POR CHRISTIAN

Depois de nossa conversa, Ana vai a procura de Ted, enquanto que eu ponho uma camiseta e chamo Sawer ao meu escritório.

É melhor que Sawer entenda de uma vez por todas que jamais deve deixar o filho da puta chegar perto de minha mulher novamente, isso se ele quiser manter seu emprego. Entro e logo atrás vem o segurança.

–Sawer eu imagino que você já saiba porque eu o chamei aqui

–Sim, perfeitamente senhor – diz ele, acenando com a cabeça

–O homem que você viu no restaurante hoje nunca mais em hipótese alguma deve aproximar-se novamente da minha mulher você entendeu?

–Sim, senhor – ele confirma novamente com a cabeça

–Eu sinceramente espero que você obedeça as minhas ordens, como você sabe sou eu que mantenho seu emprego e pago o seu salário, então é a mim que você deve obediência,a Ana pode gritar, espernear fazer o diabo, mas você nunca mais deve desobedecer as minhas ordens estamos entendidos?

–Sim senhor, peço desculpas por meu comportamento – eu olho para ele, apesar de não ter acatado minhas ordens e cometido esse deslize, resolvo dar mais uma chance a ele, afinal ele é um bom funcionário e se da bem com a Ana, ela também já esta acostumada a ele.

–Ok, era só isso você pode ir agora – ele se vira e sai.

De repente sinto uma necessidade enorme de abraçar minha mulher de tê-la em meus braços, saio do escritório e vou ao seu encontro, subo as escadas correndo, passo pelo corredor e paro em frente ao quarto de Ted mas nem ele nem ela estão lá, quando estou saindo e me encaminhando a nossa suíte dou de cara com Gail, ela esta com Ted em seu colo, ele esta enrolado em um roupão infantil com estampa de sapinho, seus cabelos estão molhados.

–Sr Grey, o senhor deseja alguma coisa? – pergunta Gail secando os cabelos de Ted com uma toalha

–Onde esta a Ana? – pergunto a ela

–Oh, depois de brincar um pouco com esse garotão aqui, ela me pediu que desse um banho nele e disse que também iria tomar o seu, para relaxar um pouco – diz ela esfregando a cabeçinha de Ted que parece sonolento.

–Obrigado Gail, hei garotão – beijo a cabeça de meu filho que resmunga algo incompreensível.Deixo os dois e me encaminho até a nossa suíte, pensando nas possibilidades de encontrar Ana nua e toda molhada, hum, mal posso esperar para tocá-la. Entro no quarto e logo vou tirando minha camiseta, depois desse dia de merda eu só preciso sentir o calor da minha esposa, sentir seu agradável cheiro doce, seu corpo macio e delicado junto ao meu. Entro no quarto , giro a maçaneta da porta do banheiro e entro devagar, quando dou o primeiro passo para dentro levo o maior choque com a cena horrível que esta a minha frente. Ana esta completamente nua e desmaiada no chão, vejo sangue tanto ao seu redor quanto em suas pernas. Meu coração bate forte e sinto um medo enorme. NÃO... NÃO... NÃO!! Isso não pode estar acontecendo, eu não posso perder minha Ana e minha pequena

–ANA! ANA! POR FAVOR ACORDE! – meus olhos estão embaçados, não consigo pensar direito

–Baby por favor, não faça isso comigo acorde! – me abaixo e a pego em meus braços a levo para o quarto deposito-a na cama.

–GAIL, GAIL!! – grito enquanto pego o telefone e ligo para Taylor que atende ao primeiro toque

–Taylor prepare o carro imediatamente, a Ana desmaiou precisamos levá-la ao hospital agora! – grito desesperado e desligo na cara dele. Gail aparece na porta e leva um susto quando vê Ana desmaiada em meus braços

–Deus, o que aconteceu com ela Sr Grey? – pergunta ela com expressão de assustada e a mão na boca, ela se aproxima.

–Eu não sei, a encontrei desmaiada no banheiro,vamos levá-la ao hospital, por favor cuide do Ted, o distraia par que ele não perceba o que esta acontecendo. – digo andando para o banheiro para pegar um roupão pra cobri-la. No caminho ligo para minha mãe.

–Sim , senhor – diz Gail saindo do quarto

–MÃE!- digo quase perdendo o controle e deixando as lágrimas caírem

–Christian, meu filho o que aconteceu, esta tudo bem com a Ana? – ela pergunta preocupada

–Não mãe, ela desmaiou e esta sangrando,estou desesperado não sei o que esta acontecendo com elas, eu não posso perdê-las – digo não mais reconhecendo minha voz que esta embargada

–Meu filho acalme-se, traga ela para cá o mais rápido possível, eu estou de plantão hoje, eu vou ligar para a Drª Greene, filho por favor mantenha a calma, lembre-se de que elas precisam de você agora

–Eu não posso perdê-las mãe- repito completamente desesperado

–E você não vai, vamos Christian faça o que eu lhe disse, estarei esperando por vocês – desligo e mais do que depressa, visto Ana no roupão com cuidado e a carrego para fora do quarto.

No caminho para o hospital a seguro com todo o cuidado e acaricio seus cabelos. Mas que droga porque ela não acorda!

–Baby, volte, por favor, me perdoe por ter gritado com você, foi tudo culpa minha .

Chegamos ao hospital e Ana é levada pelos enfermeiros, sento em uma das poltronas me curvo e coloco as mãos na cabeça. Isso não pode estar acontecendo.

–Meu bem, vai dar tudo certo, elas vão ficar bem você vai ver – minha mãe senta ao meu lado e acaricia meus ombros. Levanto a cabeça para olhar para ela

–Foi culpa minha mãe – eu sei que foi por minha causa que ela esta assim, eu nunca deveria ter gritado com ela, mas que merda de marido e pai eu sou, eu sei que ela esta grávida, deveria ter pensado nisso

–Que isso meu filho, do que você esta falando? – ela me pergunta e eu baixo a cabeça novamente, me sinto envergonhado.

–Nós discutimos, eu gritei com ela mãe, ela ficou nervosa, e agora ela esta em um hospital por minha causa.

–Não diga isso Christian, não se culpe, ninguém pode prever situações como esta, a gravidez é um período delicado mesmo, você não deve tomar a responsabilidade do que aconteceu para si.

–Mas fui eu que a deixei nervosa, eu nem pensei na minha bebe – ela me abraça e acaricia minha cabeça

–Não fique assim meu querido, elas estão sendo muito bem atendidas logo logo vão estar de volta sãs e salvas aqui com você – assim que ela termina de falar percebo uma movimentação vindo das portas duplas de entrada da sala de espera. Quando olho vejo Kate, Elliot e Mia chegando.

–O que aconteceu, como elas estão? – pergunta Kate preocupada com a amiga, minha mãe levanta para cumprimentá-los.

–Christian a encontrou desmaiada no banheiro, parece que ela teve um sangramento, os médicos a levaram, estamos aguardando mais notícias. Mia vem a senta ao meu lado.

–Hei, maninho, como você esta? – ela pega minha mão, não respondo só consigo pensar na Ana e na minha filha, o que será que esta acontecendo com elas?

–Cara, não fique assim, a Ana é uma mulher forte, eu tenho certeza de que minha sobrinha também é, vai dar tudo certo – Elliot senta ao meu lado também

O tempo vai passando e eu vou ficando cada vez mais nervoso, olho para Kate que me encara com expressão séria, ela com certeza acha que eu tenho algo a ver com o que aconteceu, e ela tem toda razão.

Não agüento mais esperar, minha mãe saiu atrás de noticia já faz algum tempo e nada até agora, ando de um lado para o outro, passando as mãos pelos cabelos.De repente minha mãe aparece e junto com ela esta a Drª Greene

Me aproximo das duas desesperado por notícias

–Então o que aconteceu, como elas estão, eu posso vê-las? – pergunto mal dando a chance da médica falar.

–Calma filho – minha mãe vem para o meu lado

–Bom Srº Grey, nós fizemos um exame pélvico, além de outros exames e detectamos que o que a Srª Grey teve foi um descolamento de placenta, que é quando a placenta descola-se parcial ou totalmente da parede do útero, esse fato ocorre por vários motivos, dentre eles a pressão arterial elevada durante a gravidez que foi o que aconteceu com ela.

–E isso é grave elas correm risco? –pergunto nervoso

–Pode ser muito grave sim, mas eu diria que com ela a situação é mais de cautela, em alguns casos como esse recomenda-se que se adiante o parto, para se evitar possíveis complicações para o bebê, o que não é o caso, pois o nível de descolamento que a Srª Grey teve foi baixo, e o feto ainda esta muito prematuro, devemos esperar mais algumas semanas. Mas é de extrema importância que ela se mantenha em absoluto repouso a partir de agora. Nós já a medicamos e a pressão já foi controlada, ela vai ficar no hospital por enquanto para que seja melhor monitorada, assim como o bebê. Depois de acordo com a sua evolução nós podemos lhe dar alta, desde que ela se mantenha em repouso e siga todas as orientações médicas. Mas é de estrema importância que ela mantenha o repouso, e seja sempre monitorada, principalmente a pressão.

– Sim é claro nós faremos isso,graças a deus elas estão bem – respiro aliviado

–Eu posso vê-la agora? – pergunto esperançoso

– É claro ela esta chamando por você, mas eu peço que vá um de cada vez e que não se demorem muito para não cansá-la demais – ela sorri e olha ao redor notando os outros, olho para minha mãe

–Vá lá meu filho vai ver suas meninas

Entro no quarto e vejo Ana deitada pacificamente, ela tem uma espécie de pinça presa a mão direita e uma IV presa ao braço esquerdo, seus olhos estão fechados, mas acho que ela sente minha presença pois assim que me aproximo um pouco seus lindos e sonolentos olhos se abrem. Ela olha para mim e estende a mão, pedindo que eu me aproxime. Mais do que depressa eu chego mais perto, sento na poltrona ao seu lado, pego sua mão e dou um longo e suave beijo.

–Oi – ela diz com voz baixa

–Oi linda – olho em seus olhos, ela sorri

–Nossa bebê esta bem – ela diz

–Sim,ela esta – retribuo seu sorriso

–Eu senti tanto medo, me lembro da dor e tinha sangue Christian – seus olhos ficam marejados

–Não, não fique assim já passou, eu estou aqui eu vou cuidar de vocês – aperto sua mão e acaricio seu rosto

–Me perdoe, me perdoe por ter gritado com você, por ter feito você ficar nervosa, foi culpa minha Ana

–Não Christian, não fale assim – ela se mexe na cama

–Ana por favor se acalme, você não pode ficar agitada

–Vem cá – ela puxa minha mão me convidando a sentar na cama

–Eu preciso de você, nós precisamos de você, bem pertinho – e quem sou eu para negar isso a elas, quando é exatamente tudo que eu mais quero. Sento na cama com cuidado a puxo para perto, ela se aconchega em meu peito, eu passo os braços ao seu redor e acaricio e beijo seu cabelo.

–E o Ted? – ela pergunta preocupada

–Ele esta bem, Gail esta cuidando dele, eu liguei para ela avisando que você esta bem – ela suspira

–Você esta cansada? – pergunto

–Só um pouco – eu sorrio

–Seus amigos estão ai fora querendo vê-la Srª Grey – sinto seu sorriso

–Estão é?

–Sim eles estavam preocupados, eu acho melhor deixá-los entrar, quantos antes eles a verem mais rápido eles vão embora e você poderá descansar – ela levanta a cabeça

–Christian! – ela me olha fingindo irritação

–Você não pode se cansar muito, tem que manter repouso, eu vou chamar a Kate – digo e tento me levantar da cama, mas ela me impede

–Não vá. Fique aqui mais um pouquinho, depois você pede para ela entrar – diz ela e eu a abraço.

Depois que todos já se foram, entro no quarto com as flores que pedi a Taylor para trazer, me aproximo e as coloco na mesa de cabeceira. Ana esta dormindo tranquilamente, sento ao seu lado bem perto e fico observando ela dormir

–Você parece um anjo. Meu anjo. Você não tem o que temer meu amor, eu sempre vou protegê-la, a você, ao Ted e a essa bebezinha linda que esta aqui dentro. – coloco minha mão em cima da sua que descansa protetoramente sobre a barriga — Fique tranqüila, nada de mal vai acontecer – fico por horas vendo ela dormir e acariciando seu cabelo suavemente.