Notas iniciais
Esse é o maior capitulo que já escrevi, até agora... Poderia dividir, é muita informação, mas creio que voces vão assimilar bem, se evitar isso ficaremos com muitos capitulo e não quero ultrapassar 17 ou 18 da 2 temporada. Vamos ser economicos, então dale textos longos. A quem se manifestou mais ced, muito obrigada ><' Amei os comentários

— Vim por você. Soube que precisava de ajuda. – Seu olhar foi fixo ao meu. Minha respiração descompassada e minha mente embaralhada. – Pode nos dar licença agora, Bonnie. – Pediu. – Vamos conversar?

POV. Bella.

Eu tinha apenas 15 anos quando a vi pela primeira vez. Foi trágico, mas mágico ao mesmo tempo. Ela quase me atropelou, mas o desespero que se instalou depois,os cuidados, superaram isso. Não sei ao certo como começamos se fui eu que a agarrei ou se foi ela que me beijou, mas naquele dia, no meu quarto deitado em seu colo, me sinto ainda mais atraída por ela e a beijei. Minha melhor amiga virou minha primeira namorada.

Meu pai a detestava e quase proibiu nosso namoro, mas viu como ela me fazia bem, sorrir. Permitiu desde que ele pudesse monitorar. Caroline sempre foi perfeita, logo conquistou sua confiança e praticamente morava em minha casa. Vivi dias incríveis ao seu lado. Ela tirou minha virgindade, foi ela que acendeu esse fogo em mim. Foi tão cuidadosa que não parecia que me deixaria logo em seguida...

Ela me largou e tudo piorou. Doença, vida, amigos... Isolei-me do mundo até conseguir focar minha ira e coração fechado em algo. Sexo. Mas isso não é novidade e o final todos sabe. Só consegui me recuperar totalmente quando meu coração reconheceu seu verdadeiro amor e resolveu dar uma chance.

— Já se foram tantos anos, Bella. – Suspirou e me olhou triste. – Ainda me odeia? – Perguntou com angustia.

— Não sinto nada por você. – Riu.

— Pode dizer tudo que acredito, menos isso. – Se ergueu e veio até mim.

— Pare! – Pedi implorando. Eu não sabia qual seria a reação do meu corpo ao tê-la tão perto.

— Medo, Salvatore? – Indagou sorrindo de lado.

— Não, apenas evitando você. – Respirei fundo. – O que faz aqui? – Rosnei.

— Sua família está em perigo. Seus filhos fazem parte de uma profecia e a adotada carrega no ventre um híbrido de lobo, ah, nada não! – Revirou os olhos e me encarou. – Você precisa de mim.

— Nunca precisei, não será agora que... – Riu alto.

— Você costumava me abraçar a me ver, o que mudou? – Ergueu uma sobrancelha.

— Mudou que você sumiu após quebrar meu coração! Mudou após ter me destruído e aos poucos eu tentei me reerguer. Mudou com a chegada de Alice, que me fez ver o sol em meio à escuridão! Você me deixou nas trevas e ela me trouxe a luz! Agora, que tento ser forte para salvar minha família, você reaparece para me desestabilizar novamente? – Ficou muda e de cabeça baixa. – Vá embora! – Negou.

— Você precisa de mim. – Suspirou. – E se não for por mim, Bells, que seja por sua família! – Me encarou.

— Não preciso de você. – Fui firme. Virei às costas e corri para minha casa, onde encontrei todos me esperando. Bonnie me olhava com expectativas, já minha esposa e filhos, principalmente Nessie, com receio.

— Mãe... – Parou de falar ao ver quem entrava em seu campo de visão.

— Pare de ser idiota, Isabella! – Gritou comigo.

— Idiota eu seria se aceitasse você na minha vida novamente! – Rosnei em sua direção.

— Não vim para brigar! – Ergueu a mão.

— Já mandei ir embora! – Rosnei. Alice se aproximou e enlaçou minha cintura. Ela sentiu o olhar que me fora dado.

— Quem é você? – Perguntou me abraçando.

— Caroline Forbes. – Se apresentou educadamente.

— Carol. – Elena sorriu e estranhei aquilo.

— Como vai, Elena? – Perguntou naturalmente, sem formalidades. Espantei-me quando a mesma a abraçou forte.

— Quanto tempo não a vejo, minha amiga. – Rosnei e bufei.

— Sério? – Me arrepiei com o riso de Caroline.

— Pensa que é a única Salvatore que conheci? – Ergueu uma sobrancelha.

— Ela foi minha melhor amiga no colegial, aconteceram tantas coisas que... Há anos não te vejo! – Parecia feliz com o reencontro. Reparei que Damon não estava tão contente assim, parecia tenso. Receoso. – O que faz aqui? Como nos achou? De onde conhece minha filha? – Caroline ficou um pouco tensa.

— A conheci quando humana, em Forks... – Foi relatando.

— Quer mesmo relembrar o passado? – Questionei.

— Ela me fez uma pergunta, estou a respondendo. – Me encarou.

— Minha família está aqui, esposa e filhos!

— Não contou nada para ela? – Ergueu uma sobrancelha.

— Contar o que? – Alice quis saber séria. Caroline olhou minha mãe com um pouco de receio, mas resolveu falar.

— Fui à primeira namorada de Bella. – Alice ficou tensa e Elena surpresa. Meus filhos me encaravam sem reação, e Jacob evitava rosnar para ela.

— O que faz aqui, sangue suga? – Deu um passo em sua direção.

— Cachorro! Como cresceu! – Riu da sua cara.

— Você... E... Minha filha...? – Elena não entendia.

— Eu me apaixonei pela humana, sinto muito. – A olhei com cautela.

— Mas não tem lógica, se Alice a conheceu com 17 anos... – Elena a olhou abismada.

— A conheci com 15, namoramos por um ano e tive que...

— Quebrar meu coração. Destruir minha vida. Aniquilar meus sentimentos. – Enumerei para ela. – Vamos, tem algo que esqueci? – Ri sem humor. Alice me apertou ainda mais forte.

— Isa... – Ri.

— Isabella. – Revirou os olhos.

— Podemos ficar aqui o dia todo discutindo os motivos deu ir embora, ter te abandonado ou não, mas o que importa não somos nós, mas seus filhos! – Falou com certa dor na voz.

— Caroline tem uma importante participação nisso. Eu... Eu previ. – Bonnie encolheu os ombros para o olhar de Caroline.

— Claro que previu, o que você não prevê? – Ironizou. – Acho que a única coisa que deu errado para você foi à doença da Isa e aquela morte, pois isso separou a purpurina dela, certo? – Ergueu uma sobrancelha.

— Olha como fala da minha mãe, sua idiota! – Dean avançou em sua direção, mas foi parado facilmente por ela quando ergueu a mão, sem ao menos encostar-se a ele.

— Para isso que vim. Vocês só sabem usar a força e esquecem que possuem uma parte vampírica e que há poderes dentro de vocês. – Negou. – Força não é tudo. – Abaixou a mão e o lançou para onde veio. – Você não tem escolha, Bella. Precisa de mim. – Me olhou nos olhos. Fechei os meus com força e minha esposa me puxou para dentro de casa.

— Venha, vamos conversar. – Travei no lugar, não conseguia sair. – Amor... – Acariciou minha face e beijou meus lábios. Ouvi um suspirou, e isso fez Alice aprofundar mais ainda o beijo. – Estou aqui. – Sorri de olhos fechados e a olhei com ternura.

— Eu sei. – Beijei sua testa.

— Bella... – Bonnie tentou me impedir de subir, mas não dei ouvidos.

— Eu preciso de você. – Joguei minha esposa na cama e subi encima dela. Sorriu maliciosa e nos virou na cama. Rasgou toda minha roupa e me deixou nua.

— E eu de você. – Seu olhar era faminto em mim. Sua boca atacou a minha e minhas mãos percorreram seu corpo. Sua roupa havia virado trapo também e nossos corpos se colaram rapidamente. Seio com seio, intimidade com intimidade. O calor era grande, o tesão também.

— Você quer mostrar que sou sua, não precisa. – Mordi seu pescoço quando encaixou sua intimidade na minha. Gemi.

— Quero sentir minha esposa, apenas isso. – Rebolou e revirei os olhos com aquilo. Movimentei meu quadril com ela e sorri de lado ao sentir sua possessão.

— Ela é passado. – Nos virei na cama e acelerei nosso ritmo.

— Eu sou seu presente e futuro. – Rosnou apertando meus seios e acelerando ainda mais.

— Ela só me machucou, não tem o que temer. – Eu sabia o que se passava em sua mente.

— E eu lhe dei uma família. – Me olhou nos olhos quando me penetrou com seus dedos. Revirei os olhos de prazer, não esperava por isso. – Lhe dei filhos. – Mais um dedo entrava em mim. –Eu lhe dei amor, esperei você! – Mordeu meu pescoço, rasgando minha pele e sugando meu sangue. Meu clitóris inchou ainda mais e o sentia pulsar. Estava entrando em um estado de êxtase!

— Amor... – Seu ciúme era grande, e isso era maravilhoso.

— Eu não vou... – Tentou falar quando largou a ferida, mas se calou quando foi minha vez de penetrá-la. – Bells... – Urrou de prazer e minhas presas foram para sua pele agora. – Isso...

— Goza comigo? – Pedi mordendo de novo, em outro lugar. A dor era prazerosa, e eu adorava aquilo. Fez o mesmo comigo, me arranhando com a mão livre.

Retirou os dedos de mim, fiz o mesmo, e nossas intimidades colaram novamente para gozarem juntas. Misturando nossos sabores e fazendo tudo ficar ainda mais perfeito.

— Você com ciúme... – A olhei nos olhos e arfei. – Quero mais disso... – Ergui seu queixo e beijei seus lábios.

— Você é minha! – Seus olhos eram de ira. Ri.

— Só sua. – A puxei para o meu peito.

— Me conta. – Pediu acariciando meu abdômen.

— Não tem o que falar. – Evitei tocar no assunto.

— Ela foi a sua primeira namorada, claro que tem! – Suspirei. – Você mentiu para mim. – Me olhou com dor.

— No que? – Fiquei sem entender.

— Eu percebi como ela te olhou e em como você ficava... Você já amou aquela mulher. – Fechei meus olhos. – Ela te magoou, não sofremos por quem não amamos. – Me encarou, me fez a encarar na verdade.

— Eu a amei mais do que a mim mesma, Alice. – Confessei. – Mas a partir do momento em que me abandonou, retirei esse amor daqui! – Apontei para o meu coração. – Foram poucos meses, nem sei como alguém conseguiu causar tanto estrago assim! Um ano a conhecendo e alguns meses namorando de fato. – Fechei meus olhos. – Não quero falar nisso, por favor. – Pedi.

— Você me deve isso. – Foi dura comigo.

— Ela apareceu em Forks quando havia completado 15 anos. – Respirei fundo ao começar contar. – Ela era linda, eu era apenas uma adolescente e ela despertou o desejo em mim. Com o tempo o desejo virou paixão e a paixão... Não sei, em mim transformou e nela não. – Lamentei. – Vivi numa mentira por tanto tempo que, depois da doença, pensei que nada mais valeria a pena. — Deixei que uma lágrima escorresse por minha face. – Ela sumiu, destruiu meu coração e me abandonou. – A olhei nos olhos. – É tudo o que precisa saber,ok? – Beijei sua testa.

— Devo ter medo? – Ri.

— Não!

— Mas ela mexe com você...

— E você me toca. – Sorrimos maliciosas. – Ela foi à ilusão da minha realidade, que é você! – Voltei meus lábios para os seus. – Eu te amo!

— Eu te amo!

[...]

Caroline estava afastada, sentada com minha mãe e Stefan, conversando animadamente. Quando entrei na sala todos viraram para mim.

— Filha. – Elena me olhou com cautela. Nessie não se levantou, muito menos me encarou.

— Bonnie queria que eu agisse de maneira contrária do que sabia que faria ao receber aquela noticia. – Nessie prestou atenção em mim, me encarou. Aproximei-me dela e ajoelhei na sua frente. Acariciei seu frente e a vi chorar. – Vou ser avó? – Ela riu em meio às lágrimas e me abraçou forte.

— Mamãe! – Soluçou. – Pensei que...

— Eu sempre vou estar ao seu lado. — Beijei seu ombro.

— Obrigada. – Assenti.

— Mas quero que confie em mim. – Concordou.

— Me perdoe! – Pediu mais uma vez. Jacob sorria para nós, se levantou e esticou a mão para me ajudar a levantar. Aproveitei disso e soquei sua cara. – MÃE! – Me olhou aterrorizada, já Caroline ria.

— Você é um desgraçado! – O xinguei. – Minha filha?! – Ergui uma sobrancelha e ele me olhou com cautela.

— Bella... Eu a amo! – Neguei.

— Sentimento nenhum vai trazer a pureza dela novamente! – Riu ao ver minha cara.

— Eu quero me casar com ela! – Ficou de joelhos a minha frente, com a boca sangrando. Pegou uma caixinha que havia no bolso e abriu para mim. Nessie arregalou os olhos e o olhei de lado. – Eu quero pedir sua permissão para formar uma família com a sua filha, Sra. Salvatore! – O olhei séria. – Prometo cuidar e proteger, respeitar e amar! Darei minha vida por ela e nosso filho! – Ainda me olhava com ansiedade. Alice apareceu e sorriu para aquilo.

— Depois de fazer a besteira tenta consertar, Black? – Engoliu em seco.

— Eu quero sua permissão e benção, se não puder nos dar... Seremos felizes juntos de outra maneira, mas não a deixarei!

— E quem disse que eu negaria isso? – Sorri e suspirou aliviado. – Anda, ajoelhe-se para quem merece e não para mim! – Se levantou rapidamente e olhou para minha filha.

Ajoelhou-se para ela e fez a declaração do ano. Arrancando lágrimas de uma grávida e aplausos de uma família que estava a ponto de entrar em guerra com a realeza vampírica.

— Seria cômico se não fosse trágico essa situação. – Abracei minha esposa por trás e beijei seu pescoço.

— Nossa filha vai casar ou ter um filho, não entendi. – Rimos e a apertei mais forte.

— Eu te amo. – Os dois se abraçaram e logo em seguida se beijaram.

— Final feliz para um início conturbado. – Suspirei. Olhei para minha mãe, que sorria para cena, mas meus olhos foram automaticamente para ela, que evitava ver aquilo e fixava os olhos nos dois anéis que carregava consigo no cordão.

— Que tal a melação acabar e começarmos o treino? – Indagou séria.

— Amanhã, hoje vamos bebemorar! – Dean falou estourando uma garrafa de champanhe e acabei rindo.

— Uma folga, vocês merecem! – Pisquei e todos se serviram.

[...]

POV. Carol.

Ver o pedido do cachorro para a filha mais velha de Isabella foi doloroso por dois simples motivos. 1º: Lembrava-me de como queria ter a pedido em casamento. E 2º: Era para ser nossa filha...

Eu não fui para Forks porque adorava verde, na verdade odiava cidade parada! Fui por causa de Bonnie, que implorou proteção a pirralha, sentia que a mesma estava em perigo. Damon também intercedeu pela filha e assim o fiz, mas ninguém contava que a menina era linda, simpática e completamente interessante. Apaixonei-me por ela quando pus meus olhos, mas não poderia fazer nada, ela era a filha da minha melhor amiga...

Mas a ironia do destino foi tão grande que a mesma também se interessou por mim e vivemos... Digamos que, um namoro proibido. Seu “pai” não confiava muito em mim. Eu era “3 anos” mais velha que a filha e poderia influenciá-la de qualquer maneira, não sabia o pobre humano que foi ela que me agarrou pela primeira vez...

Eu não tinha motivo para viver, apenas sobreviver, Bella se tornou esse motivo. Por ela eu fazia tudo, era tudo. Meu coração era dela e de mais ninguém. Mas infelizmente não estava nos planos isso, e o bem dela não era eu, mas sim essa... Essa purpurina!

Bonnie foi dura comigo, falou de nossa diferença de idade, que era filha de Elena, que já existia um plano em seu destino e eu não poderia atrapalha-lo. Expulsou-me da vida da mulher que tanto amava a troco disso... Da salvação do mundo! Oh!

O pior não foi simplesmente ter que sair sem me despedir adequadamente dela, ao menos forjar minha morte ou... Ou ter um último contato, mas sim a maneira como ficou registrado em sua mente. Como pensa que a maltratei, a machuquei profundamente.

Não teria coragem de quebrar seu coração, mas não dependia de mim...

— Você dormiu bem? – Elena perguntou ao aparecer na cozinha.

— Na verdade não. – Sorri sem graça. – Você ainda está magoada? – Indaguei.

— Você machucou minha filha. – Me olhou com dor.

— Não foi por querer... – Tentei me defender.

— Bom dia casal vinte! – O grandão da família gritou ao ver os recém-noivos. Sorriam, mas percebi que o Black não tirava seus olhos de mim, eram duros.

— Essa criança já está bem desenvolvida. – Reparei ao ver a barriga dela. Já havia sinal que uma vida era gerada ali.

— Sim, o nascimento será em breve, o desenvolvimento é ainda maior do que dos Gêmeos. – Bonnie respondeu minha dúvida.

— Vai treinar também? – Indaguei à pequena.

— Fará mal, vô? – Perguntou ao patriarca da família.

— Só não se esforce muito e, caso sinta alguma dor, pare. – Sorriu e acariciou seu rosto.

— Então vamos. – Sai pela porta da frente e senti cinco presenças atrás de mim. –Pensei que só os pirralhos iam treinar... – Me virei dando de cara com Isa e sua esposa.

— Ficarei por perto. – Me olhou intrigada. Ri. Alice, sua mulher, me encarava séria. Seu ódio por mim não era pelo que fiz, mas pelo que ainda causava a sua amada. Ela tinha ciúme.

— Sentem-se em circulo, só os três. – Fui específica. Logo o fizeram. – Não quero o amor de vocês, longe disso, quero apenas fazer o que me foi pedido e ir embora o quanto antes. – Dean, o que tentou me atacar, riu.

— Não sabe como esse sentimento é recíproco. – Ri.

— Preciso que os dois se concentrem mais do que a pirralha ali. Vocês são os protagonistas da história, se algo der errado a culpa será de vocês. – Me olharam intrigados. – Jasper estava os treinando fisicamente, um treino simples e básico, para ver até onde suportavam a dor, mas sua mãe não permitiu que continuasse, isso foi tolice. – Ri e Bella rosnou. – Voltarão com ele treinarão até a exaustão de seus corpos. Comigo aprenderão o que a mente tem a oferecer. Seus poderes serão descobertos e atiçados. Não pense que será mole, eu não facilito. – Me sentei numa pedra e os encarei. – Bonnie é ótima em mexer com as emoções das pessoas, fará um bom trabalho nisso.

— Mas pelo visto foi você que causou maior dano. – Nathan, o mais sereno, falou.

— Nem tudo é como queremos. – Evitei falar naquilo. Suspirei. – A pirralha...

— Renesmee! – Me repreendeu.

— Tanto faz. – Dei de ombros. – Não poderá participar dos meus treinos enquanto tiver essa criança no ventre. Poderá observar e tentar fazer sozinha, mas não recomendo.

— Por quê? – Ficou indignada.

— Você terá seu filho em poucas semanas, suas forças têm de estar nele, simples. – Me ergui novamente e os fitei. – Levantem-se e vamos ver do que são capazes! – Ergueram-se e me encararam sérios.

— Venha Nessie. – Alice a chamou e sentou-se com ela no chão, observando tudo. Já Bella... Ela nos encarava atenta.

POV. Bella

O treino parecia complexo, e infelizmente ela era boa no que fazia. Meus filhos nunca apresentaram poderes ou tentaram ao menos, achavam a força e velocidade incrível. Mas eu sabia que no fundo Nathan se sairia melhor nisso, e de fato estava certa.

— Calma! – Sai dos meus pensamentos quando Caroline pulou para o lado quando uma chama foi em sua direção. – Elementos ou fogo? – Indagou séria a Dean.

— Não sei, mas quando vejo sua cara só queria que fosse para o inferno! – Sorriu de lado e ela riu.

— Ótimo, o que te motiva é a ira? Isso dá para se usar, e você? O que faz além de ficar parado? – Perguntou desafiadoramente ao Nathan.

— Não sei, acho que nada... – Lamentou. Revirou os olhos.

— Feche os olhos. – Pediu. Assim o fez. – Enxergue dentro de si. O sentimento que carrega é bom, eu não sou a melhor pessoa para dizer isso, mas sinto! – Confessou. – Você é como se fosse o contrário de seu irmão. Ele é a chama, você a calmaria. Sinta você mesmo o que tem ai, diga o que visualiza! – pediu.

— Ardência, sufoco! – Ele tremia. O olhou sem entender. – É como se algo me prendesse e...

— Saiam de perto. – Pediu alarmada.

— O que aconteceu? – Perguntei me aproximando.

— Isabella, saia de perto! – Gritou comigo, mas não a escutei. Aproximei-me de meu filho e toquei seu corpo.

Erro!

Foi como pisar em uma mina armada para explodir. Nathan abriu seus olhos e o azul se transformou em violeta. Sua boca se abriu e jatos de chama saíram por ali. Eram para me atingir, mas uma mão me puxou a tempo e nossos corpos caíram no chão.

— Eu mandei se afastar! – Falou ainda em cima de mim. Seus olhos fixos nos meus, sua respiração batendo em meu pescoço. – Você está bem? – Perguntou me encarando com cautela, querendo saber se algo havia de errado comigo. Eu não conseguia falar, eu não conseguia respirar. Se eu inalasse seu perfume perderia o controle. Nossos corpos estavam colados, eu me sentia toda arrepiada e sabia que isso não era bom.

— Bella? – Ouvi a voz falha de minha esposa e balancei a cabeça. Empurrei Caroline de mim e me levantei meio desorientada. Vi a dor nos olhos de Alice, mas logo em seguida a ira. Aproximei-me e toquei sua mão.

— Alice... Eu... – Negou.

— Você está bem? – Perguntou se controlando.

— Sim. – Me sentei no chão e olhei para o meu filho. – O que aconteceu? – Fiquei desnorteada ao vê-lo ainda no mesmo estado.

— Nathan reprimiu seus sentimentos por muito tempo. Sempre se menosprezando, creio. – Caroline havia se recuperado e falava tranquilamente. – Ele tem muito poder dentro de si e não será fácil controlar. – Suspirou. – Nathan, olhe para mim! – Pediu ao meu filho. Ele atendeu. – Esquece seu interior e foque em mim. – Pediu pegando em sua mão calmamente. Ele relaxou com seu toque e seus olhos voltaram ao normal. – Isso. – Sorriu.

— Eu te machuquei, mãe? – Perguntou aflito.

— Estou bem. – Falei ainda me recuperando.

— Você não pode passar por mim sem antes ficar com Bonnie. Seu irmão é fácil de manipular, mas você é complexo! – O analisou. – Você tem a aparência de Alice, mas seu interiro é todo de Bella! – Sorriu de lado. – Como o mar! Engana pela calmaria, mas é profundo e surpreende quando se agita, causando grandes estragos quando próximo a algo. – Analisou. – Vá para casa, não tenho o que fazer com você. – Ele assentiu. – Mas com você... – Olhou para Dean.

— O que tem? – Ficou um pouco intrigado.

— Vamos. Volte à posição, você está fraco! – Ele rosnou. – Não pode ser atiçado somente por ira, tem que fazer mais. A ira nos dá força descentralizada, você precisa focar isso, saber o que fazer! – Ele bufou, mas ficou sem ar quando foi pego de surpresa por algo invisível. Como se alguém o prendesse pelo pescoço e o erguesse. Mas não havia ninguém ali. – Você é fraco! – Voltou a repetir abaixando a mão. – Vamos, de novo!

[...]

— Seu filho é forte, mas indisciplinado! – Carol relatou quando acabou o treino e Dean não evoluiu nada naquele dia.

— Meu filho está se esforçando! – Alice rosnou.

— Alice... – A segurei do meu lado. –Ela está certa. Dean não segue o que é mandado e reclama. Desse jeito não tem como e...

— E você ficará do lado dela? – Ergueu uma sobrancelha. Irritada.

— Só é a verdade e... – Virou as costas e saiu com raiva de mim. – ALICE! – Gritei seu nome, mas não ligou.

— Pelo jeito sua esposa não gostou de mim. – Sorriu irônica e me fitou intensamente.

— Nem eu. – Riu.

— Sabe que não é verdade. – Revirei os olhos.

— Ajude meus filhos. O resto eu me viro – Virei às costas, mas sua mão prendeu meu braço e me virou para ela. – O que está fazendo? – Perguntei.

— O que se lembra? – Indagou.

— O que? – Fiquei confusa.

— Do passado, de nós, o que se lembra? – Me olhou no fundo dos olhos.

— De como fui idiota por me apaixonar por você! – Perdeu o sorriso.

— Nada de bom vem na mente? – Havia esperança ali.

— Beijos, carinhos, que não passaram de mentiras. Não quero isso. – Tentei puxar meu braço, mas não deixou.

— Bella, tem muito a ser contado e você...

— Não quero saber! – Puxei meu braço novamente e consegui me livrar dela.

— Isabella! – Correu em minha direção e me prendeu novamente. Dessa vez puxou meu corpo para o seu e nos deixou bem coladas.

— O que... – Perdi o ar quando colou nossas testas. Meu coração acelerou e não podia respirar. Seu cheiro me envolvia e me embriagava. Ergueu minha cabeça e me fez fitá-la.

— Diga que não sente nada. – Soprou sobre meus lábios e fechei os olhos pelo carinho que recebi.

— Você me fez sofrer e volta para fazer minha esposa sofrer! – Fui racional.

— Bonnie tem muito que te falar Bella. – Suspirou e raspou seu nariz em meu pescoço, me arrepiando mais ainda.

— Para. – Pedi. Eu não tinha forças para me afastar. Infelizmente ela machucou meu coração, mas ele é tolo demais. Só se finge de forte...

— Quer que eu pare, Swan? – Me chamou como antigamente. Arfei e evitei gemer quando sua língua subiu meu pescoço e sua boca foi para perto da minha.

— Caroline... – Eu queria ter força para empurrá-la e lhe dar um soco, mas só conseguia fitar seus olhos e me derreter com seu sorriso.

Com Alice eu me sentia na obrigação de defendê-la, com sua delicadeza e fragilidade. Mas com ela... Era o contrário. Caroline tinha um domínio em mim que...

— Mãe!? – Ouvi meu filho gritar. Fechei meus olhos com força. O que falaria para ele a me ver nessa situação? Mas quando os abri não a vi mais ali, mas sim meu filho. – Vamos? – Sorriu. Era Nathan. Eu não conseguia sair do lugar. – O que houve? – Quis saber. Neguei.

— Eu... Eu já estou indo. – Sorri e pedi para que fosse à frente. – Eu posso enfrentar a morte novamente, mas não ela... – Rosnei. – Não posso magoar Alice, mas... – Soquei a arvore ao sentir que estava excitada. – Merda! – Xinguei e queria poder me matar.

Cai de joelhos e deixei que algumas lágrimas rolassem por minha face sem que eu as impedisse. Há quanto tempo não choro? Há quanto tempo não me permito chorar para ser forte por minha esposa? E agora eu serei o motivo de suas lágrimas?

— Bonnie já me fez sofrer tanto ao colocar a vida de Alice em risco, meus filhos numa profecia e agora isso? – Ri sem nenhum humor e me ergui. – Estou completamente perdida!

Notas finais
Conheceram um pouco a Caroline... E ai? Vamos ver no que dá...