Algo de errado em Fabletown
15 ❝Episódio 15 -– Olhos brilhantes。
Notas iniciais

❝ A fera rasteja, procurando pela próxima presa ❞
Sammuel estava perplexo demais para se mover imediatamente. Ela estava desabotoando sua camisa freneticamente, e quando terminou, a jogou para longe. O lobo compreendia o que estava acontecendo agora, e não tinha motivos para detê-la, pelo contrario, queria mantê-la ali com ele. Sem Caine ou qualquer outra fábula. Apenas a lua sabia da verdade.
A luz fraca do quarto era o suficiente para iluminar os olhos de ambos, que nesse momento estavam colados. Harriet estava só com suas peças íntimas, eram cor de rosa e cheia de babados.
— Harry, eu... — Mas ela não permite que ele fale. Lentamente, quase como uma cobra, ela desliza pelo seu peito definido, sentindo o calor e a sensação de sua pele na dela. Isso a fez derreter. Seus lábios estavam próximos, e antes de beija-lo, ela pode sentir o cheiro quente tinha.
Não conseguiu segurar mais, assim que ela começou a beijar Sam, seus instintos vieram à tona. Aquilo não era um beijo carinhoso, era um beijo de puro desejo. Era tão bom, tão feroz. Sammuel puxava os lábios dela, dando mordidinhas de leve — as vezes o lábios sensíveis de Harriet sangravam, mas curava imediatamente, deixando o sangue nos lábios de ambos.
Ele amava esse gosto. Ele ansiava por esse sabor que só ela podia proporcionar.
Finalmente ele assume o controle, leva as mãos a bunda de Harriet e a agarra com força, chegando a arranhar sem querer tê-lo feito.
— Não tem problema, Sam — Ela o tranquiliza, lentamente leva as mãos até o cinto do jeans escuros de Sam, então começa a despi-lo em baixo. — Somos fábulas, eu posso me curar. Por favor, me deixe te ajudar.
— Eu não vou... machucar você desse jeito.
Sua natureza cruel
Seu sangue como gelo
Um olhar poderia matar
Minha dor, sua vibração
Eles estavam no meio da cama, e para convencer Sammy, Harriet leva seus lábios até o membro de Sammuel. Ele geme no mesmo instante, era alto, rouco, cheio de desejo — música para os ouvidos de chapeuzinho. Sua boca era pequena e apertada para o falo de Sam, e isso deixavam as coisas melhores.
— Acho que vai.
Quero te amar, mas é melhor eu não te tocar
Quero te abraçar, mas meus sentidos dizem para eu parar
Quero te beijar, e quero muito isso
Quero sentir seu gosto, mas seus lábios são venenosos
Veneno...
Você é veneno correndo em minhas veias
Você é veneno, eu não quero quebrar estes elos.
Ele não podia se conter mais, arranhou ela com o minimo de força que pode, mas ainda sim havia sangue — nenhuma ferida, mas sangue. Sammy lambe as próprias mãos, sabendo que nunca se sentiu tão satisfeito em toda sua vida "humana". Infelizmente era isso que ele realmente era, um animal. E só havia uma pessoa no mundo que o completaria, e ele sabia, nesse momento, que era ela.
— Ha...rri...et.. — Ele geme baixinho, jogando a cabeça para trás.
Sua boca tão quente
Fiquei presa em sua teia
Sua pele tão molhada
Laço escuro, no sofrimento
Quando ela termina, ele agilmente gira os corpos para ficar por cima, e imediatamente mergulha os lábios nos dela enquanto suas mãos a umedeciam. Ela queria gemer, ela queria ter ar para gemer mas os beijos de Sam não permitiam. Quando ela já está úmida, ele remove seu sutiã e atira para longe, quase o rasgando.
— Sam! — Ela finalmente pode gritar o que sempre quis gritar enquanto gemia. E agora que começou, não conseguia parar.
Ouço você chamando e são agulhadas e alfinetadas
Gostaria de machucá-lo apenas para ouvi-lo gritar meu nome.
Não quero tocá-lo, mas você está sob minha pele
Quero sentir seu gosto, mas seus lábios são venenosos
Suas mãos passeavam livremente pelas costas do Lobo, era tão firme, tão quente... ela o arranhara, e Sam geme baixinho, dizendo "puta que pariu". O sangue dele agora se misturava com o dela, o que poderia ser perturbador para qualquer pessoa que Sam devorou, mas não para ela.
Harriet empurrou Sam, de forma que ele ficasse sentado para que ela pudesse montar nele. Seus cabelos castanhos caíram no rosto quando seu corpo se inclina sob o dele.
Ele estava dentro dela agora, mas não todo. Machucava demais receber esse novo tamanho de uma hora para outra.
— Você está bem? — Ele indaga, um pouco preocupado, já que ela gemeu de um jeito diferente e inclusive gritou um "ai!".
Ignorou a pergunta dele, e começou a se mover rapidamente, flexionando as pernas. "Grande demais!", Harriet já não estava mais ali, estava em outro mundo, seu corpo ardia em chamas e Sammy podia sentir isso — estava tão apertado que ele poderia gozar a qualquer momento. Apertava os lençóis, rasgando-os no processo; tendo que optar por arranhar o colchão, fazendo dele algodão em segundos.
Harriet estava agarrada nos cabelos dele, e mesmo sem ela perceber, os seios dela acabaram ficando no rosto de Sam — Ele aproveita para chupa-los, dando mordidinhas suaves, porque ele sabia que isso machucava. No meio de todo aquele paraíso, foi chapeuzinho quem não aguentou e acabou gozando antes. Ela poderia prosseguir imediatamente, já que era mulher, mas seu corpo estava exausto.
Sammy viu o que tinha acontecido e acaba cedendo aos seus sentimentos dessa vez, não aos instintos: Ele a beija apaixonadamente. Seus lábios se enroscam enquanto as mãos de Sam apertavam a cintura dela, erguendo-a e abaixando-a.
Ele estava a ponto de gozar quando diz: — Eu amo você.
Harriet desmaia.
⊰ Ainda na casa do lobo mau ⊱
Chapeuzinho acorda antes, em um sobressalto, como se saísse da água após ficar minutos aguentando a mais do que poderia. Sammy estava ao seu lado, com as mãos próximas a ela, parecendo que acariciou sua cabeça até cair no sono.
"Eu e Sam... ele disse que...me ama."
Ela inclina seu corpo para frente, fazendo o lençol cair, e quando desce, busca suas roupas e as veste rapidamente. Ousadia tinha limites para ela.
Havia um cheiro diferente no ar, um cheiro que ela não tinha sentido antes. Ela faz uma careta e começa a caminhar pela casa, com a sua foice nas mãos. A casa de Sam ainda estava intocada — revirada — mas intocada desde então.
A casa abandonada da floresta de Sam, começava com a sala, onde havia uma lareira e uma poltrona velha. As paredes eram de tijolos laranjas e o chão de madeira escura. Depois disso, um pequeno corredor que tinha duas portas no fundo, uma para o escritório e a outra para o quarto. O escritório era um quartinho cheio de livros antigos, jornais, papeis agora roubados e uma mesa com um lustre. Ao lado de alguns papeis e das canetas de Sammy, havia um telefone, e para sua surpresa, ele começa a tocar.
Ela fica dividida em atender e deixar para lá, no fim opta por atender, não queria acordar Sammy agora. Estava feliz demais e não saberia lidar com ele agora — então pega o telefone do gancho.
— Alô?
Um som estranho de chamas ardendo invade seu ouvido, não podia ser da casa de Sam, pois o frio soprava dentro daquela casa.
— Precisamos de você, Harriet — Ela salta de susto, mas se recompõe rapidamente. De quem era aquela voz?
— Não to nem aí, parem de tentar me buscar! — Ela diz, autoritária, tentando engolir o medo que sentia. — Eu mato qualquer fábula, é só eu descobrir quem é que está por trás disso!
— Falando em atrás...
Era tarde, quando ela finalmente se vira, algo já estava atrás dela e pronto para o que veio fazer.
Ela só via aqueles olhos brilhantes...
Tudo fica escuro rapidamente, e ela se pergunta porque não sentiu a presença de sua rosa.
"De quem são esses olhos?"
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