Akuma no Hunter
2 Lembranças Parte 2
Notas iniciais
Amanhece finalmente, e a rotina semanal inicia-se toda novamente, os pais se preparando para o serviço e ao mesmo tempo se preparam para despachar a criança para a escolinha, onde normalmente passam a tarde inteira ali, até a hora do ônibus escolar os leva-los até sua casa novamente, ou seja, uma típica vida normal de uma família normal e feliz.
Após levar as crianças até o ônibus, volta para a cama novamente e adormece um pouco mais antes de ser chamado, porém, não muito tempo após, sua esposa o acordar com sua delicada e suave voz, que o fazia imaginar o quão sortudo era de poder acordar daquela maneira todo o dia, porém, graças a seu emprego nunca teria certeza de quando poderia acordar assim novamente, era raro alguém que trabalhava na função deles passarem dos 30 ou 40 mesmo após se aposentar, eram chances raras para ser exato.
Sem perder o tempo, o mesmo levantava-se e beijava sua esposa com um beijo lento e delicado, em seguida a desejava um bom dia como em toda a manhã e meio que comicamente lhe perguntava numa questão de duplo sentido, "o que tenho para o café da manhã agora que as crianças estão na escola?", entretanto, na maioria das vezes a resposta vinha sendo a mesma "que tal um tamagoyaki e um shake simples?", que também vinham seguidos de um "viva" da forma mais irônica possível.
Após um banho o casal finalmente sentavam-se e desfrutavam de seu delicioso café da manhã, porém algo ainda matava a jovem mãe de preocupação, algo que seu marido apenas esperava o início de sua mulher, afinal, era uma preocupação que qualquer pai ou mãe teria, sem exceção nenhuma, que era sobre os sonhos e coisas vistas pelo jovem Yuzo.
– É fácil notar sua preocupação, seu silêncio já diz tudo... — Dizia o homem, enquanto capturava um pedaço do shake com seu hashi levando-o diretamente até a boca.
– Você tem que me entender então Ikeda! Não é como se isso fosse uma segunda versão do filme precisamos falar sobre Kevin, você sabe o quanto isso é sério, ele é muito novo pra já estar vendo esse tipo de coisa, temos que agir e rápido. — Dizia a mulher agitada que sem notar finalizava dando um forte tapa de mãos abertas sobre a mesa.
– Você sabe que eu me preocupo tanto quanto qualquer outro me preocuparia, mas assim como eu, você sabe que não conseguimos controlar isso de qualquer forma. — Falava de uma maneira calma enquanto tomava um gole de chá verde. — E tem mais uma coisa, eu telefonei para um amigo meu e pedi para que desse um jeito de impedir essas visões, como você sabe, é impossível, porém existe um jeito de atrasa-lo e eu pedi para ele fazer isso.
– Aquele careca que pertencia a ordem e que agora é dono de uma casa para crianças órfãs? — Indagava a esposa sobre a decisão do marido. — Você sabe o que eu penso sobre ele.
– Eu sei, mas também sei que você sabe melhor que ninguém que ele tem mais experiência que qualquer outro hunter quando se trata d... — Até que a conversa era interrompida por um barulho de vidro sendo estilhaçado que parecia vir do andar de cima da casa.
– O que foi isso...? — Perguntava a mulher mesmo já sabendo qual foi o motivo.
– É como eu imaginava... Eles devem ter rastreado o cheiro da iluminação... — Sussurrava, enquanto se levantava e furtivamente caminhava até a ponta da escada, olhando em direção ao topo. — Eles estão aqui...
– Sim, eu posso sentir, pela energia parecem ser cerca de 06 ou 07...
Essas foram as últimas imagens que pode-se ver, quando de repente as imagens se perderam, no que parecia ser um quebra cabeça com milhões de peças espalhadas aleatoriamente num estranho sonho, mas algumas vozes ainda eram capazes de ser ouvidas, parecendo um rádio com interferência, sons do tipo tilintar de metal ou algo do tipo, sons de tiros e uma língua estranha que pareciam sair de um roteiro direto do Eric Kripke ou do William Peter Blatt, porém, no final desse sonho maluco era possível ouvir mais uma vez um grito de desespero que parecia chamar pelo nome seu e de sua irmã que ressoava através de uma voz familiar.
Yuzo, Karin, nós te...
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