Além das estrelas: Memórias de um Jedi
4 Capítulo 3 - Missão
Notas iniciais
Capítulo 3 – Missão
Dias atuais em algum lugar da galáxia
O quarto estava claro, conseguia enxergar tudo a sua volta. No entanto, a paisagem repetida não lhe chamava a atenção.
Parecia que os dias se repetiam sempre, mas não aquele.
Havia algo de diferente no ar.
Uma estranha inquietação crescia incontrolável dentro de si, enquanto seu coração batia acelerado contra o peito.
Um forte pressentimento a atordoava.
Algo grande estava para acontecer, pode sentir isso em todos os seus ossos.
Importantes mudanças estavam por vir. Restava apenas saber se seriam para o bem ou para o mal.
E era isso o que mais a perturbava.
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Dias atuais em algum lugar da galáxia
Observava tranquilamente a vasta escuridão do universo a sua frente, sentia-se estranhamente tranquilo demais naquele dia. No entanto, sabia que aquela sensação de paz não duraria muito.
— Milorde, não conseguimos obter nenhuma informação do prisioneiro — ouviu o general informar a suas costas.
Poderia dizer que não estava surpreso.
O homem parecia tremer perante sua presença, podia sentir.
Ele era fraco e um Lorde Sith não podia ter homem fracos a seu serviço.
— O que devo fazer quanto a isso, senhor? — o homem perguntou, temeroso, observando o lorde se virar em sua direção.
— Morrer — sibilou o outro em resposta, sentindo a força queimar dentro de si, enquanto via seu antigo general sufocar a sua frente.
Bufou.
— Se quiser um serviço bem feito, faça você mesmo — murmurou, caminhando em direção a cela onde Seiji Kotaro estava feito prisioneiro.
E agora toda sua tranquilidade havia se esvaído, teria aquelas informações, não importava os meios que tivesse que usar para isso.
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— Ah! — resmungou, tentando ser forte.
Aquela era terceira sessão de tortura pela qual passava, mas o homem a sua frente se mostrava mais disposto a tirar-lhe a informação do que os outros.
— Me diga, vossa alteza, onde estão os disquetes com as informações que você roubou da nossa base? — sua voz abafada pelo capacete soou mais uma vez, fazendo todos os pelos do corpo de Seiji se arrepiarem.
Ele estava verdadeiramente, com medo do monstro mascarado a sua frente, mas ainda assim, resistiu:
— Não sei do que você está falando — declarou, cerrando a mandíbula.
— Hum — foi tudo o que o outro respondeu, puxando agulha de dentro de uma maleta de metal, que estava sobre a mesa no fundo da sala de interrogatório.
— Ah! — gritou o moreno, sentindo a agulha penetrar fundo na pele pálida de seu braço esquerdo.
Instantaneamente sentiu sua mente anuviar e sua visão embaçar. Não conseguia mais pensar com clareza, a única coisa que pode ver foi a mão enluvada de seu captor estendida em sua direção antes de ter suas memórias vasculhadas.
Agora era fato!
Antes de cair na inconsciência, Seiji teve a certeza de que havia falhado em proteger a aliança rebelde.
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Passando a mão pelo capacete, suspirou observando o rapaz desacordado a sua frente.
Havia conseguido a informação que desejava, mas agora, encontrava-se inquieto com o que havia visto ao penetrar na mente do garoto.
“Sarada”
Um nome que pensava que nunca ouviria novamente, destacava-se na mais recente memória de Seiji. Pode ver que sonhos o perturbava e, mesmo não querendo, quis saber o porquê.
Com certeza voltaria ali para obter mais informações e acabaria de vez com aquela sensação estranha que gritava em seu peito.
Decidido a esquecer aquele assunto por hora, deixou a sala de interrogatórios, encontrando seu mais novo general a sua espera em frente a porta.
— A suas ordens, milorde — o outro se prontificou, solenemente.
— As informações roubadas estão armazenadas em uma unidade R2 em Jakku. Mande tropas em busca agora mesmo — ordenou, caminhando apresado em direção a seu aposento pessoal.
— Sim, senhor — rebateu o outro, seguindo na direção contraria ao lorde sombrio.
Sem muita demora, Sasuke adentrou seu quarto, tirando o capacete rapidamente. Precisava respirar e refletir.
Podia sentir um balançar na força.
Algo grande estava prestes a acontecer e Sasuke, em anos, temeu o que estava por vir.
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Dias atuais em algum lugar da galáxia
“Uma mensagem para Naruto Uzumaki”
Aquelas palavras davam voltas em sua cabeça, enquanto ainda observava os dois droídes a discutirem a sua frente.
— Uma mensagem para Naruto Uzumaki? — repetiu, chamando a atenção dos dois, que a encararam. — Eu posso levar vocês até ele. Naruto Uzumaki é meu mestre.
— Oh! Isso é ótimo, minha senhora — C3PO exclamou, pondo-se ao lado da morena, sendo seguido pelo menor.
— Mas, primeiro, como posso saber que posso confiar em vocês?
Mais bips e grunhidos foram ouvidos, quando o menor falou com C3PO. Sarada podia sentir que R2-D2 também não confiava nela.
— O que ele disse? — perguntou ao droíde dourado.
— Ele disse que terá que seguir sua intuição, pois não foi programado para fazer acordos. Me desculpe, senhora. R2 é muito teimoso quando quer.
Mesmo sem querer, uma gargalhada escapou por sua garganta. Se sentiu a maior das tolas por desconfiar daqueles inocentes droídes.
— Certo. Certo. Vou levar vocês até meu mestre, mas com uma condição — falou, erguendo apenas um dedo em frente ao rosto, esperando por alguma resposta.
— Qualquer coisa, minha senhora — concordou C3PO.
— OK. Minha única condição é... — começou, tomando folego. — Ouvir a mensagem que vocês tem para meu mestre.
Não conseguia mais guardar toda a curiosidade dentro de si. Queria entender o motivo que levava aquele pequeno droídizinho a ser tão leal.
Após mais uma nova série de bips, C3PO se voltou para a Uchiha.
— R2 se nega a revelar a mensagem, senhora. NO entanto, chegamos ao acordo de lhe revelarmos apenas uma pequena parte da mensagem, afinal, você parece ser nossa única chance de chegar até Naruto Uzumaki no meio desse deserto terrível.
— Isso é melhor que nada, 3PO — concordou ela, encarando o menor dos droídes. — Estou pronta, R2, pode mostrar.
Um instante de silêncio se seguido, fazendo com que uma tensão estranha se instalasse no ar até que, finalmente, uma imagem holográfica tremeluziu diante dos olhos dos três.
“Me ajude, Naruto Uzumaki...” — uma voz rouca soou pelo ambiente e Sarada não conseguiu desviar os olhos do rapaz de rebeldes cabelos negros.
Ele era lindo, não tinha como negar.
“Você é a última esperança da Aliança Rebelde, por favor....” — um tremor tomou todo seu corpo e então, a imagem desapareceu.
— É isso, senhora — ouviu C3PO.
Queria gritar de insatisfação, mas havia feito um trato e cumpriria sua parte.
— Certo. Vamos por aqui — declarou ela, dando as costas para eles, que não a seguiram.
— Senhora, R2 alerta que sentiu presenças desconhecidas se aproximando nessa direção.
— Só pode ser o povo da areia. É melhor nos escondermos enquanto isso — decidiu, escondendo-se junto com os droídes atrás de um amontoado de rochas.
Respirando lentamente, Sarada pode ver o que se aproximava e surpresa, notou não ser o povo da areia e sim, stormtroopers do império.
Medo crescia dentro de si e não sabia explicar direito o motivo, apenas queria correr de volta para sua casa, mas não podia.
Que tipo de aprendiz padawan ela era sucumbindo ao medo daquela maneira?
Ela já não era uma criança assustada. Precisava respirar e manter a calma.
Um Jedi nunca perde o controle.
Esperando pacientemente, os três logo se colocaram a caminho de casa ao não sentir mais a presença dos stormtroopers, mas grande foi a surpresa de Sarada ao encontrar seu antigo lar em chamas.
Não havia sobrado nada ali, nem mesmo os ossos daqueles que lhe criaram.
Com lagrimas nos olhos, a Uchiha observou as cinzas do lugar onde crescera e tudo o que desejou fora vingança contra o império, pois, mesmo que não tivesse certeza, algo dentro de si dizia que, aquela tropa de stormtroopers havia feito uma visita a seu mestre.
Com o ódio queimando dentro de si, falou:
— Como podem ver, não posso mais cumprir minha parte no trato...
— Oh, não! — lamentou C3PO.
— No entanto, me ofereço para levar vocês até a base mais próxima da resistência — finalizou, encarando ambos os droídes.
Sabia que estava agindo guiada pela raiva e que aquilo podia leva-la para o lado sombrio, mas, também sabia que a única maneira de vingar Hinata e Naruto, seria lutando e, ela faria isso sem pestanejar.
— De acordo, minha senhora — concordou o droíde falante, após uma longa discussão com o baixinho.
— Certo. Agora precisamos de uma nave e eu sei onde arrumar uma — sorriu.
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Usando o antigo veículo de seu mestre, Sarada chegou em menos de quinze minutos ao boteco mais movimentado do planeta. Por ali passavam seres da pior espécie e só sabia disso, pois fora alertada por seu mestre para nunca entrar ali.
No entanto, ouvira também que contrabandistas faziam dali seu ponto de encontro e era, justamente, de alguém “discreto” que precisava naquele momento.
Estufando o peito, ela adentrou o local depois de esconder o veículo e os droídes, podia ver stormtroopers por toda a parte, mas manteve a calma ao colar seu corpo magro rente ao balcão.
— Uma água, por favor — pediu ao garçom, antes que ele reclamasse de algo e ficou a observar o ambiente, que estava pacifico, até que uma moça, não muito mais jovem que ela, gritou:
— Meu irmão já disse que vai pagar!
— O meu mestre não acredita mais na palavra dele — declarou um homem alto e largo, segurando com força o braço da moça. — Você vem comigo agora!
Sem pensar muito, a morena se pôs ao lado da outra e falou, sentindo a força envolver todo seu corpo:
— Você vai deixá-la em paz agora e sair por aquela porta.
— Eu vou deixá-la em paz e vou sair por aquela porta — repetiu, soltando o braço da garota e saindo do bar.
— Uau! — exclamou a desconhecida, sorrindo enquanto Sarada se certificava de que ninguém havia reparado no pequeno movimento que havia acontecido ali. — Como fez aquilo?
— O que? Ah, foi só persuasão feminina — desconversou, tentando convencer a outra.
— Sei. Eu queria ser persuasiva assim — riu. — Vamos, me diga o que quer por ter me salvado?
— O que? Eu não quero nada seu — rebateu a Uchiha se sentindo ofendida pela suposição da outra.
— Ok. Então me diga o que veio procurar num lugar como esse? Eu realmente quero retribuir o que fez por mim — insistiu.
Pensando por um momento, a morena encarou a outra e murmurou:
— Estou à procura de alguém que posso levar a mim e mais dois droídes em uma viagem discreta.
— Ah, sim! Uma viagem discreta. Você é uma fugitiva — afirmou.
— Não....
— Não estou te julgando — declarou, interrompendo as negativas de Sarada. — Certo, então acho que já sei como retribuir seu favor.
— Como?
— Meu irmão ficara feliz em recebe-la abordo da Millennium Falcon para sua viagem discreta — gracejou.
Sarada estava sem palavras. As coisas estavam acontecendo fácil demais e ela nem conseguia acreditar que sua vida havia mudado tanto em tão pouco tempo.
— Isso é ótimo...?
— Himawari — completou, sorrindo ao estender a mão para a Uchiha.
— Sarada, muito prazer — rebateu apertando a mão da garota, sentindo que uma grande amizade poderia nascer dali.
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Em algum lugar da galáxia
As horas se arrasavam lentamente, enquanto observava o teto.
Havia cochilado algumas vezes no dia, mas ainda assim, as horas pareciam anos e agora a escuridão tomava o quarto aos poucos.
Já estava quase sucumbindo a inconsciência novamente, quando a porta se abriu e fios vermelhos brilharam na escuridão.
Seu visitante noturno viera mais cedo naquela noite.
Decidida a tirar proveito da situação, ela permaneceu imóvel, sentindo a figura se aproximar.
— Sua hora de sair daqui está quase chegado, minha flor. Quase chegando — ouviu aquela voz, que sabia conhecer, soar perto de seu ouvido, enquanto uma mão suave lhe acariciava os cabelos. — Ele não pode prendê-la aqui por muito tempo... — completou.
Uma alegria monstruosa crescia em seu peito, enquanto tentava ignorar a vontade de abrir os olhos.
Parecia que seu pressentimento de mais cedo estava certo. Algo grande realmente estava por vir e, seria algo infinitamente bom.
Era o que ela pensava e não podia estar mais enganada.
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