Albedo & Ben 10 – Inusitada parceria.
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Ben desceu do caminhão lentamente e se segurou o melhor que pode para não cair quando descia, estava atordoado e enjoado. Aquele cara dirigia como um louco e tudo o que ele queria era fugir dali. Não tinha noção do tempo e havia perdido seu precioso omnitrix, estava sem saída.
Um pouco mais recomposto, olhou novamente para a base. Franziu o cenho.
– Essa é a base? – perguntou com desdém.
– Chame do que quiser.
Ben olhou para aquilo novamente. Era um terreno baldio cercado por dois muros de altura insuficiente para conter algumas crianças travessas. Não tinha portão algum, era só um terreno mal cuidado e mal cheiroso, dava para sentir o cheiro dali.
O agente 22 ignorou o desdém que recebia do garoto, puxou seu Walk-Talk da cintura e anunciou rapidamente e num tom que só ele conseguia ouvir:
– Aqui é o agente 22 com a vítima. Estamos entrando. Libere a entrada. Código 026.
– A entrada será liberada. Sobre a vítima, recebi ordens para que a examine antes que adentre nas nossas instalações, caso tenha alguma infecção contagiosa e mortífera, será encaminhada para o agente 92. Código compreendido. Quem fala é o agente 17.
– Captei. Onde levo a vítima para que seja examinada? Agente 22, câmbio.
– Leve para a área 13-B. Agente 38, interrompendo comunicação.
O agente guardou o Walk-Talk. Puxou o braço do Tennyson bruscamente, enquanto o conduzia ao terreno.
– Fique parado e não se mexa, pode ser perigoso.
Ben estremeceu, que diabos aquele louco faria com ele? A resposta veio logo em seguida, quando o homem puxou uma estranha arma que devia medir uns 30 centímetros, era prateada e aparentava ser pesada. O agente segurou-a com as duas mãos e mirou no rosto da “vítima”. Antes que algo pudesse ocorrer ao Tennyson o agente já havia disparado.
Arregalou seus olhos. Acabara de levar um tiro e não sentira nada! Confuso e irritado, dirigiu-se ao homem.
– Que raio de ideia foi essa? Quer atirar em mim!? – ele passara a gritar, tamanho fora seu susto.
– Não disparei contra você. Tudo o que fiz foi enviar ondas para seu cérebro para que ele pudesse reconhecer nossa base, que é confidencial, mas terei que levá-lo lá para examiná-lo.
– Examinar? Pois eu estou muitíssimo bem!
Ele já estava farto daquele garoto mal educado gritando daquela maneira com ele, mas devia seguir um regulamento idiota. Suspirou e puxou-o pelo braço.
– Siga quieto e nenhum ferimento ocorrerá. Será examinado agora.
Ben se deu por vencido e desistiu de argumentar. Aquele cara era insistente e para não ter maiores problemas, deixou-se conduzir pelo terreno baldio. Quando olhou, bem no canto, rente ao muro, estava uma tampa que tapava um buraco de um metro de diâmetro, espaço mais que suficiente para uma pessoa passar. A tampa era discreta e podia ser facilmente confundida com o chão de terra, só conseguia a ver pois o agente havia usado algum aparelho para fazê-la brilhar e liberar passagem.
Ele foi na frente, espiou lá dentro e tudo o que viu foi uma escada pregada à parede e que sumia na escuridão. Ele desceu um degrau, depois outro e mais outro. Esperava que o agente o acompanhasse mas ele fechara a tampa, dessa forma ele foi engolido pela escuridão, ficou aterrorizado. E se aquele cara o enganou? Acabou perdendo o equilíbrio e caiu, foi caindo até tocar em algo macio e novamente se fez claro. Seus olhos arderam diante da luz e o mesmo homem que o deixara entrar o recebeu com uma cara nada feliz.
Esperou seu olhos se acostumarem e os abriu. O agente lhe estendeu a mão protegida por uma resistente luva de borracha. Ben aceitou a ajuda para se firmar de pé. Olhou-o com curiosidade e tudo que ouviu foi um “bem-vindo, chegou na base”, porém aquilo soara mais como um “Saia já daqui.”
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