Além do Tempo

17 Ares e Athena - Capitulo 17


Notas iniciais
Olá pessoal!! Não abandonei a fic, foi realmente falta de tempo para escrever, essa estoria é muito mais complexa que as outras em andamento, pois a pessoa que vos fala decidiu colocar vários núcleos e isso dificulta um pouco as coisas. Contudo eu demoro, mas não falho hehehehe Parabéns ao Saga e ao Kanon que estão fazendo aniversario hoje! Amiga Vivi muito obrigado por você existir na minha vida e se dedicar dessa forma a me ajudar com minha fics sempre ao meu lado betando, aconselhando e me incentivando... TE AMO!!!!

Além do Tempo — Capítulo 17

O dia estava amanhecendo e Camus passou a noite observando Milo dormir com Hyoga ao seu lado, as duas pessoas mais preciosas de sua vida, o elfo não tinha dúvidas que faria o que fosse necessário para proteger sua família, lutaria com qualquer um que tentasse fazer mal a um dos dois.

Milo abriu os olhos lentamente, estava cansado da longa viagem, verdade seja dita, estar com Camus havia renovado sua energia, naquele momento estava só com preguiça e receio de quebrar o momento mágico que vivia, como se tudo não passasse de um sonho, um belo e feliz sonho.

Seus olhos foram para o filho que dormia ao seu lado e sorriu, logo depois encontraram os de Camus. — Bom dia, meu amor!

— Bom dia! — Camus respondeu doce.

— O que faz acordado e tão longe de mim? — Milo perguntou se espreguiçando.

— Estava observando você dormir. — Revelou Camus sem constrangimento.

—Observando enquanto eu durmo? Que passatempo mais sem graça. — Replicou Milo.

— Pois pra mim foi o melhor passatempo de todos. — Camus respondeu sincero.

Milo olhou para o filho e sorriu malicioso. — Meu amor, acho que nosso filho vai demorar a acordar.

— Milo, não podemos, logo teremos privacidade. — Comentou Camus observando Milo fazer bico.

— Podemos deixá-lo aqui dormindo e irmos para a sala de banho, hun? — Sugeriu Milo já de pé beijando o pescoço do amado

Camus já sentia seu corpo amolecer nos braços de Milo, procurou a boca de seu amor e o beijou com intensidade.

— Papai! — Os dois pais apartaram o beijo ao escutar a voz do filho, Camus percebeu que o menino ainda dormia, mas estava tendo um sono agitado, um pesadelo.

O coração do ruivo apertou, seu filho já havia visto coisas que deixaria muitos adultos em choque, o próprio Camus demorou séculos para conhecer a maldade do mundo, já seu filho com apenas cinco anos mortais, já enfrentou tantas coisas.

— Ele está tendo um pesadelo. — Camus alertou a Milo e foi pegar o menino.

— Hyoga, acorde! Vamos meu filho, acorde. — Milo pediu ao filho que estava no colo de Camus. Ao poucos o menino abriu os olhos confuso, olhou para os dois e abraçou o pai elfo.

— Eu vi os orcs, havia tantos... eles estavam lutando para entrar num castelo de gelo, tinha uma elfa, ela era malvada, tinha um homem que parecia você lá no alto da torre e ele estava olhando para o horizonte. — Contou o pequeno, Camus e Milo se entreolharam apreensivos.

Hyoga acabara de descrever Delmare, Degel e Hilda.

*-*-*-*-*

Camus e Milo estavam na presença do Rei Albáfica e de seu filho Afrodite e dos primos Shaka e Mu, os pais levaram o filho para que ele relatasse ao Rei seu sonho.

— Acha que Hyoga sonhou com Delmare? — Afrodite perguntou apenas para confirmar o que já sentia no coração.

— A pergunta correta, meu filho, não é onde? E sim quando? — Respondeu o Rei.

— Como assim, meu pai? — Questionou o Príncipe Afrodite.

— Está claro que o menino teve uma visão, uma vez que não conhece nem Delmare e muito menos o tio que só o viu no nascimento, então, minha dúvida é: Este fato está acontecendo hoje ou vai acontecer algum dia? — O Rei respondeu olhando para Camus.

— Não sei o que dizer, Hyoga nunca teve premonições antes, não sabia desse dom de meu filho. — Confessou Camus, se sentindo o pior dos pais, mas Albáfica falou em seu favor.

— As crianças élficas podem demorar décadas para começarem a despertar seus poderes, nosso pequeno Hyoga é uma criatura fantástica, pois com tão pouca idade já se mostra muito do que será capaz de fazer um dia.

Milo que ouvia tudo com atenção não pode deixar de notar que o Rei falou em décadas ao se referir a crianças élficas.

— Meu pai, como saberemos o que está acontecendo em Delmare? Um mensageiro levaria dias para chegar. — Perguntou Afrodite.

— Hilda não está em Delmare, nós a vimos chegando a Gonda. — Revelou Milo. — Ela e o exército de orcs estavam invadindo a cidade, o sol se pôs vermelho naquela noite, sinal de que muito sangue foi derramado. Surt estava com ela.

Camus e Afrodite trocaram olhares apreensivos.

— Como imaginei, a criança teve uma visão do futuro temos que nos preparar para a batalha, vou enviar um mensageiro a Delmare, explicar a situação e avisar sobre a guerra eminente. Afrodite reúna todos na viridário em uma hora, preciso falar com todos! — Ordenou o rei ao se filho e se retirou.

— Papai, eu não quero ver os orcs, eles são maus. — Hyoga lamentou abraçado a Camus.

— Não se preocupe, Hyoga, você está protegido agora. — Camus falou acalmando o filho.

— Não vamos deixar que nada aconteça a você, meu filho, eu prometo. — Milo disse abraçando o filho junto com Camus.

— O Isaak vai cuidar de você agora, eu e Milo temos muitas coisas a resolver, tudo bem? — Camus avisou ao filho e logo Isaak entrou no recinto.

Hyoga desceu do colo de Camus e deu as mãos a Isaak que o levou para fora.

— Como Isaak sabia que você o chamaria agora? — Milo perguntou surpreso ao ver o Elfo que cuidava do filho aparecendo no recinto.

— Meu pai, Rei de Delmare, ordenou a Isaak que cuidasse de Hyoga e não o perdesse de vista, é a missão dele, cuidar e proteger nosso filho, ele sempre vai estar por perto. — Explicou Camus.

— Sempre? Até quando nós... – Milo questionou embaraçado.

— Sempre Milo. – Respondeu Camus achando graça.

Milo assentiu e tornou a perguntar a Camus algo que o estava incomodando desde que o Rei Albáfica disse aquilo. — O Rei Albáfica disse que crianças élficas levam décadas para revelarem seus poderes.

— Sim. Isso é o mais comum. — Confirmou Camus sem se dar conta do que aquilo representava para Milo.

— Camus! Décadas? Crianças? — Milo tentou perguntar, mas as palavras não saíam de sua boca.

Camus então compreendeu a apreensão de Milo e baixou os olhos. — Eu sinto muito Milo.

— Eu não vou ver meu filho crescer, não é? Mesmo que eu viva cem anos Hyoga ainda assim será uma criança.

— O tempo passa diferente para nós cem anos é apenas um sopro para a vida longa de um elfo. — Respondeu Camus triste. — Eu lamento, Milo.

Os dois se abraçaram, ambos sabiam que não seria fácil, uma relação como a deles iria contra a natureza de cada um, mas ainda assim, queriam viver essa relação, viver esse sentimento sublime em todos os aspectos.

— Não tem problema, vou tentar ser o melhor pai pra ele dentro das minhas limitações como humano. — Milo decretou.

— Eu tentei, fomos em busca do medalhão que poderia dar a vida eterna a um mortal, mas esse medalhão estava em poder de Radamanthys e acabou acontecendo tudo aquilo que você já sabe. — Explicou Camus.

— Não se preocupe com isso, Camus. O que me importa de fato é ficar com você e nosso filho o tempo que o divino permitir. — Respondeu Milo.

— Milo, há algo que você precisa saber. — Camus informou receoso.

— Diga, o que há pra eu saber?

— Hyoga corre perigo, sua existência tem que ser mantida em sigilo. — Revelou Camus.

— O quê? Como assim? Por quê? — Perguntou Milo ainda mais confuso.

— Hilda e Surt não podem saber do nascimento dele, ou eles podem exigir a vida do nosso filho, e juro pelo Divino que mato os dois, mas não entrego meu filho àqueles malditos. — Revelou Camus entredentes.

— Eu me entreguei ao sacrifício da outra vez, na outra vida, para pagar o débito com Surt, não entendo por que tirar a vida do nosso filho? — Questionou Milo com sincera dúvida.

— Para eles a vida de um mortal nada importa, nada vale, uma criança élfica por outra criança élfica, esse seria o preço cobrado por eles, entende? — Explicou Camus.

— Pois o seu juramento é o meu juramento, meu amor, eu os mato antes que eles tentem, Surt me golpeou com facilidade antes porque deixei, se ele tentar algo contra o Hyoga, então eu mesmo acabo com ele. — Prometeu Milo decidido.

— Eu vou lutar nesta guerra também, Milo, já estou treinando com o Mestre Dohko, chefe dos guardiões. — Revelou Camus.

— Mas, Camus, é perigoso, você não é num guerreiro, é um Príncipe, não foi criado para batalhas. — Contrapôs Milo temendo pela segurança do seu amado elfo.

— Eu vou lutar, Milo, já está decidido, jamais vou deixar que alguém machuque as pessoas que eu amo, sou da realeza, mas o trono de Delmare será herdado por Degel por direito, sou Príncipe, mas sou livre e vou me dedicar a ser um soldado. — Tornou Camus firme.

Milo percebeu que não adiantaria argumentar e pensando friamente, se Camus soubesse se defender como se deve, ele jamais teria caído nas mãos de Radamanthys, muito problemas poderiam ter sido evitados.

*-*-*-*-*

Máscara da Morte estava em frente ao lago, sentado em uma pedra contemplava as águas claras e tranquilas observando os peixes, seu coração estava repleto de dor e remorso, sabia que todo o sofrimento por qual passou nesta vida atual, era uma forma de resgate pelos seus erros cometidos na vida passada.

Máscara, como um guardião conhecia os mistérios do Divino e sabia que sua família terrena fora escolhida não por acaso, também eles tinham seus débitos para resgatar, contudo. mesmo tendo conhecimento desses fatos a dor em seu peito em nada diminuía, a culpa e o remorso agora eram maiores, pois tinha ciência de seus erros no passado.

— A dor que você carrega em seu peito me faz sofrer. — Máscara ouviu uma voz firme atrás de si e quando virou para ver o dono da voz seus olhos encontraram os olhos azuis claros como as águas cristalinas dos lagos élficos, Afrodite se aproximou e perguntou. — Por que sofre tanto?

Máscara, que jurava estar defronte ao ser mais belo que já existiu, respondeu se ajoelhando perante o Príncipe de Ville Rosálie antes de responder. — Sou um maldito, meu senhor, um maldito! Não sou digno de que me dirija a palavra.

Afrodite deu dois passos à frente encostando os dedos no rosto do homem a sua frente numa caricia piedosa. — Eu decido quem é digno de minha atenção, não você.

Máscara se calou, o cheiro de rosas invadiu suas narinas, olhou nos olhos do elfo a sua frente e respondeu. — Sou um monstro, tomei consciência das maldades que fiz no passado, no mesmo passado em que tive o privilégio de ser um guardião eu os traí, sou um monstro. Eu consegui me lembrar de outras vidas, tudo me voltou à mente como se tivesse acontecido ontem, mas aí, contrário dos meus amigos que puderam ver as glórias de seus passados, eu vi a desgraça que fui, como fui indigno. Se você soubesse jamais permitiria que eu ficasse aqui. — Se lamentou Máscara da Morte.

— É ou foi? — Questionou Afrodite atento fazendo o outro o olhar confuso, então explicou. — Se você diz que É um monstro, é porque a sua essência do erro não mudou, mas se você diz que FOI um monstro, é porque você mudou, não é mais aquela pessoa do passado.

— Não sou mais aquela pessoa. Aprendi com meus erros, o quanto dói a maldade praticada, o quanto dói o remorso. O esquecimento é uma benção e digo que sou amaldiçoado por ter recuperado minhas lembranças, penso que nunca mais ei de ter paz na minha vida novamente. — Declarou o ex guardião deixando cair algumas lágrimas em sua face sofrida.

— Se o Rei Albáfica viu seu passado, seus erros e ainda assim permitiu que você continue em Ville Rosálie é porque você não é tão indigno quanto diz. — Começou Afrodite, e Máscara que olhava para o chão encarou com seus olhos úmidos, incrédulos e cheio de dúvidas. Então Afrodite esclareceu. — Muitos erram, mas poucos aprendem com seus erros. Meu pai deve ter visto o arrependimento em sua alma. Não se culpe tanto, veja a Rainha Hilda, mesmo sendo soberana, foi mordida pela cobiça e a maldade, querendo ter mais e mais poderes do que ela já possui, veja quantas tragédias a maldade dela já causou? O primo Camus teve seu filho no exílio e em segredo, pois o menino corre riscos. O Rei Crystal nem pôde conhecer o seu neto ainda, tudo isso para evitar tragédias maiores, que agora vejo não serão evitadas. Você se arrependedo que fez, não é?

— Sim, me arrependo, do fundo do meu ser eu me arrependo de tudo que fiz no passado, se existisse algo que eu pudesse fazer para compensar meus erros... — Tornou Máscara da Morte.

— Mas há! Junte-se a nós, lute pela paz no mundo! — Pediu Afrodite.

— Acha que sou digno de lutar ao lado dos meus antigos companheiros novamente? — Máscara da Morte perguntou incerto.

— O Divino já os fez companheiros de batalhas nesta vida, já o fez lutar com eles a seu lado e pelas mesmas causa justas! O universo já o perdoou, agora só resta você se perdoar. O mestre Dohko espera por você. — Declarou o belo Príncipe de Ville Rosálie antes de se retirar.

Máscara da Morte se levantou olhando o belo elfo se distanciar e saiu decidido para encontrar seu ex-mestre.

*-*-*-*-*

Os novos guardiões treinavam na arena junto com os guerreiros elfos, Aioria e Aldebaran observavam tudo com a sensação de volta ao lar latente em seus corações.

Shaka se aproximou analisando os olhos vivos de Aioria que encarava os treinos, fascinado. Sentou próximo aos ex-guardiões e pôs-se a contemplar os treinos, ao longe viram o amigo Máscara da Morte se aproximando, Aioria não tinha lembranças dos atos nefastos que o amigo cometera no passado, pois sua vida já havia sido extinguida naquela época, mas Aldebaran ainda guardava na memória a traição do amigo, então, se levantou e o encarou.

Sabendo da tragédia pessoal no amigo nesta nova existência Aldebaran não o julgou, não o condenou, se o Divino havia lhe dado uma nova oportunidade, quem ele era para não aceitar? Então, assim que o amigo se aproximou receoso o Touro sorriu e abriu os braços envolvendo Mascara naqueles braços gigantes e gentis. — Bem-vindo de volta meu amigo.

— Obrigado, Aldebaran, juro que nunca mais vou decepcionar vocês.

Aioria os olhou interrogativo, mas Aldebaran fez sinal com as mãos dizendo que conversaria com ele depois.

Dohko se aproximou de seus ex-discípulos sorrindo. — É muito bom ter vocês aqui novamente comigo meus amigos.

— É surreal mestre Dohko, como nós estamos vivendo outra vida e para o senhor é como se os dias não tivessem passado? — Questionou Aioros e Shaka olhou o mestre dos guardiões com real interesse na resposta.

Dohko sorriu bondoso. — Eu vivo nos terrenos élficos, aqui não envelhecemos, não temos nossa saúde desgastada com o tempo.

— Mas isso é incrível! — Exclamou Aioria surpreso.

— Pelo Divino! Então é isso? Tanto sofrimento poderia ter sido evitado se eu tivesse essa informação antes. — Soltou Shaka incrédulo.

— É uma vida de renúncias, meus amigos, não é tão fácil assim. — Esclareceu o Mestre.

— Como assim, Mestre? — Perguntou Aldebaran.

— O tempo não passa para nós apenas enquanto estamos nos terrenos élficos, isso quer dizer que se sairmos... Tudo volta e o tempo cobra seu peso.

— O senhor quer dizer que está preso aqui? Se sair dos limites de Ville Rosálie... — Começou Shaka.

— Se eu sair de Ville Rosálie em menos de uma semana vou ficar com a aparência e a disposição dos meus duzentos e oito anos, mas não me considero preso aqui, pois estou aqui por minha vontade e me fazendo útil sempre que possível. — Respondeu Dohko paciente.

Deixando os seus antigos companheiros pensativos.

— Mestre Dohko, vossa majestade o Rei Albáfica está convocando a todos para uma reunião agora. — Argol avisou e olhando para os novos hospedes de Ville Rosálie esclareceu. — Todos! Incluindo vocês.

Os amigos trocaram olhares quanto o elfo Argol seguia para falar com os outros de sua espécie.

*-*-*-*

No horário marcado todos do reino estavam no viridário real, havia murmurinho por todos os lados, todos se questionavam qual o motivo do Rei em reunir todos naquele dia.

Camus e Milo estavam próximos aos acentos reais assim como o Príncipe Afrodite.

Hyoga estava com Isaak em outro aposento, não convinha crianças num local para se tratar de assuntos tão sérios.

Shaka, Aioria e os outros se juntaram aos súditos do Rei junto com Mu, não havia, porém, entre eles diferença entre os nobres e os plebeus, Shaka não poderia negar que antes de Aioria entrar em sua vida era arrogante e soberbo, mas seu amor pelo guardião o transformou por completo.

Aldebaran não podia deixar de notar que o local era bonito, aliás, cada pedaço de chão de Ville Rosálie era de uma beleza ímpar, a grama verde cobria o chão, mas sempre com flores se confundindo a paisagem.

Misty anunciou. — Bom dia, meus queridos e amados companheiros, o Rei Albáfica.

Logo seguindo o protocolo o Rei Albáfica que havia acabado de chegar caminhou pelos seus súditos, tal qual uma noiva caminha em direção ao altar, chegando no local reservado para si, o Rei olhou para seu povo e seus convidados.

— Meus amigos, nossos dias de paz estão chegando ao fim, uma guerra que a muito tentamos evitar está chegando até nós. — Começou a explicar o Rei que não se deixou intimidar pelos burburinhos que começara a surgir. — Nosso querido Príncipe Camus de Delmare nos informou que o medalhão de Eiliftl it que estava desaparecido há milênios foi visto pela última vez em Gonda, em posse do Tirano Radamanthys, Soberano daquelas terras.

Os murmurinhos continuaram, os que conheciam a lenda estavam boquiabertos e os que ainda não a conheciam não entendiam o motivo do alarde.

— Majestade, mas o que pode um mortal fazer em posse de tal relíquia? — Perguntou Misty apreensivo.

— Não sabemos ao certo quão poderoso um humano pode ficar quando em posse do medalhão, mas sabemos que a ambiciosa Hilda de Asgardil foi para Gonda à procura do medalhão possivelmente, a lua de sangue que pressentimos alguns dias atrás foi a prova que houveram batalhas e mortes naquele lugar. — Continuou o Rei Albáfica. — Não sabemos quem saiu vencedor, mas essa noite nosso querido e amado príncipe Hyoga teve um sonho premonitório, o menino sonhou com seu tio Degel de Delmare cercado na torre de gelo pelo orcs de Hilda.

Tantos os guardiões quanto ao elfos ficaram surpresos com aquela informação.

— Perdoe-me, Majestade, mas o que é esse medalhão e o que ele faz? — O mestre Dohko questionou.

O Rei Albáfica observou os olhos curiosos de muitos ali, inclusive dos guardiões que nada sabiam sobre o medalhão então decidiu explicar tudo, mas sabia que a explicação seria melhor se usasse magia, então se aproximou de uma fonte que jorrava agua próximo a eles com um gesto de suas mãos uma poção de água subiu em linha vertical, outro gesto e formou-se uma tela, e nela algumas imagens começaram a aparecer, Albáfica então, começou a narrar os fatos antigos.


Há muitos milênios um elfo das terras escuras chamado Ares tornou-se ambicioso, muito ambicioso como só os demônios podem ser.

Ares não tinha respeito por vida alguma ao contrário tinha inveja e sede de poder, ele era um exímio guerreiro elfo, mas sua sede de poder e sangue foram sua desgraça. Não contente em apenas destruir os vilarejos dos mortais para estender seu reino e poder, Ares usando magia negra antiga forjou o medalhão de Eiliftl it, que permite que seu usuário sugue a energia vital das pessoas em volta.



Na imagem mostrada pelo Rei aparecia o medalhão que Camus conhecia muito bem, o elfo chegou a sentir náuseas ao olhar para a imagem daquilo que seria a fonte de seu sofrimento por algum tempo.

Ares, assim, conseguiu subjugar a grande maioria dos elfos daquela época, muitos pereceram desgostosos com a vida sanguinolenta que Ares proporcionava.

Os humanos viraram fantoches nas mãos desse nefasto tirano. Ares se comprazia em envolver os mortais em sua vibração de maldade, lhes transmitindo os sentimentos mais vis de selvageria.

Enquanto o Rei Albáfica falava imagens da narrativa apareciam refletidas na água como um grande projetor: Lutas, batalhas sangrentas, dor, desespero, morte.

— Pelo Divino! — Exclamou Mu horrorizado. — Como conseguiram deter esse monstro?

Os demais presentes também estavam em choque com tudo que estavam ouvindo e vendo, jamais se imaginaria que um elfo pudesse se transformar em seres com tais defeitos.

Ares incitava os humanos a guerrear por puro prazer em ver as batalhas, as lutas e as destruições. Para ele não importava quem venceria. Ares não escolhia lados, aliás, escolhia sim, vibrava com aquele que fosse mais cruel com seus inimigos.

Cansada de ver os mortais sofrendo com as infinitas guerras orquestradas por Ares, a Princesa Athena estudou muito nos livros de magia e conseguiu forjar o medalhão elämän.

— Athena? A Deusa? — Questionou Aioria realmente confuso, seus amigos também estavam, mas apenas ele teve a coragem de perguntar.

— Sim, meu querido, seus deuses em geral nada mais são que elfos que em algum momento de suas vidas conviveram entre os mortais, Princesa Athena era uma nobre elfa. Uma verdadeira lenda da sabedoria élfica. — Contou Shaka, mas sinalizando que depois conversariam sobre aquele tema.

Athena, com a mente brilhante que possuía, forjou seu medalhão poderoso e espalhou aos ventos que o medalhão de Eiliftl it seria apenas a chave para o verdadeiro poder.

Ares ficou louco! E tentou a todo custo pegar o medalhão de Athena, mas a elfa, que ficou conhecida entre os mortais como a verdadeira deusa da guerra e da vitória, era uma excelente estrategista. Com sua astúcia conseguiu neutralizar Ares e com o poder dos medalhões acoplados eliminou o elfo das trevas e trouxe a paz de volta a vida dos mortais.

Albáfica acabou a narrativa deixando a imagem do medalhão de elämän flutuando sob os olhares atentos dos presentes. — Para vencermos Hilda ou Radamanthys, precisamos encontrar o medalhão forjado por Athena, o medalhão de elämän. Mas infelizmente ninguém sabe o paradeiro dele há séculos.

— Desculpe, Majestade, mas eu sei onde está esse medalhão! — Milo falou com toda a certeza do seu ser. — Ele está em Gale, mais precisamente pendurado no pescoço do Rei Saga!

Notas finais
Eita!!! Que rolo!!! O Saga com o medalhão que anula o Radamanthys esse tempo todo! A grande guerra se aproxima, mesmo com os elfos fazendo as manifestações de #ElaNão nada adiantou e a Hilda quer o poder, mas quem sera que saiu vencedor da batalha entre a Hilda e Radamanthys??? Não percam cenas dos próximos capítulos kkkkkk Comentários são sempre bem vindos!!! Não tenham vergonha comentem!!! Grupo das fics no facebook >>> https://www.facebook.com/groups/1099706026776907/ Grupo das fics no whatsapp >>> https://chat.whatsapp.com/G4vT1IWNZeR2ZLE1DDVtw0