Além dos 50 tons
16 Capítulo 16
Passo a tarde toda sem conseguir me concentrar no trabalho, sinto um leve desconforto, e fico pensando em Christian, no modo em como ele agiu hoje. Ele nem falou direito comigo enquanto me trazia de volta, o que será que eu vou ter que enfrentar quando chegar em casa?
Não agüento mais brigar por causa de seu ciúmes, eu entendo que ele sinta, mas ele realmente não deveria ter brigado, ainda mais em uma restaurante lotado de pessoas que podem servir como testemunha. Eu sinceramente espero que Bradley não de queixa à policia. Levo um susto quando Hanna entra.
–Ana, eu vim ver se o seu desconforto passou, e perguntar se você quer um chá, eu preparo em um instante. – olho para ela, sorrio, Hanna sempre eficiente.
–Acho que vou aceitar sim Hanna, por favor
–É pra já Ana, eu já volto – diz ela e sai
POR CHRISTIAN
Assim que chego em casa, ligo para Andréa e peço que desmarque todas minhas reuniões de hoje, que ligue para o restaurante fale com o gerente e peça par ele me mandar a conta dos estragos que causei e também que ela ligue para Jhon e marque uma consulta.
Depois de desligar, vou para o quarto me trocar, no caminho encontro Ted, Sophie e Gail brincando juntos na sala, paro e fico alguns instantes observando-os, meu filho esta crescendo e a cada dia fica mais esperto, meu menino é tão lindo, você precisa crescer meu f ilho pra me ajudar a cuidar de sua mãe e da sua irmãzinha, a não deixar esses filhos da puta chegarem perto delas, só de lembrar daquele desgraçado a raiva sobe em mim novamente.
–Papaiii – Ted me vê e vêem correndo em minha direção
–Oi meu garotão – me abaixo e o pego no colo
–Nossa como você esta ficando pesado
–Tô fote papai – diz ele feliz
–E como- Ted sorri
–Vem binca comigo papai– ele diz com carinha de pidão
–De que vocês estão brincando?
–A Sofí ta bincando com meu calinho, mas ela não sabe binca dileito – sorrio
–Ah é meu garotão? Então eu vou brincar um pouco com você – me encaminho até eles e sento no chão e começo a brincar com Sophie e Ted, Gail vai para a cozinha, acho que ela não se sente muito confortável brincando com o patrão.Brinco com eles um pouco depois vou me trocar chamo Taylor e nos encaminhamos para a sala onde fica nossa academia particular.
POR ANASTÁSIA
Saio do escritório as 18:30, encontro Sawer já me esperando para me levar para casa, fico o caminho todo pensando no que falar a Christian para evitar uma briga.Algum tempo depois Sawer estaciona o carro em frente a grande casa, ele vem e me ajuda a sair do carro.
–Obrigado Sawer- digo
–Srª – diz ele acenando
Assim que entro na sala me deparo com Christian, ele esta tão gostoso, com os cabelos molhados, veste apenas uma calça de ginástica azul,ele devia estar malhando, ele esta com um copo na mão com um liquido que deve ser conhaque, ele me olha atentamente.
–Oi – digo enquanto entro mais na sala
–Oi – diz ele olhando fixamente para mim
–Então você ainda esta falando comigo? – ele levanta uma sobrancelha e da um sorriso sarcástico para mim
–Mas é claro, afinal porque eu deixaria de falar com você? Só porque você foi se encontrar com o seu ex? – ele diz e toma um gole de sua bebida
–Christian por favor! — suspiro
–Por favor o que Ana? – ele se aproxima de mim
–Não vamos discutir outra vez, ele não é meu ex nem eu fui me encontrar com ele como você diz, foi só coincidência ele estar no mesmo restaurante que eu, eu já estava indo embora quando você chegou, você não deveria ter batido nele daquele jeito
–Mas que porra Anastásia você ainda defende aquele desgraçado filho da puta!! – berra ele vira-se e joga com toda força o copo contra a parede que se estilhaça, isso me assusta.
–Christian não grite comigo, eu não estou defendendo ele – começo a chorar. Ele vira-se novamente para mim e passa as duas mãos pelos cabelos.
–Me diga, o que ele estava fazendo com o seu celular? – ele rosna segurando meu braço e o sacudindo.
–Christian pare, você esta me machucando – digo já soluçando, ele realmente esta me assustando
–Você tem alguma idéia do quanto eu estou furioso?
–Christian, pare você esta me assustando – digo em meio as lágrimas
–Me desculpe Ana, eu não queria... – seu olhar suaviza um pouco e ele solta meu braço. Ele afasta-se e passa as mãos nos cabelos novamente
Tento controlar meu choro e me sento no sofá, Christian curva-se e apóia as mãos sobre os joelhos, eu olho em sua direção ainda um pouco assustada com sua reação. Depois de alguns instantes ele levanta a cabeça a olha para mim, seu olhar é triste.
–Porque foi ele que atendeu o seu celular quando eu liguei? – pergunta ele com voz um pouco mais mansa
–Porque eu acabei esquecendo ele sobre a mesa quando eu fui ao banheiro, eu nem havia percebido, só quando comecei a mecher em minha bolsa eu notei que ele não estava lá, depois quando eu voltei para a mesa o Bradley me disse que você tinha ligado e ele atendeu ao celular, ele me pediu desculpa e...
–Você sabe que esse cara não é legal, você viu o jeito como ele me provocou, ele não quer ser apenas seu amigo, eu não quero você perto dele novamente entendeu Anastásia?
–Você não deveria ter batido nele, todos no restaurante viram isso pode trazer problemas para você – digo com a cabeça baixa, com medo de olhar em seus olhos
–Foda-se! Ele que me processe, mas se ele chegar perto de você novamente eu juro que eu mato o desgraçado
–Christian por favor não fale assim – levanto os olhos para ver seu rosto, assim que me ouve ele suspira, percebo que ele relaxa o corpo, sua expressão suaviza ele caminha até onde estou, abaixa-se em minha frente e segura minhas mãos.
–Me desculpe por assustar você, eu estava furioso, fiquei descontrolado quando eu liguei a ouvi a voz daquele cara, eu pensei que...
–Que o que Christian? Que eu estivesse traindo você? Como você pode pensar isso? Eu nunca, nunca ouviu bem, faria isso com você, eu te amo – começo a chorar novamente
–Não Ana não chore, eu sei que você nunca me trairia, só me prometa que não vai mais encontrar aquele cara – ele beija minhas mãos
–Eu não fui encontrar com ele eu já disse – digo irritada e chorando ainda mais
–Shiiu, Shiiu, eu sei, eu sei, só me diga que vai evitar ao máximo se aproximar dele, Ana ele não é uma boa pessoa acredite em mim – ele senta-se no sofá e me puxa para seu colo, me abraça e da beijinhos suaves no topo da minha cabeça. Me agarro a ele e enterro meu rosto em seu peito nu. Ficamos assim por um tempo, com ele me embalando enquanto eu inspiro seu cheiro maravilhoso.
–Você esta com cheiro de sabonete – esfrego delicadamente meu rosto sobre seu peito, como eu gosto de sentir o seu cheiro. Sinto seu sorriso em minha cabeça
–Eu acabei de sair do banho, estava na treinando com Taylor – ele me aperta mais contra si.
–Eu sei
–Que eu estava com Taylor? – pergunta ele confuso
–Não – ergo o rosto para ele
–Que ele não é uma pessoa legal, eu sempre sinto algo estranho quando estou perto dele, eu não sei o que é, mas me sinto desconfortável
–Fique longe dele Ana. Eu pedi a Welch que pesquisasse sobre a vida dele, parece que ele já andou arrumando muita confusão por ai, é um galinha, vive na noite, ele da em cima de qualquer mulher por isso já se meteu em várias brigas.
–Mais uma com você – digo
–Ana não se preocupa com isso, pelo histórico que ele tem eu duvido que ele vá a polícia
–Mas todo mundo viu que você o atacou – vejo sua expressão se fechar
–Você sabe que eu tenho bons advogados – diz ele gabando-se
–Chris...
–Já chega de falar desse babaca Ana – diz ele encostando um dedo nos meus lábios. Eu me calo e volto a encostar a cabeça no peito dele.
–Me desculpe por tudo isso baby, como você esta se sentindo e a minha filha? – pergunta ele, eu decido não contar a ele sobre o desconforto quê senti, afinal já passou e me sinto bem melhor agora.
–Bem, nós estamos bem, nós te amamos papai – digo levantando o rosto para ele
–Eu amo vocês demais- ele sorri e me beija
Depois de brincar um pouco com meu garotinho, vou tomar um banho para relaxar, entro no banheiro e tiro a roupa, quando estou me encaminhando para o box, de repente sinto uma dor alucinante em meu ventre, me curvo de tanta dor e começo a ofegar, quando olho para o chão percebo algumas gotas de sangue, desvio o olhar para minhas pernas e vejo mais sangue escorrendo por elas.
–CHRISTIAN, CHRISTIAN! — grito desesperada, ah meu deus, minha filha
–CHRISTIAN!!- grito, mas a dor é tanta que acabo perdendo os sentidos
Fale com o autor