Além Do Bem E Do Mal

11 Capítulo 11 - ATIVO


Notas iniciais
Oi meninas!!
Só hoje consegui botar minha vida em ordem. De agora pra frente as postagens voltam a ser semanais, nos domingos.
Desculpem-me a demora, mas é que tinham muitos reviews para responder, o que me deixou muuuuuito feliz, e também o fato do meu cérebro quarentão ter entrado em colapso depois das provas do Enem. Eu bem que tentei, mas não conseguia escrever nada, gente! Pensei que ele nunca mais se recuperaria. kkkkkkkkkkkkkkk
Um beijo enorme para a Carla Garcia pela recomendação. Amei, amei,amei, amei...
No próximo capítulo as coisas vão começar a ficarem mais tensas.
Beijão tamanho do mundo pra vcs!!!!

CAPÍTULO 11 – ATIVO

“Ser amado é consumir-se na chama.

Amar é luzir com uma luz inesgotável.

Ser amado é passar... Amar é durar.”

(Rainer Rilke)

Bella sentiu aquela fragrância deliciosa penetrar seu nariz, trazendo à tona as memórias dos melhores dias de sua vida. Era o cheiro de Edward e senti-lo era sinal de que ele estava por perto.

Com movimentos sonolentos e sensuais, foi se movimentando na cama, buscando aproximar-se do frio corpo que descansava junto ao seu.

- Bom dia! Pensei que não fosse acordar mais. – Edward falou carinhosamente, puxando-a para mais perto dele.

Bella abriu os olhos e se deparou com o rosto dele bem próximo do seu. O sorriso encantador de Edward a encheu de alegria, fazendo-a se sentir como se ainda estivesse sonhando.

- Bom dia, amor! – Cumprimentou-o, sorrindo de volta. – Que horas são?

- Já passam das dez.

- Nossa, eu dormi como uma pedra!

- Até onde eu sei pedras não falam e você conversou a noite toda. – Edward brincou.

- Falei algo que não devia?

- Foi bem interessante. Tirando os gemidos, o resto seria totalmente censurado para menores de dezoito anos.

O rosto de Bella ficou vermelho só de pensar no que poderia ter dito, recordando-se dos sonhos libidinosos que tivera com ele.

Sentou-se, deixando o lençol escorrer até sua cintura, ciente de sua nudez e das reações que ela causava em seu namorado.

Os olhos de Edward brilharam de desejo e um sorriso voltou a estampar seu rosto.

- Como passei a noite tagarelando, — Bella também sorriu, falando ternamente — não sei se estarei sendo repetitiva, mas quero que saiba que a noite de ontem foi muito especial e que senti-lo dentro de mim foi a melhor coisa que já me aconteceu, Edward.

Ele a encarou por um tempo, devorando-a com os olhos e por fim disse:

- Ontem você me transformou em um homem de verdade, meu amor. Também quero que saiba que mesmo que me restasse toda uma eternidade de sofrimento eu ainda seria o homem mais feliz do mundo apenas por ter vivido esse único momento com você.

Ainda sem se acostumar com a rapidez dos movimentos de Edward, Bella se viu em seu colo, sendo beijada por ele. Suas línguas ávidas consumiam o gosto um do outro enquanto mãos impacientes buscavam saciar o desejo que incendiavam seus corpos.

Foi então que Bella se deu conta de que Edward vestia uma camisa diferente da que usava na noite passada.

- Onde arrumou essa camisa?

- Na minha casa. Eu fui lá enquanto você dormia.

- Mas você disse que tinha passado a noite aqui comigo.

- A maior parte, Bella. Quando finalmente você se entregou ao sono profundo eu saí para resolver uns problemas na minha casa.

- Problemas? Por acaso eu tenho algo a ver com eles?

- Deixa que com minha família eu me entendo Bella. – Edward disse, repetindo as próprias palavras dela com relação ao FBI. – Não quero que se aborreça com assuntos chatos.

- Às vezes eu acho que o menor dos seus segredos é o que você me contou... O que esconde além do fato de ser um vampiro, Edward?

- Não vamos estragar esse momento, Bella. Teremos muito tempo para falarmos de problemas. – Edward sugeriu, demonstrando certa impaciência.

- Sabia que problemas se reproduzem em cativeiro? – Bella brincou, insinuando que escondê-los poderia torná-los maiores ainda.

- Os nossos são estéreis. – Edward falou rindo.

- Falando em estéreis... Percebeu que não tomamos nenhuma precaução ontem?

- Você não toma anticoncepcionais?

- Não. Há muito tempo que não me relaciono com ninguém.

- Não se preocupe, Bella. Vampiros não procriam, ao contrário dos problemas...

Ambos riram e Bella sentiu-se aliviada.

- Queria te mostrar umas coisas que aprendi. – Edward falou, cheio de malícia.

- O que foi que aprendeu, Edward? – Bella perguntou curiosa.

Ele começou a rir, parecendo envergonhado.

- Você é uma professora maravilhosa, Bella, mas eu estou me sentindo péssimo de não poder dar a você todo o prazer que tem me dado, então resolvi pedir ajuda para a mente devassa do meu irmão mais velho. – Edward disse rindo.

- Ei, quem disse que eu não tive prazer com você? O que fizemos foi perfeito, Edward. Você foi incrível!

- Eu sei que foi, Bella, mas agora eu sei que posso me controlar, então está na hora de eu ser mais ativo com você.

- Ativo? – Bella levantou as sobrancelhas e mordeu os lábios, antevendo o significado daquela palavra.

- Eu vou tentar, Bella, mas se eu não estiver fazendo certo, você avisa que eu paro, está bem?

Bella olhou para ele se perguntando se havia a mínima possibilidade de não gostar de ser tocada por Edward.

- Ham, ham... – Respondeu displicentemente, ironizando aquele pedido despropositado.

Quando os dedos ansiosos de Bella já começavam a tentar desabotoar a camisa de Edward ele segurou seus pulsos, impedindo-a de continuar.

- Hoje quem vai mandar sou eu, professora. – Edward sussurrou no ouvido de Bella.

Bella sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Aquilo estava ficando cada vez mais quente e sensual. Seu corpo fervia em brasas, dando os primeiros sinais da luxúria que estava por vir.

Em poucos minutos ela se viu sob o corpo dele, já completamente nu. Seu peso não a incomodava, demonstrando que ele estava sendo cuidadoso para não causar-lhe nenhum dano.

Edward a beijou apaixonadamente. Era possível sentir seu nervosismo, mas Bella achou melhor deixá-lo à vontade, afinal estava amando a iniciativa dele.

Os lábios de Edward foram percorrendo o queixo, pescoço e ombros dela até alcançarem seus seios. Aquele toque úmido e frio era a experiência mais extraordinária que Bella já tinha experimentado. Seus gemidos descontrolados eram a confirmação do quanto aquilo a deixava à beira da loucura.

- Seu cheiro é enlouquecedor! – Edward murmurou, enquanto sugava um dos mamilos arrepiados de Bella. – Você é deliciosamente quente e macia. – Ele continuou elogiando-a, enquanto seus beijos iam descendo por sua barriga, chegando muito próximo de seu sexo.

- Nã-não sei on-onde aprendeu essas coisas, mas po-posso te garantir que está se as-saindo muito bem. – As palavras de Bella foram pronunciadas em meio a gemidos e sussurros.

As mãos grandes de Edward afastaram as pernas de Bella, forçando-as delicadamente a se flexionarem ao lado do seu corpo.

Bella não teve sequer forças para gritar quando a língua daquele vampiro, surpreendentemente deliciosa e hábil, lambeu sua intimidade, sorvendo lentamente o gozo que dali escorria.

- Meu Deus, Bella, isso é melhor que sangue! – Edward murmurou, intensificando o ritmo de suas carícias.

Bella se curvou, projetando seu corpo para que ficasse cada vez mais perto da boca de Edward, que freneticamente buscava o gosto dela, penetrando sua língua cada vez mais fundo em seu sexo.

Ao contrário do desmaio, que pensou definitivamente que aconteceria, Bella alcançou o orgasmo mais forte de toda sua vida. Nem seus gritos e gemidos descontrolados fizeram Edward parar. Ele parecia em transe, inebriado pelo sabor de suas entranhas.

Quando Bella pensava que a descarga de prazer em seu corpo estava diminuindo, outra mais forte começava. E assim foi até que Bella se aproximasse da exaustão.

Eram os tão sonhados “orgasmos múltiplos” que as mulheres tanto falavam. Não, não era uma lendo urbana, pensou. Realmente existiam e era algo indescritível...

Edward levantou-se um pouco e encaixou seu quadril entre as pernas de Bella. Seus olhos a fitaram e havia neles uma mistura de desejo e ternura. Além da lascívia, havia amor verdadeiro no que faziam.

Bella o puxou pelos cabelos e colou sua boca na dele. Mesmo sem fôlego, beijou-o avidamente.

- Você acabou de ganhar um “dez com estrelinha”! – Brincou, agradecida.

- Eu ainda não terminei, Bella. – Ele falou, sorrindo com malícia para ela.

Contrariando o que Bella supôs, Edward não optou pela tradicional posição sexual “papai e mamãe”. Sua mão deslizou pele perna direita dela e, segurando-a com firmeza, colocou-a sobre seu ombro, fazendo o mesmo com a outra.

Enquanto Edward segurava os joelhos de Bella, equilibrando-se, ela sentiu o membro dele penetrá-la lentamente, fazendo um choque percorrer suas terminações nervosas.

Dava para perceber o cuidado com que Edward calculava a força que tinha de usar para não machucá-la.

Suas investidas foram se acentuando. Bella já não se importava mais em extravasar suas emoções, gritando e gemendo o nome dele de forma nada controlada.

De vez em quando ele saía completamente de dentro dela e voltava a possuí-la, quase em câmara lenta, fazendo-a implorar para que ele continuasse.

Não demorou para que ambos gozassem. Foi, de longe, muito mais intenso do que o da noite anterior. Parecia que seus músculos tinham se liquefeito.

Edward deitou-se ao lado de Bella e a abraçou, afundando o rosto no vão de seu pescoço.

- Você pode me dizer onde aprendeu isso? Ou você estava escondendo o jogo de mim esse tempo todo? – Bella perguntou, ofegante.

- Passei alguns momentos na cabeça do meu irmão. Isso não é nem um terço do que eu aprendi.

- Você ficou bisbilhotando seu irmão e a mulher dele transarem? – Bella riu assustada.

- Não, nem pensar. A esposa dele é minha irmã também, esqueceu? Eu apenas deixei uma revista pornográfica na sala, enquanto Rose foi caçar, e fiquei no meu quarto, observando seus pensamentos.

- Agradeça seu irmão por mim!

Edward riu.

- Em algum momento eu te machuquei, Bella?

- Não, Edward, conseguiu controlar sua força perfeitamente. Você foi maravilhoso!

- Então podemos continuar?

- Agora?

- É. Não quer mais?

- Quero... É claro que eu quero! – Bella falou, já envolvendo o pescoço dele com os braços.

Amaram-se o resto da manhã. Já não havia mais aluno e professor naquele quarto. Eram agora dois amantes habilidosos e apaixonados. Descobriram juntos a perfeita conexão de seus corpos. Conheceram-se, fundiram-se, encontram-se... Transformaram sexo e amor em uma única coisa. Estavam felizes como nunca tinham sido antes.

- Edward, — Bella quase não tinha forças para falar — não que eu queira que demonstre agora, mas ainda tem algo que aprendeu e não me mostrou?

Edward riu do cansaço e da curiosidade de Bella.

- A cabeça de Emmett é mais sortida que o Kama Sutra, Bella. Mas confesso que tem algumas coisas ali que eu não sei se você realmente gostaria. Achei melhor não tentar. – Edward continuou rindo, parecendo meio encabulado.

- Eu deveria perguntar que coisas são essas?

- Acho melhor não... – Edward gargalhou.

- Se for o que eu estou imaginando, nem vem que não tem!

Edward não parava de rir.

- Foi o que pensei.

- Hum... Quem sabe um dia a gente tenta. Mas não garanto nada.

Bella viu um lampejo de esperança nos olhos de Edward, confirmado pelo sorriso malicioso que apareceu em seu rosto.

- Não esquenta, Bella. Não estou pedindo nada.

- Seus olhos te denunciaram. Vocês homens são todos iguais!

Edward gargalhou escrachadamente.

- Isso é que dá namorar psicóloga! Terei mais cuidados com minhas expressões faciais daqui pra frente.

Bella se lembrou que estava faminta. Já devia ser mais de meio dia e ainda não tinha se levantado da cama.

- Preciso encontrar forças para ir à cozinha comer algo.

- Deixa que eu preparo pra você. Descanse um pouco enquanto isso.

Edward se levantou, ainda nu, e procurou sua cueca, jogada em algum canto do quarto.

- Vai ficar assim até quando? – Bella perguntou, abismada por ele manter a ereção por tanto tempo. Se bem que a visão que ele proporcionava era magnífica.

Edward se virou e sorriu para ela.

- Não sei. Acho que preciso sair de perto de você e me concentrar em outra coisa. Vou preparar seu almoço.

- Sabe cozinhar?

- Sei ligar o microondas.

Bella soltou uma gargalhada.

- Bobo!

Edward saiu do quarto e Bella suspirou. Estava tão feliz que tinha medo... Tinha medo de que tudo o que estava vivendo terminasse.

Sabia que sua felicidade estava apoiada em alicerces frágeis. Ainda havia muitos segredos entre eles. Bella desconfiava que a pior parte das revelações de Edward ainda estava por vir.

Ele estava protelando a conversa sobre a família Gordon e isso a deixava preocupada. Temia que Edward estivesse escondendo algo que fosse realmente sério e imperdoável.

Quanto estava disposta a rever seus preceitos morais para viver esse amor, Bella não sabia.

Conhecer um vampiro tinha bagunçado totalmente os conceitos que tinha adquirido em seus vinte e sete anos. Acabara de fazer amor com um ser que até então era conhecido como um monstro cruel e sanguinário, nos filmes de terror que assistiu na infância.

Nada mais era como antes... Tinha de reorganizar novamente suas definições de bem e mal.

Bella suspeitava que o fato de estar perdidamente apaixonada por Edward desequilibraria completamente sua capacidade de discernimento... Sua capacidade de separar o certo do errado. Talvez Preston estivesse com a razão quando a acusou de ter mudado de lado, pensou.

O sorriso que Edward trazia nos lábios quando voltou para o quarto trazendo seu almoço em uma bandeja tirou-lhe qualquer dúvida sobre ter ou não ter feito a escolha certa.

Quem ousaria trocar a felicidade pela razão?

Notas finais
OMG!!! Que nota vcs dão pro Edward???