Notas iniciais
L vai o primeiro captulo... =)
Boa Leitura.

– Ben! Benjamin, acorde! Vai perder a aula. – a senhora Tennyson gritou.

Ben Tennyson acordou sobressaltado, lançou um olhar rápido ao seu relógio em cima do criado-mudo ao lado de sua cama. Procurou sua mãe com os olhos e tudo o que viu foi a porta se fechando. Soltou um suspiro e pulou da cama, fez sua higiene matinal, pegou sua jaqueta clássica e foi para a escola com sua mochila nas costas.

A aula transcorreu tediosamente, nada mais do que o professor recitando fórmulas quase impossíveis de memorizar. Ben soltou um longo suspiro e direcionou seu olhar para a janela, da onde se podia visualizar uma grama verdejante no pátio da escola.

Lembrou-se de sua prima Gwen e por mais inconfessável que fosse, queria ter suas habilidades intelectuais. Ficou imaginando como ficaria quando tivesse que estudar toda a matéria para fazer os exames. Talvez virasse o artrópode, pensou ele com humor.

O sino bateu, trazendo consigo, a algazarra dos alunos saindo em disparada pelo corredor. Benjamin encaminhou-se para o refeitório, pegou seu lanche e sentou-se numa das mesas. Bocejou preguiçosamente, ele estava com sono, e como! Só de lembrar-se da sua cama atrativa, sentiu vontade de dormir ali mesmo. Ficou encarando o seu lanche, perdido em cada detalhe da comida, esqueceu-se de tudo naquele instante e ficou imobilizado, sentindo leve torpor, a última coisa que viu, foi seu omnitrix.

*********

Quando Ben acordou, ele deixou seus olhos fechados por mais uns instantes. Acordara com um estrondo que não viera de muito longe. Levantou a cabeça vagarosamente, sentindo leve desconforto causado pela intensidade da luz. Olhou em sua volta e de sobressalto colocou-se de pé. Aquele local estava arruinado... A única coisa intacta era a sua mesa, onde estava poucos minutos atrás. As paredes estavam indistinguíveis por causa do mofo que havia se alastrado por ali. As trepadeiras tomaram conta daquela “antiga” construção.

Procurou qualquer ser vivo pelas redondezas, mas não encontrou de nenhuma espécie, desprezando o fungo na parede. Franziu o nariz ao sentir um cheiro incomparável de borracha queimando. Em seguida outro estrondo típico de uma explosão.

– Mas que diabos! O quê está acontecendo aqui? – perguntou-se andando pelo local.

A cerâmica não era a mesma de todas as manhãs em que ia à escola. Não estava encerada, mas sim coberta por inúmeras camadas de poeiras e incontáveis manchas que lhe despertavam repugnância. Não se pareciam com manchas causadas por óleo ou outro tipo de produto usado para fins culinários. Tennyson nem sabia ao certo o que era aquilo. Abaixou-se e ficou bem perto da mancha verde. O cheiro era terrível.

Sua expressão mudou como consequência ao reconhecimento das manchas verdes que se espalhavam pela cerâmica como também nas paredes.

– Ai, cara! – resmungou.

Quase que instantaneamente, procurou a saída dali e demorou um pouco para acha-la, sendo que a porta estava ocultada entre aquelas inconvenientes trepadeiras. Estacou ao reparar o estado da porta. Parecia que ninguém entrava ali há uns bons anos.

– Vou mesmo fazer uma reclamação na prefeitura... – comentou preparando-se para dar um chute na porta de madeira já apodrecida. Não seria difícil abri-la. – Parece que eles não andam dando manutenção nessa escola. – finalizou, achando graça no próprio comentário.

Por fim, desferiu um chute certeiro que fez a porta ranger, mas ainda não a abriu. Suspirou e deu outro chute, dessa vez com mais força. A porta apenas balançou violentamente e depois voltou ao normal. Chutou com tudo, sem se conter. A porta balançou produzindo ruídos desagradáveis e com um baque surdo foi ao chão.

Ben sorriu, vangloriando-se internamente. Mas não fora apenas a porta que caíra naquele momento. Com ela caíra também a alegria do Tennyson.

Notas finais
Agradeço a leitura, prestimosos leitores. :)