Notas iniciais
Bem, esse capítulo é curto, porém já adianta boa parte da história. Espero que gostem.

Além da Segunda Vida

Uma fanfiction sobre A Breve Segunda Vida de Bree Tanner


– Quero ir para casa.

– Não olhe — sussurrou o leitor de mentes de cabelo cor de bronze.

Eu fechei os olhos.



~ Freaky Fred narrando ~

A chegada a Vancouver foi rápida como eu planejava, mas durante todo o trajeto, não conseguia tirar a pequena Bree de meus pensamentos.

Gostaria de saber como anda aquela vampirinha, a única que por esperteza e um pouco de carinho se manteve ao meu lado. Seria legal ter a companhia dela e de Diego, não estar completamente sozinho. Abriria a minha guarda para Diego também, já que Bree gosta tanto dele, não vejo motivos para deixar o coitado sentindo nauseas eternamente.

Após algumas semanas em Vancouver, não recebi nenhum sinal de vida de Bree e nem de seu fiel companheiro, Diego. Já estava certo de que a coisa não teria acabado bem para os dois. Acabei confirmando o que já tinha certeza, um conhecido -também leitor de mentes- que fiz de um Clã de Vancouver veio a me contar tudo o que aconteceu.


– Pois é, as noticias correm rápido, soube de uma batalha que foi um fracasso em Seattle.

– Serio, o que sabe?

– Soube que um pequeno Clã tentou dar um fim ao famoso Clã dos Cullen, os vampiros dos olhos diferentes, e sem sucesso, morreram todos.

– Todos?

– Exatamente, todos. A familia Cullen bem que tentou salvar uma pequena vampira, mas os Volturi não perdoam nada, a pequena se foi.


Então, a pequena de qual ele falava era Bree. A única quase-amiga que tive partiu e acho que nunca mais terei alguma companhia, pelo menos uma tão agradável e docil como Bree Tanner. E se Bree estava morta, é bem provável que seu companheiro também esteja. Se existe vida após uma, digamos, segunda morte, que ela dê a oportunidade dessa moçoila se reencontrar com aquele que é tão especial para ela. Como os religiosos diriam, que Deus a tenha.

~ fim da narração de Freaky Fred ~


Pois é, eu fechei os olhos. A morte era o meu destino e eu achava que tudo teria um fim ai. A dor foi invevitável, mas o que eu não esperava era que Vampiros também tivessem espiritos. Minha segunda vida tinha terminado, mas assim que tudo tinha acabado, consegui abrir meus olhos novamente.

Estava na frente de uma ponte, toda cercada por muitas árvores e havia uma placa em frente a ponte que dizia "Depois de passar por esta ponte, não há mais volta." Eu ri com aquela frase que achei um tanto quanto estúpida e dei de ombros.

Me virei para trás e estava completamente cercada por árvores. Tentei correr e acabava parando no mesmo lugar, como se andasse em círculos. Desisti e sentei em frente a ponte, tentando enchergar algo naquela travessia. Nada. O percurso era claro até certo ponto e quando o limite atingia, era de uma obscuridão que era capaz de nenhum holofote conseguir iluminar aquele local. Era um ponto cego.

Depois de muito olhar, já estava ficando cansada de tanto analizar aquela situação e comecei a ouvir uma voz, alguém gritava meu nome. Os gritos ficavam cada vez mais fortes e a voz cada vez mais reconhecivel, era Diego me chamando.


– Bree, Bree! Atravesse a ponte, eu te espero aqui.

– Diego?

– Exatamente, garota esperta! Atravesse a ponte, venha me ver.

– Mas como terei certeza de que você é o Diego, o meu Diego?

– Simples, atravesse a ponte e eu te mostro o nosso comprimento ninja.

– Da última vez fui enganada com esse mesmo assunto, o que me trouxe a esse lugar.

– Bree, vamos! Eu lembro exatamente da forma que você se esquivou dos raios de sol, quando descobrimos que o sol não nos fazia queimar. Foi tão engraçado. — ele riu.

– Ah, então é realmente você Diego! Reconheceria essa risada em qualquer lugar.

– Vamos Bree, atravesse logo essa ponte.


E eu tomei coragem, atravessei a ponte correndo, completamente atordoada e desesperada em rever Diego. E como eu esperava, o meu querido vampiro de cabelos pretos encaracolados estava ao meu aguardo, de braços abertos para me receber.

O Reencontro foi mágico, não como eu esperava — ainda com vida, na segunda vida-, mas foi realmente bom. Era bom abraçar Diego, seu abraço era tão aconchegante e aveludado quanto seus lábios. Diego me rodou no ar e me deu um beijo, um beijo comum como os outros, que foi mais um beijo de alívio.Ao olhar para trás, vi que a ponte havia desaparecido.


– Então, não há mais volta mesmo.

– Infelizmente não.

– Mas Diego, onde nós estamos; O que houve? Pensei que havia morrido, pensei que você havia morrido!

– Ao que parece, nós morremos. Bem, acho que você acabou descobrindo o porque que eu não voltei naquela noite. Ryan, aquele traidor... Eu confiava nele e ele trocou uma grande amizade por uma sirigaita.

– Nem me diga, mas a sua morte foi vingada. Um vampiro diferente, de um outro clã, vingou a sua morte. Ryan e ela foram mortos. Descobri também que ela se chama Victória.

– E, como você morreu?

– Bem, uma vampira daquele clã dos de capa preta, mandou um de seus companheiros me executar.

– Eu sinto tanto. Gostaria que pelo menos você tivesse se salvado.

– Mas não há problema algum, Diego. Agora estamos juntos novamente.

– Graças a, hm... Deus?!

Nós rimos.

Notas finais
Bem, espero que tudo esteja de acordo aos padrões ortográficos aceitáveis, rs. Espero que tenham gostado. Caso haja algum erro, contate-me via comentário.