Notas iniciais
Obrigada pelo carinho, gente! Vou aproveitar que estou de folga amanhã e tentar editar mais alguns capítulos pra poder postar mais no final de semana. Besos, besos e se preparem que logo vem uma bomba! kk

No final de semana, ela chamou Chris, May e Diego para dar-lhes a noticia de que ela iria voltar para Porto Alegre. Os meninos tentaram fazer a cabeça dela para ficar, mas foi inútil. Beta estava realmente decidida. Assim que os meninos e May foram embora, Fernanda chegou debaixo de chuva.

Fernanda: Ai Beta, me perdoa pelo atraso, mas eu fiquei presa no trânsito.

Roberta: Tudo bem. E pelo jeito tomou um banho e esqueceu de tirar a roupa, né? Entra. – Elas sorriram.

Fernanda: Que nada! – Entrou. – Não tinha lugar pra estacionar aqui perto, então deixei na outra quadra e desabou água quando eu pisei na esquina.

Roberta: Nossa, quanta aventura! Vou te dar uma toalha e você toma um banho. Também te darei uma roupa minha.

Fernanda: Posso ir tomando o banho? Estou com muito frio.

Roberta: Pode, claro. É ali naquela porta. – Apontou e Nanda foi até o banheiro.

Enquanto Fernanda tomava seu banho, Beta escolheu uma roupa e foi entregá-la no banheiro. Ela abriu a porta aos poucos.

Roberta: Nanda? Aqui ta a roupa.

Fernanda: Entra Beta, deixe ai em cima pra mim, por favor.

Beta entrou aos poucos e não pôde deixar de notar o corpo de Fernanda, atrás do Box embaçado. Antes que viessem os pensamentos, ela largou a roupa e saiu do banheiro indo para a sala.

Minutos depois e Fernanda apareceu na sala, vestindo sua roupa.

Fernanda: Eu acho que ficou um pouco curta a roupa. – Beta a olhou e gargalhou.

Roberta: Um pouco? Minha blusa parece mini blusa em você!

Fernanda: Culpa sua que é pequena.

Roberta: Minha não! Você que esqueceu de parar de crescer. – Nanda sorriu e se sentou ao lado dela no sofá. – Quer comer alguma coisa?

Fernanda: Não, obrigada. Comi no caminho pra cá.

Roberta: Aceita um vinho, então?

Fernanda: Ah, vinho não posso recusar. – Elas sorriram.

Roberta: Vou buscar, já volto. – Retirou-se.

Nanda pegou o controle da televisão e colocou em um canal qualquer. Logo, Beta chegou com duas taças e uma garrafa de vinho.

Roberta: Está com frio ainda?

Fernanda: Um pouco.

Roberta: Vou pegar um edredom. – Retirou-se para seu quarto.

Fernanda abriu o vinho e serviu as taças.

Roberta: Prontinho! – Roberta se sentou novamente no sofá, agora mais perto de Fernanda e as cobriu com o edredom.

Fernanda: Seu vinho. – Entregou a taça a Roberta.

Roberta: Obrigada.

Conversa vai, conversa vem, muitas risadas, as horas passaram e o vinho foi diminuindo.

Fernanda: Mas então, faz mais de horas que eu to aqui e ainda não sei porque você me chamou. – Ela já estava um pouco bêbada.

Roberta: Ah, eu quero te dar uma noticia.

Fernanda: Qual?

Roberta: Eu vou voltar pra Porto Alegre. – Nanda ficou em silêncio alguns segundos.

Fernanda: Como assim? – Forçou um sorriso.

Roberta: Esses dias eu encontrei a Thay e percebi que se eu ficar aqui, não vou conseguir esquecê-la.

Fernanda: A Thay, claro! – Sorriu. – E você vai quando?

Roberta: Daqui uma semana. Eu dei a noticia pro pessoal hoje também.

Fernanda: Pretende voltar algum dia? – Ela evitava olhar nos olhos de Beta.

Roberta: Não sei. Sinceramente não sei.

Fernanda: Então boa sorte pra você. – Forçou o sorriso outra vez.

Roberta: Olha pra mim. – Nanda respirou fundo e a olhou.

Fernanda: É o vinho, não se preocupe.

Roberta: Obrigada pela força que você me deu.

Fernanda: Não foi nada.

Roberta: Posso te dar um abraço? – Nanda sorriu.

Fernanda: Claro.

Roberta sorriu e elas se abraçaram. Fernanda a segurava com firmeza, com vontade e a pressionava contra seu corpo. Logo, ela deu um beijo no ombro de Beta e levou seus lábios próximos ao ouvido de Beta.

Fernanda: Eu vou sentir tanto a sua falta. – Sussurrou. Beta sorriu.

Roberta: Também sentirei a sua. – Respondeu no mesmo tom.

Aos poucos, Fernanda foi passando sua bochecha na bochecha de Beta, até que seus lábios ficaram bem próximos aos de Beta. Nanda olhava dentro de seus olhos e o coração de Roberta acelerou.

Lentamente, Fernanda foi aproximando seus lábios até que eles encostaram nos de Roberta. Assim que o contato aconteceu, Roberta fechou os olhos e deixou ser guiada por ela.

Roberta: Melhor não, Nanda. – Sussurrou no meio do beijo.

Fernanda: Eu sei que vai ser só hoje e nunca mais. Mas deixa acontecer.

Não sei se o que tomei vai acalmar a dor, se é forte o suficiente pra me entorpecer.

Talvez uma garota estranha faça você morrer por uma noite ou de uma vez.

Fernanda olhou dentro dos olhos de Beta e assim que terminou a frase, ela pegou as taças de vinho e as largou em cima da mesinha. Logo voltou a beijar os lábios de Roberta, levando seu corpo contra o dela a fazendo deitar-se no sofá.

Narrando como Roberta

Aos poucos ela foi levando sua língua de encontro a minha, enquanto uma mão sua acariciava a lateral do meu corpo, por baixo de minha blusa. Não demorou muito e ela levou sua mão até a lateral de minha coxa, e a deslizou até o meu bumbum, por baixo do meu short. Eu acariciava sua nuca com uma mão e com a outra apertava suas costas. Fernanda estava entre minhas pernas e fazia movimentos em que eu podia sentir sua intimidade roçando na minha. O edredom que nos cobria, agora estava pela cintura de Nanda. Aos poucos fui sentindo sua mão subindo até minha blusa e a levantando-a. Não demorou muito e os lábios de Fernanda estavam chupando o biquinho do meu seio. Entreabri meus lábios e ofeguei. Agora ela estava brincando com sua língua em meu bico e o contornando. Sem perceber eu levava meu quadril mais de encontro ao seu corpo, tentando senti-la mais. Fernanda percebeu minha intenção e roçou mais sua intimidade contra a minha. Agora ela sugava com força meu seio enquanto sua mão apertava meu bumbum e pressionava mais meu quadril contra o corpo dela. A vontade dela era tanta que as vezes doía um pouco a forma como ela sugava meu seio, mas era uma dor prazerosa. Acabei gemendo um pouco alto e logo mordi meu lábio, abafando os gemidos seguintes.

Fernanda agora deslizava seus lábios por minha barriga e isso me fazia sentir um friozinho gostoso por dentro. Enquanto ela mordiscava e brincava com sua língua, suas mãos iam se livrando do meu short. Agora, com meu short já jogado pelo chão, ela brincava com sua língua na parte interna de minha coxa, enquanto se livrava da minha calcinha. Eu acariciava seus cabelos, quando me peguei pensando em Thay. Que diabos essa garota não me deixa em paz, nem em pensamentos! Cada toque, cada carícia, cada gemido me faziam lembrar dela, e ao lembrar dela eu lembrava de Vitor com ela, e ao lembrar dos dois, mais vontade de transar com a Fernanda eu tinha. Talvez meu instinto de antigamente estava voltando, ou quem sabe, eu já não sabia nem mentir pra mim mesma. Em meio a esses pensamentos, eu fechei meus olhos com força e soltei um gemido. Era a língua de Fernanda que agora estava em contato direto com meu clitóris. Nanda passava sua língua do meu clitóris, por entre meus lábios pequenos e quando chegava em minha intimidade, a penetrava com força, me fazendo gemer cada vez mais. Em uma tentativa de afastar minha intimidade de sua língua, — afinal, eu estava gemendo alto demais. – ela puxou meu quadril com força para baixo, contra sua língua e iniciou um ‘beijo de língua’ em minha intimidade. Minha reação foi fechar com mais força meus olhos, levar uma mão minha atrás de minha cabeça, segurar com força o braço do sofá, e com a outra mão pressionar mais sua cabeça contra meu corpo. Vez em outra ela chupava com vontade minha intimidade e não demorou muito, acabei gozando em seus lábios. Meu corpo estava mole e eu estava sem força alguma. Fernanda deitou novamente seu corpo sobre o meu, me deu um selinho e ao abrir os olhos, vi ela sorrindo pra mim.

Fernanda: Me lembrei de nós aquele dia da festa. – Sorriu.

Roberta: Aquele dia em que você me sequestrou?

Fernanda: Exatamente. – Sorri e ela sorriu mais uma vez.

Roberta: Foi engraçado.

Fernanda: Foi gostoso.

Roberta: Oh. – Sorri um pouco sem jeito. – As coisas mudaram tanto de lá pra cá.

Fernanda: Demais mesmo. Mas se aconteceu assim, era pra acontecer. Sabe lá o que vai acontecer daqui umas semanas, uns meses.

Roberta: E você continua a mesma safada. – Desviei o assunto e ela sorriu.

Fernanda: Eu não. Você que me tara! – Gargalhei.

Roberta: Foi eu quem te agarrou agora pouco, né?

Fernanda: Estava bom, não estava? – Ela sabia me deixar em um beco sem saída.

Roberta: Muito!

Antes que ela falasse qualquer outra coisa que acabasse me deixando mais sem jeito, fechei meus olhos e levei meus lábios de encontro aos dela. Acariciei seu rosto com minha mão e iniciei um beijo calmo.

Aos poucos, fui me livrando de sua blusa, — Que na verdade era minha. – seus seios ficaram expostos e logo entraram em contato com os meus, já que minha blusa estava acima deles. Após isso levei minhas mãos até suas costas e passei a ponta de minhas unhas por sua espinha. Fernanda se arrepiou e ofegou em meus lábios. Eu sorri. Levei minhas mãos agora para o seu bumbum, por baixo do short e o apertei, pressionando seu quadril contra o meu. Sem pressa fui abaixando seu short com a calcinha junto e ela me ajudou como pôde. Rapidamente ela já estava nua entre minhas pernas. Sentir nossas intimidades em contato direto me excitava, me excitava muito. E mais uma vez, Thay veio em meus pensamentos. Era impossível fazer algo que não lembrasse ela. Não seria justo com Fernanda, que estava totalmente entregue pra mim. Lembrei de Thay e Vitor juntos e rapidamente os tirei do meu pensamento, voltando a me concentrar unicamente em Fernanda.

Imediatamente virei com ela, ficando agora deitada por cima de seu corpo, entre suas pernas. Com uma mão segurei um seio seu e comecei a mordiscar, com cuidado, o bico dele. Ela gemia baixinho. Logo comecei a me movimentar entre suas pernas, fazendo nossas intimidades se roçarem mais uma vez. Suas mãos estavam em meu bumbum, ela apertava, cravava as unhas com força, com muita força. Fernanda gemia alto agora. Eu podia sentir claramente o quanto ela estava molhada. Vez em outra eu rebolava em sua intimidade e ela colocava mais força na forma como apertava meu bumbum. Não demorou muito e suas mãos deslizaram sobre minhas pernas, até caírem no sofá, uma de cada lado de nossos corpos. Ela havia gozado e estava desfalecida embaixo de mim. Nossos corpos estavam suados, nossas respirações alteradas e nossos corações acelerados. Desmoronei meu corpo sobre o dela e ali fiquei alguns poucos minutos. Afinal, eu também estava bastante cansada. Em seguida, já com o fôlego um pouco recuperado, me ajeitei e deitei ao seu lado no sofá, com a cabeça em seu peito. Não trocamos mais nenhuma palavra, apenas nos olhamos, trocamos um sorriso cheio de cumplicidade e adormecemos em seguida.

Eram sete e vinte da manhã quando meu vizinho foi sair de casa e acabou fazendo um barulho bem alto próximo de minha porta, acordando Fernanda e eu.

Fernanda: O que foi? – Falou sonolenta e sem abrir os olhos.

Roberta: É meu vizinho. – Bocejei.

Quando eu ia pegando no sono novamente, senti algo, abri os olhos e vi Fernanda pulando do sofá.

Roberta: O que foi? – Ela juntava suas roupas e tentava vesti-las ao mesmo tempo.

Fernanda: São quase sete e meia da manhã. Eu não podia ter dormido aqui.

Roberta: É hoje que você apanha. – Sorri e ela me olhou. – Hum, desculpa pela brincadeira.

Fernanda: Se eu ficar sem teto, venho me abrigar aqui! – Sorri.

Roberta: Sua roupa secou?

Fernanda: Um pouco, mas não posso aparecer com a sua.

Em minutos e ela estava vestida. Rapidamente ela se aproximou de mim.

Fernanda: Desculpa sair desse jeito. – Me deu um selinho. – Adorei passar a noite com você. – Sorriu maliciosa e eu sorri junto. – Agora fui.

Roberta: Boa sorte em casa.

Fernanda: Obrigada. – Retirou-se.

Assim que ela foi embora, eu me ajeitei novamente no sofá mesmo e adormeci. Lá pelas onze da manhã eu acordei e fui fazer algo pra comer. Não que eu gostasse de cozinhar, mas a fome havia apertado. Assim que a comida ficou pronta eu almocei e lá pelas quinze horas, May chegou.

Roberta: Oi May. – Sorri. Ela entrou em meu apartamento. – Nossa, o que foi? – Fechei a porta.

Mayane: To com um problema enorme.

Roberta: O que foi, May?

Mayane: O menino que seria meu par na formatura, não vai mais!

Roberta: Por quê?

Mayane: Ele ficou doente.

Roberta: Que azar!

Mayane: Eu não vou poder ir.

Roberta: Ah pára com isso. Você sonhou tanto com esse momento!

Mayane: Eu não posso entrar sozinha, Beta!

Roberta: Se eu fosse homem, eu entrava com você.

Mayane: Obrigada amiga. – Ela estava quase chorando.

Roberta: Ah, já sei! Eu sei de uma pessoa que pode ir com você.

Mayane: Mentira! Quem? – Ela abriu um sorriso enorme.

Roberta: O Diego! – Ele desfez o sorriso em um segundo.

Mayane: Você ta brincando, né?

Roberta: Ou é isso ou você vai ter de entrar sozinha. – Ela respirou fundo.

Mayane: Não acredito que eu vou ter que pedir isso a ele. – Se jogou no sofá.

Roberta: Tenho certeza que ele vai aceitar.

Mayane: Eu sei que ele vai aceitar. Mas eu vou ter que passar uma noite inteira com ele.

Roberta: Muito que você não vai gostar, né? E é melhor você voar, porque faltam poucos dias pra sua formatura e ele pode viajar.

Mayane: OMG! É mesmo! – Ela me deu um beijo. – Fui amiga. Me deseje sorte!

Roberta: Boa sorte! – Retirou-se. – Doida. – Sorri.

A noite chegou, peguei um copo de caipirinha e me sentei na sacada pra olhar a rua. Estava uma noite quente, o céu estava cheio de estrelas e a lua era cheia. Eu olhava cada detalhe da rua, afinal, essa seria minha última semana aqui. Eu sabia que cada vez que eu pensava nessas coisas, eu corria o risco de voltar atrás e não era isso que eu queria. Decidi terminar minha caipirinha logo e ir me deitar de uma vez.

Final da narração de Roberta.