Além da Eternidade - 1° temporada
75 Despedida
Notas iniciais
Enquanto isso no apartamento dos meninos
A campainha tocou e Chris atendeu.
Christian: Fala minha morena!
Mayane: Posso entrar?
Christian: Claro, o apartamento é seu também. – Sorriu.
Mayane: Tudo bem com você?
Christian: Sempre e você?
Mayane: Também. O Diego está em casa? – Chris estranhou a pergunta.
Christian: Está sim. Por quê?
Mayane: Pode chamar ele pra mim?
Christian: Entra lá, ele ta no quarto.
Era tudo o que May não queria, mas assim ela fez. Andou alguns passos e bateu na porta do quarto de Diego.
Diego: Entra seu gay! – Abriu a porta e se surpreendeu ao ver May parada em sua frente. – Ah, foi mal May, pensei que era o Chris.
Mayane: Sem problemas. Posso falar com você?
Diego: Claro, entra. – Ela entrou e sentou-se na cama. – O que foi?
Mayane: Eu quero te pedir uma coisa. É em relação a minha formatura. É...você aceita ir comigo?
Diego: Eu? – Ele não estava entendendo nada.
Mayane: É, você.
Diego: Você já não tinha um par?
Mayane: Ele não vai poder ir e eu...- Ele a interrompeu.
Diego: E aí, só sobrou a mim.
Mayane: Tudo bem, se você não quiser não tem problema, eu vejo outra pessoa. – Levantou-se e andou em direção a porta, mas Diego a segurou antes que ela saísse.
Diego: Espera! Eu serei teu par na sua formatura. Será um prazer. – Sorriu.
Mayane: Obrigada. Perto do dia a gente combina os detalhes.
Diego: Como achar melhor.
Mayane: Tchau.
Diego: Tchau.
Assim que May saiu do quarto, Diego abriu um sorriso de orelha a orelha. Não era assim, sendo última opção que ele imaginou, mas ele queria muito ser o par dela.
Uma semana depois
Mais uma semana se passou, daqui umas horas seria a formatura de May e Beta sabia muito bem quem iria encontrar lá. Por vezes ela pensou em dar uma desculpa e não ir, mas não seria justo com sua amiga. Beta também estava cansada de ser covarde e viver fugindo de Thay.
Pela manhã, Beta ligou para May dando-lhe os parabéns e acertando tudo para a hora da cerimônia e da festa. As horas passavam e ela ia arrumando suas coisas, assim que acabasse a festa ela iria direto para o aeroporto. A tarde passou voando, quando Beta terminou de arrumar suas malas, já era hora de se arrumar para a formatura.
Duas horas depois e Beta estava pronta, mais linda do que nunca. Usava um vestido social que deixava em evidência suas curvas. Seu par já a esperava na porta do prédio, era um amigo da boate, apenas companhia. Meia hora depois e eles já estavam na porta do salão.
Pedro: Vamos, Beta? – Ele ofereceu o braço. Roberta respirou fundo e deu-lhe também o seu braço.
O salão já estava lotado, eles escolheram um lugar e se sentaram. Em questão de minutos e a cerimônia começou. May estava lindíssima. Como toda formatura, a cerimônia demorou horas para acabar. Roberta procurou por May durante alguns minutos, mas o lugar estava cheio demais. Quando pensava em desistir, May apareceu em sua frente.
Mayane: Eu não ganho um abraço? – Elas sorriram.
Roberta: Quase não te encontro no meio dessa gente! Mas vem cá, vem. – Elas se abraçaram. – Parabéns amiga! Você está lindíssima! – May sorriu.
Mayane: Obrigada.
Roberta: Esse é o Pedro, um amigo da boate. Essa é a May, não é a formanda mais linda do mundo? – May sorriu sem jeito.
Pedro: Com certeza. Parabéns, May. – Ele deu-lhe um beijo e um abraço.
Mayane: Obrigada gente.
Roberta: E o Diego?
Mayane: Foi conversar com uns amigos. Vamos pra festa, né?
Roberta: Vamos sim. – Sorriu.
Mayane: Eu vou ali acertar os últimos detalhes pra irmos, ok?
Roberta: Tudo bem. – Mandou um beijo no ar e May retirou-se.
Meia hora depois e estava tudo certo para irem para o salão da festa. Era ali pertinho, mas os formandos queriam entrar todos juntos. Os convidados chegaram primeiro, escolheram suas mesas e aguardavam a entrada dos formandos. Pedro e Beta sentaram-se com uns amigos, e Christian, Angel, Thay e Vitor sentaram-se juntos no outro lado do salão.
Era duas da madrugada, a música rolava solta e a pegação também. Todos praticamente já haviam bebido a ponto de estarem ‘felizes’. Pedro e Beta dançavam no meio do salão em uma roda de amigos, quando Beta olhou para o lado e viu Thay, também dançando em uma roda de amigos.
Seus olhares se cruzaram e foi inevitável o coração não acelerar. O frio na barriga mais uma vez aconteceu. Além de Thay, Vitor também havia notado Roberta.
Vitor: Não é sua amiga bem ali, meu amor? – Thay respondia sem olhá-lo.
Thayane: Sim. É ela.
Vitor: Vem. – Segurou sua mão. – Vamos cumprimentá-la.
Thayane: O que?
Tarde demais, eles já andavam em direção a Roberta.
Roberta: Merda, não acredito! – Ela olhou para o outro lado.
Vitor: DJ? – Roberta o olhou. – Tudo bem? – Ele sorriu e ela correspondeu ao sorriso. Em seguida ele o abraçou.
Roberta: Tudo e com você?
Vitor: Melhor impossível. – Ele puxou Thay, esperando um abraço e um beijo das ‘amigas’.
Enquanto isso, no outro lado do salão.
Christian: Ué, cadê a Thay e o Vitor?
Angel: Será que já foram?
Christian: Eles iam com a gente. – Angel procurou pelo casal entre as pessoas e conseguiu achá-los.
Angel: Ai meu Deus! – Apontou em direção a eles.
Christian: Fudeu!
Voltando ao trio.
Thay e Beta se olharam nos olhos e engoliram seco. Como na primeira vez, elas estavam nervosas, suas mãos suadas e geladas e seus corações acelerados. Beta forçou um sorrio e Thay correspondeu com o mesmo sorriso forçado.
Roberta: Oi Thay.
Thayane: Oi Beta.
Vitor: Ah, que isso? Não fiquem com vergonha de mim, cadê o abraço? – Elas se olharam e se abraçaram.
O abraço não levou mais que cinco segundos, mas foram os cinco segundos mais especiais de suas vidas. Naquele abraço havia saudade, muita saudade além de um amor cheio de vida e uma história sem um ponto final.
Vitor: Venha se sentar com a gente, DJ.
Roberta: Obrigada, mas estou com uns amigos.
Vitor: Que pena. Foi um prazer rever você. – Deu-lhe um beijo. – Vamos, meu amor?
Thayane: É...vamos sim. Tchau Beta.
Roberta: Até mais Thay. – Thay aproximou-se de Beta e deu-lhe um beijo em sua bochecha. Sua vontade era de sussurrar que estava com saudades, mas Vitor estava muito próximo.
Assim que Thay e Vitor deram os primeiros passos, Roberta deu as costas e voltou a sua mesa, secando sua bebida em poucos goles enormes.
Pedro: Tudo bem com você?
Roberta: Tudo ótimo.
Três e meia da manhã e Beta continuava bebendo. Por mais que tentasse, ela não conseguia tirar os olhos de Thayane. Em sua mente ela ia tendo mil e uma ideias. Todas envolvendo Thay.
Roberta: Eu já volto. – Levantou-se e antes que o pessoal perguntasse aonde ela ia, ela se retirou.
Depois de caminhar um pouco, ela encontrou May.
Roberta: May, me faz um favor?
Mayane: Claro amiga.
Roberta: Pede pra Thay me encontrar perto de um depósito que tem no final do corredor?
Mayane: O que?
Roberta: Eu preciso muito falar com ela antes de ir embora.
Mayane: Tem certeza? Você me parece um pouco alcoolizada.
Roberta: Tenho!
Mayane: Se é o que você quer. Vou lá falar com ela.
Roberta: Obrigada.
Enquanto May foi falar com Thay, Beta foi até o tal depósito. No começo Thay não entendeu muito bem o que poderia Beta querer com ela, mas acabou inventando uma desculpa qualquer e foi até Roberta.
Thayane: Você me chamou?
Roberta: Sim. Tem um minuto?
Thayane: Claro. – Beta abriu a porta.
Roberta: Entre aqui, por favor. – Thay entrou.
Thayane: Precisa ser aqui dentro?
Roberta: Não quero ser interrompida. – Fechou a porta com uma trava. – E não quero correr o risco do seu noivo nos ver.
Thayane: Pois bem, o que você quer?
Roberta: Como você está? Desde que tudo acabou, nunca mais te vi.
Thayane: Bem. E você? – Beta sorriu ao ouvir o ‘bem’.
Roberta: Bem também. – Bem por fora e morta por dentro!
Thayane: Que bom.
Roberta em uma fração de segundos pensou em dizer-lhe que iria embora, mas sabia que isso não faria diferença nenhuma. Enquanto elas conversavam, Beta ia aos poucos amolecendo e se rendendo aos encantos de Thay, mais uma vez. E antes que se entregasse de vez, ela lembrou de Vitor, de como Thay estava feliz com ele, sem se importar com ela e resolveu por sua ideia em prática. O álcool dava mais coragem a ela.
Thay já percebia o jeito diferente que Beta a olhava e temendo ser agarrada por ela, resolveu sair dali.
Thayane: Melhor eu voltar pra festa.
Roberta: Espere mais um pouco. – Segurou seu braço.
Thay tinha muito medo, pois sabia que se Beta tentasse algo, não conseguiria lhe dizer não.
Thayane: Eu já demorei demais, Beta.
Quando Thay levou sua mão até o trinque da porta, Beta encostou seu corpo no dela, a fazendo ficar prensada entre seu corpo e a porta.
Roberta: Prometo que será rapidinho. – Falou perto de sua nuca. Thay fechou seus olhos ao sentir todo seu corpo se arrepiar.
[se possível, deem play na música, link nas notas finais]
Eu não sou o melhor para você, certo? E sabemos que você também não é o melhor para mim, não é mesmo? Cada um pro seu lado, combinados?
Caramba, estamos bem mais crescidos e maduros, legal, né?
É como dizem, foi bom enquanto durou. Então é isso.
Até logo, dois beijinhos no rosto, desce pro pescoço, um sorriso malicioso… Fugiu do controle. Só mais umas horas, mais umas noites, mais uma vida. Fazer o quê?
A gente tenta se desamar outro dia… Hoje não!
Aos poucos, Beta levou suas mãos até a cintura de Thay e começou a virá-la devagar, deixando-a de frente pra ela. Thay permanecia de olhos fechados. Lentamente Beta aproximou seus lábios dos de Thay e os encostou, iniciando um beijo calmo.
Narrando como Roberta
Aquele beijo só me mostrou o quanto o que eu sentia por ela ainda estava vivo dentro de mim. Estava vivo, mas eu estava disposta a matá-lo. Levei minha mão até sua bochecha e a acariciei. Acariciei como sempre fazia, entregando um pouco mais minha alma a cada toque. Aos poucos senti sua língua vindo de encontro a minha. Deslizei minha mão até seu ombro e deixei a alça do vestido cair. Levei meus lábios até seu ombro e o beijei, delicadamente. Agora suas mãos estavam em minha cintura. Fui subindo meus beijos em direção a lateral do seu pescoço e o suguei suavemente, a fazendo se arrepiar e apertar a lateral do meu corpo. Havia uma mesa há alguns centímetros longe de nós. A fiz andar de costas, até seu bumbum tocar a mesa e ela se sentar-se sobre a mesma.
Deixei meu corpo entre suas pernas, e acariciei suas coxas, subindo seu vestido com minhas mãos. Thay apoiou suas mãos atrás de seu corpo, na mesa e ficou inclinada. Um seio seu estava exposto, aproximei meus lábios dele e suguei seu bico, logo o contornei com a ponta de minha língua, sugando-o novamente em seguida. Levei, agora, minhas mãos até o bumbum dela e com sua ajuda, consegui me livrar de sua calcinha, deixando-a cair pelo chão. Puxei o corpo de Thay pra mais junto do meu até que nossas intimidades se tocaram. Aos poucos fui movimentando meu quadril, fazendo-as se roçarem. Thay também mexia seu quadril, fazendo nosso contato ser mais pressionado. Meus lábios estavam agora em seu pescoço, eu podia notar o quanto o ar quente que saía de minha boca a fazia se arrepiar. As mãos dela forçavam minha calcinha pra baixo, até que eu afastei um pouco meu corpo do dela e minha calcinha caiu pelo chão. Agora nosso contato era direto. O tempo corria contra nós, com certeza a essa hora Vitor já estava procurando por ela, mas não me importava, eu queria que o mundo explodisse. Thay me olhou nos olhos, mas não disse nada e nem eu. Apenas ficamos nos olhando, enquanto matávamos nosso desejo. Era impossível existir só sexo entre a gente, havia algo a mais, algo especial, algo que Thay nunca havia notado.
Em um piscar de olhos e Thay me beijou. Me beijou com fome, com vontade, com saudade. Eu podia sentir! Enquanto nos beijávamos íamos abafando nossos gemidos uma na boca da outra. Ela apertava com força minha cintura e isso me excitava mais. Eu ia apertando suas coxas, pressionando mais a intimidade de Thay contra a minha. Nós já estávamos suadas, cansadas e exaustas. Estávamos chegando no limite do prazer, quando Thay não conseguiu evitar e acabou gemendo alto fora de minha boca. Não demorou muito e eu gozei também, apoiando meu corpo sobre o dela.
Ficamos assim durante um ou dois minutos até que eu me dei conta de que teria que voltar pra realidade. Eu tinha medo de olhar em seus olhos e desistir de tudo, mas eu não podia ser tão fraca assim. Peguei minha calcinha do chão, a vesti e logo ajudei Thay a se vestir.
Enquanto isso no salão da festa.
Diego e May conversavam e riam com seus amigos, pareciam um casal de verdade. Ele sempre cuidadoso com ela e ela, mesmo que tentasse não parecer, o dava sempre seu sorriso mais verdadeiro. Tudo ia bem até que um desconhecido pra Diego, chegou em May.
xXx: May? – Ela olhou pra trás.
Mayane: Rafael, que surpresa!
Rafael: Espero que seja uma surpresa boa. – Sorriu e a abraçou.
Diego olhava tudo e não entendia nada, quem será esse homem, todo boa pinta que demonstrava ter muita intimidade com sua amada?
Mayane: Não esperava te ver por aqui.
Rafael: O DJ comentou comigo que você estava se formando, arrumei um tempinho e vim te cumprimentar.
Mayane: Você saiu de Londres só pra me dar os parabéns?
Rafael: Claro.
Mayane: Nossa, agora fiquei surpresa mesmo. – Sorriu sem jeito.
Rafael: Não vai me apresentar aos seus amigos?
Mayane: Claro! Que cabeça a minha. – Sorriu.
Quando May virou pra mesa para começar a apresentar o pessoal, percebeu que Diego não estava mais ali. Depois que ela apresentou todo mundo para ele, eles foram beber algo e dançar um pouco. Depois de dançarem e beberem bastante, Rafa precisou ir ao banheiro.
xXx: Peço atenção de todos, por favor. Peço que os formandos fiquem com seus pares para darmos inicio a dança de saída.
Mayane: Aff, cadê o Diego, agora?! – Ela começou a andar pelo salão procurando por ele.
Cinco minutos depois e ele chegou nela.
Mayane: Nossa, aonde você se meteu?
Diego: Quem é o cara que chegou em você?
Mayane: É um amigo de Londres. Vamos que a música vai começar.
Diego: É o cara com quem você ficou?
Mayane: Não é hora pra falarmos disso.
Diego: Me responde, May! – Ela respirou fundo.
Mayane: É, é ele sim. – Diego sorriu. – Agora vamos que a música vai começar.
Diego: Eu não vou, May.
Mayane: O que?
Diego: Eu não vou dançar com você.
Mayane: Não acredito que você vai ficar com cena de ciúme justo agora, Diego!
Diego: Não é ciúme, é vergonha na cara! – Ele abaixou a cabeça e segundos depois olhou para Rafael que estava sentado junto a mesa com os amigos de May. – Seu príncipe é outro, May. – Ele olhou pra ela. – Pode ir lá.
Assim que falou isso, ele pegou seu terno e colocou em seu ombro, dando as costas a May. Antes de dar os primeiros passos, ele virou para May novamente.
Diego: Ah. – Se aproximou dela. – Você é a formanda mais linda que eu já vi. – Sorriu e deu-lhe um beijo em sua testa. – Aquele é um cara de sorte. Espero que ele tenha noção disso. – Agora ele enfiou sua mão no bolso e tirou uma caixinha. – Eu comprei pra você, toma. – Ofereceu a caixinha e a May pegou. – Sucesso Psicóloga! – Ele deu uma piscada para ela e retirou-se.
May não disse nada, apenas ficou olhando Diego sumir entre as pessoas. Ela estava brava por ele ter deixado ela na mão, mas também, suas palavras mexeram com ela. Agora, Rafael era sua saída. Ela foi até ele e comentou o ocorrido, não com riquezas de detalhes, claro, mas ele acabou entendendo e foi o seu par o resto da noite.
Enquanto isso no depósito.
Eu evitada olhá-la nos olhos a todo o momento, eles seriam o bastante para eu desistir de tudo. Daqui há algumas horas eu ia embora e a mulher da minha vida estava em minha frente, eu não sabia o que falar e nem o que fazer. Com o meu olhar baixo, eu segurei sua mão e a levei até meus lábios, dando-lhe um beijo. Em seguida, soltei sua mão e levei a minha até sua bochecha, acariciei e logo a deslizei colocando seu cabelo atrás de sua orelha. Nossos olhares se cruzaram, mas ainda assim não trocamos uma palavra.
Roberta: Até qualquer dia, meu amor.
Segurei minhas lágrimas, dei-lhe as costas e saí daquela sala, deixando-a lá, sem entender o que estava acontecendo.
No salão de festa.
O salão agora estava mais vazio, comecei a procurar May para despedir-me mas não a encontrava, até que vi Rafael.
Roberta: Eu bebi demais ou você realmente está aqui? – Ele olhou para trás e sorriu ao me ver.
Rafael: Oi pequena! – Me deu um beijo e um abraço. – Tudo bem?
Roberta: Ah, tudo sim e com você? E o DJ esta aqui também?
Rafael: Não, vim sozinho pra formatura da May.
Roberta: Por falar nisso, sabe aonde ela está?
Rafael: Ela foi lá fora com um tal de Christian procurar não lembro quem.
Roberta: Ah sim. Bom, eu vou indo. Se cuide.
Rafael: Você também.
Saí apressada em direção a rua para procurá-los, mas parecia que eles haviam tomado chá de sumiço. Quando eu ia ligar para um deles, os vi.
Roberta: Poxa, até que enfim achei vocês!
Christian: Diego e May brigaram e achamos que ele foi embora.
Roberta: Ba, justo hoje? Que pena!
Mayane: Você viu o Diego por aí? – Chegou ofegante.
Roberta: Não, não. Bem, eu vim me despedir de vocês.
Mayane: Como assim, você vai agora?
Roberta: Vou antes que eu desista disso.
Christian: Tem certeza que você precisa ir, Beta?
Roberta: Tenho.
Mayane: Ai, eu não quero chorar!
Christian: Deixa eu te dar um abraço minha pentelha. – Nos abraçamos.
Mayane: Eu não vou chorar, eu não vou chorar, eu não vou chorar, eu já to chorando! – May derramava as primeiras lágrimas, enquanto dávamos um abraço triplo.
Christian: Qualquer coisa, qualquer coisa mesmo você me liga!
Mayane: Quando quiser voltar, vem correndo que sempre vai ter um lugar pra você!
Roberta: Obrigada gente. Eu vou indo antes que meu lado gay afloresça. – Sorrimos.
Dei uma última olhada para trás e entrei em meu carro. Enquanto andava os primeiros centímetros, eu os olhava pelo retrovisor. Eu os deixava, mas levava em minha bagagem todos os nossos momentos juntos: cada riso, cada briga, cada ombro amigo, cada choro, cada palhaçada, cada festa. Antes que as lágrimas começassem a rolar por meu rosto, eu avistei um homem, andando pela estrada, sozinho, apenas com seu terno em seu ombro. Reduzi a marcha e me dei conta de que era Diego.
Roberta: Quer uma carona? – Parei ao seu lado e ele sorriu.
Diego: Aceito. – Ele deu a volta e entrou em meu carro.
Roberta: Sabia que essa estrada é perigosa a noite?
Diego: Ando com a cabeça tão longe que nem percebi aonde eu estava.
Roberta: É a May, né?
Diego: É. O cara com quem ela ficou em Londres ta aí.
Roberta: Eu o vi. Vai entregar ela de bandeja assim? – Ele sorriu.
Diego: Fiz em meses mil e uma loucuras pra conquistar a May e não consegui nada, ele em uma semana ficou com ela.
Roberta: Estamos no mesmo barco, meu amigo.
Diego: Vai embora da festa tão cedo?
Roberta: Vou. Meu voo sai daqui a pouco.
Diego: Você vai embora, hoje?
Roberta: Sim.
Diego: E ia sem se despedir de mim? – Eu sorri.
Roberta: Eu te procurei pelo salão todo.
Diego: Eu saí sem avisar ninguém mesmo. Dá tempo de tomarmos alguma coisa antes de você ir?
Roberta: Sugere algum lugar, não muito longe? – Ele pensou um pouco.
Diego: No aeroporto mesmo. Tem um restaurante ótimo lá.
Roberta: Perfeito.
Toquei direto para o aeroporto. No caminho nós conversamos mais um pouco, nada sobre relacionamentos, e sim, sobre qualquer outra coisa. Meia hora depois, chegamos ao aeroporto, entramos em um restaurante e pedimos uma bebida.
Diego: Ê decadência, quase cinco da manhã e nós aqui, bebendo e afogando as magoas. – Sorri.
Roberta: É a vida, mas dias melhores virão pra nós!
Diego: Você acha?
Roberta: Nós precisamos!
Diego: Como a vida é louca, né? Primeiro fiquei a fim de você e ao chegar em você, conheci a mulher da minha vida.
Roberta: Louca mesmo. Já pensou se tivéssemos ficado? – Ele sorriu.
Diego: Será que teríamos dado certo?
Roberta: Talvez se não existissem a May e a Thay, quem sabe.
Diego: Mas você não gosta de mulher?
Roberta: Eu sou bissexual. Fico tanto com mulheres quanto com homens.
Diego: Ah! É que eu nunca vi você com homens, talvez por isso achei isso.
Roberta: Sou mais exigente com homens.
Diego: Tem que ser mesmo. Tirando eu, nenhum homem presta. – Sorri.
Conversamos mais um pouco e já estava dando a hora do meu voo.
Roberta: Bom Diego, a conversa ta ótima, mas eu preciso ir porque logo logo sai meu voo.
Diego: Eu te acompanho. – Pagamos a conta e saímos.
Enquanto eu fazia aquela chatice toda de aeroporto, Diego me esperava ali perto. Não demorou muito e eu estava ‘livre’ das tarefas aeroportuárias, faltava apenas entrar no avião.
Diego: Pronto?
Roberta: Sim. Tudo resolvido.
Diego: Já vai entrar na sala de embarque?
Roberta: Já. – Ele se aproximou de mim e me abraçou.
Diego: Adorei ter te conhecido! E obrigado por aguentar minha choradeira. – Sorrimos.
Roberta: Não tem o que agradecer.
Diego: Vai vir visitar a gente, né?
Roberta: Claro. Vou sim.
Diego: Quando? Final de semana que vem? – Sorrimos de novo.
Roberta: Não tão rápido assim. Vou deixar vocês sentirem saudade dessa chata aqui. Mas eu venho sim, daqui alguns meses, quem sabe. Ah, e é claro que espero a visita de vocês!
Diego: Depois passa o endereço e a gente vai lá te encher um pouco.
Roberta: Ta bom. Se cuida.
Diego: Você também, e juízo! – Sorri e entrei na sala.
Não demorou muito e uma pequena fila se formou para dar à comissária de bordo o bilhete. Era cinco e pouco da manhã e ela estava com um belo sorriso nos lábios, trabalhando. Assim que ela entregou meu bilhete novamente, eu olhei para trás. Não, eu não estava me despedindo do lugar. Eu queria, do fundo do meu coração, ver Thay entrar correndo naquela sala, me pedindo pra ficar. Eu queria, mas não a vi. Dei as costas e sem pensar muito, entrei naquele avião. Estava feito, não tinha mais volta agora. Alguns minutos perdida em meus pensamentos e o avião já estava no ar, momentos depois e eu peguei no sono.
Enquanto isso no salão da festa
Assim que Roberta saiu do depósito, Thay saiu também indo ao banheiro para retocar sua maquiagem, dar uma olhada em sua roupa e ajeitar seu cabelo, minutos depois e ela foi até Vitor.
Vitor: Nossa meu amor, aonde estava?
Thayane: Eu fui ao banheiro e acabei encontrando uma amiga lá.
Vitor: Vamos chamar Christian e Angel para irmos embora?
Thayane: Vamos, claro.
Em seguida os quatro foram para suas casas e May ficou um pouco mais na festa com Rafael.
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