Além Do Bem E Do Mal

23 Capítulo 23 - EU SEM VOCÊ


Notas iniciais
Oi gente!! Depois de muita briga com a falta de inspiração, aí está o novo capítulo.
Como verão, os tempos de paz estão no fim, assim como a fic. Acho que teremos mais uns dois capítulos apenas.
Beijão enorme para todas(os) que comentaram. Mais uma vez volto a dizer que amo os reviews de vcs.
Espero que gostem do rumo que a história tomará. Antes que comecem o bombardeio (kkkkkk), lembrem-se que só termina quando acaba. kkkkkkkkkkk Ainda teremos muitas surpresas pela frente.

CAPÍTULO 23 – EU SEM VOCÊ


“Não chore nas despedidas, pois elas constituem formalidades obrigatórias para que se possa viver uma das mais singulares emoções da vida: O reencontro.”

(Richard Bach)

Os dias transcorriam na mais perfeita ordem.

A paz que envolvia a vida de Bella era novidade para ela. Chegava a ser desconfortável. Dava medo de que tudo acabasse de repente. A todo o momento parecia que algo ruim estivesse preste a acontecer. Ser feliz era bom demais para ser verdade...

Depois de uma conversa reservada com o pai, sobre a qual Edward não dera muitos detalhes, o sexo entre eles tinha ficado menos constante e, para total desapontamento de Bella, mais convencional.

Edward a cobria de carinhos e cuidados, limitando a posições bem tradicionais, mas ainda assim dando-lhe um prazer indescritível. Fazer amor com Edward era algo quase sublime. Às vezes Bella sentia as lágrimas escorrem pela face enquanto explodia de desejo nos braços dele. Acreditava que talvez seus olhos, acostumados ao pranto, tivessem encontrado uma forma de manter o vício, chorando agora de felicidade.

Sua relação com a família Cullen, até mesmo com a indecifrável Rosalie, melhorava a cada dia. A presença de Jasper já não lhe era tão repulsiva. Por vezes Bella chegava a ter pena do semblante culpado que ela trazia no rosto quando se encaravam. O que ele tinha feito nada mais era do que aquilo para o que fora programado: matar.

Os Cullen lutavam diariamente contra sua natureza maléfica. Bella os admirava cada vez mais por isso.

Das brincadeiras de Emmett ainda era vítima, mas da euforia consumista de Alice tinha se livrado. A cunhada, depois de muito esforço, tinha se convencido que não era uma boa ideia levar uma humana grávida de um vampiro para sessões incansáveis de compras na Europa.

– Pode confiar em mim, Bella. Trarei o mais lindo enxoval desse mundo para a minha afilhada.

– Eu sei que sim, Alice. Não há ninguém em quem confio mais para fazer isso por mim do que você. Meu bebê, ou minha filha, como você diz, tem muita sorte de ter uma madrinha tão carinhosa e dedicada quanto você.

– Ownnnn!! Eu estaria chorando se pudesse!

E assim Alice saiu em sua importante missão pelo continente europeu, desfalcando sem dó a imensurável fortuna da família. Mas nem assim ela os deixava em paz... Por diversas vezes, durante a madrugada, ligava em seu celular pedindo que entrassem no Facetime para poder mostrar o que tinha comprado.

Edward até ensaiava uma briga com a irmã, preocupado com o sono de Bella, mas logo se derretia quando os minúsculos vestidinhos, cada um mais lindo que o outro, apareciam na tela.

Naqueles momentos, quando os olhos do vampiro que tanto amava choravam à seco de emoção é que Bella percebia a dimensão do amor que sentia por aquele homem. Não podia ter escolhido pai melhor para sua filha.

Passado o sexto mês, a barriga de Bella já estava enorme. Quanto mais ela crescia, mais Edward evitava o sexo, alegando que temia machucá-la.

Bella contra argumentava, dizendo que se sentia bem e que não haveria problema nenhum, mas ficava cada vez mais difícil convencê-lo.

– Amor, deixa de enrolar e vem pra cama. – Bella pediu com a voz melosa, enquanto assistia impaciente Edward fingir que escolhia um pijama como se fosse uma adolescente se preparando para o primeiro encontro.

– Já vou. Esse também não está bom, vou tentar o azul.

Era o quarto pijama que ele trocava. Bella sabia que era tudo desculpa para ver se ela dormia antes dele se deitar. Apesar de Edward não dormir, ele sempre se deitava com ela, passando a noite velando seu sono.

– Edward, se não quer transar comigo pode falar. Não precisa bancar a adolescente indecisa porque está ridículo. – Bella falou irritada.

– Eu? Quem falou que estou fazendo isso? – Edward tentou disfarçar, pouco convincente.

Quando viu que não tinha mais jeito, desistiu.

– Só deito se você prometer que vai se comportar. – Pediu com cara de desespero.

– Não prometo nada! Estou grávida, não mando nos meus hormônios.

– Está vendo? É por isso que preciso esperar você dormir. Você me dá medo, Bella.

– Eu sou só uma frágil humana, Edward. Como pode ter medo de mim?

– Frágil? Ah, tá... – Edward começou a rir. – Não faz ideia do poder que tem sobre mim, Bella. Basta uma carícia sua e eu perco toda a minha racionalidade. Você é um perigo! Preciso ficar o mais longe possível dessa tentação.

– Você não me quer mais porque eu estou gorda.

– Está linda, meu amor! – Edward a elogiou, sentando-se na cama para acariciar sua barriga. – Eu a desejo como sempre desejei. Basta chegar perto de você que meu corpo fica em chamas. Mas você sabe que não podemos fazer amor. Carlisle me proibiu terminantemente. Um orgasmo pode desencadear contrações e fazê-la entrar em trabalho de parto.

– Eu não preciso gozar então. Deixe-me fazer você ter prazer. Só tocá-lo já me basta. Mas por favor, eu preciso apagar esse fogo que me consome. Não imagina como estou...

– Imagino sim.

Bella aproveitou que Edward tinha abaixado a guarda e beijou-o avidamente. Provavelmente faltaram-lhe forças para recuar, pois o beijo foi correspondido com vigor, fazendo-a gemer como se a língua dele fosse um pênis penetrando-a.

– Bella, não devemos... Assim fica difícil... Não faz assim...

Os apelos sussurrados de Edward foram completamente desconsiderados por Bella. Não demorou para que sua mão alcançasse o volume que se pronunciava entre as pernas dele.

– Você quer tanto quanto eu. Não tem como negar. – Bella disse vitoriosa, estimulando o membro duro de Edward com movimentos ritmados.

– Pa... para, Bella. Não po... podemos. Eu nã...não posso. – Edward praticamente gemeu aquele apelo.

Bella, mesmo sem ser tocada também, se deliciava com a situação. Estava no domínio novamente.

– Goza pra mim, amor. Goza em minha mão como da primeira vez. Eu quero ver você gemer. Geme pra mim... – Sussurrou no ouvido de Edward, ainda movimentando a mão, cada vez mais rápido.

Aquelas palavras cheias de erotismo o deixaram no limiar da loucura.

Depois de gemidos seguidos, o urro abafado pelo pescoço de Bella saiu da boca de Edward ao mesmo tempo em que sua mão era inundada por seu sêmen. Ela quase gozou junto, tamanha a excitação que sentiu.

Edward demorou um pouco para conseguir dizer alguma coisa. Seu orgasmo parecia não ter fim.

– Você ainda vai me matar assim, Bella. É indescritível o prazer que me dá, qualquer que seja a forma.

Bella sorriu-lhe maliciosamente e levou um dos dedos à boca, sorvendo o líquido que nele escorria.

– Bella, o que está fazendo? – Edward perguntou num misto de susto, indignação e, por que não dizer, excitação.

– Sempre tive vontade de saber que gosto você tem. Até que é bom. – Falou, lambendo o outro dedo. – Dá próxima vez vou deixá-lo gozar na minha boca.

– Acho melhor você dormir, Bella. Já está ficando variada com a falta de sexo. Vem no banheiro comigo para nos limparmos. Não me parece bom deixá-la sozinha, você não está bem.

– Deixa de ser bobo, eu estou ótima, Edward! Não foi bem o que eu queria, mas só de poder tocá-lo dessa forma já me basta por enquanto. Não sei por que esse espanto por eu ter lambido seu sêmen... Para quem toma sangue você está me saindo muito preconceituoso. – Bella falou rindo, ironizando a surpresa dele com seu ato.

– Tudo bem, você tem razão. Mas é que eu nunca tinha visto você fazer isso.

– Ainda vai me ver fazer tantas coisas...

– Você será meu fim, Bella.

Enquanto Bella lavava as mãos na pia ficou admirando Edward tomar seu banho. Seu corpo era de tirar o fôlego. Sua vontade era se despir e entrar naquele chuveiro com ele, mas respirou fundo e se conteve. Apesar do desejo que a consumia, sabia que a segurança de seu bebê era a coisa mais importante naquele momento.

Nos dias que se seguiram deu uma folga para Edward. Já não o tentava mais. Estava aprendendo a domar seu corpo.

Apesar da falta de sexo, a presença de Edward a seu lado era constante. Ele não a deixava sozinha um só momento, cuidando dela da forma mais carinhosa possível. Mas esses cuidados estavam lhe cobrando um preço alto.

– Edward, meu filho, não vou aceitar mais nenhuma desculpa sua. Você virá caçar conosco quer queira, quer não. Não é seguro para Bella que você fique com tanta sede.

– Não diga um absurdo desses, pai! Eu jamais atacaria Bella. – Edward contestou enfaticamente.

– Isso é o que você pensa. Daqui a pouco perderá seu autocontrole. Seus olhos nunca estiveram tão negros. – Carlisle falou.

– Não posso deixar Bella sozinha.

– Ela ficará com Esme. Bella está bem, Edward. Ontem eu a examinei. Não tem risco do bebê nascer agora. Você precisa se preparar para o parto. Iremos até o Canadá. Precisa de animais carnívoros para matar a sede que está sentindo. Soube que nesta temporada há muitos leões da montanha por lá.

– Canadá? – Edward indignou-se. — Não posso me afastar tanto assim!

– Vá despreocupado, querido. Cuidarei de Bella como se fosse uma filha.

– Edward, obedeça a seu pai. – Bella interveio. – Seus olhos estão tão escuros, amor. Dá para imaginar a fome que está sentindo. Eu ficarei bem, prometo.

– Desculpe-me por ter de me afastar agora, Bella. Deus sabe que se eu pudesse não iria.

– Não há do que se desculpar, meu amor. Não gosto de te ver sofrer assim. Minha presença deve aumentar ainda mais esse sofrimento. – Bella lamentou.

– Estar do seu lado é a coisa que mais me faz feliz, Bella. Não diga uma bobagem dessas.

– Então vá com seu pai e seus irmãos. Eu e nossa filha estaremos te esperando cheias de amor.

Edward a abraçou com carinho depois beijou sua barriga.

– O papai vai ali e já volta. Cuida da mamãe pra mim. – Edward falou ternamente.

Depois de mil recomendações e um beijo carregado de lixúria, Edward, Carlisle, Rosalie e Emmett partiram para a caçada. Iriam ficar uns cinco dias fora. Bella sabia que a saudade cortaria seu coração, mas Edward precisava se alimentar e a separação era necessária. Nem mesmo por celular poderiam se comunicar, pois na floresta não havia sinal.

A noite foi horrível. Pesadelos em que seu bebê corria perigo se intercalavam com cenas de um caixão no meio da sala dos Cullen. Quando Bella se aproximava para ver quem era, deparava-se com o próprio corpo sem vida, todo ensanguentado. Mais estranho ainda era que, das pessoas, todas vampiros, que a velavam, Tanya era quem mais chorava.

Quando já não suportava mais o desconforto da noite mal dormida, levantou-se e desceu a escada. Esme lia uma revista na sala.

– O que foi, querida? Perdeu o sono? Está com fome? Espere que vou preparar um leite morno para você.

– Não precisa, Esme. Estou bem. Tive uns pesadelos horríveis, por isso levantei.

– Deve estar tensa, preocupada com a viagem de Edward. Também sinto falta de Carlisle quando nos separamos. Ele está bem, pode ficar relaxada. Quando menos esperar estará de volta.

– É, deve ser... – Bella não tinha certeza se era apenas sua preocupação que tinha desencadeado aqueles sonhos malucos. Tudo parecia muito real, como se fosse o prenúncio de algo ruim. Achou melhor esquecer aquelas imagens horríveis. Afagou sua barriga enorme e sentou-se no sofá.

– Importa-se se eu ligar a TV?

– Claro que não, querida! Fique à vontade. Essa também é sua casa agora.

– Obrigada, Esme.

O filme antigo prendeu sua atenção. Algum tempo depois já sentia as pálpebras pesarem.

Bella nem viu quando adormeceu. Muito menos percebeu que fora carregada para a cama. Quando acordou, de volta ao quarto, percebeu que vozes de mais de uma pessoa vinham da cozinha.

Desceu correndo achando que era Alice, apesar de saber que sua volta estava programada para a semana seguinte. Estava louca para ver o enxoval de seu bebê.

Deparou-se com Tanya na cozinha.

– Bella, olha quem veio nos visitar? – Esme falou animada.

Os olhos dourados da vampira a fitaram de cima a baixo, parando alguns intermináveis segundos em sua barriga.

Bella sentiu um calafrio percorrer seu corpo. As imagens da noite anterior invadiram sua cabeça. Uma sensação ruim a fez abraçar seu ventre, como se quisesse proteger seu bebê daquele olhar mortal.

– Oi! – Falou sem graça, tentando esconder o medo.

– Oi, Bella!

– Querida, Tanya veio fazer-nos companhia. Não é maravilhoso?

– É sim. – Respondeu sem entusiasmo. A presença daquela vampira não lhe era nada agradável. O pior é que suspeitava que a loira sabia disso.

– Precisa almoçar, Bella. Achei melhor não acordá-la para o café-da-manhã. Você parecia tão cansada ontem de madrugada. Depois que Tanya a colocou em seu quarto, deixamos que dormisse o quanto quisesse. Faz bem para você e o bebê.

Bella segurou-se na mesa para não cair. Imaginar-se no colo de Tanya foi desesperador.

– Des...desculpe-me. Não precisava ter se dado ao trabalho. Bastava me acordar que eu subia sozinha. Eu não devia ter adormecido no sofá. – Lamentou-se, irritada por ter se colocado naquela situação.

– Não foi trabalho algum. – Tanya sorriu cinicamente, cuidando para não fazê-lo diante de Esme. – Você é leve como um passarinho indefeso.

Aquelas palavras causaram um arrepio em sua pele. “Indefesa” era um adjetivo que combinava perfeitamente com Bella naquele momento.

– Estou sem fome agora, Esme. Vou tomar um banho depois desço novamente para comer.

– Como quiser, querida. Só não pode ficar sem se alimentar.

– Não se preocupe, depois faço um lanche.

Bella subiu as escadas em pânico. Não queria a companhia de Tanya, principalmente sem a presença de Edward na casa.

Entrou no quarto e fechou a porta. Sentia-se ameaçada. Sabia que a vampira era praticamente da família Cullen, mas algo nela não era confiável. Previa que algo ruim estava preste a acontecer, só não sabia o quê...


Notas finais
Desculpem alguns erros que possam ter passado. Não tive muito tempo para revisar. Prometo ir editando quando eles forem aparecendo.
Bjs.