Algo de errado em Fabletown
11 ❝Episódio 11 – Iniciado。
Notas iniciais

《 FACULDADE DE ARTES 》
Harriet era a próxima. Hoje, os testes de quem seria quem no teatro da faculdade estavam sendo feitos, e após dias matando aula – Embora ela tenha mostrado o atestado de que estava com catapora – ela finalmente volta. Selena quase lhe mata de tanto dar cadeiradas, estava muito preocupada com a amiga.
– Que papel você quer? – Selena indaga. Estavam em uma fila com o script em mãos.
– O da chapeuzinho – A amiga a olha com malicia, como se dissesse "uh, boa sorte" – Relaxa, vai ser tiro e queda.
(...)
– Sério? Caçador? – Ela ergue uma sobrancelha para o papel pendurado na parede. Era o final das aulas, e já receberam os papeis. Selena era a chapeuzinho.
– Foi mal, amiga! – Sê passava as mãos nos ombros dela.
Harrie estava inclinada na parede, com a cabeça abaixada. Como eu não consegui ser eu mesma?? Malditos covers da minha história. Os últimos dias tem sido corridos, ela mal conseguia lembrar de quando sua vida ficara tão complicada. Quando ela mudara tanto? Agora estava mais madura, com mais medo, mais forte.
Não conseguia conter sua saudade por Sammy. Mesmo que Caine a esperasse em um quarto na loja de arma dos três porquinhos, eles não estavam namorando nem nada do tipo. Para ela, ele era alguém que estimava e podia saciar sua cede por Sam, e para ele, ela era alguém que ele gostava e que saciava muito bem a sua fome. Ou ela pensava que sim.
Sua cabeça girava só de pensar. Ela toca seus cabelos curtos e castanhos – Não, agora eu posso tê-lo.
Seria muito vulgar da parte dela pensar isso? Com certeza, ela não poderia simplesmente largar Caine. Ele não permitiria. Soube no momento em que ele conseguiu o que queria, que não seria fácil se livrar dele.
Ela não simplesmente aceitou, ela fora completa e totalmente seduzida por ele. Por dias ele esteve tentando entrar em seu quarto a noite, tocou em seus seios, provocou sua feminilidade e outras diversas formas de seduções. Não conseguiu aguentar quando ele a atacou durante a noite -- Ele era tão igual a Sam. Como podia negar o que ela queria por tanto tempo? Foi então que aconteceu, ele a devorou. E doera, pois ele estava sedento por isso. Precisava se saciar.
– Você vai para casa agora? – Sê indaga, no corredor da faculdade. Muitas pessoas circulavam e queriam ver o resultado, então as duas se afastaram.
– Era a ideia, mas também não tenho o dever de ir. – Harriet explica, tendo em mente que se chegasse mais cedo não poderia sair da cama. Caine a estaria esperando.
– HOHO, então eu tenho a solução. – Ambas saem da faculdade juntas e vão até um barzinho perto da faculdade, onde outros colegas estavam com um chop em mãos.
Harriet não bebia com os amigos a muito tempo, desde que tudo aquilo começara. Fazia tempo que não visitava sua mãe, mas já tinha ligado pra avisar onde ela estava. Ela estava guardando dinheiro para comprar uma casa, não poderia morar na casa da mãe para sempre. Tudo isso fazia Harry pensar em como o lobo vivia antes de tudo isso começar. O que ela sabia sobre ele era que Sammy resolvia todos os pequenos casos de violência no começo de Fabletown. Claro, muitas intrigas começaram, já que os mocinhos e os vilões estavam a solta. Depois que perceberam que sua vida estavam nas mãos de outros, acalmaram-se e Sam ficara temporariamente inútil. Ela sabia que ele conduzia muitas garotas para sua casa e também frequentava muitos bordeis para saciar sua fome.
– Acho que eu vou indo pessoal, está ficando tarde. – Selena faz uma cara feia, mas não a impede.
– Vê se não vai ser estuprada na rua em! – Ela brinca. Não, isso provavelmente vai acontecer em casa.
《Dentro da casa de Sam》
Fazia muito tempo que não voltava para casa. Estava gastando muito dinheiro em glamour, porque não tinha onde dormir então virava um lobo para dormir em algum lugar escondido – Porque o lobo era grande demais para ser visto por humanos. As vezes dormia com alguma mulher, as vezes pagava um hotel... tem vivido assim desde que Harriet e os mistérios em Fabletown começaram.
Ele caminha até o banheiro, faz o que precisa fazer e toma um banho. Quando termina, amarra a toalha na cintura e vai até o espelho para escovar os dentes e depois o cabelo. Mesmo ele tendo matado várias pessoas, seu cabelo continuava castanho, tudo isso graças ao treinamento.
Como será que Harriet estava se saindo? Será que o Branca disse era verdade?
Sammuel vai até sua cama e se senta lá, não preocupado se alguém poderia vê-lo nu. Ninguém viria até ali.
Era tão frustrante. Ele estava começando a sentir falta dela, mas não iria ceder, não iria dizer, afinal, nunca seria correspondido. E porque isso importava afinal? Ela era uma criança!
Não... ela tinha crescido de um tempos para cá, o desespero e o medo trouxeram a responsabilidade e a dureza para ela. Mesmo assim, não importava. Ele quase perdeu o controle com ela uma vez, quando ele viu seu pescoço nu, o lugar mais sensível para carnívoros como ele verem. Se ele cedesse, certamente teria devorando-a.
Alguém... ele precisava devorar alguém.
Mordeu o próprio lábio, tão forte e com tanto desejo e cede que ele começa a sangrar. Era como comer muitas coisas salgadas e não ter nenhuma bebida por perto, aquilo não passava e não enfraquecia – pelo contrario, aumentava. Não tinha como chamar ninguém, também não chegaria rápido a tempo e nem com paciência de cantar uma mulher, ou até mesmo pagar uma.
Decide aliviar a si mesmo, e toda vez que fantasiava algo, apenas ela vinha a sua mente.
《 Dia do baile da Rosa 》
O baile era essencialmente feito para homenagear as rosas da vida e também para se socializarem com humanos, que mal sabiam do verdadeiro motivo do baile. Os principais homenageados desse evento eram: Antony Caterpillar, Lucas Beast (a fera) e Harriet RedHood. O baile acontecia em uma grande mansão, no estilo de fábulas, onde se tocava muita música e as comidas eram magicamente irresistíveis. Além do mais no final de tudo, uma chuva de rosas acontecia.
As princesas amavam esse evento, pois elas podiam exibir seus príncipes e seus vestidos carissimos.
Sammuel chegou primeiro, estava se sentindo um pouco cansado da noite passada. Depois de quinta-feira – hoje era sábado – chegou à conclusão que precisava de um carro. Então, após falar com Caterpillar, conseguiu um carro grande o suficiente para passar pela neve e discreto o suficiente para encarar esse mistério.
Para o baile, estava elegantemente vestido com um terno, mas não pode aguentar e afrouxou a gravata e abriu dois botões, era apertado demais para ele. Seus cabelos eram de matar, longos e jogados para trás. As princesas já estavam discretamente dando em cima dele.
Lewis, o chapeleiro chega para cumprimenta-lo. Estava vestido como sempre.
– Como está Sam? Grande dia! – Ele diz, apertando a mão de Sam em um cumprimento amigável. – Harriet deve estar nervosa. Aliás, onde ela está?
– Não está comigo Lewis, ficou em um treinamento de licença para matar faz algumas semanas, com Caine. – Ele secretamente procurava por ela.
– Com Caine? – Ele leva sua mão até o queixo e fica pensativo. – Vi ele indo para um prostibulo não faz muitos dias, lobos tem um sério problema não é? Assim como bruxas precisam de uma dose de maldade, e princesas precisam de beleza, lobos precisam saciar sua fome. Deve ser difícil, Sam.
– Sim... espera- Caine foi para um prostíbulo? – Isso queria dizer que ele não tinha feito nada com Harry?
– Acho que uma humana por dia não é o suficiente... Ei, olhe, o baile da Rosa vai começar!
Se o baile da Rosa ia começar, isso significava que os três representantes iriam fazer a abertura do baile no canto do salão, onde havia um palco para os músicos ficarem. Sammuel ficou imóvel, com os braços cruzados, observando atentamente se Harriet iria aparecer.
O salão do castelo tinham enormes janelas e algumas com clássicas sacadas, de forma que quando os três subiram ao palco, a lua foi a principal luz. Primeiro, Caterpillar, elegante em seu terninho cor creme, o velho necessitava de uma bengala para andar. Segundo Beast, com seu terno preto e a gravata dourada, tinha os cabelos presos em um mini-rabo de cavalo. E por último Harriet. Estava trajando um vestido vermelho com um laço nas costas, curto e cheio de camadas e babados. Sapatos altos e maquiagem bem feita, mas agora seus cabelos estavam curtos e castanhos e os olhos prata.
Sammuel uniu o cenho, surpreso e encantado pela beleza dela.
– Senhoras e senhores, nós, os defensores da rosa, sem mais delongas, iniciaremos o Baile da rosa desse ano! – Fora Caterpillar quem anunciou, os outros só faziam papel decorativo, até porque, não havia muito o que falar.
Sammy deslizou pelos convidados até a escadinha do palco, só para ver Harriet estendendo a mão para Caine. Ele estava vestido exatamente igual a Sam, exceto os olhos e os cabelos que estavam para baixo, ao invés de jogados sutilmente para trás.
Caine pegou a mão de Harriet e então ela desceu o último degrau e foi até ele. Ambos sorriam, embora Harriet parecesse um pouco melancólica.
– Ei, pirralha – Ele chama, não perdendo a pose.
Ela vira seu rosto lentamente, com seus olhos brilhando, já com um sorriso sarcástico no rosto.
– Totó! – Ela solta a mão de Caine, e Sam pode ver ele se enfurecer por dentro. – Er...Como estamos? Descobriu alguma coisa? Haha.
– Ah, sim. – Ele disse meio desanimado, ela podia ter dito algo melhor. – Parece que Malig está sumida fazem meses.
– Bem, podemos considerar que quem não está aqui certamente são candidatos a culpado? Vamos esperar mais um tempo e perguntar para o responsável pela lista.
– Como queira. – Um garçom passou com bebida e os dois pegaram, Caine não quis – Como foi o treinamento?
Se lembrando sobre o treinamento, ela não pode deixar de pensar nela e no Caine juntos, e agora ela estava realmente nervosa. Caine se tornara muito possessivo, e agora ele estava no seu caminho para conseguir Sam para ela.
– Ah, foi muito bom. – Caine responde. Harriet tenta dizer alguma coisa, mas é silenciada por ele – Harriet é realmente forte e encantadora, já provou, Sammuel?
Chapeuzinho não entendeu se eles falavam sobre o caso entre ela e Caine ou ele estava simplesmente elogiando seu desempenho. Para sua surpresa, Sam mordeu o lábio com impaciência. Estava hesitante e não sabia o que deveria responder.
– Acho que isso não é da sua conta, e se me der licença, eu tenho mais o que fazer nesta festa. – Sammuel começa a se retirar, mas chapeuzinho agarra sua manga antes.
– Espere, eu vou com você.
– Fique comigo, Harriet – Caine fez uma voz de pidão, contudo, no fundo dava pra ver que ele quase estava ordenando.
– Não posso Caine, tenho uma investigação – Ela diz, segura de que essa desculpa estava plausível. Sam não espera mais nem um segundo e arrasta Harry com ele.
Eles passam por todos os convidados que dançavam, comiam e bebiam e foram para um canto, e ambos se encostaram em um pilar próximo a parede. Sam estava atento a qualquer movimento, verificando quem estava e quem não estava, contudo, não conseguia deixar de querer olha-la. Já Harriet o olhava descaradamente, com seus olhos prata atentos e brilhantes na direção de Sam.
– O que foi? – Ele pergunta, curioso com o olhar dela.
– Você já pensou que nós deveríamos pensar no motivo de tudo isso, para tentar chegar ao culpado? – Ela fica pensativa, com a cabeça inclinada. Seu vestido era do tipo que não possuía nada para segurar seus ombros, então eles estavam sensualmente expostos. Isso quase matou o auto-controle de Sam. – Pensei nisso agora.
– Deixe me ver, se apodera de personagens de fabulas e manda eles buscarem você, além de matar Turtle. Não consigo pensar em alguma coisa, se foi atrás de você, provavelmente queria ter controle de todas as vidas.
– Não é só isso, ele foi atrás de personagens secundários. Claro, eu não conto.
– Não podemos esquecer de considerar Malig e um herói, Woodsman. – Ele dá de ombros – De qualquer forma, tenho certeza que hoje ficará mais claro.
Eles ficam um tempo olhando para a festa, não dançaram, só bebiam quando o garçom oferecia. Cumprimentaram as fábulas que passavam e conversavam sobre coisas banais. Sammuel não aguentou isso por muito tempo, ele era reservado mas também não gostava de ficar curioso.
– Ele comeu você, não comeu? – Ele indaga, repentinamente.
Harriet olha para ele assustada, nervosa demais para responder. O que ela diria? Que sim? Que não? Mentiria para Sam? Tinha necessidade? Acabaria com as chances dela com Sam? Eram tantas perguntas girando em torno da cabeça dela -- não importava o quanto ela tivesse mudado, era tarde demais, no fundo ela era Harriet RedHood, a menina teimosa.
– Pelo silencio, ele devorou você. – Ele olha para ela, e ela percebeu que ele estava um pouco magoado.
Uma vez, a mãe de Harriet, como sempre, lhe deu um de seus concelhos. “Palavras não ditas se tornam venenosas, Harry.”
Dá pra chegar nele? Ou está fora de alcance?
– Ele se parece com você – Ela diz, tremula, olhado para todos os lados, depois foca o rosto de Sam, e teve que se segurar para não gritar – Foi porque ele parece com você!
Os olhos de Sam se arregalaram, e lentamente fecharam até chegar ao tamanho normal. Seus lábios se apertaram.
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