que ele também tenha cabelo loiro, igual ao meu. –Sorri, ela parecia estar começando a aceitar.
–Quem sabe. –Eu ri.
–Papai, eu te amo.
–Own meu amor, eu também te amo. –Eu disse e sorri.
–Eu não estou mais namorando.
–Aé? E porque? –Perguntei.
–Porque você não gosta, e eu não quero que você fique chateado comigo.
–Papai não ficou chateado com você, só acho que você é muito pequenininha para ter um namorado. –Eu disse.
–É... Eu sou sua pequenininha.
–Sim, você é. –Eu disse e a abracei.
–Eu queria pedir desculpas, porque eu fugi hoje.
–Papai desculpa. Só não faz mais, é perigoso, se acontece alguma coisa com você papai morre. –Eu disse.
–Eu também morro se acontece algo com você, e com a mamãe, e com o Damien. –Ela disse.
–Você é minha princesa. –Eu disse e me levantei com ela no colo.
–Eu sou. –Ela comemorou e me abraçou.
–Vai no chão? –Eu perguntei.
–No colinho do papai.
–Que bebê mimado. –Eu ri e fui em direção ao meu quarto para logo depois sairmos.
Fale com o autor