Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada

60 Capítulo 60 - A cerimônia de Chizuru


Notas iniciais
Hannah: Aff Aff... Apenas mais 3 capítulos ou teremos mais? Ohhh, quem vai dita e a inspiração... mas tudo que planejamos fazer, foi feito... Quase tudo. Estou tão orgulhosa e satisfeita da estória, foi minha primeira parceria com Mi-chan, e amei de paixão. Pois mais parceria de fic, conheci uma amiga fofa e querida. Espero que todos curtam muito o capítulo Boa leitura

Kensuke acordou com um peso sobre ele.

Suas pálpebras tremularam e então se abriram lentamente, revelando seus olhos dourados, nublados com o sono recente. Ele inclinou o pescoço, para ver de quem se tratava, e Nanami estava tombado em seu quadril, dormindo profundamente.

Ultimamente Nanami tinha se mexido muito durante o sono. Acordando Kensuke em momentos inoportunos, e sempre em uma posição diferente na cama.

Kensuke se sentou na cama, enquanto Nanami rolou para suas coxas, sem sinal algum de que acordaria por si mesmo. Até soltava pequenos roncos, que pareciam fofos na visão de Kensuke.

Ele tomou seu tempo em apenas aproveitar aquele momento, acariciando os cabelos de Nanami enquanto o mesmo ressonava tranquilo. Kensuke travou quando sentiu alguma coisa peluda fazer lhe cócegas nas costas. Ele se virou devagar, até que seus olhos se tornaram esbugalhados.

Chiba estava em toda sua grande forma de tigre felpudo, dormindo logo atrás do futon. O que depois que Kensuke se sentou, deu espaço para ele se espalhar melhor sobre o futon deles, deitando sua cabeça ali e bufando enquanto dormia.

— Oh deus dos lobos… — Kensuke colocou a mão sobre o coração, ofegante, depois daquele susto tremendo. Ele moveu Nanami delicadamente para fora dele e deu-lhe um beijo em sua testa, para se levantar e olhar a cena.

Observou bem como Tiger dormia e não parecia de nada apavorante, só um pouco maior do que o normal. Não estava completamente em seu tamanho assustador. Isso deveria vale uns três ou quatro tigres siberianos juntos.

Kensuke foi até o closet e procurou pelo que poderia vestir esta manhã. Uma yukata negra, já que estava praticamente de luto até Deus sabe quando, e uma camada branca por debaixo. Era simples, ele nem se preocupou muito com o obi, enfaixando de qualquer forma o abdômen. Então saiu do quarto em direção a seu escritório.

Era o segundo dia que ele realmente havia dormido em sua casa. Antes disso, estava vivendo no acampamento de refúgio junto com seu povo, auxiliando-os e dando suas ordens de forma que melhorasse as coisas para eles.

Nessas semanas que se passou, o povo de Akai havia trabalhado arduamente para reconstruir a vila. Akai necessitava de tantos reparos que era mais fácil reconstruir do que reformar o que sobrou.

Foi necessário tanto material. E foi tão difícil de arranjar, porque parte do que eles tinham de reserva na vila, também foi prejudicado com o incêndio.

Kensuke acompanhou tudo, e claro, ele não ficou parado apenas administrando a obra, ele colocou a mão na massa, e fez como todos os camponeses, ajudando-os a reconstruir suas casas e lojas.

Faltava muito para concluir, porém a maior parte estava feita, capaz de já abrigar algumas pessoas, enquanto as mesmas cobriam seus tetos.

— Bom dia, Ryo. — Kensuke cumprimentou seu beta quando se encontrou com ele no corredor.

— Bom dia, Alfa. — Ryo respondeu com uma reverencia.

— Como estão as coisas na vila? — Indagou, abrindo a porta de seu escritório para ambos entrarem.

— Está bem. Mais cedo, vários cidadãos vieram do acampamento para a vila, a fim de dar continuidade às obras. Os gatos ofereceram minério para nos ajudar com as construções. Tudo bem aceitar?

Kensuke se sentou em sua poltrona atrás da mesa pesada de carvalho e cruzou os dedos juntos. — Aceite, já não temos outra escolha… Qualquer ajuda que recebermos será bem-vindo. — E isso era verdade, pois Kensuke não iria abrir mão do socorro, nem por seu orgulho. Seu povo precisava de ajuda e ele faria de tudo para ajudá-los. — Temos que nos preparar para o casamento de Chizuru. Estou pensando de ser no sábado, o que acha?

Ryo olhou para Kensuke com uma sobrancelha erguida, visto que o Alfa estivesse pedindo sua opinião. Ele gostou.

— Acho que seria bem melhor que fosse na sexta-feira assim que o sol se pôr. Nos dá tempo de elaborarmos umas cerimônias dignas, além de que dá aos noivos um fim de semana inteiro de lua de mel. E nós da vila poderemos festejar muito nestes dois dias.

Kensuke sorriu, ele sabia que os conselhos de Ryo certamente seriam muito bons.

— Então está bem. Quero que me faça uma lista de planejamento para termos tudo sobre controle e a cerimônia ser perfeita. — Kensuke lhe ordenou. — E obrigado pela ajuda.

Ryo sorriu e reverenciou Kensuke, até sair de seu escritório. Não durou mais que um minuto até que Nanami entrasse sonolento e resmungão.

— Você não me acordou…

— Bom dia, meu doce. — Kensuke fez lhe um sinal para Nanami se aproximar, e o mesmo fez, com um beicinho e uma expressão entediada. — Dormiu bem?

— Sim… Chiba está fazendo de novo… Dormir em sua forma de Oni. Mas ele não entende quando eu explico que não pode.

— Seja paciente com ele, Nana-chan. — Kensuke tomou as mãos de Nanami e o puxou para se sentar em seu colo. — Nós vamos descobrir como lidar com ele. Só espero que ninguém o veja em forma de Oni. Agora o que acha de planejarmos como iremos organizar o casamento de Chizuru? Planejei para ser na sexta-feira.

O rosto de Nanami iluminou com a notícia. Ele amava festas, e estava torcendo muito para Chizuru se casar logo!

— Eu quero poder ajudar! — Ele se empolgou no colo de Kensuke. — Tem que haver muitos laços no casamento dele! Laços de todas as cores!

— Tudo o que quiser… Já experimentou perguntar a Chizuru de que enfeites ele gosta? Tem que dizer a ele que já marcamos uma data perfeita para o casamento dele. — Kensuke falou a Nanami que sorriu para ele e então o abraçou em torno de seu pescoço.

— Obrigado Ken-chan… Você é tão amável. — Nanami se afastou um pouco para olhar nos olhos de seu marido, e o mesmo olhou-o amorosamente e sorrindo.

— Vá lá bebê, cuide de Chizu. — Kensuke beijou Nanami suavemente, para então o mesmo se afastar dele e correr saltitante para a porta.

O Alfa suspirou quando ficou sozinho… Porém seu sossego logo acabou quando a porta se abriu novamente com Chiba — na forma humana — erguendo seu nariz para o alto e cheirando o ar.

— Você acordou… O que está cheirando?

Chiba olhou para Kensuke e deu lhe um tímido sorriso, para então voltar a cheirar o ar, até que seu rosto se afundasse no colo de Kensuke cheirando-o. Nanami tinha estado ali, sentado sobre o colo do Alfa. Foi o que Kensuke pensou que fosse o motivo de Chiba estar lhe cheirando. E como um menino manhoso, Chiba se forçou e subiu sobre as pernas de Kensuke, para imitar o meio em que Nanami esteve sentado antes.

— Você é mesmo uma versão infantil de Nanami, não é? — Kensuke puxou o garotinho para abraçá-lo suavemente em seus braços. Chiba ficou quieto, mas fez um suave som de ronronar quando Kensuke afagou seus cabelos. — Por que não tenta dizer algo? — Ele já tinha a aparência de uns cinco anos, devia saber falar algo. — Nanami me disse que você podia falar com ele quando estava preso em seu corpo.

Chiba se virou no colo de Kensuke e olhou bem para seus olhos. Seus lábios finos tomaram um sorriso doce e suas bochechas ficaram rosadas. Ele abriu a boca para dizer algo, mas o que saiu foi um miado que provocou uma crise de gargalhadas no Alfa.

— Ah céus… — Kensuke enxugou suas lágrimas depois de tanto rir. — Você me lembra de mesmo Nanami… — Ele acariciou uma das orelhinhas de Chiba que o fez contorcer a face. — Você gosta…? Gosta que acariciem suas orelhinhas? — Ele passou a acariciar as duas.

Chiba se contorceu e miou. As suas garras ameaçando cortar Kensuke. O que no caso fariam apenas pequenos arranhões.

Kensuke o colocou em seus pés, então se levantou. — Vamos tomar café? Estou faminto. — O estômago de Chiba respondeu o Alfa em um alto rosnar.

Kensuke riu, então segurou a mão de Chiba e o levou em direção a cozinha, em busca do café da manhã.

–oo0oo-

Shou gritou de susto quando alguém lhe abraçou por trás, contudo este alguém era Yamato, que foi reconhecido por seu cheiro.

— Hei… Está se assustando muito facilmente, Shou.

— Não é assim… Só… Você me pegou com a guarda baixa. — Shou se recostou no abraço e suspirou.

— Não é exatamente isso… Você não me parece o mesmo desde aquele ataque… Sei que te afetou muito, mas precisa me dizer se necessita de ajuda para lidar com isso… — Yamato lhe disse suavemente, porém Shou se virou nos braços dele e olhou-o com raiva.

— Não preciso de ajuda! Eu… Eu somente tenho medo, mas… Eu sou um homem forte!

A expressão de Yamato era tranquila e ele sorriu para seu amado. — Eu sei… Eu apenas… Quero fazer mais por você… Mais para você. — Confessou, e Shou amuou com o coração em mãos.

— Desculpe. Você tem razão Yama-chan… Eu tenho muito medo de perder meu Minky… Ele é tudo para mim. — Shou olhou para dentro do quarto, onde Minky ainda dormia no frescor da manhã.

— Corrigindo, nós somos tudo para você. — Yamato colocou as mãos na cintura com um olhar de aviso, o que fez Shou rir dele. — Você tem passado por uma fase difícil Shou, admita isso. Eu imagino como deve estar sendo difícil para você superar e continuar como se nada tivesse acontecido aquele dia… Não faz muito tempo, e as lembranças ainda devem estar frescas na sua memória. — Yamato se aproximou e uma de suas mãos foi ao peito de Shou, massageando lá. Shou colocou suas mãos sobre a dele.

Shou abriu a boca para dizer algo, porém Yamato colocou um dedo sobre seus lábios, o impedindo.

— Você precisa entender que não está mais sozinho. Que não mais é um pai solteiro que tendo tudo às suas custas. Deve entender que agora, você tem a mim, e eu sou parte de você, sou parte da sua família. Minky não é mais apenas “seu” filho, ele também é meu filho. Desde que o conheci, eu passei a amá-lo como se fosse meu. E eu amo tudo o que temos, tudo o que somos “juntos”.

Shou segurou suas lágrimas e fungou pelas palavras de Yamato, apertando suas mãos sobre a que acariciava sobre seu peito, onde seu coração batia forte e desenfreado.

Yamato ainda continuou. — Não tem que ser forte sozinho… Eu estou aqui para te proteger. Darei meu máximo por nossa família para sempre estarmos juntos. Nunca serei um desonesto como aquele que te feriu tanto, foi. Ou mesmo seus pais. Eu sou diferente, quero fazer a diferença… Porque o que pensa sobre mim, é o que me importa. — E a mão de Yamato que estava sobre o peito de Shou, subiu para o rosto dele, sempre lhe acariciando. A pantera ainda se aproximou e o tomou pela cintura, ao que o beijou ternamente, para então abraçá-lo de verdade. Um abraço carinhoso, onde o embalou de uma forma que fez Shou perder tudo aquilo que estava lhe atormentando, deixando-o sair para que chorasse.

Puxando a porta fechada, Yamato levou Shou com cuidado naquele abraço apertado, para o quarto deles, aonde ambos se deleitaram em apenas ouvir um ao outro e transmitir palavras de conforto e segurança.

Alguns dias depois

O grande dia havia chegado. Nanami estava tão animado quanto o próprio noivo, qualquer um poderia perceber como sua aura estava feliz e tão brilhante em torno dele.

Ele foi saltitante descendo a rua em direção à nova casa de Chizuru, onde Seiji estava montando tudo em seu interior. A casa anterior onde Chizuru viveu com seu pai, foi tão a ruínas no último ataque, que não era viável uma reforma, mas fizeram no lugar dos escombros, um pequeno parque infantil para as crianças. Não era grande coisa, mas um jardim bem podado, uma caixa de areia que era um sonho infantil; escorregadores de madeira lisa, gangorras e balanços que estavam fazendo a alegria dos filhotes.

— Bom dia, Sei-chan! — Nanami chegou todo animado na varanda da pequena casa feita de pedra e madeira. Não era uma mansão como a do Alfa, ou a de Sayuri, mas era graciosa e bem enfeitadinha. Seiji havia caprichado na construção e no acabamento. Os lobos eram muito bons sendo arquitetos. — Já terminou tudo?

— Bom dia, Nana. — Seiji apertou a mão que Nanami lhe estendeu. — Sim, terminados ontem. Essa semana teve que agilizar as coisas. Não queria que Chizuru viesse à nossa casa sem que estivesse pronta.

Nanami sorriu.

Seu amigo Chizu sabia que teria uma nova casa, porém ele não tinha sido autorizado a visitar ainda. Somente admirava a fachada.

— Muito bom… Ele vai amar! — Nanami colocou as mãos para trás e passou a verificar os móveis, a pintura na parece, todos os detalhes, como se fosse algum tipo de fiscal. — Isso… Está muito bom Seiji, fez um ótimo trabalho.

— Obrigado. Falando nisso, onde está Chiba?

Nanami ergueu suas orelhas e olhou-o.

— Está com Sayuri, que está lhe dando um corte de cabelo. — Já que as pontas de Chiba estavam tão duras e ressecadas. — Da última vez que tomamos um banho no lago, Chiba ficou com seus cabelos parecendo uma jumba. — Nanami gesticulou com as mãos.

— Entendo… E meu Chizuru? — Os olhos de Seiji brilharam. Ele parecia tão dócil tendo uma conversa amigável com o Cadela Alfa.

— Ele já está se arrumando. Mas não te direi onde, para não ter o risco de ir espioná-lo! — Nanami sorriu com a careta que Seiji fez. — Bem, eu vou indo ajudar nos preparativos! — Soltou uma risadinha pela alegria de Seiji, que era tão visível e tão óbvia que ele mesmo estava ruborizado enquanto pensava em Chizuru. Nanami sabia que ele estava pensando era na noite de núpcias. — Nos vemos mais tarde!

Depois de atravessar a Vila, como Kensuke havia lhe indicado a fazer, Nanami tinha visto como ia o trabalho de todos. A vila estava quase toda reerguida, e os preparativos feitos. No centro, aonde era situado uma praça, estava quase tudo pronto para o casamento que seria ao ar livre. Os laços em todas as esquinas, o tapete vermelho, as almofadas postas em lugar de cadeiras, aonde as pessoas iriam se sentar, como era costume dos lobos, e um altar todo enfeitado com flores brancas. Também a luminária posta em tochas ao redor de onde ocorreria à cerimônia, e as estátuas de ouro e bronze das divindades da floresta, além da estátua do deus Lobo.

Nanami se aproximou da estátua em forma de um lobo sentado, e imaginou como ela havia sido feita, enquanto um cidadão idoso se aproximou dele com as mãos para trás.

— É linda, não é? — Murmurou com sua voz envelhecida.

Nanami assentiu euforicamente. — É realmente lindo! Como será que foi feita?

— Foi por nossos antepassados… Há muito, muuuito tempo atrás… Quando cada espécie vivia em uma parte do mundo. Diz a lenda que foi um presente feito por um aldeão lobo, que se apaixonou pelo deus Lobo, depois que acidentalmente o viu vaguear pela floresta. — O senhor lhe contou e Nanami ficou de boca aberta.

Um pouco atordoado, Nanami voltou para casa, onde Chizuru estava sendo tratado para ser o noivo ideal, o mais lindo. Assim que abriu a porta, Chiba caiu sobre ele como uma bala de canhão, derrubando Nanami e choramingando para ele desesperadamente.

— C-Calma… Calma Chiba-chan! — Nanami resmungou ao sentar-se massageando a parte traseira de sua cabeça. Chiba ainda se agarrava a ele morto de medo. — O que houve? Sayuri! — Chamou por seu amigo, e o mesmo chegou ofegante a porta da casa, apoiando em seus joelhos.

— Ah… Nanami, você chegou. Até que enfim! Chiba me mordeu todo para deixá-lo sair. Não presta tentar cuidar dele! — Sayuri cruzou os braços cheios de marquinhas de mordidas ferozes depois que se restabeleceu. — Dê um jeito nele, para parar se ser um mal menino comigo!

Nanami olhou inocente para Sayuri. — Desculpe Say-chan… Infelizmente Chiba não entende muito que digo… — Se perguntava se ele possuía algum tipo de deficiência. Mas não era possível de um ser que costumava falar com ele em sua mente.

Sayuri bufou, mas se aproximou e estendeu sua mão para Nanami se levantar, porém logo a escondeu quando Chiba rosnou ameaçador, como se dissesse “não toque nele”. Porém ele nunca teve um comportamento agressivo com Kensuke.

Se levantando, Nanami colocou Chiba em seus pés e afagou seus cabelos.

— Você fez um bom trabalho nos cabelos dele, Sayuri-chan. — Considerou.

— Foi um verdadeiro sacrifício. Esteja por perto da próxima vez que precisar de um corte de cabelo em Chiba. — Sayuri se virou para dentro, e Nanami o seguiu com Chiba grudado em seu kimono.

Quando chegaram ao quarto em que Chizuru esteve hospedado esses dias, o queixo de Nanami caiu com como o lobinho estava tão bonito. Ele já era uma gracinha, mas com o traje de casamento, que consistia em um kimono branco com as barras regadas de estampas florais, camadas igualmente brancas com renda, tinha ficado ainda mais belo.

— Vejo que já está quase pronto, Chizu-chan! — Nanami saltitou até ele, seus olhos brilhantes encarando os detalhes de suas roupas.

— Uh… Sim, Só me falta terminar com o cabelo. Seu pai Misaki fará o penteado para mim. — Chizuru corou todo o caminho de suas bochechas até as orelhas. — Sayuri me falou que ele fez um penteado muito lindo nele no dia de seu aniversário.

— Oh, é mesmo! —- Sayuri confirmou. Ao que se encolheu na vontade de abraçar aquele Nanami com o olhar bobo e beijá-lo até o mesmo gemer doce em seus braços, mas Chiba estava lá e ele iria lhe morder muito se fizesse.

Alguns minutos após a chegada de Nanami, Misaki apareceu e fez dos cabelos de Chizuru, tão belos em um coque frouxo adornado por botões brancos, vários pequenos enfeites, assim como brincos, luvas de rendinha, além das meias lilases e sandálias de madeira com salto alto.

Maiko e Megume chegaram, e assim que viram Chizuru, eles sorriram amplamente em como Chizuru estava belo.

— Pelo jeito este casamento será histórico. — Maiko comentou.

— Parabéns Chizu… — Megume falou. Ele e Maiko haviam preparado presentes de casamento para Chizu, e além deles, todos os presentes estavam bem guardados na casa do Alfa. Todos do vilarejo presentearam o príncipe de Akai por seu matrimônio. Chizuru iria amar cada um dos pacotes.

—- Obrigado, Megume, obrigado a todos… Por tudo. — Chizuru estava com olhos brilhantes, prestes a chorar, mas ele não faria, para não borrar a maquiagem.

Rapidamente, Nanami e os demais foram se arrumar. Kensuke veio por Chizuru e deu lhe um abraço orgulhoso.

— Você sempre será meu irmãozinho… Mesmo que agora esteja preste a se casar. — Disse lhe com um sorriso.

Chizuru sorriu de volta, mas de repente o chão reverteu sobre seus pés e ele foi amparado pelos braços de Kensuke.

— Hei… Tudo bem?! — Kensuke indagou preocupado.

E Chizuru foi posto sentado em uma cadeira. Sorrindo nervoso para Kensuke.

— Acho que estou tão nervoso, que até mesmo me senti tonto… — Chizuru sorriu um pouco sem graça.

Kensuke suspirou e sentou-se próximo. — Tente se acalmar. Vai dar tudo certo. E eu estarei lá por você. — Pegou as duas mãos de Chizuru nas suas.

Chizuru sorriu.

Ainda doía pensar que seu pai não estaria com ele naquele momento, mas tinha seu irmão, e esse era sua fortaleza. Mais que bom Alfa, Kensuke era um homem bom e um irmão gentil.

— Está na hora! — Chizuru disse a si mesmo, soltando o ar lentamente de seus pulmões. Mal podia acreditar que dentro de minutos, estaria oficialmente casado. Era grato que a Vila não se lembrava ou dava importância que não era mais virgem. Talvez porque se casaria com o homem com quem perdeu sua pureza. Seu amado Seiji que desejou desde que era filhote.

Kensuke acenou. Ele estendeu a mão para seu irmão e os dois deixaram o quarto. A casa estava vazia, significando que todos já tinham ido para o local onde ocorreria a cerimônia.

Conforme planejado, à medida em que Chizuru andava de braços dados com seu irmão, o sol começava a recolher-se no horizonte. Sentia borboletas dançarem em sua barriga e suas mãos suarem. Não podia impedir que um sorriso nervoso tomasse posse de seus lábios e seus olhos ardessem por lágrimas não derramadas, mas de emoção.

Todos os convidados – praticamente a Vila toda – levantaram para comtemplar o noivo quando este chegou. Chizuru deixou ser guiado por Kensuke pelo tapete vermelho. Ele sorriu mais abertamente quando seus olhos repousaram sobre seu noivo, e dele jamais afastou.

Seiji estava lindo em seu kimono azul índigo com camadas de kimono branco por debaixo. Os cabelos impecavelmente arrumados, os colares de guerreiro que simbolizavam força e a posição que ocupava dentro da matilha.

Seiji tinha um leve sorriso de admiração, e dava para perceber todo seu orgulho e emoção por aquele dia finalmente chegar.

Quando os dois irmãos terminaram de percorrer todo o caminho até o altar, Kensuke virou de frente para Chizuru e deu-lhe um beijo em sua testa, antes de entregá-lo para Seiji. Anteriormente era o ancião que realizava os casamentos, mas com sua morte, Kensuke assumiu a resposabilidade. Rapidamente colocou-se atrás do altar, e em um gesto fez todos se sentarem nas almofadas. Olhou então para seu esposinho que estava na primeira fila e tinha Chiba ao seu lado, e sorriu. Olhou para seu amigo e beta Ryo que segurava a mão de Sayuri, assim como os demais amigos presentes.

O casal se virou de frente para o altar.

— Essa união é mais que um simples casamento, mas sim um símbolo perfeito de tudo que passamos. Uma guerra onde houve perdas, mas em que a vitória foi grande... Que a nossa dedicação e união, sejam a engrenagem para recomeçarmos... Assim como todo matrimônio, que simboliza uma nova vida e sonhos a serem conquistados.Kensuke ditou suas belas palavras, que provocou suspiros e recordações de como eram gratos à vida por estarem aqui.

— Meu pai... Nosso pai! — Olhou para Chizuru. — Onde quer que ele esteja, certamente estará abençoando essa união! Ele sempre teve o cuidado e amor por Chizuru, e de bom grado confiou a Seiji essa nossa joia preciosa. E agora sou eu que estou confiando ao mesmo meu precioso irmão, e se não cuidar dele... Já sabe. — Kensuke ameaçou em um tom brincalhão, fazendo com que todos rissem.

Chiba se levantou – e conforme Nanami o ensinou – aproximou-se do altar levando uma caixinha de madeira trabalhada e a estendeu para Seiji, que a pegou sorridente.

O pequeno retornou para o lado de Nanami, e o Cadela Alfa sorriu orgulhoso de Chiba.

Seiji virou-se para Chizuru e abriu a caixa. — Este presente, é apenas uma prova de minha devoção e amor... E assim esta joia é eterna, juro a ti meu coração, fidelidade e devoção. Eu o aposso como meu companheiro. — Disse seriamente.

Chizuru não conteve-se e finas lágrimas debulharam de seus olhos e percorreram sua terna face. Ele tomou com imenso cuidado o colar de rubis.Eu-Eu... O tomo como meu marido... E juro amá-lo, compreendê-lo e cuidar de ti. Tens a minha fidelidade e sempre meu amor... — Murmurou nervoso. Ele permitiu que Seiji tomasse o colar de suas mãos trêmulas e o colocasse em seu pescoço.

— Pelos poderes do deus Lobo e como Alfa, os declaro oficialmente casados. Pode beijar o noivo. — Kensuke concluiu.

Seiji não esperou uma segunda ordem, ele puxou Chizuru pela cintura e uniu seus corpos. Enquanto um dos braços segurava a cintura, o outro ergueu e permitiu que sua mão grande acariciasse a doce face. Suas faces se aproximaram e seus lábios se tocaram inicialmente em um doce roçar.

Chizuru ergueu os braços e rodeou os ombros de seu agora ‘marido’, e derreteu-se no beijo.

Suas bocas se abriram dando espaço para que suas línguas procurassem pelo calor uma da outra, e enroscassem em uma dança sensual. O beijo era carregado de felicidade e amor, algo tão mágico que alegrou coração de todos.

Nanami e Sayuri foram os primeiros a levantarem e jogarem as pétalas de rosas sobre o casal. Logo os demais também se levantaram e dividiram entre assobios, salvas de palmas e a jogar pétalas. A alegria foi geral ao redor de todos.

— Viva os noivos! — Alguém gritou.

Kensuke saiu do altar e aproximou-se do casal, que se separaram. Ele puxou seu irmãozinho para um abraço bem apertado, e beijou sua face. — Meus parabéns.

— Obrigado! — Chizuru agradeceu emocionado, e assim que Kensuke o soltou para ir cumprimentar Seiji, o príncipe foi raptado por Nanami que o abraçou bem forte, seguido por Sayuri e os demais ninshins.

Após quase todos cumprimentarem os recém-casados, a vila toda seguiu para onde ocorreria a festa. E logo a banda começou a tocar as músicas tradicionais dos lobos, alguns sentinelas a cuidarem de assar o churrasco, e outro ninshins a distribuir as lembrancinhas do casamento.

As crianças corriam em suas brincadeiras, e muitos atacaram a mesa de guloseimas, tortas e comidas, além das bebidas — sucos e vinhos. Uma coisa que não faltava era o alimento. Tinha em abundância.

Mas acanhado, Chiba não fora brincar com as outras crianças, apenas permaneceu agarrado em Nanami. Preocupado que Tiger, que agora era praticamente seu filho adotivo, não se divertisse, Nanami o pegou pela mão e depois pegou Minky de Shou, levando os dois para alguns brinquedos, e brincou junto com eles.

Kensuke ocupou-se em conversar com alguns conselheiros e sentinelas, ao passo que Ryo tirou Sayuri para dançar e conversavam suavemente.

Key fazia algumas magicas para os jovens ninshins e crianças. Megume e Maiko conversavam com grupo de amigos.

Yamato e Shou estavam sentados em uma das muitas cadeiras e mesas, e deliciavam-se com algumas comidas enquanto trocavam carinhos.

Naoki e Misaki haviam desaparecido, mas Nanami tinha suas suspeitas sobre o que seus pais tinham ido aprontar. Só de pensar nisso ele corava.

Após receberem os últimos cumprimeiros, Seiji puxou Chizuru pela mão, e escondido de todos, o levou pela vila.

— Aonde vamos? A nossa festa... — Chizuru resmungou, mas não impediu ser levado por seu marido.

— Logo saberá. A nossa festa será em outro lugar. — Seiji disse misterioso.

Os dois seguiram em silêncio, até que pararam em frente a bela casa recém feita. Chizuru sentiu seu coração pulsar como louco. — Em nossa casa?

Seiji virou-se para ele. — Que melhor local para nossa noite nupcial ser onde passaremos o resto de nossas vidas juntos? — Respondeu, ele acariciou a face de Chizuru, e então tomou sua mão, o puxando pelo pequeno lance de escadas, até a porta. Ele abriu a porta, e então tomou Chizuru em seus braços, como uma donzela.

— Seiji! — O pequeno gritou, mas sem chance de fugir. Ele foi carregado para dentro de casa. Chizuru não teve muito tempo para admirar, pois Seiji o levou direto para o quarto, e somente o soltou, quando o depositou gentilmente sobre o futon.

Chizuru pelo menos admirou seu belo quarto. As paredes eram brancas e em uma delas havia uma pintura de cerejeiras rosas. O futon era grande, suficiente para seis pessoas e tomava todo o centro do quarto. Não havia muitos móveis – como toda decoração oriental – havia pequenos arranjos de flores ornamentais, um criado mudo e um suporte de katana.

— É lindo... E grande... — Murmurou espantado.

Seiji se ajoelhou a sua frente. — Fico feliz que gostou.

Chizuru encarou seu marido, e somente então reparou que havia uma mesa perto do futon com um pequeno banquete. — Uau, é para nós?

— Sim! Não poderia deixé-lo com fome. — Seiji riu. Ele pegou um cacho de uvas, tomou um gomo levando à boca de seu amado. Chizuru sorriu, e abriu a boca, tomando o fruto entre os lábios, sentindo toda sua doçura quando o mastigou.

Acabou pegando uma fatia do rolo de canela e levou à boca de Seiji, sorrindo docemente enquanto o via gemer diante do sabor.

Os dois se alimentaram, enquanto trocavam carinhos e conversas banais. Somente quando estavam satisfeitos, que Chizuru se levantou do meio do futon, com os olhos de Seiji atentos a ele.

— O que vai aprontar? — O beta indagou, já prevendo o que seria.

Com as bochechas coradas, Chizuru lentamente desfez do laço de seu kimono e retirou camada por camada de suas vestes. Quando todas foram ao chão, seu belo corpo ficou à mostra. Sua pele era leitosa e de aparência macia, a cintura marcava suave, os quadris estreitos e as coxas roliças. Sua intimidade ainda escondida na pequena peça branca com laços delicados nas alterais, as pernas adornadas pelas meias três quartos de cor lilás e transparentes. Ele retirou a presilha dos cabelos, deixando que as cascatas negras caíssem por suas costas e ombros.

— Sou seu... Antes, agora e para sempre. — Chizuru murmurou.

Suas palavras despertaram o feroz animal dentro de Seiji, o beta aproximou-se em velocidade descomunal de seu esposo, e o tomou em seus braços. Em um passe de mágica, Chizuru se achava deitado de costas no leito e com Seiji pairando sobre ele. Seus olhos se encontraram, e todo amor brilhava neles. Suas faces se aproximaram e os lábios se chocaram em um beijo carregado de desejo e amor.

Chizuru segurou os ombros do marido, enquanto esse devora sua boca e as mãos habilidosas tocaram em cada parte de seu corpo, marcando como seu.

Quando o ar fez necessário em seus pulmões, o beijo foi quebrado e Chizuru gemeu manhosamente. — Se-Seiji... Eu estou tão quente...

— Cuidarei de ti, meu lobinho... — Murmurou. Ele desceu pelo corpo de Chizuru e chegou sobre seu baixo-ventre, ao que lambeu a ereção ainda por cima da infame peça íntima, e então a retirou com os dedos até os joelhos de Chizu, antes de segurar seu pênis duro na base, e chupar sua cabecinha vermelha e borbulhante.

Chizuru projetou a cabeça para trás e gemeu longamente. Ele embrenhou os dedos de uma mão nos cabelos de Seiji, enquanto este passou a mamar em seu pênis com gula e fome. Sentia seu corpo entrar em erupção e sua mente nublar. Pegou-se imaginando como seria sua vida sexual com Seiji daqui para frente... Se sentiria sempre assim.

Sem parar com sua degustação, Seiji afastou as pernas de Chizuru, após desfazer totalmente de cueca delicada, e umedeceu um dedo com saliva – ao lado da masculinidade de seu esposinho – antes de levá-lo ao seu casulo escondido. Acariciou-lhe o períneo, seguindo caminhando lentamente até a entradinha enrugada.

— Se-Seiji... Eu preciso... Por favor... — Chizuru implorou. Suas costas arquearam, quando sentiu o intruso dedo ganhar espaço dentro de si e começar a movimentar-se lentamente.

Sentia como se seu coração fosse sair por sua ereção, tamanha força e sensualidade que Seiji o lambia, chupava e mordiscava.

Logo sentiu o segundo dedo juntar-se ao primeiro, a tesourá-lo e brincar com seu esfíncter.

Seiji não estava em estado diferente. Ele precisava de seu amado com urgência e loucura. Soltou o falo de sua boca, e retirou os dedos de dentro do calor. Sentou-se sobre as pernas, e sem cuidado, retirou rapidamente cada peça de sua vestimenta, sempre diante do olhar atento e excitado de Chizuru.

Ele sorriu gentil para o pequeno, que o encarava com olhos brilhantes. — Pronto para mim, pequeno?

Chizuru gemeu e respondeu abrindo mais as pernas. — Sou seu...

Assim que se encontrava nu, Seiji bombeou algumas vezes sua ereção, espalhando o pré-sêmen, antes de encaixar-se entre as pernas de Chizuru. Segurando a base de seu pênis, com cuidado introduziu dentro da caverna de calor. Centímetro por centímetro ganhou espaço dentro de Chizuru, sentindo a união tornar-se cada vez mais sólida.

As mãos de Chizuru agarraram o cobertor abaixo dele, e ele fechou os olhos quando a queimação fez presente, mas não choramingou ou pediu para parar, pois sabia que o prazer viria de forma descomunal.

Pouco tempo depois, Seiji aprofundou em Chizuru ao ponto que suas bolas bateram contra a bunda do lobinho. Suas respirações se chocaram e seus corações pulsavam em conjunto.

— Estamos unidos... De todas as formas... — Seiji sussurrou.

— S-Sim. — Chizuru respondeu. Seus braços rodearam os ombros de Seiji, quando esse o cobriu com seu peso. Em um piscar de olhos, o beta passou a se mover, inicialmente lento, mas foi ganhando velocidade aos poucos.

As peles se chocavam, as bocas se encontraram e um prazer surreal percorreu seus corpos. Os dois entraram em uma dança perfeita, buscando mais e mais daquele nirvana que compartilhavam.

Os gemidos doces de Chizuru aumentaram, quando Seiji passou esfregar repetidas vezes o ponto doce dentro dele, enquanto seus abdomens massageavam a ereção de Chizuru.

Incapaz de se conterem por muito mais tempo, Seiji deixou seus caninos surgiram, e Chizuru tombou a cabeça para lado, dando livre acesso ao seu pescoço. Sem se fazer de regrado, Seiji feriu a carne, marcando com duas feridas gêmeas, enquanto se deliciou com o sangue de Chizuru, e sentiu o fio da vida de cada um deles se unir... Entrelaçar e tornarem rubros.

Seiji aumentou suas estocadas, e quando retraiu as presas e lambeu a ferida – curando-a – acertou profundamente dentro de Chizuru, e no mesmo instante, ambos gemeram alto, jorrando toda a prova de seu prazer.

Jorro após jorro, Seiji encheu todo canal de Chizuru com sua semente, ao ponto que transbordou. Chizuru jogou a cabeça para trás, e deixou que o líquido perolado jorrasse entre seus dois corpos.

Suas mentes ficaram nubladas e perdidas naquelas sensações, enquanto seus corpos desabaram cobertos de suor, sêmen e perfume de acasalamento.

Suas respirações ao pouco foram se acalmando, e Chizuru bateu nas costas de Seiji. — Você pesa...

Seiji gargalhou, e então retirou seu pênis semi-rígido do casulo de Chizuru, ao que deitou ao seu lado. Lado a lado, ele se virou para admirar seu pequeno lobinho. — Olá...

— Oi... Isso foi... Maravilhoso... — Chizuru disse tímido e com as bochechas coradas.

— Foi sim... Perfeito. — Seiji falou, ele cobriu Chizuru com a parte superior de seu corpo e escondeu o rosto na curva de seu pescoço. — Quero de novo.

— Está doido... Assim me mata. — Chizuru gritou, mas em sequência caiu na gargalhada. Ele abraçou seu marido. — Preciso de um banho.

Seiji rapidamente se sentou. — Deixe comigo... Vou lhe dar um banho bem gostoso...

— Sim! E fazer coisas de casados. — Chizuru brincou. Seu coração ainda pulsava como louco. Aquele momento estava sendo mais perfeito que imaginou. Poderia ter perdido sua virgindade com Seiji antes, mas agora tinha um toque especial, pois estavam acasalados... A cumplicidade parecia maior. Mal podia esperar passar o resto de sua vida com aquele homem que tanto amava.

— Sim! Muitas e muitas delas. — Rindo, Seiji tomou Chizuru em seus braços e rumou em sentido ao banho que ficava em junção ao quarto. A noite seria longa... Bem, a lua de mel seria.

Continua...

Notas finais
Miky-san: Olá queridos! *-* Espero que tenham gostado do capítulo ohoho, agora sim digo que estamos bem próximas ao final dessa primeira temporada. Mas calma, ainda haverá continuação. Obrigada por lerem! Até a próxima o/