Notas iniciais
Olá. Trouxemos um novo capítulo.

Ben saiu do refeitório da escola, sem tirar os olhos do céu. Pisou na porta que estava no chão e fixou seus olhos ao seu redor... A destruição era tamanha, talvez se usasse seu comunicador de encanador pudesse entrar em contato com qualquer um deles. Seu vô Max, Gwen, ou mesmo o Kevin. Ele queria explicações. A primeira coisa estranha, fora encontrar-se sozinho no refeitório da sua escola que estava abandonada, o que passava do estranho, pois há um tempinho ele estivera ali e o refeitório encontrava-se em perfeito estado. O local estava infestado de fungos na parede, trepadeiras e uma gosma verde e mal cheirosa.

Ele mais do que ninguém sabia o que era aquela gosma espalhada por todo o local. Nada mais nada menos do que gosma de Insectóide, um dos alienígenas que se transformava quando tinha 10 anos. Provavelmente, ou melhor, certamente, havia ocorrido uma batalha e um dos participantes era um dos alienígenas dessa espécie. Ou quem sabe os dois seriam? Uma luta entre compatriotas seria estranha de se ver.

A segunda coisa estranha, e a pior, era aquele caos inimaginável. Aquele planeta não podia ser a Terra, mas o que mais assombrava o Tennyson é que aquele lugar guardava resquícios do que um dia já fora. Em total desarmonia, estavam os prédios enormes com uma arquitetura contemporânea com aquela fumaça negra que se misturava ao alaranjado do pôr do sol. A fumaça subia dos próprios edifícios, alguns já estavam carbonizados por causa do incêndio de gigantescas proporções que havia tomado conta daquele espaço.

Ben parou assombrado por tudo aquilo, até detectar o causador do caos. Não era nada mais do que uma criatura estranha, um alienígena sem consciência que colocava fogo em tudo o que via. O corpo do ser era redondo, com pernas minúsculas que por um milagre deviam aguentar seu peso. Os braços também eram demasiado finos. Os olhos triangulares e ameaçadores assumiam um tom amarelo esverdeado. A boca escancarada mostrava seus dentes finos e pontiagudos, que eram cobertos por uma pasta amarela. O cabelo era sua característica mais marcante, eram grossos como fios de energia e também traiçoeiros como o mesmo. Jogava nos edifícios uma espécie de raio com o cabelo, ateando assim, fogo neles.

A criatura ficava suspensa no ar, e obviamente detinha a capacidade de voar. Ben tentou aproximar-se e ouviu o eco das risadas estridentes. Puxou a manga de sua blusa e iria tocar o Omnitrix quando percebeu a ausência do mesmo.

– Droga, Agora a coisa ficou feia!

Sem Omnitrix, sem um comunicador, o que ele iria fazer? Apenas esperar por sua morte incerta.

*********

Observando o caos, estava um homem misterioso e mascarado. Ele carregava um Walk-Talk na cintura, preso ao seu cinto. Usava luvas de borrachas para facilitar os ataques. Seu aparelho apitou trazendo a seguinte mensagem:

– Agente 38 na linha.

O homem mascarado tirou seu Walk-Talk da cintura e levou-o à boca:

– Agente 22 na linha. Recebi sua transmissão, agente 38.

– Certo agente 22. A ameaça de codinome 12 está fazendo o quê na área?

– A ameaça 12 está fazendo um limpa na área. Aqui quem fala é o agente 22.

– Captei. As ordens são neutralizar a ameaça e levar para a base.

O agente 22 desligou seu aparelho, sem tirar os olhos do fogo que se alastrava. Sacou sua pistola escondida e levou-a, aproximando-se indiscretamente da criatura diabólica. Lançou raios de laser azul na criatura, fazendo-a cair no chão. Sem perder tempo, enquanto a ameaça 12 ainda estava atônita, ele a amarrou habilidoso com um tipo de corrente de tecnologia nível 6.

Pegou novamente seu Walk-Talk e transmitiu:

– Ameaça 12 neutralizada. Será transportada até a base.

– Entendido, aqui quem fala é o agente 17.

– Espere, parece que temos uma vítima. – o mascarado não perdeu tempo, começou a correr por aqueles destroços e achou um garoto em meio aos restos dos prédios desmoronados. – É um moleque. Ele será encaminhado até a base.

– Entendido. A ordem é apagar o incêndio. Aqui quem fala é o agente 38.

– Captei. Quem fala é o agente 17.

O agente desligou. Encaminhou-se sem perder tempo até o garoto. Puxou-lhe, pois ele estava preso até a cintura. Ben olhou-o. Depois de tê-lo salvo, o agente 22 apagou o incêndio, cumprindo com suas ordens.

– Graças a Deus uma alma boa. O que era aquilo? – perguntou ele cheio de dúvidas.

– Sem perguntas. – avisou o homem.

– Mas eu não entendo...

– Sem maiores esclarecimento até chegarmos à base. – reforçou o agente, encaminhando até seu caminhão. Subiu nele junto com o Tennyson, depois de jogar aquele estranho alienígena no comboio. O agente 22 dirigiu como se não tivesse freio nos automóveis. Ben sentiu como se fosse morrer a qualquer instante. Quando pararam em frente da base, ele agradeceu interiormente. Mas seu martírio só havia começado.

Notas finais
Agradecemos a leitura.