Algo que se puede empezar.

59 Quando a tempestade vem...


Notas iniciais
Caraca, acho que ninguém se lembra mais de mim por aqui. Quantos anos eu fiquei fora mesmo? sim, eu disse que quando voltasse dos USA eu atualizaria, mas não rolou. Sinceramente, eu pensei várias vezes em excluir, porque eu não conseguia levar ela a frente, pensei em dar ela para alguém terminar, enfim, pensei em várias coisas, mas, eu resolvi terminar ela, afinal só faltam uns dois ou três capítulos. Enfim, see you...

Um ano depois depois...

–Elena, o papai já disse que chegou a noite. -Suspirei, devia der a terceira ligação de Elena, perguntando que horas eu chegaria. Eu tinha viajado a trabalho, e estava fora de casa a dois meses, eu não poderia sentir mais falta de casa. Elena agora estava com seis anos, e Damien com um, e eu não pude ir ao aniversário deles.

–Eu sei papai, eu queria que você chegasse logo. -Ela disse baixo.

–Eu sei filha, eu queria chegar logo também, mas o papai vai pegar o avião agora, e logo está ai. -Disse fitando o painel com o horário dos voos, o meu era o próximo a sair.

–Tudo bem papai, eu vou te esperar.

–Se ficar muito tarde, pode dormir, que quando o papai chegar ele vai te dar um beijo. -Disse sorrindo.

–Tudo bem, a mamá mandou um beijo, e o Damien disse alguma coisa que eu não entendi.

Ri. -Tudo bem, manda um beijo para a mamá e um para o Damien.

–Tá, beijo papai.

–Beijo minha princesa, papai te ama muito.

–Eu também. -Ela disse e desligou.

Suspirei mais uma vez e abri a galeria do meu telefone, abri uma foto de Vilu, Elena e Damien que eu tinha tirado antes de viajar, eu morria de saudade dos três, nas primeiras semanas eu tentei ligar todos os dias, mas com o tempo eu fui ficando mais ocupado, e essas ligações se tornaram cada vez mais raras, eu ligava nos fins de semana a noite, e as vezes nem assim.

–León? -Me virei rápido ao ouvir o meu nome.

–Sarah? -Me levantei fitando mulher. -Nossa, quanto tempo.

–Verdade, uns cinco anos? -Ela sorriu e me abraçou.

–Por ai, desde que terminamos a faculdade. -Disse e a abracei de volta.

–E então? Tá morando aqui pela Espanha?

–Não, eu vim a trabalho, estou a dois meses aqui, mas não aguento mais de saudade de casa. -Ri e a soltei.

–Sério, vejo que você se casou. -Disse.

–Sim, me casei e tenho dois filhos. -Soprei orgulhoso.

–Hum, sério? Caramba, a gente fica uns anos sem se ver e você forma uma família e nem me conta.

–A gente perdeu o contato né, inclusive você é a primeira pessoa que eu encontro da faculdade. -Sorri.

–Sério, perdeu o contato com todo aquele pessoal? Até com a Lara? -Ela perguntou e nós nos sentamos novamente.

–Eu namorei com a Lara até uns tempos atrás, mas você sabe que eu nunca amei ela, então, a gente acabou se afastando.

–É verdade, eu me lembro que vocês namoravam, mas que amar de verdade só ... hum... Violetta? -Disse tentando se lembrar.

–Sim, Violetta. -Sorri.

–E então, a encontrou novamente?

–Sim, me casei com ela, e nós temos dois filhos. Elena com seis anos e Damien com um.

–Nossa, uma menina de seis anos? Ela já era nascida na época da faculdade né? Nunca soube que tinha uma filha.

–Nem eu sabia, mas é uma história complicada, e bom, meu voo sai daqui a dez minutos.

–Vai para Baires? Porque o meu voo é o mesmo que o seu. -Ela sorriu e colocou a mo sobre minha perna, e eu me senti incomodado com aquilo.

–Sim, eu vou para Baires, então, vamos indo para o embarque, e eu te conto. -Disse e me levantei, esperei que ela fizesse o mesmo e nós caminhamos juntos para o portão de embarque.

POV Vilu.

León estava voltando hoje, eu estava radiante por isso, quando ele me disse que iria passar dois meses fora de casa, eu não poderia imaginar que seriam dois meses, oito semanas e sessenta dias de uma saudade que chegava a doer. Desde o momento em que ele pisou no aeroporto, emu coração ficou apertadinho, e para completar, Elena não aceitou a falta do pai muito bem, chorou praticamente todos os dias, e faltou dias e dias de escola, e como se não bastasse, faltando poucos dias para a volta dele, ela teve febres e dores pelo corpo, e depois de um dia inteiro no hospital, descobrimos que era emocional, eu estava eufórica e contava os segundos para a chegada dele, e cada hora que passava, eu ficava mais desesperada, para tê-lo comigo, abraçá-lo e voltar a ser completa.

Notas finais
Lembrando, que este é um dos últimos capítulos, teremos mais dois e (finalmente) terminaremos Algo que se puede empezar. Enfim, beijos.