Alexis

2 Capitulo 2


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOIIIIIIIII. 5 favoritos e quatro (acho que é isso) reviews. ♥ vou postar hoje o capitulo por isso!! Espero que gostem.

— Ei anã! Pergunta pros teus pais se você pode ir com a gente em um evento hoje! É sobre arte e tals - Disse Eve do outro lado da linha.

— Duvido eles deixarem, cara. Espera aí! — Falei largando o celular na cama.

Desci as escadas correndo — quase caindo de cara no chão — procurando meus pais.

— Oi pai, oi mãe! Vocês são tão lindos, legais…- abracei os dois.

— O que tu quer, Alexis? — Perguntou meu pai rindo.

Sorri os largando e sentando em frente aos dois no sofá.

— Eve e Mel querem saber se eu posso ir em um evento com as duas hoje. Vocês deixam? por favoooor - implorei.

— Não dá, Alex. Hoje vai vir a família do seu pai pra cá e nós precisamos que você esteja aqui. — disse minha mãe.

— Mas que saco! Eles nem gostam de mim e eu nem gosto deles! — Falei subindo as escadas e voltando ao meu quarto. — Eve, não dá. Vai vir a família chata do meu pai pra cá hoje e eu tenho que fingir que sou legal.

Eve bufou.

— Novidade você não poder ir. Então tá, né? Boa sorte com esse encontro familiar.

— Valeu. — Agradeci terminando a ligação.

Era tudo o que eu mais queria, um jantar em família.

Eba!

Acordo dando um pulo de minha cama, o suor escorrendo por minha testa estava me deixando louca.Além da minha boca seca implorando por um copo d’água. Maldito calor!

Suspiro assim que lembro do encontro familiar que irá ocorrer esta noite. Eu nem sequer sei o que vou vestir, ou como vou suportar tanta falsidade. — Minha mãe me ajudará com a última parte.

Levanto da cama e ando até o meu pequeno guarda-roupas. Pego algumas peças de roupa e me sento na cama analisando uma por uma. Vestido, calça, um jeans desbotado, um shorts cintura alta... Nada me agradava.

Pego uma saia preta, de couro e cintura alta juntamente com uma cropped listrada — preto e branco — Analiso o look e concordo com a cabeça para mim mesma. Vai ser isso mesmo que eu irei usar! Sorrio satisfeita e vou até o banheiro obviamente tomar um banho.

Praticamente pronta, termino minha maquiagem — neutra, pois a única coisa que fiz foi passar corretivo, pó, um batom da cor vinho e rímel — ando até meu criado-mudo para pegar meu perfume e o passo sem ter pena de gastar, por fim me sento em minha cama esperando os familiares virem infernizar. — quer dizer, me visitar.

— Alexis! Desce que o pessoal chegando! — Gritou minha mãe.

— TÁ! — Berro de volta. Ligo para Eve antes de descer. — Oi, como tá por aí?

— Oi amiga! Legal...Espera aí Mel! É a Alexa. — Falou Eve respondendo a mim e a Mel ao mesmo tempo. Sorrio. — E você aí?

— Um saco. O pessoal tá chegando. — disse me olhando novamente no espelho;

Eve riu.

— Que pena, amiga, mas boa sorte.

— Obrigada. Tchau tapada! — Brinquei.

Jogo o celular em um canto qualquer do quarto e desço as escadas com pressa.

— Oi Alexis! — Minha tia diz me cumprimentando com um beijinho em minha bochecha. Sorrio a abraçando. Minha tia Martha é a mais legal, vive com os meus pais e é a mais brincalhona.

— Oi tia! Tudo bem? — Pergunto sorrindo.

— Tô bem, tô indo... Seu tio postiço veio também, vai falar com ele! — Ela fala me empurrando até o homem.

— Oi tio Marcos. — Sorrio. Minha boca doía de tanto sorrir.

Ele me abraça.

Oii dona Alexa. Nunca mais tinha te visto, tem lido o que esses tempos? — Meu tio Marcos é extremamente palhaço, mas adora conversar comigo sobre livros quando pode.

— Na verdade nada. Não tive tempo. — Respondo me sentando.

— Que pena...Ei, chegou mais gente, vai lá mostrar quem é a linda!

Dou uma risada marota e ando até a porta. Me esforço para não revirar os olhos assim que vejo minha tia Joana e sua família nojenta em minha porta. Ela me olha com um sorriso falso e me abraça.

— Oi Joana. — Eu não consigo chamar de tia uma mulher louca como ela. Sorrio devolvendo o abraçado com batidinhas em sua costa

— Oi prima. — Fala meu primo me analisando da cabeça aos pés com uma cara de pervertido. Me permito revirar os olhos e sorrio engolindo o nada.

— Oi, Pedro. Oi Alice. — Cumprimento as duas najas paradas em minha sala. Meu tio Roberto não parava de olhar para minhas pernas. Bufo irritada e ando até minha mãe. — Mãe, me ajuda ou eu vou acabar socando a cara da família exemplar. — Sussurro para que só ela possa ouvir. Ela ri me servindo um suco.

— Ignora, Alexa. Vai pra um cantinho e espera a sua outra tia chegar. Falta só ela, pois a sua tia Carmen não pôde vir por motivos de o filhinho dela escroto estar doente. — Ela responde antes de ir conversar com o pessoal.

Oi..— Sussurra alguém em meu ouvido. Viro assustada para vem quem é me segurando para não matar a pessoa.

— Ah, oi Bernardo. — Sorrio. Meu primo Bernardo é o primo mais companheiro que tenho. Vivíamos juntos quando éramos pequenos. Dormíamos juntos, íamos pra praia juntos. -nunca nos pegamos, juro — Na verdade Bernardo não é meu primo de verdade, é só por consideração.

— Então, nós só compramos roupa de marca, né? Comprar roupas em comércios qualquer? Minha filhinha só tem que usar roupas de qualidade, não é, amoreco? — Diz Joana encarando a filha, essa mulher se acha rainha do mundo. Acabo rindo debochadamente e como consequência todos viram para me olhar.

— Lembrei de uma piada. — Explico dando de ombros e forçando uma cara inocente.

— Ah não, Joana! A Alexa só usa roupa de pobre, na verdade eu compro em brechós onde normalmente as roupas vendidas são de gente morta, sabe? — Abaixo a cabeça e começo a rir. Minha mãe era um nojo quando queria provocar.

Joana olha para minha mãe com cara de espanto enquanto meu pai a encara com reprovação. Bernardo ria sem parar do meu lado. O resto da família apenas nos olhava sem parar de comer. Ô povo pra comer, meu Jesus.

Depois de alguns minutos todos já haviam terminado de comer e estavam conversando entre si. Eu estava sentada em um canto da sala ouvindo música em meu celular. De vez em quando meus tios puxavam assunto comigo, faziam palhaçadas, mas eu ficava mais na minha. Bernardo terminou de conversar com os primos da família terror e se aproximou de mim.

— Oi de novo. Tá ouvindo o quê? — Ele perguntou curioso.

— Arctic Monkeys. Já ouviu? — Perguntei de volta.

— Não...Mas deve ser legal. — Bernardo respondeu sorrindo.

— É sim. Ei, comprei alguns cds de jogos semana passada. Quer ir ver?

— Opa! Bora. — Bernardo fica odo animado quando se fala de jogos.

— Mãe, pai...Vou mostrar pro Bernardo aqueles jogos que eu comprei semana passada, depois a gente volta, tudo bem? — Perguntei falando baixo.

— Ok, Alex. — Permitiu meu pai sem prestar muita atenção.

Puxei Bernado segurando as mãos do garoto e subi as escadas correndo, rindo aliviada por poder sair daquela sala.

— Então... fecha a porta! — Mandei pegando os cds da minha estante. — Olha…- entrego os cds para o garoto.

— Não brinca que você comprou Life is Strange, Alexa! Que foda. — Bernardo falou animado. Sorri com a mesma animação.

Bernardo e eu deitamos um do lado do outro, eu me sentia a garotinha de nove anos novamente. Ele olhou para meu corpo e olhou para mim confuso, porém, segurando uma risada.

— Que foi? Perguntei arqueando uma sobrancelha.

— Você é muito pequena, mano. Quanto tu tem de altura? — Ele questionou gargalhando.

Bufei dando um tapa bem forte no braço do garoto.

— Cala a boca, e ei, você é um poste, né? Não vale! — Exclamei séria. — Eu tenho um e cinquenta e oito, licença? Obrigado.

— Eu tenho um e oitenta e seis e tenho dezenove anos, você com dezesseis praticamente dezessete tem um e cinquenta e oito e ainda briga comigo? Briga com seus pais por terem feito você anã.- Rebateu Bernardo rindo ainda mais.

O encarei irritada.

— Você precisa rir um pouco... — falou me olhando com cara de psicopata.

— O q...AH, SAI DAQUI DESGRAÇA! BERNAAARDO, ME LARGA, POR FAVOR! — Gritei rindo histericamente. Bernardo sentou em meu quadril e começou a fazer cócegas em minha barriga.

Eu lagrimava de tanto rir. Bernardo se aproximou ainda mais de mim e começou a fazer cócegas em meu pescoço. Eu me contorcia desesperada tentando fazê-lo parar, mas eu estava sem forças.

— Por favor...Bernardo…— Supliquei cansada de tanto rir. O garoto parou com a sessão tortura e me encarou por alguns longos segundos.

Sorri para o mesmo que sorriu de volta. Ele não parava de encarar meus lábios, depois de mais alguns segundos ele acabou me beijando. Bernardo não tem medo da morte?

Depois de uns cinco segundos fora do planeta terra eu acabei lembrando do que rolava. Acabei cedendo a tentação e retribui o beijo do poste. — Vulgo Bernardo. As mãos de Bernardo apertavam minha cintura enquanto eu continuava imóvel. Ele pediu passagem para a língua, mas eu o empurrei me sentando na cama.

— Isso não é certo. Porra Bernardo, você sabe o que eu acho em relação a isso. — Indaguei nervosa.

— Alexa, você sabe que eu gosto de você, sabe que eu sempre gostei. Você mesma já admitiu que já gostou de mim, então por que não pode me beijar? Não é incesto, não somos primos!

— Eu não ligo se somos primos ou não, a questão não é essa. Eu...Eu não me sinto bem, você sabe que eu não quero namorar com você. Eu não me sinto mais assim em relação a você, sabe? — Expliquei afundando minha cara em meu travesseiro.

Ele suspirou chateado e puxou o travesseiro de meu rosto.

— Será que ao menos me beijar você pode então? Preciso matar essa vontade. — Bernardo perguntou fazendo uma cara de coitado.

Rolei os olhos e ri. Que mal poderia acontecer só com um beijo? Não vou mentir e dizer que não sinto vontade de pegar ele. Bernardo se aproximou novamente de mim e me beijou. Ignorei a culpa em minha mente e retribui o beijo. Minhas mãos foram parar em seus cabelos enquanto as dele estavam novamente em minha cintura. Ele riu durante o beijo me fazendo rir também. Sua língua pediu passagem, abri mais a boca permitindo que o beijo ficasse mais profundo. Um beijo estranho, mas lento e excitante. Nossas línguas dançavam em boa sincronia, pra finalizar ele deu vários selinhos em meus lábios e um beijo na ponta do meu nariz;

— BERNARDO! PARA DE JOGAR COM A LEXIS, NÓS JÁ VAMOS. — Berrou o pai do garoto. Nós rimos juntos levantando da cama;

— Vamo logo. — falei o puxando até as escadas — Ah, pera, se você contar pra alguém o que aconteceu aqui eu vou enfiar uma faca na sua garganta! — Ameacei o garoto o socando no braço.

— Ai! Tá bom, garota. — Ele riu descendo as escadas ao meu lado.

— Ah, aí está você. Se despede do pessoal, filho, nós já vamos. — disse o pai do poste me abraçando. — Tchau Lexa, foi muito bom ver você. Você é uma menina incrível.

Sorri.

— Obrigado. — Respondi — Tchau Bernardo.

Bernardo sorriu me puxando para um abraço. Todos ali viraram para nos olhar, eu conheço Bernardo há tanto tempo e nós nunca tínhamos nos abraçado de verdade antes, ele nunca gostou de se despedir de mim. Enfim, Bernardo me abraçou forte e riu.

— Tchau prima.

Ele falou antes de ir embora.

Eu não consigo dormir. Meu Deus, alguém me ajuda!

A culpa corroía minha mente, eu não podia ter uma crise de ansiedade no meio da madrugada, porra. Bufei irritada me debatendo na cama, tentando — frustradamente — tirar os pensamentos ruins de minha mente. Eu não podia ser um ser humano um pouco menos complicada? Por que caralhos eu beijei o Bernardo? Eu me odeio. Eu só faço merda.

Levanto e começo a procurar meu remédio de enjoo. O motivo? Ele me faz dormir. Eu tenho aula de manhã, preciso dormir! Encontro um comprimido e o engulo com a ajuda de alguns goles d’água. Deito novamente em minha cama e coloco algumas músicas relaxantes para tocar.

Depois de dez minutos meus olhos começam a pesar e tudo a ficar mais escuro, e por fim, adormeço.

Notas finais
gostou? deixa um review, bejo no coraçã1 ♥