Algo de errado em Fabletown

10 ❝Episódio 1O – Mudado。


Notas iniciais
Bem pessoal, taí meu capitulo! Espero que gostem, porque as coisas estão esquentando! Um beijão pro pessoal que sempre comenta, e pros que não comentam minhas lagrimas de solidãoq

"O amor eterno é o amor impossível. Os amores possíveis começam a morrer no dia em que se concretizam."

《 Vários dias depois 》

Harriet acorda com a cabeça doendo, então mantem os olhos fechados, mesmo ciente de que estava acordada. Já haviam semanas de que estava nesse treinamento pesado com Caine. Para purificar suas mortes, ela deveria sacrificar seu corpo e alma – Então ela passava um dia inteiro nua em baixo de uma cachoeira, ficava horas rezando, e também... Caine. Haviam pouquíssimas diferenças entre ele e Sam. Além da personalidade, só restavam seus olhos eram negros como a noite, e para uma amante da lua como Chapeuzinho, aquele olhar era reconfortante.

Decidiu abrir os olhos, mas só para se deparar com Caine, que parecia estar observando-a dormir a muito tempo. Eles estavam juntos na cama, haviam deitado juntos como era de costume. Harriet sabia que Caine era apaixonado por ela, e já que ele parecia tanto com Sam não era difícil acabar gostando dele também.

Ele estava de lado, com seu peitoral definido próximo ao busto de Harry, ele estava apoiando o rosto em sua mão, inclinado para cima.

– Seus olhos estão cinza, Harry. – Ele esboça um sorriso alegre em seu rosto. – Isso quer dizer que estamos perto.

– Quero ver! – Ela diz mais animada, levanta-se da cama e anda pelo quarto até a penteadeira, onde tinha um espelho velho.

Seus olhos estavam realmente cinza, talvez prata. O quarto era um cubiculo, mas servia para descansar após tanto sofrimento. Ontem, chegou cansada, mas Caine quis transar mesmo assim. Ela tinha consciência agora de que estava nua -- o que era tarde demais. Caine já estava puxando-a pela cintura de volta para a cama, com seu membro preparado.

Lobos realmente tinham um apetite sexual inacabável. E Sammuel aguentou tudo isso? Harriet nunca o viu dando uma escapadinha. No final, a chapeuzinho sempre era devorada pelo lobo. Esses eram seus pensamentos, enquanto tinha ciência de que estava galopando no colo de Caine, gemendo o nome dele, tendo cuidado para não dizer "Sam". Não importava o quanto ela gostasse de Caine, Sam era como uma bactéria, que não sairia até ser exterminada de seu coração.

Seus cabelos longos frequentemente lhe caiam ao rosto enquanto estava inclinada no colo de Caine, sentindo sua vagina apertar o pênis dele, como em um abraço -- Não podia fazer nada, era muito menor que ele. O que fazia ser muito melhor para ele.

– Hoje va--vamos terminar seu tre--treino com a foice – Disse Caine, com um dos olhos fechados, não aguentando o prazer que Harriet conseguia lhe proporcionar. Era incrível como aquilo apertava tanto seu instrumento.

Harriet era encantadora, e muito mais prazerosa de se devorar do que qualquer humana que ele já havia tido. No começo ela realmente estava focada em seu objetivo, fora difícil seduzi-la. Mas em uma noite a algum tempo atrás, ela finalmente cedeu. Era apaixonado por ela, desde que fora salvo acidentalmente por ela. A via como um ceifador de vidas e também de seu amor. Afinal, ela talvez não soubesse, mas podia matar quem ela quisesse.

Ambos chegaram ao clímax ao mesmo tempo – Harriet rola para o seu lado da cama, completamente exausta. Mas aquele cansaço era bom de alguma forma.

Ela seria para sempre carne dos lobos?

《Em algum lugar na parte noroeste da cidade》

Como um bom detetive, Sammuel anotou quase todos os acontecimentos e colocou os mais importantes em pauta na sua cabeça. Primeiro Turtle, o responsável por ganhar a corrida da lebre e mostrar que com esforço todos conseguiam -- só podia pensar que a Lebre seria a culpada. Visitara ele semanas atrás, mas estava casado com uma humana e tinha filhos, as crianças chamavam pelo vovô Turtle. Isso sanou as duvidas de Sam. Logo depois, Dee ataca Bela, mas no final parecia mais interessado em Harry. No fim, quando visita Alice, descobre que Dee andava se vendo com uma garota, o que levou o Lobo a pensar que poderia ser uma bruxa.

Para existirem tantos encantos...

Visitou Ursula, mas após uma "noite de conversas", ela finalmente admitiu que não tinha nada com isso, mas que a Malig – A bruxa de branca de neve – estava desaparecida, já que não a respondia fazia alguns meses. Como ele não ficara sabendo disso?!

Agora estava em boteco qualquer, com um cigarro aceso e uma cerveja gelada descansando na mesa, formando um circulo de água. Suspira pesadamente pensando que o baile da rosa não estava distante, teria que arranjar uma roupa e voltar para a sua casa e buscar seu revolver. Será que os culpados apareceriam? Não podia sair atirando dentro do baile, mas tinha permissão para matar. Todo aquele que tinha treinamento poderia matar.

– Olá, está sozinho? – Harriet?, Sam vira seu rosto, esperançoso, mas não era ela. Era uma mulher de 20 e poucos anos, morena de olhos azuis.

Ela com certeza estava interessado nele. Arg, essa fome. Ele não podia negar, se seu apetite sexual não fosse sanado, ele provavelmente sairia comendo carne humana por aí. Não tinha outra escolha, embora não desgostasse da ideia. Mas porque Harriet veio ao seu pensamento? Estava com vontade de vê-la? Ou era porque ela era o prato principal de qualquer lobo?

Isso o fazia pensar no que seu primo estaria fazendo com ela? Sabia que ele gostava dela, e que ele também era um lobo com um apetite sexual insaciável. Será que o lobo já havia devorado a chapeuzinho? Não podia... Harry odiava tanto Sam, e eles eram tão parecidos que ela teria nojo dele. Agora, quanto a Caine... bem, até mesmo Sammy tinha que admitir, a garota tinha um potencial para ser atraente. Muitas vezes, teve de se segurar para não ataca-la, mesmo não sendo sua vontade.

Gostava da ideia de sujar as coisas, manchar uma flor branca com sangue.

– Não mais. – Com todo seu glamour, se inclina para beija-la, mas era tão violento e sensual ao mesmo tempo que parecia mais que ele a estava devorando.

(...)

Sammuel sai do banheiro do boteco satisfeito, terminando de fechando o ultimo botão de seu jeans. Precisava ver Branca hoje mesmo, afinal, ela era a princesa da vilã desaparecida, Malig. Agora que estava com seu dinheiro, pega um táxi até o bairro nobre da cidade, onde Branca morava com o Floran, seu marido.

Assim que toca a campainha de sua casa enorme, Branca o recebe de roupão.

– Sam! – Seus olhos castanhos-escuro e seus cabelos preto estavam encantadores como de costume. Mas se vestir daquela maneira para atender Sammuel não fora uma boa ideia. – O que o traz aqui tão tarde?

– Precisamos conversar, posso entrar? – Ele é direto, e como xerife tinha esse direito.

– Claro!

Ela abre o portão e o conduz até a sala. Sam pensou que a voz dela era completamente diferente da de Harry. Harriet tinha uma voz de garota, alegre e teimosa, mas Branca tinha voz de mulher, gentil e suave. Não sabia qual era melhor. A sala de Branca tinha o estilo rustico, muito adotado por fábulas. Tapete, lareira, sofás, uma poltrona e uma mesa de centro. Branca busca um café para os dois e Sam não hesita em começar a conversa.

– Você tem visto Malig? – Ele toma um gole do café ardente, sentindo aquele calor lhe descer a garganta.

– Não, na verdade faz muito tempo que não a vejo, desde o baile da Rosa. – Ela suspira, mas também une o cenho – Eu até perguntaria para meu marido, mas ele não está, sabe?

O que era isso? Um convite? Sam tinha muitas perguntas para fazer, então ignora essa cantada descarada. Porque todas as princesas faziam questão de dar para ele? No final, todas elas gostavam de serem devoradas. Poucas princesas não buscaram consolo com Sammy.

– Você pode estar em perigo, Branca. Suspeito que ela esteja ligada com a série de assassinatos.

– Mas você vai nos proteger, não vai? – Ela cruza as pernas – Você e a pirralha – Ela se refere a Harriet.

– Seja mais educada com quem cuida da sua vida. – Sammy repreende branca, não entendendo bem o porque disso.

– Sim, desculpe. – Ela abaixa a cabeça, e quando ergue, tinha um sorriso no rosto. – Falando nisso, onde ela está?

Sammy hesita por um instante. Branca troca de sofá e agora senta ao lado dele.

– Está tirando a licença para matar com Caine.

Branca esboça um sorriso fraco. Já havia cometido adultério com Caine antes, a diferença entre ele e Sam era minusculas. A voz, os olhos e o modo como ambos arrumavam os cabelos eram a unica coisa que ela conseguia se lembrar. Fazia muito tempo que ela não via Caine, mas se lembrava claramente de que quando fora procura-lo para satisfaze-la, ele já havia siigo ajudado por Harriet, e agora se recusava a fazer sexo com ela.

A maioria das princesas odeia chapeuzinho por esse motivo. Porque ela é importante demais. Amada demais.

– Ora, só imagino o que aqueles dois devem estar fazendo! – Ela soava doce, mas suas palavras eram venenosas.

– O que quer dizer com isso? – Sam quase levanta do sofá, claramente alterado. Branca coloca suas mãos sobre os ombros dele, acalmando-o. Agora estava debruçada sob ele.

– Vocês conhece os lobos Sam, um apetite insaciável, não é? – Branca falava mais baixo, com sensualidade, um pouco rouca. – Além do mais, ele é apaixonado por ela. Caine é insistente, quando ele quer, ele têm.

A imagem dos dois tendo relações em uma cama deixou Sammy frustrado. Por pura luxúria, ele devora Branca ali mesmo, em sua sala, para que talvez os criados venham ver porque ela tanto grita "Sam".

《 Em uma floresta afastada da cidade 》

A neve costumava cair por ali. Era a direção oposta a casa de Sam, então não haveria nenhum risco deles serem pegos. Claro, este era um treinamento importante demais para ser visto. Esse treinamento consistia em Harriet derrubando árvores mágicas marcadas com um circulo.

Ela recebera uma foice de Caine, uma force que poderia se dobrar em uma pistola e magicamente se abrir em uma foice 35 centímetros maior que ela. Estava vestida com um vestido preto, sua parte de cima era um espartilho justo e de mangas longas, a saia e as mangas tinham babados vermelhos, que acompanhavam a capa vermelha de chapeuzinho.

Ela saltou e pulou agilmente, sua velocidade não tinha freios, ceifou todas as arvores, que imediatamente se regeneraram. Harriet terminou seu treino ali, caminhou em direção a que Caine deveria estar, com suas botas de cano longo afundando na neve.

– Caaaine! – Ela chama, não tendo sinal dele. Por causa do frio, recoloca seu capuz e guarda sua foice, que se transformara em uma pequena pistola guardada em sua cintura, no vestido. – Está bom assim?

Não havia sinal dele. Mas era costumeiro ele se esconder para ataca-la em todo final de treino. As árvores negras e sem qualquer folha se agitaram, Harriet se preparou para o bote de Caine.

No momento em que um lobo marrom pulou sobre a chapeuzinho, sua capa vermelha se explode em pétalas de rosa vermelhas, e então Harriet aparece atrás do lobo.

– Deveria saber que as pessoas não caem no mesmo truque mais de três vezes! – Ela sorri. Sua capa vermelha ainda estava com ela, o truque era só uma ilusão.

O lobo se torna lentamente e gradativamente Caine. Não era como nos filmes ou histórias, era com magica, com Glamour.

– Bom, agora que estamos prontos, só precisamos esperar até o baile da rosa no final de semana.

– Espero que Sam consiga ter alguma pista do culpado. Se possível, gostaria de terminar isso logo.

Era mentira. No fundo, ela não queria acabar logo com aquilo. Ela queria ter mais tempo com Sam. Ela queria que ele a amasse como ela o ama. Mas isso não ia acontecer não é? Porque ela era a chapeuzinho vermelho, a fabula sem graça, não uma princesa. Porque ela ainda parecia uma criança... Não, não era verdade.

Ela mudara. Agora ela era forte, menos tímida, mais segura de si. Seus cabelos estavam castanhos e seus olhos prata. Algo nela havia mudado, algo nela podia trazer Sam para ela.

Em um ato de rebeldia, Harriet puxa a pequena adaga que estava presa em sua cintura e segura seus cabelos longos e castanhos com a mão livre.

– Harry? – Caine chama, preocupado.

O som da lamina faz um tinido agudo quando ela corta seus próprios cabelos. Madeixas castanhas caem na neve branca -- o olhar dela era destemido e atraente. Caine podia ver seu pescoço agora... tão branco, liso...exitante.

Não conseguiu controlar a si mesmo e devora chapeuzinho ali mesmo. Em cima de sua capa vermelha, na neve. Beija seu pescoço com seus lábios macios e úmidos, despertando um calor que aqueceu Harriet. Ele praticamente rasga suas vestes para poder apoderar-se do corpo dela.

– Caine? – Ela consegue dizer.

– Você é minha agora. Só minha.

Notas finais
E então, o que acharam? Médio? nihihihih Espero que comentem pessoal, isso vai agilizar o proximo!!