Alexander And Michel
3 Capítulo 3: Para sempre, sempre e sempre!
Notas iniciais
Boa leitura!
-Ale... – eu ia chamar por seu nome e perguntar o que ia acontecer, mas ele fora mais rápido do que eu e colocou sua mão gelada sobre a minha boca, para que eu ficasse quieto. Senti minhas bochechas queimarem.
-Fique quieto. – ele sussurrou para mim, o que apenas fez meus rosto esquentar mais ainda e meu coração acelerar.
De repente senti meu corpo sendo virado, batendo com as minhas costas no corpo de Alexander, enquanto os barulhos dos passos e de meu coração apenas aumentavam cada vez mais.
Eu queria dizer novamente “Eu te amo Alexander” já que agora estávamos mais... Próximos. Seu corpo não era tão gelado como eu pensava, pelo contrário, ele era até quentinho e aconchegante, mas anjos são ainda mais quentes.
Os passos estavam chegando mais e mais perto, acabaram parando encima de nós, mas eu não prestei muita atenção, porque o lindo e perfeito Alexander está verdadeiramente me abraçando! Ok, ele não está me abraçando, apenas quer que eu fique quietinho, mas, eu sou um anjo, tenho que ter pensamentos positivos! É isso que os anjos sempre me ensinaram, porque pensamentos bons atraem coisas boas para pessoas boas.
-Desculpe Lua, ele fica mudando a direção e o modo como se move, eu... Não consigo mais achar o rastro dele. – aquela voz era a mesma voz angelical de antes, mas eu não sei dizer se é da garota de cabelo branco ou a de cabelo negro. Se eu não tivesse visto as asas delas, apenas escutado essa voz e visto a aparência, eu diria que a menina de cabelo branco é um anjo, mas eu vi aquelas asas estranhas, eram de anjos, porém negras... Anjos Negros...? Espera, elas são os Anjos Negros!
-Tudo bem Renne. Não será hoje, mas eu juro que terei minha vingança contra Alexander, ele presenciará algo muito pior que o inferno...
Oh, que palavras fortes e malvadas! Que feio, desejar vingança contra alguém tão incrível como Alexander... Ah, já sei o porquê! Porque Alex matou um Anjo Negro... Não importa! Eu nunca vou deixar elas tocarem nele!
-Vamos voltar Renne.
Os passos foram se afastando até eu não conseguir mais ouvi-los. Alexander retirou a mão de minha boca e suspirou, já eu sorri e o abracei, beeeeeem forte!
-Anjo nojento! Sai de perto de mim!
-Não.
Eu não gosto de desobedecer ninguém, mas assim como Alexander, não me matou mesmo dizendo que queria, ele diz que não quer me abraçar, mas na verdade ele quer sim, porque eu o amo.
Acabei sendo afastado contra minha vontade. Eu estava sentindo sua mão gelada na minha testa e em meus cabelos macios, tentando me afastar. Eu quero continuar abraçando Alexander, por isso estiquei ambos meus braços e abri e fechei minhas mãos várias e várias vezes. Fechei os olhos e tentei a todo custo me aproximar para poder abraçá-lo, mas não consegui.
-Estúpido. Só porque salvei sua vida não significa que possa me tocar! Ainda vou matá-lo. Ajudei-lhe apenas para salvar a minha própria pele.
Eu parei de tentar alcançá-lo, abaixei os braços, deixando eles penderem ao lado de meu corpo e sorri.
-Eu aaaaaaaaaaamo você, Le! – eu disse super animado e, como Le havia tirado a mão de minha testa olhando-me surpreso eu o abracei.
-Você é repugnante! E quem você está chamando de “Le”? Ninguém me chama por um apelido, menos ainda um ridículo como esse! Me solta logo seu desgraçado, eu vou matar você aqui e agora! Vou acabar com esse seu sorriso idiota arrancando os dentes um por um e queimar suas mãos para que nunca mais possa me tocar!
Alexander é muito bobo, ele ainda não entendeu que nunca irá me machucar, eu confio totalmente nele. É tão bobinho...
Ah, que sono... Bocejei. Por que será que estou me sentindo assim? Não sinto sono dês de que morri. Acho que preciso descansar um pouco. Soltei Alexander e esfreguei de leve meus olhos para tentar ver melhor, mas estava tudo tão escuro... Achei! Acho que tem algo ali! Toquei e senti algo macio, perfeito para eu descansar, então, me deitei naquela coisa macia que acabara de achar.
-O que você pensa que está fazendo?
Não consegui ver Alexander, então já que não posso olhar para algo lindo e maravilhoso, fechei os olhos, sentindo mais sono ainda. Acho que vou acabar dormindo aqui mesmo.
-Eu estou com sono.
-Eu sei que você está com sono, afinal, está noite, hora dos anjinhos asquerosos se retirarem e ir dormir, mas não na casa de dois demônios! Ainda mais a minha casa! – ele dizendo estas coisas parecia tão brabo. Por que tanto estresse?
-Alexander? O que está acontecendo? – era a voz do irmão mais novo de Alexander, bem, eu acho que mais novo, porque ele era menor. –Esse anjo continua vivo? E você trouxe ele para casa? Alexander, você...
-Cala a boca, Richard.
Eu ri um pouco. Le estava me defendendo e nunca me mandou calar a boca. Mas eu acho que o irmão dele ficou triste por ele ser tão bonzinho comigo e tão brabo com ele, tanto que ele começou a gritar.
-Eu vou fazer você implorar pela morte, desgraçado!
Ele quer matar Le?
Não! É comigo! Será que é porque eu sorri? Não sei, mas quando eu abri os olhos haviam irís vermelhas se aproximando, olhos parecidos com os de Alexander, mas os de Le são muito mais lindos e perfeitos. Aqueles vermelhos que emanavam fúria estavam me dando medo, já os de Alexander eu nunca temeria.
-Se tocar nele você morre.
O irmão mais novo parou no meio do caminho, jogando a cabeça para trás. Eu percebi que haviam puxando seus cabelos.
-Esse anjo agora faz parte de meus planos, mas de nada me adiantará se ele estiver machucado.
Le me queria em seus planos? Tudo bem, prefiro fazer algo por ele e poder continuar perto do que obedecer os anjos e matar um anjo negro.
-Parece que não agüenta ficar acordado por muito tempo a noite, então que durma, o usarei no pôr-do-sol, quando estiveres do modo que eu desejo. Richard, leve-o para seu quarto e mostre-lhe a cama.
-O quê? Meu quarto? E como eu fico? Onde vou dormir?
Alexander virou-se de costas e, por estar vestido de preto, eu só consegui ver sua pele clara, pois estava tudo realmente escuro.
-Você dormirá apenas durante o dia, o anjo a noite.
-Mas... O cheiro... Fios de cabelo... Tudo irá empestear meu quarto e minha cama!
-E daí? É seu quarto mesmo. Encare como um treinamento de resistência.
-Odeio anjos. – ele resmungou baixinho, mas como ele estava perto de mim eu escutei. –Vem logo, anjo imbecil.
Quando o irmão de Alexander... Ahn... Richard! Quando Richard puxou meu pulso, ele puxara o mesmo que fora machucado por Alexander quando ele me salvou, por isso doeu mais que o normal e eu choraminguei. Logo em seguida acabei sendo solto inesperadamente e caí sentado no sofá. Na minha frente, eu vi a mão de Richard, e em seu pulso se encontrava a linda mão de Alexander, enfiando com força as unhas pintadas de preto no braço do mais novo, fazendo o sangue dele escorrer.
-Um anjo machucado de nada me serve, então obedeça minhas ordens a risca, caso contrário você perderá a mão.
Coitadinho do Richard, não é culpa dele, eu já estava machucado... Bem, pelo menos agora eu sei que Alexander se importa muito comigo e nunca vai deixar ninguém me machucar, assim como eu nunca vou deixar ninguém machucá-lo.
-S-sim. Venha comigo anjo, me siga.
Eu levantei do sofá ainda sonolento e levemente tonto, esfregando os olhos para tentar enxergar algo naquela casa tão escura. Richard acabou me guiando até um quarto. Não vi o que havia lá dentro porque estava até mais escuro que a casa, mas consegui ir tateando e achar a cama, me deitei nela. O irmão de Le saiu do quarto rapidinho, sem nem um “Boa Noite”.
No silêncio, ouvi algo parecido com o estalar de dedos, em seguida uma luz acendeu-se na porta. Olhei na direção e vi meu amado (corei com essa palavra) Alexander ali, em pé, com fogo na ponta de três dedos. Ele é realmente inteligente, sabia que está difícil para que eu enxergue, mas, com o fogo ficou bem mais fácil, consigo vê-lo direitinho.
-Espero que tenha sorte e não morra, pois você me será muito útil.
Que bom! Eu serei útil para Alexander!
-Eu não vou morrer. Ah é, e meu nome é Michel.
A imagem de Alexander foi ficando turva e tive de esfregar novamente os olhos para voltar ao normal.
-Por que nomes de anjos sempre terminam com “el”? Isso é tão ridículo e sem criatividade. – ele disse encostando-se ao lado da porta, na entrada do quarto, ficando de lado.
-Isso é para que anjos sempre sejam diferenciados dos outros, como humanos e demônios, porque anjos são especiais e tem que ter nomes especiais. Mas no meu caso é diferente, quando eu era criança eu morri e quando crianças morrem viram anjos. O fato de meu nome terminar com “el” é porque eu sou um dos poucos anjos que, dês de que nasceram estavam destinados a morrer quando criança, o porquê eu não sei. E você?
Eu não gosto muito de pensar em minha vida quando criança, porque sempre revivo a dor de minha morte e um calafrio percorre todo meu corpo. Como é para Alexander eu até não me importo de reviver tudo isso.
-Eu e Richard nascemos de pais demônios, por isso temos nomes adequados e sou tão bom no que faço. Nunca tive uma vida humana, na verdade acho isso algo extremamente inútil. Nascer, viver, ter um emprego normal e descente, casar, se reproduzir e morrer. Depois de anos após sua morte ninguém nunca mais lembrará que você existiu, nem ao menos seus descendentes humanos.
Gosto muito da voz de Alex, ele fala de um modo frio, mas sua voz é tão linda e aveludada... é como uma canção de ninar, que vai nos embalando...
-Eu te amo Alexander.
-Pare de dizer isso, seu nojento! Só porque sei seu nome não significa que parei de repugnar o fato de você ser um anjo gay! Afinal, por que você sempre diz isso?
Eu ri um pouquinho, quase fechando os olhos e me deixando levar para o mundo dos sonhos, um lugar tão alegre...
-Eu digo porque é verdade. Eu te amo.
-Como podes me vir a me amar se nem ao menos me conhece? Aliás, eu sou um demônio e sou homem! E se você não me fosse útil já estaria morto.
-Não importa o que você é, o que você faz e se é homem ou mulher, eu não escolhi me apaixonar por você, simplesmente aconteceu, Foi o destino nos encontrarmos, e é nosso futuro passar o resto da eternidade juntos.
Não consegui ver direito qual fora a reação dele, mas eu sorri mesmo assim, porque eu adoro sorrisos, torna tudo mais fácil e bom.
-Eu mudei de idéia, espero que você não tenha sorte e morra depois de realizar meus planos, porque nunca mais quero vê-lo!
-Eu não vou morrer.
Fechei os olhos quando ouvi Alexander bufar irritado, provavelmente pronto para sair do quarto.
-Como tens tanta certeza de que vais sobreviver?
Você nunca irá deixar alguém me machucar Le, eu tenho absolutíssima certeza disso. Vou permanecer vivo.
-Eu tenho que estar vivo para poder ficar com você para sempre, sempre e sempre!
Notas finais
Próximo capítulo: "Para sempre é muito tempo - by Alexander" Adooooron fazer a narração do demônio, ele é muito melhor!
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