Além da Morte
12 Capitulo 12
Notas iniciais
POV Bella.
— E quem é ela? – Bonnie perguntou.
— Alice, Alice Cullen a dona do meu coração. – me levantei e voltei a fitar a imagem em meu braço. – Eles são vampiros. Cullen, essa família, temos que acha-la! – exclamei.
— Calma, precisamos saber mais, o que você viu, além disso? – Stefan perguntou.
— Agora eu sei a causa da minha morte. – me olharam a tentos. – Eu estava doente, muito doente. Eles me ajudaram muito, mas eu me preocupava mais com ela do que comigo:Eu me preocupo mais com minha vida do que com meu corpo. Foi isso que eu disse nas lembranças. — Elena veio até mim e abraçou-me protetoramente.
— Se é ela que você ama vamos encontra-la, fique calma. – sorriu. A olhei com lágrimas nos olhos e apertei a mim.
— Obrigada. – suspirei.
[...]
Começamos uma caça interminável e quase impossível. Mas era implacável a minha busca pela mulher que com certeza era a dona do meu coração. Alice Cullen, eu precisava encontra-la! Precisava conversar com ela, lembrar mais do meu passado, se o que tínhamos era mesmo amor ou apenas paixonite. Saber como anda minha família, meu irmão amado...
Passaram-se mais 30 anos e não conseguíamos encontra-los. Sempre quando tínhamos pistas deles e chegávamos onde, provavelmente, deveriam estar... Já haviam se mudado!
— MAS QUE PORRA! – Exclamei quando tivemos mais um fracasso. Estávamos na Itália.
— Calma filha. – Stefan pediu.
— CALMA? MAIS CALMA DO QUE JÁ ESTOU HÁ 30 ANOS? 30 ANOS A PROCURA DELA E NUNCA CONSEGUIMOS ENCONTRA-LA! – Lagrimas rolavam grosseiramente e livremente por minha face. – Eu necessito dela, a cada dia que se passa minhas lembranças voltam e me vejo mais dependente dela. – fui abraçada por braços fortes e acolhedores.
— Calma, eu te juro que vamos encontra-la ainda esse ano. Esse mês se possível for. – Damon, por incrível que pareça não foi contra a minha busca implacável. Ele me apoiava e me tranquilizava quando perdia a paciência, tipo agora.
— Pai, o senhor fala isso há 30 anos. – me apertou mais a ele. – Eu preciso dela, preciso ao menos abraça-la novamente. Ela pode estar com outro, mas só pelo simples fato de sentir o seu cheiro novamente... – Confessei.
— Quando encontramos nossa parceira ela é para a vida toda. Creio que Alice é uma vampira, você tem noção de quantos anos ela pode viver? – Ironizou e relaxei um pouco, acabei rindo.
— Pai, e se ela estiver... Morta...
— Shi... – me calou. – Ela não está, você senti isso? – colocou a mão em meu coração. Neguei rapidamente. – Então pronto. – sorri para ele e deitei em seu colo. Acariciou meu cabelo e me entreguei ao mundo dos sonhos. O qual eu não frequentava a mais de 30 anos...
Sonho. Um sonho onde eu tocava lábios gélidos e macios. Onde minha perdição tinha nome e sobrenome. Onde minha felicidade tinha endereço e onde minha cura havia sido encontrada! Mas infelizmente era apenas um sonho.
— Acorde pequena, temos ótimas noticias. – Elena me acordou sorridente.
— O que...? – estava sonolenta e não estava entendendo nada.
— Achamos... Nós a achamos. – levantei na hora e quase cai com minha mãe.
— Onde? – Perguntei eufórica a agarrando pelo ombro. Ela sorriu de lado, mas quem respondeu foi a Bonnie.
— Mystic Falls – Bonnie falou sorridente.
— Vamos antes que não os encontremos lá. – meu sorriso não cabia em meus lábios.
— Calma, eles acabaram de chegar lá, temos tempo... – Ela se calou ao ver meu olhar. – Ou não. – sorri para ela.
— Vou arrumar nossas coisas, partimos ainda hoje. – Beijei o rosto da minha mãe com tanta vontade que quase não a soltei mais. – Também te amo, interesseira. – Rimos.
Pouco menos de uma hora estava tudo arrumado e eu quase não me cabia de felicidade.
— Sinto muito, mas para Mystic Falls eu não volto. – Jemy falou.
— Por quê? – perguntei triste.
— Vivemos muitas coisas lá, Bells. Eu não consegui apaga-las de minha memoria e nunca irei conseguir. – Assenti ainda cabisbaixa. – Mas lhe desejo sorte. Se a encontrar diga que a mato se lhe fizer sofrer. – sorri um pouco.
— Então vamos? Já comprei as passagens, caso mudem de ideia sabem onde ficaremos. – Damon falou me abraçando. Eles assentiram e partimos...
— Ansiosa? – Kathy perguntou rindo ao ver minha cara.
— Estou com o coração na mão. Não sabe como necessito dela. De lembrar de tudo, de poder sentir seu cheiro, reviver aquele amor que, pelas lembranças, parecia tão lindo! – Falei encantada. Eu nunca fui assim... Tão bobamente apaixonada.
— Acho que nossa menininha está mesmo gamada nessa vampirinha. – Damon riu e concordei nem ligando para sua implicância. Minha felicidade era extrema.
Demoramos dois dias para chegarmos a esse lugar, esse fim de mundo. Mas eu não estava nem ai para o lugar, mas sim para quem eu iria encontrar.
— Acalma-se minha filha. – Elena sorriu para mim. – Vamos encontra-la ainda hoje, sei que é isso que você quer. – assenti sorrindo. – Vamos entrar, trocar de roupa e sair a sua procura.
Descemos do carro e entramos numa verdadeira mansão e... Velha.
— Ok, tinha lugar mais novo não? – Ironizei e todos riram.
— Mais respeito com a pensão Salvatore. – Assenti rindo.
— Ok, mil perdões, esse lugar é minha herança. – Damon riu e abraçou a Kathy.
Subimos e cada um entrou num quarto. Reparei que no meu havia uma cama de casal. Sorri com isso. Mas não um sorriso comum, um malicioso. Eu iria aproveitar dessa cama...
Troquei rapidamente de roupa e logo sai encontrando todos na sala: Bonnie e Matt, Elena e Stefan , Katherine e Damon.
— Vamos? – Perguntei animada.
— Vão indo, eu vou ficar e arrumar algumas coisas. – Bonnie falou.
— Ok. Mas vamos? – Kathy riu e veio até mim.
— Você pretende chegar lá e PUFF? – olhei sem entender. – Vamos entrar em contado antes. Deixe para irmos à noite. – neguei rapidamente. – Calma, para quem esperou 30 anos o que são algumas horas? – Suspirei derrotada. – Damon, ligue para eles, esse é o telefone, diga que sentiu o cheiro deles na cidade e quer saber o que querem aqui, que essa área é sua e de sua família. – inventou uma história na hora.
— Ok, você é muito boa com improviso. – Rimos.
Sentei-me de frente para a janela e fiquei observando a floresta. Meu corpo estava ali, mas minha mente estava vagando pelas poucas lembranças que eu tinha. Mas as que mais invadia minha mente era as delas... A da minha Alice.
— Alice, Alice Cullen, eu já estou chegando, espero que seu coração seja tão meu quanto o meu é seu. — Suspirei cansada. – Não sabe há quanto tempo estou lhe procurando... – Senti mãos macias me puxarem.
— Ela pode não saber, mas nós sabemos até demais. – Kathy sorriu para mim. – Ela ainda é tão sua quanto você dela, tenho certeza. – beijou minha testa. Encostei minha cabeça em seu peito e acabei fechando os olhos. Eu poderia dormir ali e agora, claro, se não fosse minha ansiedade.
— Vamos, já combinamos de nos encontrar hoje. Está pronta? – Meu pai perguntou.
— A mais de 30 anos. – sorri e saímos da pensão.
Resolvemos ir correndo mesmo, de carro iriamos demorar mais. Correr era algo que eu amava, sentir aquele vento batendo em seu rosto e de como tudo se transformava em apenas um borrão, fazia com que eu me acalmasse mais e que respirasse com mais tranquilidade. Paramos enfrente a uma mansão e andamos lentamente até ela.
Vai, faça as honras.Damon pensou. Apertei a companhia e em poucos segundos ela foi aberta por ela.
— Bella? – Aqueles olhos, aquela boca, aquele perfume... É ela, é ela que dominava meus pensamentos e sonhos.
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