Além do amor
5 Comemoração
Notas iniciais
Clara e Marina dormiram juntas na cama apertada do hospital, mas isso não parecia incomodar as duas já que para ficarem juntas elas faziam qualquer coisa. Elas tiveram uma noite incrível juntas, se entregaram como todas as vezes que estão juntas. A sintonia das duas era coisa de outro mundo, bastava alguém olhar as duas juntas que sabiam que eram complemente apaixonadas uma pela outra, mas Miguel parecia resistir a isso. Já era 4:30 da manhã quando
Miguel aproveitou que estava no corredor do quarto de Clara, abriu a porta devagar com medo de acordar sua amada. Quando o enfermeiro abriu a porta viu Clara estava abraçada com Marina e sentiu toda a raiva que poderia sentir ao presenciar aquela cena, então pensou em começar um escândalo, mas logo pensou que não tinha esse direito pois a Fotógrafa era oficialmente a esposa de Clara e ele era apesar o homem que Clara não dava a mínima. Miguel engoliu sua raiva e resolveu sair do quarto mesmo que sua vontade fosse acabar com aquela tranquilidade e amor das duas.
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O dia amanheceu, Clara e Marina acordaram no mesmo instante, embora a fotógrafa resistisse mais.
– Bom dia, vida! — disse Clara ao se levantar da cama toda sorridente por ter ao seu lado sua mulher e ao mesmo tempo por saber que era o dia de sair daquele hospital e ter a sua vida de volta.
– Bom dia, amor! Que preguiça infinita é essa???! — respondeu a fotógrafa logo abraçando Clara e dando um beijo nos lábios dela. — Hoje é dia de comemorar! Viva! — concluiu Marina levantando os braços em sinal de comemoração
– Que comemoração, Marina? Só vou voltar pra casa... Normal
– Clar... claro amor! Só estou feliz por ter a minha bandida de volta em casa. — respondeu Marina quase entregando a festa que estava organizando.
Em meio a várias trocas de carinho e beijos, Marina lembrou que precisava ir para casa organizar toda a festa que estava preparando para a volta de sua esposa. Tinha contratado todo buffet, mas não se sentia segura e queria que tudo saísse perfeitamente bem naquele dia para Clara, então preferia cuidar de tudo de perto e ao mesmo tempo precisava inventar uma desculpa para ir embora e voltar depois para buscar Clara.
– Amor... Nossa, estou mega atrasada. — disse Marina ao levantar assustada olhando para seu relógio e perceber que o buffet já estaria na sua casa começando a arrumar tudo.
– Como assim? Hoje? Pra onde você vai hoje, Marina? — perguntou Clara já em tom de reclamação por pensar que a sua esposa não a levaria para casa.
– Calma! Eu só tenho uma reunião hoje!
– Hoje, Marina? Então quer dizer...
– Calma, Clara! Eu já avisei que não poderei ficar até o final pq vou precisar estar aqui... Você acha mesmo que te deixaria sair daqui sozinha e não comemoraria esse dia?
– Acho bom mesmo — Clara já foi puxando Marina e tascando um beijo avassalador na sua fotógrafa. — Nossa, se toda vez que eu ousar fazer uma coisa que você não goste e eu receber um beijo desse... — Clara não dava espaço para a sua esposa completar a frase.
Miguel entrou no quarto e acabou presenciando o beijo das duas e toda sua raiva que tinha sentido na madruga voltou com força total.
– O... Oi Miguel! Entra! — convidou Clara tentando disfarçar
– Bom dia. Vim saber se está precisando de alguma coisa. — disse o enfermeiro gentil
– Acho que vou ficar — murmurou Marina
– Oi? Você não tem uma reunião? — Clara dizia alto para reação irritada de Marina com os olhos
Marina foi embora pois precisava ir para casa e ao mesmo tempo não queria deixar a sua esposa sozinha com aquele enfermeiro maldito que tanto irritava e dava em cima de Clara na sua frente. Clara e Miguel ficaram sozinhos no quarto, a morena tentou disfarçar e não ficar dando muito papo para o enfermeiro.
Miguel estava arrumando as coisas e preenchendo o prontuário de Clara e em meio as coisas que escrevia levantava um pouco a cabeça para olhar a morena até o momento que criou coragem de puxar um assunto.
– Feliz por saber que hoje vai estar livre de um enfermeiro chato? — brincou Miguel se aproximando da cama de Clara onde estava sentada com o controle da TV na mão.
Clara antes de responder encarou o rapaz com os olhos como se dissesse que não entraria no seu jogo.
– Claro — respondeu a morena sem rir — o Enfermeiro achou melhor imaginar que ela estivesse brincando com a situação e seguiu com a brincadeira ou provocação.
– Sua esposa não ficou para te acompanhar em casa? Poderia te... — Clara interrompeu o rapaz e logo tratou de se mais grossa e curta. — A minha mulher vai me levar hoje para a nossa casa. — disse a morena encarando o rapaz que não se deixou abater ao ouvir a resposta mal criada.
– Ótimo! Se ela não chegar, posso te levar tranqüilamente — o rapaz foi se aproximando de Clara.
– Miguel, não! Sem chance. — tentou colocar um ponto final naquele papinho
– Clara, vamos ser sinceros um com o outro. Não é possível que eu não mexa com você. Admita que você fica atentada ao meu lado — nesse momento Miguel se aproximava mais que o normal. — que você tem vontade de me conhecer melhor. — Miguel passou dos limites quando tentou agarrar Clara pela cintura e forçar um beijo em sua boca.
– PARA, MIGUEL! CHEGA! Você já foi longe demais, estou tentando manter um bom relacionamento com você. Via você desrespeitar a minha esposa e não fazia nada, procurava levar essa história para evitar qualquer tipo de briga ou um problema mais grave, mas agora passou do limite e não posso fingir não estar vendo nada.
– Você não fez nada até agora porque sabe que sente alguma coisa por mim. Sente uma atração assim como sinto por você. Vem, Clara! Eu te faria a mulher mais feliz e amada desse mundo. — o enfermeiro insistia em agarrar Clara para uma revolta maior por parte da morena.
– CHEGA! Eu já disse e não vou repetir a não ser que você queira que eu chame alguém e tome uma decisão radical em relação a você. Quando falo NÃO É NÃO E PONTO. — então diz que não sente nada por mim. — continuou o enfermeiro
– EU NÃO SINTO NADA POR VOCÊ! SERÁ QUE É DIFÍCIL DE ENTENDER? EU AMO A MARINA! Vê se você entende logo isso e suma da minha vida o mais rápido possível... Aproveita que estou saindo daqui hoje e me esqueça. Caramba!!!! — respondeu Clara que falava num tom mais elevado empurrando o rapaz que chegou a esbarrar numa das mesas que tinha no quarto.
– Talvez nossas vidas estejam mais atreladas que você pensa. — respondeu o enfermeiro ao se retirar rapidamente do quarto ao ver a fúria de Clara.
Clara ficava pensando se tinha que tomar uma atitude em relação ao comportamento daquele enfermeiro, até pq isso poderia ter consequências graves para a carreira do rapaz. Clara também pensava em Marina, nas vezes que ela avisou sobre o comportamento e as intenções daquele homem.
Clara não era boba e ao mesmo tempo não queria que nada atrapalhasse ela e a fotógrafa naquele momento, então resolveu esquecer o ocorrido e pensar na sua volta pra casa já que não viria mais aquele homem na sua vida. A morena seguiu arrumando as suas coisas, abriu o armário e viu uma caixa com um bilhete que dizia:
"Pra celebrar a sua volta, gostaria que usasse esse vestido para comemorarmos juntas mais essa vitória na nossa vida. Nossa sim, pois você é a minha vida e o motivo de toda a minha felicidade e vontade de viver.
Sem o seu brilho, seu cheiro, seu jeito a vida não teria sentido nenhum...
Estarei te esperando
Te amo por toda minha vida.
Beijos da sua Marina..."
Clara a cada palavra que lia nascia uma sorriso em seu rosto e no final, leu em voz alta e logo ao terminar beijou o bilhete levando ao seu coração. Clara abriu a caixa e ficou maravilhada com o vestido que a fotógrafa tinha reservado para o momento das duas, então ficou ainda mais curiosa para saber o que sua fotógrafa estaria aprontando. A morena pegou o celular e resolveu mandar uma mensagem para sua esposa.
"Como diz uma canção amor que é amor nunca morre. Precisou eu ir até você para acontecer aquele encontro tão especial e marcante em nossas vidas, para que aquelas mãos entrelaças no nosso casamento traduzissem o que vai dentro do nosso coração a todo momento. Eu acredito em você, eu confio em você, você é o sentido e a razão de minha vida. Por isso, o amor nos levará a enfrentar tudo. Amor é consagração, é gratuidade sem esperar nada de volta, apenas se doar e amar.
Estarei te esperando hoje, amanhã e sempre.
Estaremos eternamente juntas..."
Clara deixou escorrer uma lágrima ao enviar sua mensagem. Clara não conseguia explicar o amor que sentia pela fotógrafa, era um sentimento tão grande e sincero que a deixava nas nuvens e acreditava que tudo nessa vida fazia sentido... Sabia que a sua vida tinha mudado muito e descobria a cada dia que toda essa mudança era o que realmente a fazia feliz.
Clara encontrava em Marina tudo que procurava por toda a vida e por muitos anos achou que seu grande amor era Cadu quando notou que tudo que procurava e buscava havia encontrado numa única pessoa e essa pessoa não era Cadu e sim Marina.
Marina em meio a toda confusão na sua casa pela arrumação da festa ouviu seu celular tocar e correu para ver quando leu o nome da sua esposa nas notificações. Leu a mensagem de Clara e sentiu como se o mundo a sua volta tivesse parado, olhou para o céu e agradeceu em voz baixa colocando seu celular junto ao seu coração : "Obrigada! Obrigada!" — sussurrou a fotógrafa ao céu num agradecimento mais puro e sincero.
Marina seguiu arrumando todas as coisas, se irritava quando as coisas não ficavam como havia planejado. Olhou para o relógio e já marcava 13:00 da tarde quando percebeu que já estava atrasada.
– Pessoal, preciso me arrumar e pegar a Clara! Deixo tudo nas mãos de vocês...
– Pode deixar, Mari! Vamos arrumar as ultimas coisinhas e receber os convidados — tranquilizou Gisele
– Então ta bom, meninas! Minha sogra já está chegando...
– Vai logo, Marina! Deixa que vai sair tudo como você planejou... — tentou tranquilizar Vanessa
– Relaxa, Marina! — disse Flavinha ao fundo aonde posicionava as câmeras.
– Ta bom! Ta bom! Vou lá — finalizou Marina saindo indo em direção ao seu quarto tomar banho e colocar a sua roupa para buscar Clara.
Marina tomou seu banho, em seguida vestiu um vestido lindo azul que deixava a fotógrafa ainda mais linda que o normal. Marina antes de seguir em direção ao hospital passou no apartamento de Cadu para pegar Ivan e aproveitou para pegar as lindas orquídeas lilás que tinha encomendado para presentear Clara naquele momento.
Ivan e Marina seguiram para o hospital, cantavam juntos no carro felizes por saber que Clara estava saindo do hospital e todo aquele medo e pesadelo tinha acabado, Clara e Marina passaram juntas por mais uma dificuldade.
– Mari, eu tive muito medo de perder a minha mãe! — disse Ivan pegando Marina de surpresa no meio de uma música que estava cantando juntos.
– Eu também tive, meu amor! Mas passou e hoje está tudo bem — respondeu Marina fazendo um carinho com uma das mãos na cabeça do menino.
– Se a mamãe morresse você ia continuar amando ela? — questionou Ivan olhando fixamente para Mariana
Marina ouvia aquela pergunta que parecia trazer todos os momentos de desespero e medo que viveu com o acidente de Clara. Resolveu parar o carro e responder com calma aquela pergunta que o filho de Clara acabava de fazer.
– Sabe Ivan, se eu pudesse escolher teria trocado de lugar com a sua mãe, teria feito de tudo para evitar que ela sentisse toda aquela dor. Caso ela tivesse morrido, sem dúvidas não sobreviveria sem a presença dela... Sim, eu continuaria amando a sua mãe pelo resto da minha...
– Minha mãe tem muita sorte e o meu pai também... Você e a Veronica são demais, cara! — Ivan deu um abraço em Marina que retribuiu fechando os olhos e sorrindo aliviada por ter conseguido transmitir a sinceridade que queria para o menino.
Marina e Ivan seguiram em direção ao Hospital. Quando entraram foram direto para o quarto de Clara e logo quando entraram já estava a médica com uma enfermeira desconhecida que de imediato causou estranhamento na Fotógrafa já que sabia que o enfermeiro responsável por Clara era Miguel. Marina entrou, deu um selinho em Clara que estava em pé conversando com a Nerocirurgia e a Enfermeira. Ivan foi correndo para os braços da mãe que pegou o menino no colo dando muitos beijos.
– Que delícia esse amor todo — observou a fotógrafa vendo a esposa encher o filho de beijos.
– Vem aqui você também, Mari — chamou Ivan fazendo todos rirem e morrerem de fofura com a atitude do menino.
Marina ainda estava estranhando a troca do enfermeiro, então preferiu perguntar para a enfermeira que acabará de se afastar.
– Oi, o Enfermeiro Miguel não está no Hopital hoje? — perguntou Marina tentando disfarçar.
– Miguel? Ele está de folga, ficou de Platão e tirou o dia de folga.
As palavras daquela enfermeira pareciam ser músicas para os ouvidos da Fotógrafa, mas não tinha parado para pensar que tinha deixado Clara sozinha naquela manhã com o tal rapaz.
– Clara, você esta ótima. Reagiu muito bem ao tratamento... Só espero que não precise cuidar mais dessa cabecinha. — disse a Médica que era muito simpática e atenciosa, mostrando que exercia a sua profissão com muito amor.
Clara sorriu em direção a Marina, trocaram olhares e agradeceram todo o cuidado e dedicação da Médica durante todo o tratamento.
– Agora, onde vamos todos tão arrumados assim? — perguntou Clara super curiosa sem saber de nada.
Marina trocava um olhar cúmplice com Ivan que haviam feito um trato para nenhum dos dois revelar a festinha surpresa.
– Como assim? Agora é complô contra mim? É isso mesmo, Ivan? — brincava a morena com o filho fazendo cócegas no menino. A fotógrafa observava um pouco mais de longe os dois brincando quando de repente Clara e Ivan se aproximaram de Marina fazendo um ataque de cócegas nela. A fotógrafa não parava de rir e suplicava para os dois pararem.
– Amores da minha vida... Me conta logo vai! Por favor... — Clara tentava seduzir Marina com vários carinhos
– Para, Clara! O Ivan esta olhando... É surpresa já falei, então não adianta ficar apelando, ta? — a fotógrafa passava uma de suas mãos no queixo da morena e depois encerrava com um selinho de leve sem retribuição por parte da sua esposa que ficou sem fazer nada só olhando.
– Então é assim agora? Vem — puxou a fotógrafa pela cintura e deu um beijo mais demorado em seus lábios. — Só vou aceitar porque sei que a nossa noite vai ser muito especial... — disse Clara enquanto beijava o pescoço da sua esposa.
– Para Clara! — pedia tentando se esquivar da tentação, mas o desejo e o amor que sentia pro Clara não conseguia deixar ela resistir ao toque de sua amada.
Ivan notou o clima e pediu para a mãe ir ver os bebês no berçário do hospital.
– Ivan é um menino mais esperto que a gente pensa, sabia? — Clara provocava a sua esposa de todas as formas que podia. Marina devolvia todas as provocações, beijava a sua mulher como se fosse sempre a primeira vez, tocava nela como se estivesse tocando na pedra mais preciosa que o mundo obtinha. Marina e Clara respiravam fundo em meio aos toques e olhares que trocavam, todas as juras de amor que faziam que eram capaz de fazer qualquer pessoa cair no choro por ver tanto amor e carinho envolvendo duas pessoas.
Clara nesse momento lembrou de alguns momentos marcantes que viveu com Marina.
– Sabe amor, quando estava aqui sem ter nada para fazer fiquei lembrando de vários momentos nossos, das vezes que eu corri de você... Como eu consegui fazer isso? — Clara encarava Marina com os braços entrelaçados na sua cintura e olhando para os olhos que a chamava atenção.
– Aquele dia que fui correndo para a sua casa. — nessa hora Marina interrompeu e corrigiu. — nossa casa! — Clara sorriu e deu um selinho rápido na mulher.
– Você lembra?
– Amor? Foram inúmeras as vezes que você fugiu da tentação de me beijar... Seja mais específica né?! — provocou Marina
– Quando o Cadu fez aquele papelão na porta da escola do Ivan.
– Esse dia? Esse dia eu estava decidida a roubar um beijo seu, mas vi toda a sua fragilidade...
– Eu queria, Marina! Queria muito! Eu queria você naquela noite que te vi pela primeira vez, te queria em todas as vezes que estava na sua frente e nas vezes que estava com você só através do pensamento... Eu tive medo, fui fraca muitas vezes, quase desisti da minha felicidade por covardia e acomodamento, mas o meu amor por você foi amor que tudo — Clara deixava algumas lágrimas escaparem fazendo sua maquiagem borrar um pouco. — Para de chorar, vida! Estamos aqui, vencemos muitas coisas juntas e teremos o resto da vida pela frente. Clara, olha pra mim! — Marina ao mesmo tempo enxugava as lágrimas que desciam pelo rosto da sua mulher. — Se eu pudesse, eu teria trocado de lugar com você na hora que esse carro bateu, eu teria evitado toda a dor que você sentiu... Eu não me importei de esperar, pois eu sabia que um dia finalmente viveríamos tudo isso... Eu poderia ter te esperado pela eternidade, pois saberia que em qualquer vida iria te encontrar de qualquer maneira... — Nosso encontro foi de almas. — Clara completava.
As duas trocaram um beijo apaixonado quando Ivan entrou no quarto tentando disfarçar fazendo as duas rirem ao notar a presença do menino.
A fotógrafa antes de ir embora do hospital com Clara e Ivan tratou de ligar para Chica que já estaria na festa.
– Oi Dona Chica! Tudo bem? — disse Marina logo quando ouviu a voz da sua sogra do outro lado da linha.
– Olá querida! Já estão voltando?
– Liguei pra isso. Preciso saber se todos já estão por aí para sair com a Clara daqui.
Nessa hora Chica olhou para todos os convidados que estavam espalhados a sua frente.
– Pode vir, querida! Todos os convidados já chegaram... Quando você estiver perto dê um toque no meu celular para desligar a música, ta?!
– Ta bom, Sogrinha! Já estou indo. — desligou Marina.
Clara, Marina e Ivan saíram do hospital sorridentes. A morena ainda não sabia para onde estava sendo levada, seu filho e a sua esposa não deixaram escapar nenhuma pista, mas Clada conhecia o caminho de casa e estranhou que a fotógrafa estivesse indo pra casa.
– Esqueceu alguma coisa em casa, amor? — questionou Clara sem entender o motivo que levava Marina para a casa delas. A fotógrafa preferiu não responder e deixar sua esposa sem respostas.
Marina piscou para Ivan pelo espelho de dentro do carro fazendo menção ao sinal que haviam combinado antes de sair do hospital. Tal sinal significava que Ivan tinha que ligar ou mandar uma mensagem para sua avó desligar o som da festa.
Ao chegaram na casa, Marina estacionou o carro do lado de fora mesmo. Clara saiu do carro abrindo a porta para Ivan.
– Olha, você só não esquece a cabeço pq esta grudada. — Clara reclamara enquanto andava para dentro de seu casa.
Marina se posicionou em frente a porta com a chave já na fechadura, colocou Clara ao seu lado e Ivan no outro. A fotógrafa abriu a porta em poucos segundos fazendo todos gritarem.
" SEJA BEM VINDA, CLARINHA"
Clara abriu um enorme sorriso e colocou suas mãos na boca. Olhou para todos os convidados e logo em seguida olhou para Marina onde buscava agradecer de alguma forma todo aquele carinho que estava recebendo. Clara abraçou a esposa e deu um selinho demorado na frente de todos que observavam a troca de carinho das duas. Logo quando terminou de beijar Marina, Clara abaixou e abraçou seu filho sob os olhares um pouco incomodados de Cadu, seu ex marido.
Clara seguiu para comprimentos todos os convidados, matar a saudade daquelas pessoas que a muito tempo não via já que a visita no hospital era tão controlada e complicada. Todos seguiram dançando e se divertindo na festa. Cadu se mostrava incomodado com alguma coisa e até o momento não tinha ido comprimentar Clara e muito menos Marina.
Todos conversavam e se divertiam quando a porta de abriu e dois rapaz entraram, um careca e outro alto e moreno com uma blusa polo azul marinho que seguiu em direção a Clara e Marina que estavam conversando com Chica, Ricardo e Helena no canto da sala.
Os rapazes de aproximaram, o moreno de camisa polo azul marinho foi o primeiro a falar.
– Clara — chamou o rapaz parado atrás de Clara e Marina ficando a frente de Chica, Ricardo e Helena.
Clara e Marina se viraram no mesmo instante e viram espantadas aquele rapaz sorrindo segurando orquídeas lilás.
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