Além das estrelas: Memórias de um Jedi

9 Capítulo 8 - Corellia. Parte 2


Notas iniciais
Oiiiiiiiii Cheguei! Não demorei quase nada, ne?! uahsuhauhsa Está aqui a parte 2, estou correndo com a fic, pq quero fazer logo o encontro SS que está na parte, mas sem Spoiler kkk Boa leitura

Capítulo 8 – Corellia.

Parte dois

Dias atuais, Corellia

A sala de reunião estava lotada e Sakura já não sabia para onde olhar. Faziam mais de horas que chegara ali e eram muitos rostos conhecidos e novos. Todos pareciam ansiosos para saber o que havia lhe acontecido, onde esteve, porém, como poderia ela falar algo de que não sabia.

Esteve presa durante dezesseis anos e era isso!

Tudo o que sabia era que vivera presa entre as mesmas quatro paredes durante mais da metade de sua vida. E eles pareciam ansiosos por uma história melhor que aquela.

— Então — Tsunade começou falando. — Nos conte o que sabe. Como escapou das garras do inimigo? — completou com uma pergunta que Sakura já havia lhe respondido enquanto estava a sós quando Ino a levou até a loira mais velha.

— Eu estive presa — começou a rosada mesmo contra sua vontade. — Fiquei em cativeiro durante dezesseis anos....

— Quem lhe libertou? — Suigetsu a interrompeu.

— Karin Uzumaki.

Um burburinho se instalou no lugar.

“A traidora”

Era o que Sakura mais ouvia e mesmo sem querer, se sentiu desconfortável com aquilo.

A ruiva a havia ajudado e era grata por aquilo, então falou:

— Ela pediu para falar a Naruto que ela está viva, mas não tenho tanta certeza disso nesse momento — Sakura declarou com pesar verdadeiro na voz.

— E por quê? — Suigetsu era o único que parecia preocupado com a ruiva e Sakura entendia. Há anos atrás o rapaz era apaixonado pela moça e talvez aquele sentimento ainda estivesse vivo em seu coração.

— Ela disse que tinha contas a acertar com Sasuke — a menção a aquele nome deixara todos no lugar apreensivo e ela entendia bem o motivo.

Ino a havia contado tudo sobre o Uchiha, mas Sakura ainda queria ver por si mesma, mas no momento o que queria era responder tudo o que tivesse que responder para saber sobre seus filhos. Nem Ino nem ninguém lhe dera informação nenhuma sobre seus gêmeos e isso a estava angustiando.

— Como sabemos que isso não é um plano do Império para infiltrá-la em nossa aliança — a voz de Shikamaru Nara chegou a seus ouvidos e ela não esperaria tal questionamento de ninguém que não fosse ele, perspicaz do jeito que era.

— Não tem como saber — Sakura foi sincera encarando o moreno, tentando mostrar a ele que era ela, sua velha amiga, a sua frente. — Vocês terão que acreditar em mim.

E Shikamaru sorriu preguiçosamente. Eram velhos amigos no fim das contas.

— Certo — Tsunade falou. — Podemos confiar em você, mas não é seguro deixá-la sem proteção...

— Um guarda-costas, você quer dizer, Tsunade-sama?! — Sakura ainda não conseguia aceitar que sua mentora não confiava nele, mas compreendia. — Quem será?

— O oficial Gaara — falou apontando para um ruivo que estava encostado na saída da sala, sem chamar a atenção da rosada até aquele momento.

— É um prazer servir a antiga Rainha de Naboo — ele falou solenemente, se curvando, fazendo Sakura se curvar em resposta.

— Estão dispensados — Tsunade falou. — O senhor pode ficar General Kotaro — olhando para o velho, que Sakura se lembrava vagamente das guerras Clônicas. — Sakura precisa saber.

Ao ouvir aquelas palavras todo o corpo da rosada entrou em um estado de alerta.

Do que ela precisava saber?

Mas sobre Sasuke ou sobre seus filhos?

— Tsunade-sama — a rosada começou, mas logo foi silenciada pela mulher com apenas um olhar, que Sakura conhecia muito bem.

— Sakura, precisamos conversar sobre seus filhos — a mulher falou e Sakura soube que nada daquela conversa a agradaria.

~~~~

— Nave Millennium Falcon pede permissão para pousar — a voz de Boruto repetia no rádio. — Nave Millennium Falcon pede permissão para pousar.

“Quem pede permissão e o que transporta?” — Sarada ouviu sentindo um frio se instalar em sua barriga.

— O Príncipe Seiji Kotaro e seus droídes.

Silêncio.

“Permissão concedida. Bem-vindo a Corellia, Millennium Falcon”

— Finalmente — Boruto resmungou.

— Chegamos, Sarada-chan — Himawari festejou, mas Sarada se manteve séria.

Sim, estava feliz por cumprir a missão que fora destinada a seu mestre, mas precisava pensar no que faria a seguir e dissipar aquele sentimento estranho que se apoderava de seu coração.

A nave pousou suavemente e Boruto parou a seu lado, quando as portas se abriram, dizendo:

— Pronta, princesa? — e ao ouvir aquilo, Sarada não pode deixar de sorrir.

— Sim!

Muitas pessoas os esperavam quando deixaram a nave.

Foram recebidos como heróis, mas Sarada não se sentia uma heroína. Quase tinha acabado com tudo, se não fosse por Boruto e Himawari ela não havia nem saído de Jakku, então, não. Ela não era uma heroína e esse mesmo pesar encontro nos olhos negros de Seiji, que a encarava.

— Seiji — viu ele desviar os olhos para uma mulher, que corria até ele.

— Mãe! — a abraçou, o príncipe estava em casa e Sarada o invejou.

Ela nunca mais teria nada assim, pois tudo o que lhe restara foram um pai repleto de ódio, que nem ao menos devia saber de sua existem.

Suspirou.

Foram levados juntos dos droídes para dentro de uma base militar. Himawari sorria o tempo todo, mas Sarada notou que Boruto estava quieto demais, descontente com o que se metera.

Afinal, ele era um simples contrabandista, que agora estava em meio a uma guerra que ele não acreditava ser sua, antes de conhecer Sarada, que o fizera cair de cabeça em meio a tudo aquilo ao salvar sua irmã.

~~~~

— Pensávamos que você estava morta. Essa foi a melhor alternativa — Tsunade falava enquanto tentava explicar para a rosada o porquê de separar seus filhos, dando para pessoas diferentes criar.

— Não falou nada para Seiji enquanto estava com minha esposa e eu — o general Kotaro se apressou.

— Faltou a irmã. — Sakura murmurou. Ela entendia que eles fizeram o que achavam ser o melhor para as crianças, mas ainda assim doía nela.

Seiji nem sabia sobre ela pelo que o homem lhe falara, bem diferente de Sarada, que Tsunade dizia ter sido criado por Naruto sabendo quase toda a verdade sobre sua família.

— Sakura — a loira chamou. — Foi o melhor que conseguimos fazer! Sasuke poderia querer os gêmeos! Precisamos protege-los e essa foi a melhor maneira!

— Eu sei — ela concordou. — Ele nunca veio atrás deles?! — quis saber.

— Nunca — o general falou. — Acreditamos que ele não saiba, pois se soubesse que a força é forte neles, já teria os procurado.

— Melhor assim — concordou.

Pensava conhecer o Sasuke de antigamente, mas não esse que se nomeava Darth Vader e destruía a galáxia que ela sempre desejou proteger.

— Tsunade-sama — ouvia a voz de Shizune soar pela sala. — O príncipe está de volta junto de Sarada Uchiha — avisou fazendo o coração de Sakura bater mais forte.

— Seiji e Sarada — ela murmurou encarrando a loira.

— Mande-os aqui — pediu a Senju e a morena apenas concordou, saindo apressada. — Você precisa agir com cautela, Sakura. Ele já tem uma família.

— Eu sei, mas ele é meu filho — atalhou sentindo seu coração bater forte.

O tempo que demorou até a chegada dos gêmeos até a sala passou como uma eternidade, mas Sakura não pode conter as lagrimas que deixaram seus olhos quando Seiji e Sarada adentraram a sala.

Mas tudo pareceu fora da realidade quando seus olhos se encontraram com os de Sarada e um reconhecimento foi visto no negro dos olhos da menina.

— Mamãe?!

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— Tsunade-sama solicita a presença de Sarada Uchiha e Seiji Kotaro na sala de reunião do conselho — uma moça morena que Sarada logo soube se chamar Shizune os chamou, levando-os até uma sala de reunião dentro do prédio.

Sentia aquele sentimento estranho se remexer em seu interior como se algo grande ainda estivesse para acontecer e tudo só se confirmou ao passar pela porta da sala e dar de cara com aquela mulher de longos cabelos rosados.

Nunca esqueceria aquele rosto da única foto que Naruto a mostrará a anos atrás, que ela deixará guardada em seu quarto na casa que os soldados do império queimaram juntos de seus padrinhos.

— Mamãe?! — aquela palavra deixou seus lábios sem que Sarada pudesse reprimir.

Tudo estava confuso demais naquele dia, mas não podia negar que seu coração se alegrara ao ver aqueles olhos verdes tão vivos como na foto velha que antes tinha.

— Filha — a emoção era visível na face da mulher e Sarada via o esforça que ela fazia para não correr até ela, esforço esse que ela não fez.

Seguiu até onde a mulher estava, olhando-a.

Precisava saber se era real ou um fantasma do passado.

Ela devia estar morta, não?!

Pelo menos, era o Naruto falava.

— Como? Como você está aqui? Viva? — ela perguntou. Precisava saber, mas a mulher não parecia capaz de expressar qualquer palavra.

— Ela era prisioneira de Darth Vader — a loira falou e Sarada sentiu como se fogo percorresse todo seu corpo.

Afinal, seu pai, além de matar milhares de pessoas ainda mantinha a mulher presa, privando-a da filha e ela da mãe.

Ódio era tudo o que conseguia sentir.

— O lado negro está a sua espreita, jovem padawan — a voz forte do general Kotaro se fez ouvir na sala.

— Kotaro — Tsunade falou.

Mas nada importava naquele momento a não ser a mulher a sua frente, sua mãe.

— Posso te abraçar? — ela pediu a Sarada e ela não conseguiu dizer não, concordou com um rápido aceno.

Em um piscar de olhos, a mulher a abraçou com força. Fazendo seu peito transbordar de um sentimento que ela achou que nunca sentiria novamente. Pois, mesmo que não conhecesse aquela mulher a fundo, sabia que ela era uma guerreira e era sua mãe.

Sarada a abraçou de volta.

Amor era tudo o que sentia naquele momento.

— Preciso falar com Seiji — o homem falou, quando Sakura soltou Sarada e ela apenas concordou olhando-os se afastar.

E foi ali, que Sarada sentiu que mais coisas ainda estariam por vir.

~~~~

“Sarada”

“Sarada”

Aquele nome dava voltas em sua mente junto da imagem da pequena garota a sua frente. Ela surgira ali com seus olhos negros como a personificação de seus sonhos turbulentos e Seiji quase não conseguia acreditar.

Ela havia sido sua impudente heroína acompanhada de seus amigos, mas em seus olhos, o rapaz conseguia ver que Sarada não se sentia assim, exatamente como ele, que sabia ter falhado em sua missão, deixando a aliança rebelde nas mãos de outras pessoas.

— Seiji — a voz de sua mãe o tirou de seus pensamentos confusos.

— Mãe! — ele correu, abraçando-a.

Naquele momento nada importava, Seiji sabia estar em casa, mas algo sussurrava em se ouvido que as coisas não estavam correndo bem ali.

— Cadê o pai? — ele perguntou, olhando em volta em busca do velho general Kotaro.

— Em uma reunião com Tsunade-sama — a mulher respondeu parecendo receosa.

Agora sim Seiji tinha certeza de que nada ali ia bem. Sua mãe nunca ficara receosa assim, ainda mais com a chegada do filho.

— O que está havendo, mãe?

— Você logo irá saber, meu filho — rebateu vendo Shizune caminhar apresada até onde estavam.

A morena estava pálida e Seiji notou que uma ansiedade crua tomava sua feição.

— Tsunade-sama solicita a presença de Sarada Uchiha e Seiji Kotaro na sala de reunião do conselho — ela falou depois de respirar fundo.

Sarada Uchiha? Uchiha?

Onde Seiji havia ouvido aquele sobrenome antes? Não conseguia se lembrar, mas ainda assim seus olhos procuraram os da moça, que também o encarava.

Sem conversar muito, os dois seguiram Shizune até a sala de reunião onde a general Tsunade e seu pai estavam acompanhados de uma mulher e longos cabelos rosados e belos olhos verdes.

Ela era uma das mulheres mais bonitas que o rapaz havia visto em toda sua vida, mas não foi apenas isso que o surpreendeu, mas, sim, o que aconteceu depois.

— Mamãe?! — a moça balbuciou a seu lado e ele não pode deixar de olhá-la.

Sarada parecia estar vendo um fantasma.

— Filha — a outra respondeu.

— Como? Como você está aqui? Viva? — Sarada indagou não parecendo acreditar no que via a sua frente.

— Ela era prisioneira de Darth Vader — Tsunade respondeu e todo o corpo de Seiji tremeu a menção daquele nome.

Se fechasse os olhos, ainda podia sentir a presença ameaçadora do outro homem.... Nunca esqueceria algo tão ameaçador quanto aquilo ou o ódio que ele exalava, assim como sentia exalar de Sarada a frente da mulher de olhos verdes.

— O lado negro está a sua espreita, jovem padawan — uma voz forte seu se fez ouvir na sala e Seiji já sabia a quem pertencia.

— Kotaro — Tsunade falou por ele.

— Posso te abraçar? — a rosada pediu a Sarada e Seiji via que ela não conseguiu dizer não, concordando com um rápido aceno. E foi isso o que bastou para a outra a abraçar com força.

— Preciso falar com Seiji — seu pai falou, chamando sua atenção ao olhar na direção da mulher, que antes abraçava Sarada e ela apenas concordar.

Um frio percorreu sua espinha. Seu pai parecia tão ou mais apreensivo que sua mãe e ele sabia que nada de bom estava acontecendo ali, então ele apenas seguiu o general em direção a uma saleta de estratégia que tinha em frente a sala do conselho.

— Filho — ele chamou ao fechar a porta. — Preciso lhe contar a verdade sobre sua origem, mas antes, quero lhe dizer que eu e sua mãe te amamos mais que a nos mesmo....

Seu coração falhou uma batida.

— O que quer dizer com isso, pai? Minha origem? O senhor não está fazendo sentindo — declarou tentando parecer mais calmo do que realmente estava. Bem mais calmo, afinal seu interior estava um caos.

— Seiji, há dezesseis anos atrás você chegava ao mundo, mas não sendo concebido por sua mãe, mas sim por aquela mulher que estava na sala — seu pai parou, parecendo mais velho do que realmente era. — Sua mãe verdadeiro é Sakura Haruno.

Tremeu. O que seu pai falava? Seiji não conseguia assimilar, mas entendia que as coisas nunca foram exatamente como ele acreditou que fossem.

— Pai, eu.... — começou, mas não pode terminar sua frase, pois o que parecia ser uma grande explosão estremeceu todo o prédio.

Sem esperar por Seiji, o general deixou a sala, encontrando Tsunade e as outras no corredor, enquanto Shikamaru corria até elas.

— Darth Vader está aqui!

Notas finais
E ai? O que acharam? Comentem! Bjus