Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada
61 Capítulo 61 - Novo recomeço
Notas iniciais
Passaram-se dois dias desde o casamento de Chizuru, e este dia não era nada melhor do que uma segunda-feira.
Os lobos não costumavam viver em tédio ou se sentirem escassos de ter o que fazer. No máximo poderiam enjoar de seus trabalhos, porém grande maioria trabalhava feliz todos os dias da semana.
Misaki estava feliz desde que veio para cá. Na verdade ele sempre esteve com Nanami, e mesmo que soubesse de tudo o que seu filho passou em seus quatorze anos, ainda sim grande maioria estava nublado em sua mente, porque ele esteve preso em um colar de quartzo. Misaki não se lembrava do que realmente fez nesse meio tempo, mas foi estranho, porém hoje se sentia livre, leve e solto.
— Eu estou pensando em fazer o meu próprio negócio. O que acha? — Misaki perguntou a Maiko e Megume, sentado à mesa da casa deles em uma visita.
Maiko quase cuspiu o seu chá. — Eu não sei Myra… Quero dizer, Misaki. — Misaki ainda tinha seu nome trocado muitas vezes. — Você vive bem em Akai, mas é um gato… Não sei o que os demais lobos pensariam…
Megume lhe deu um cutucão em Maiko. — Não diga isso! Misaki-san pode muito bem iniciar o seu próprio negócio. Temos que ser a favor disso, porque embora sejamos de outras espécies, ainda somos cidadãos de Akai e merecemos ter o nosso próprio espaço e nosso trabalho. É direito nosso.
Maiko apenas fez um biquinho, Megume tinha razão lhe dizendo dessa forma. — Seria bom ter algumas boas ideias antes de apresentar ao Alfa. — Falou, servindo um pouco mais de chá para seu visitante.
— Sim, eu já sei exatamente o que irei fazer e como farei. — Misaki comentou orgulhosamente. — Tenho tudo planejo, necessito apenas da aprovação do meu genro. — Estranho Misaki chamar Kensuke de genro. Ainda se sentia tão jovem, sua aparência também não tinha mudado tanto em todos estes anos.
— Então nos conte! — Incentivou Megume animado. Maiko também ficou curioso.
No pouco em que Misaki viveu nesta aldeia, tinha percebido quantas coisas mudaram em tão pouco tempo. Maiko era um exemplo de mudança total. Não tinha visto muito de seu lado ruim, mas teve sorte por conhecê-lo, quando ele já havia se transformado.
E agora com um companheiro tão amável como Megume, que se preocupava com os detalhes de tudo, foi um privilégio muito grande para ele.
Misaki sorriu para o casal e trouxe a xícara de chá fumegante para próximo de suas narinas, inalando o aroma delicioso de ervas.
— Vou abrir uma loja de kimonos. — Disse por fim.
Os olhos de Maiko e Magume brilharam. — Jura?! — Exclamaram juntos em surpresa.
— Estou falando a verdade. Quando vivia em Masao, minha mãe me ensinava a produzir kimonos desde criança. Embora nossa loja fosse uma floricultura. Ela tinha os melhores ensinamentos… Então creio que posso fazer do que sei, um negócio próprio. E futuramente vou precisar de algum ajudante. Só preciso vender bem.
— Isso com certeza é ótimo, Misaki-san! — Megume disse em um sorriso. — Eu mesmo comprarei muitos de seus kimonos… E praticamente todos os ninshins adoram vestir coisas variadas.
— É verdade. — Maiko também comentou. — Com certeza vai vender muito de seus kimonos.
— E quanto a vocês? Não pretendem iniciar nada futuramente? — Misaki perguntou de repente.
Megume olhou para Maiko um pouco acanhado, mas veio a falar. — Nós pensamos em algo… Mas queremos sua opinião do que acha.
— Pois bem, o que seria?
Maiko terminou com sua xícara de chá e falou. — Queremos dar entrada em uma casa de chá… É uma boa ideia para uma aldeia que vive de tradição. E como os lobos adoram tomar chá…
— E os gatos também! — Disse Misaki sorrindo.
— Sem dizer as raposas! — Megume riu. — Iremos ser sócios e tentar para ver se dá certo.
Misaki ficou muito satisfeito com sua visita a Maiko e Megume. Eles não estavam mais vivendo na casa dos pais. Depois do último ataque, onde Akai foi praticamente destruída, eles construíram — em tempo recorde — praticamente a vila inteira novamente. Mas com algumas mudanças, assim como a casa de Maiko que era pequena e ficava um pouco mais afastada da parte mais central da aldeia.
Depois que deixou a pequena casa com telhado de colmo, como era a maioria delas, Misaki resolveu apenas dar um passeio e aproveitar o clima ensolarado de verão. Como era de manhã, ainda não fazia tanto calor, mas já pensava que à tarde seria bem mais quente.
Caminhou tranquilamente depois de comprar um pacote de biscoitos caseiros na padaria, observando as lojas. Ele sentiu a escassez de lojas de roupas, na maioria todas com modelos ultrapassados, fora de moda e estação, além de que pareciam tão tradicionais que Misaki passou a pensar que os lobos não tinham um gosto muito bom para roupas.
Sim, ele pretendia mudar isso, fazer uma revolução da moda em Akai. Ele era um ótimo estilista e sabia manejar bem as agulhas e o corte dos tecidos.
E percebendo também de que não havia nenhum lugar além da padaria, para se tomar um chá quente. Misaki passou a franzir as sobrancelhas, quando parou em meio ao caminho e começou a pensar que falta muita coisa em Akai, coisas que ele via em Masao que a fez crescer. O que faltava era uma variedade melhor no comércio. Como farmácias, mercadinhos, restaurantes e casas de lanche, além das lojas de kimono, lojas de chá e lojas para qualquer tipo de material.
Precisava falar com Kensuke a respeito disso. Akai merecia melhorar, e… Talvez o próprio Alfa tinha pensado nisso, mas valia a pena que ele conversasse e visse os melhores pontos a serem feitos.
Misaki sorriu quando do outro lado da rua de paralelepípedos, avistou Naoki e Key. Já havia se acostumado com Naoki paparicando Key e Megume, eles pareciam muito bons amigos, embora as vezes ele se sentia um pouco ciumento por ver Naoki ser tão legal com todos. Este era um pensamento um pouco egoísta.
Se aproximou da dupla que conversava algo banal, e quando Naoki lhe viu, foi notável como feliz ele ficou.
— O que está fazendo aqui? Achei que estaria com Nanami.
Misaki riu divertido. — Nanami está na escolinha das crianças, fazendo algum trabalho voluntário lá. — E com um olhar sonhador, ele disse. — Não vejo a hora que vierem meus netos. Eu já sou apaixonado por Chiba.
Naoki sorriu porque ele tinha o mesmo pensamento de Misaki. — Mais cedo ou mais tarde teremos mais crianças. — Ele se virou para Key e lhe entregou alguns dos livros que tinha em mãos. — Leve-os com você, eu vou almoçar com Misaki e vou tirar a tarde de folga. — A verdade era que Naoki ainda não tinha nenhum trabalho fixo. Ele precisava se estabelecer logo.
Key assentiu, fazendo uma reverência para Misaki que repetiu o cumprimento para ele, então se foi.
— E agora, onde vamos almoçar?
— Que tal nos reunirmos com Sayuri? Ouvi Nanami falando que hoje seria a vez dele fazer o almoço.
E assim eles foram. Os garotos tinham essa pequena regra. Vez ou outra Nanami fazia o almoço, ou então Sayuri, ou Chizuru, até mesmo Maiko e Megume se aventuraram em algum almoço conjunto. Misaki já havia feito também, além de Shou quando os convidou para sua casa.
Misaki e Naoki almoçaram com Nanami e os outros garotos, todos bem animados, mesmo em plena segunda-feira. Eles falavam sobre seus afazeres domésticos, Nanami falando sobre como preocupado com Chiba que não falava, Kensuke rindo de cada bobagem e comendo como um leão.
O almoço foi rápido, porque Naoki estava apressando Misaki para acompanhá-lo a um lugar importante. Misaki foi com ele logo que terminaram. Naoki o levou até um cavalo.
— Va-Vamos andar nisso?! — Misaki exclamou impressionado, porque ele nunca antes tivera a coragem de subir em um cavalo.
— Você está com medo? — Naoki olhou-o divertido e Misaki se encolheu.
— Bem eu… Nunca antes andei a cavalo. — Olhou acanhado para o animal que relinchava baixinho. — Ele não tem nada contra gatos não, neh?
Naoki riu e ajeitou as estribos no animal. — Que eu saiba, não. Este é manso, o senhor Matsuda que me propôs a usá-lo para um passeio, o que achei uma ótima ideia. Vamos comigo, você vai gostar.
Misaki continuou acanhado, porém ainda sim foi tão tentador sair para um passeio com Naoki. — Tudo bem então… Vamos… Só não me deixe cair.
— Jamais deixaria. — Naoki sorriu brilhantemente. Ele ajudou Misaki a se erguer sobre o animal e se sentar direitinho, então foi a vez dele, até se encaixar perfeitamente e garantir que tudo estava okay em segurança para eles iniciarem a volta.
Misaki ficou na frente e se segurou na crina do animal, enquanto Naoki o dirigiu em um galope suave, enquanto eles entraram para a floresta em uma parte menos densa de árvores e vegetação. Eles riram quando o cavalo não os obedeceu por um breve momento, parando para beliscar um monte de capim, para então continuar o seu caminho.
— Vê? Não é tão difícil quanto parecia. — Naoki comentou depois de um tempo em silêncio. Misaki assentiu, com um sorriso enorme de satisfação. Eles desceram do animal, com Naoki amarrando o cavalo à uma árvore. Então resolveu que poderia caminhar a partir dali com Misaki, porém antes disso, ele não esqueceu de tomar a bolsa que havia trazido junto consigo.
— O que há nessa bolsa?
— Aqui? Bem… — Naoki olhou ao redor. Eles realmente estavam em um ponto completamente desabitado. Um campo de dentes de leão. — Trouxe um lençol para nos sentarmos e algumas toalhas no caso de tomarmos um banho. O que acha?
— Um banho? — Misaki olhou mais a frente, avistando um lago pequeno, uma nascente no meio do campo. Parecia uma depressão do terreno aonde se juntou água cristalina da nascente. Era perfeito. — Ual… Isso é tão… Tão… — Misaki ficou sem palavras.
— É bonito, não? Vamos lá… Está quente e um banho nos cairia muito bem agora.
— Claro! — Misaki disparou na frente e Naoki não ficou para trás, gritando por ele enquanto atravessavam o campo desesperados para chegar no lago. O sol estava escaldante, mas no momento em que chegaram próximos ao pequeno lago, algumas nuvens filtraram a luz, melhorando o clarão.
Misaki riu tanto quando deixou suas roupas caírem no chão, em uma pequena competição sobre quem ficava nu mais rápido. Claro que Naoki ganhou, já que era quem usava menos roupa, ainda sem vergonha alguma pela adrenalina da brincadeira. Eles ainda foram rivais sobre quem daria o melhor mergulho, e foi então que Misaki ganhou.
— Waaah! É maravilhoso Naoki… Tudo aqui é! — Principalmente você.
Naoki era todo sorrisos, e só tinha olhos para seu Misaki, ali na água, nu e todo feliz. Tinha coisa melhor para ele? Com certeza não.
Naoki de repente sentiu um aperto tão grande bem lá no fundo de seu peito, porque a saudade ainda estava lá, e por mais homem varão que ele fosse, ainda queria chorar.
Seu Misaki…Finalmente estava aqui. Tão perto, tão humano, tão feliz.
Foi o que ele sempre sonhou, o que ele sempre desejou.
A culpa ainda estava lá em seu peito, mesmo que Nanami o tivesse perdoado.
Mesmo que o próprio Misaki tivesse lhe perdoado.
Naoki perdeu dez anos… Dez anos em solidão. Dez anos em dor. Anos tentando mascarar a decepção pelo que aconteceu com sua vida, com o que fez com sua própria família. Por ter sido obrigado a sacrificar quem ele mais amava, para proteger um território que hoje não era mais dele, não era mais sua pátria.
Ele sabia que eventualmente iria perdoar Yoshikazu, mas a bronca ainda estava lá. Ele ainda não conseguia se conformar com o passado, mesmo que tudo estivesse bem.
— Hei… Você ficou sério. — Misaki já estava tão perto de seu rosto, com aqueles olhos grandes, azuis celestes brilhando para ele em preocupação. — Tem algo que te preocupa?
Naoki não sabia como lhe responder. Ele o olhou triste, se perguntando porque Misaki lhe perdoou tão fácil.
— Você… Não tem raiva de mim por… Ter te abandonado. — Disse tão cabisbaixo que fez Misaki arregalar os olhos preocupados.
— Mas você não me abandonou! — Misaki correu em lhe dizer. — Nunca fez isso! Se pensa que é o culpado pelo que aconteceu no passado, você está errado!
Naoki olhou para ele, e um brilho de esperança brotou em seu olhar, embora o seu coração não quisesse aceitar.
— Mas eu te transformei em uma pedra… Eu arruinei nossa família… Nossa linda família, que nós tanto sonhávamos em construir. Eu deixei Nanami crescer sozinho…
Misaki agarrou os ombros de Naoki e olhou bem em seus olhos com convicção. Naoki até mesmo estremeceu com aquele olhar azul tão penetrante.
— Escute… Tire da sua cabeça que a culpa foi sua, porque não foi. Em momento algum foi. Aceite Naoki… Se você tem que culpar alguém, este alguém já está morto. — Misaki se referiu a Korina e a Hachiro, cujo os mesmos estavam mortos. — Você era o mago que regia Masao, que protegia uma grande cidade além de seus exércitos. Eu entendo o que aconteceu… Entendo que o Oni estava irado, fora de si, e entendo também que na verdade ele não é um mal ser… Assim como Nanami entende tudo isso e entende porque você nos deixou. Porque você foi expulso e ameaçado. Porque todos te viam como um assassino. Porque eu estive em um colar protegendo Nanami todo esse tempo até que pudéssemos nos reencontrar novamente. Sabe o que você fez para mim?
Naoki continuou a olhá-lo, um pouco atordoado com as falar de Misaki.
— Você me poupou da dor… Da dor de estar longe de você. Enquanto eu sei, que aonde quer que você foi… Você chorou sua amargura… Você foi tão triste e por tanto tempo… — E Naoki ficou surpreso, porque aquela era a verdade. E não era ele quem estava chorando e sim, seu amado Misaki que chorava no lugar dele, por uma dor que foi exclusivamente dele.
— Sim… Eu fui tão infeliz sem você, meu gatinho… Sem minha criança também. Foi como se o mundo tivesse desistido de mim. Eu me lembro exatamente como me senti… Como uma casca vazia. Sem alma, sem coração. Chorei tanto até que não houvesse lágrimas. E depois de um longo tempo, eu me fiz jurar, de que não desistiria, e que me empenharia em me tornar o melhor mago de todos, exclusivamente para ter minha família de volta. E eu o fiz…
— É por isso… — Misaki esfregou as costas das mãos sobre seus olhos inundados por lágrimas. — É por isso que não deve mais se culpar, ou se sentir triste. Tudo está bem Naoki… Nós estamos bem. E somos uma família de novo. — E depois de um longo silêncio, Misaki ergueu seu olhar para Naoki e sorriu-lhe timidamente. — Faça amor comigo.
E Naoki não pensou duas vezes quando ouviu aquilo, ele puxou Misaki em seus braços e o beijou ternamente. Foi um beijo lento, mas havia tanta paixão por trás deles. Seus corpos se chocaram juntos e foi como ondas que os trouxeram tão perto como para se fundir em um só. Eles precisavam um do outro, o sentimento era mútuo.
Naoki abraçou Misaki tão firme, tão apertado em meio as águas cristalinas, seu próprio coração batendo tão forte e desesperado no peito, e aquele abraço foi o que levou sua tristeza, sua culpa, as ondas de tristeza, e o fez firme novamente, o fez corajoso com aquele que amava, porque Naoki queria o melhor para sua família, o melhor para o seu companheiro.
— Obrigado… — Ele sussurrou na orelha de gato de Misaki. — Obrigado por estar na minha vida… Por me amar. Porque eu te amo, além e acima de todas as coisas. E eu te quero, tanto que dói. Dói muito Misaki. — E ele se afastou apenas o suficiente para olhá-lo nos olhos. — Eu preciso de você.
— Eu vou tirar a sua dor. — Misaki segurou as mãos de Naoki e as levou em seu peito, sobre seus mamilos eriçados com o frescor da água. — Eu também te amo. E aqui também dói.
Naoki voltou a beijá-lo, só que dessa vez não foi lento ou torturador, foi profundo e cheio de paixão. Onde Naoki provou da essência de Misaki, de seu esposo, daquele que amava profundamente em seu coração e que desejava além do ar para respirar, ou da água para cessar sua cede. A única cede que ele tinha agora era por Misaki.
— Na-Naoki! Assim você me faz cócegas. — Um pouco de humor para esquentar o clima, com Naoki tocando justo nos pontos em que fazia Misaki rir. Ele conhecia muito bem esse corpo, ele sabia muito bem onde tocar para fazer Misaki rir, ou fazer Misaki gemer de prazer. — Pare seu idiota!
— Humm, que gostosinho. — Naoki veio de novo a abraçá-lo e então beijar o pescoço de Misaki, onde o mesmo lhe deu espaço para que ele desfrutasse de sua pele o fizesse se sentir amado. Seus beijos foram doces, além de pequenos chupões e mordidinhas que mais tarde deixariam marcas de amor sobre ele.
Naoki envolveu a cintura de Misaki em seus braços, não perdendo tempo em manuseá-lo, por toda parte, por suas costas, alisando sobre sua cintura e envolvendo suas nádegas, apalpando-as nas palmas das mãos. Seus dedos se aventurando a tocar a entradinha escondida de Misaki, tão quente. Naoki sentiu seu próprio pênis pulsar no desejo de penetrar em Misaki, tão profundo quanto podia. Mordendo seus próprios lábios na vontade.
Misaki também não ficou parado, como conhecia seu amante, sabia muito bem como fazê-lo sentir-se bem. Uma de suas mãos estavam acariciando o rosto de Naoki enquanto eles se beijavam, quanto a outra mão, esta envolveu seu pênis ao dele e os acariciou juntos na água, ambos endurecendo cada vez mais, ficando ofegantes e sussurrando palavras maliciosas um para o outro.
— Você continua tão delicioso… — Naoki desceu seus lábios ao pescoço de Misaki e beijou sobre o pomo de adão. — Eu estou louco para entrar em você… Tomar esse seu doce buraquinho tão fundo e gozar tudo em você, Misaki… Me deixe sentí-lo… Prová-lo…
Misaki ofegou, suas orelhas de gato caindo para trás quando ele miou em submissão.
— Naoki… Não-Não diga essas coisas…
— Por que não quer que eu diga? Acaso te excita mais do que o normal? Você me quer foder você tão forte para fazê-lo perder as estribeiras? — Ele riu da própria forma que disse. Misaki olhou para Naoki com os olhos semi cerrados, ofegantes e visivelmente ruborizados por todo o corpo, concentrando em suas bochechas.
— Faça amor comigo Naoki… — Voltou a pedir. — Me acarinhe mais… Por favor… — Disse, ao que envolveu seus braços em torno de Naoki, e suas pernas abraçaram os quadris do mago aos dele. — Você está tão duro Naoki… — Sussurrou, se movendo na água de forma que o pênis de Naoki foi diretamente em seu períneo, friccionando ali e sendo massageado entre as nádegas fofinhas de Misaki.
— Na água você é tão bom… — Embora seria mais difícil transar ali. Naoki então teve uma ideia que faria tudo mais excitante. — Nunca fizemos ao ar livre antes, já pensou nisso?
Misaki pareceu corar mais, se isso era possível.
— Humm… — Murmurou, não dando atenção a olhar ao redor, mas sim em beijar o rosto de Naoki. Ali próximo aos lábios que ele amava. Na ponta de seu nariz reto, em suas maçãs do rosto e mandíbula, e então em seu pescoço forte. — Me encha, Naoki. Me encha com seu pênis tão grande…
E foi a gota d’água para Naoki. Ele simplesmente empurrou Misaki para fora e o colocou sentado à margem da nascente, aonde a água era tão rasa e havia uma cama de grama molhada por onde a água nascia. Misaki entendeu o significado disso e se estendeu lá, abrindo suas pernas amplamente, porém hesitante, para o agrado de Naoki que apertou a base de seu falo a fim de não perder antes do tempo.
— Isto se vê tão delicioso. Quero devorar tudo de você, Misaki.
E Misaki se arqueou quando os lábios de Naoki beijaram o interior de suas coxas, então suas panturrilhas, para fingir tocar seu pênis e então subir para um de seus mamilos molhados e assoprar sobre eles. A água escorria por suas costas e era uma sensação tão boa, o fazia se sentir pior nu do que se estivesse nu e seco.
— Você quer que eu chupe essas doces frutinhas? Eu acho que elas estão implorando por mim para beijá-las. — Naoki falou contra um dos picos durinhos e rosados, porém não se atreveu a tocá-lo.
Misaki gemeu com um beicinho. — Naoki! Pare de falar besteira!
— Eu sei que você gosta… — Ele tocou sobre o pênis de Misaki, sentindo-o umedecer além da água, mas sim muito mais de pré-sêmen. — Está tão duro contra meus dedos… Parece que quer derreter na minha mão.
— Naoki! — Misaki gemeu longamente quando a boca de Naoki atacou seu mamilo de surpresa, e ele o chupou forte até a pele de Misaki ficar dormente, e então passou a lambê-lo, repetindo o mesmo processo com o outro mamilo.
Naoki ficou tão concentrado em gerar prazer em Misaki, que estava construindo o seu próprio apenas de tocá-lo e observá-lo. Seus mamilos durinhos e excitados, seu peito subindo e descendo, além de seu pênis duro contra o abdômen, vazando, com um dos dedos de Naoki enterrado profundamente no traseiro dele.
— Isto se sente tão bem… Quente e aveludado. Você ficar lubrificado naturalmente nos ajudou muito agora… Desde que eu esqueci de trazer o óleo. — Naoki quase quis se amaldiçoar por isso, mas ele tinha esquecido desse porém nos ninshins. — Isso é muito bom… Mas não quero que se machuque.
— Nós fizemos não faz muito tempo. — Misaki o encorajou entre ofegos. — Não vai me ferir… Eu quero mais!
E a declaração de Misaki fez com que Naoki e seu próprio amante se olhassem de olhos arregalados. O mago não pensou duas vezes em acrescentar mais um dedo, implicando em vai e vem, até um terceiro, tendo certeza de que Misaki estaria relaxado o suficiente para tomar o seu tamanho que não era nada pequeno.
Os gemidos agudos e lamentações de Misaki eram como uma canção erótica para Naoki, e o fez tão excitado que ele poderia gozar sem esforço. Mas ele se segurou. Massageou a si próprio, espalhando seu próprio pré-sêmen em si para facilitar as coisas. Alinhando-se na entradinha de Misaki, enquanto se colocou ajoelhado entre suas pernas abertas. Acariciando suas coxas, ele tomou atrás dos joelhos de seu amante e estendeu mais acima as pernas dele de forma que fosse mais fácil penetrá-lo, e assim o fez.
Primeiro a ponta… Foi deslizando até que quebrou sua resistência. Levou tudo de Naoki para não perder, porque ele estava tão excitado que poderia morrer.
— Ahh… Isso é tão fodidamente maravilhoso. — Exalou depois que conseguiu se colocar inteiro em Misaki. Ele manteve a atenção no rosto de seu amante. Misaki parecia um tanto “fora do mundo”, alucinado, enevoado. Sua pele tão alva estava refletindo sua excitação em rubor. Sua pele molhada ficava tão sexy, tão bom de se ver. E sua expressão… De quem estava desfrutando o sexo melhor do que ele.
Naoki se moveu. Ele foi agraciado não só com um prazer descomunal para ele, mas com um gemido alto e arrastado de Misaki que o fez suspirar.
Ele fez de novo… E de novo. E Misaki gemeu, e gemeu, e implorou para tão lindamente que Naoki queria lambê-lo inteirinho e adorá-lo o resto da vida.
— Você é perfeito… Perfeito para mim, meu Misaki. — E sua declaração fez Misaki olhar para ele, ofegante, miando tão baixo entre os seus caninos.
— Naoki… — Ele sussurrou seu nome e envolveu seus braços em torno dos ombros de Naoki. — Me beije.
E Naoki o fez sem pensar duas vezes. Eles se beijaram desajeitadamente, com direito a escorrer saliva em seus lábios. Um beijo melado, molhado, em que Naoki saboreou de Misaki a sua essência mais doce em meio ao prazer incontrolável que eles sentiam.
Não foi muito para que Naoki sentisse Misaki tremer contra ele. Ele não quebrou o beijo, apenas continuou a instigá-lo tanto pela penetração, como ao acariciar seu pênis intensamente e beijá-lo o mais erótico possível.
Seu loirinho tão meigo estremeceu completamente e gemeu em sua boca, desconcentrando completamente quando gozou duro contra a mão de Naoki, seu sêmen espirrando entre seus corpos, enquanto seu ânus apertou e ordenhou o pênis de Naoki tão apertado que desencadeou nele o seu orgasmo monstruoso que o fez quase urrar com as ondas de prazer que o percorreram.
Naoki respirou um pouco, como lhe era permitido fazer agora, assistindo Misaki cansado e respirando difícil. Se retirou devagar e então se colocou deitado sobre a água, também na parte rasa.
Olhando para o céu azul, com algumas nuvens de algodão. A brisa fresca e o cheiro de campo. Apenas o céu presenciou o ato deles.
— Ual, Naoki. — Misaki se sentou rapidamente, animado. — Isso foi demais. Você foi tão intenso.
Naoki riu. — Eu fui, é? Ou será que você é que tem se tornado tão gostoso a cada dia que me faz virar um monstro no sexo?
Misaki caiu na gargalhada. — De onde você tirou isso? Seu bobo! E ele escorregou para a parte mais funda do pequeno riacho. Naoki foi atrás dele.
— O quê? Você não acha que eu sou como um monstro excitado quando estou com você? — Ele nadou atrás de Misaki, provocando uma perseguição. — Venha cá seu diabinho!
— Não… Naoki baaaka! — Misaki riu e riu mais quando foi abraço por Naoki pelas costas.
Eles ficaram em silêncio a partir dali, apenas naquele abraço carinhoso. Misaki suspirou apaixonado, assim como Naoki que o cheirou o tempo inteiro, mesmo que estivessem molhados. Era como uma mania fazer isso.
— Eu te amo… — Misaki declarou.
— E eu te amo mais. — Naoki o abraçou com sua vida.
–oo0oo-
Eiji sentia seu coração pulsar como louco, como se a qualquer momento iria saltar de dentro de seu peito. Ok! Muitas coisas haviam acontecido naqueles últimos meses, pensando bem, naquele último ano.
Primeiro acordo de paz com Akai – onde Yoshi e Hachiro – mandara Nanami no lugar de Sayuri. Eiji não podia acreditar que seu amado foi capaz disso, apesar de que no final tudo deu certo. Quem diria que Kensuke e Nanami se apaixonariam.
Depois veio a fuga de Sayuri e seu acasalamento. O envolvimento dos gêmeos herdeiros – um caso de incesto – em que Shuichi acabou grávido. Por fim, Yunsuke foi coroado imperador, e ambos se casaram. A população de Masao aceitou bem o relacionamento deles.
E pensar que descobriu que Hachiro era o traidor vinculado a bruxa que queria destruir Masao e Akai, e que Naoki nunca fora um traidor de verdade. Eiji sabia que levaria tempo para Yoshikazu e Naoki retornarem com o vinculo de amizade tão forte que tinham antes.
E no final de tudo, teve ele. Por muito tempo guardou seu amor por Yoshi no mais profundo de seu coração, e nesses anos casou-se e teve Roan, assim como Yoshi teve Yunsuke, Shuichi e Sayuri. Mas a vida tinha uma maneira engraçada de fazer as coisas. Fora no último cio dos nekos que Yoshi e Eiji tiveram a primeira noite de amor, somente para Eiji fugir no dia seguinte e acabar em Akai. Não podia acreditar que Yoshi fora procurá-lo e declarou seu amor.
Eiji descobriu – que mesmo com sua idade – estava grávido. Sim! Seu segundo filho e fruto com seu grande amor, Yoshi.
O ex-general tinha muito medo. Pois mesmo que os were pudessem viver mais que os humanos, a idade ainda pesava em uma gravidez. Não era como os ninshins mais jovens, havia riscos para ele. E contando sua época de general, tendo todo o esforço que fez, seu corpo podia não resistir.
Isso igualmente contribuía para a ‘super’ proteção de Yoshi. Se Eiji fosse pensar, seu amado acabaria envolvendo-o em uma bola de proteção. Yoshi não o deixava pegar qualquer peso, se pensar, nem mesmo o sabonete para tomar banho. O fazia comer comidas saudáveis e nenhum docinho, não deixava andar muito ou até mesmo ir assistir seu filho Roan dando treinamento aos guerreiros.
Havia dias que Eiji estava perto de surtar e chutar o traseiro de Yoshi, e esse era um daqueles dias. Eiji acordou enjoado, e isso construiu para Yoshi surtar. Não deixou Eiji levantar da cama, o fazendo tomar café da manhã na cama.
— Yoshi, pare com isso! — Grunhiu.
— Mas está passando mal! — Yoshi ditou, ele andava seu rumo no quarto.
— É apenas um maldito enjoo matinal. Não vou ficar o dia todo na cama. A minha vida toda acordei cedo e fiz algo... Não aguento mais ficar o dia todo vagabundando...
Eiji retirou as cobertas para levantar, mas Yoshi arregalou os olhos e correu até ele, fazendo-o se deitar novamente. — Por favor... Apenas deixe o doc examiná-lo!
Eiji revirou os olhos. — Ok! Pode chamá-lo. — Falou vencido, foi quando batidas ecoaram na porta, e Yoshi ordenou que pudesse entrar. Eiji suspirou vendo Amano e Roan entraram. Eiji olhou para Yoshi com os olhos estreitos. — Yoshi!
— Não me culpe por ser cuidadoso. — Yoshi disse, foi receber o médico e sorriu para enteado.
Amano colocou a bolsa medica na borda da cama e a abriu, tomando alguns equipamentos, aproximando-se do sogro. — Como se sente?
— Nada demais... São apenas enjoos. Desculpa o fazer sempre vir aqui quando Yoshi surta. — Eiji pediu.
Yoshi e Roan ficaram mais afastados, porém acompanhavam tudo. Amano sorriu compreensivo, ele solicitou que Eiji abrisse a parte superior de seu kimono, revelando seu ventre inchado. Estava com apenas três meses, mas era possível ver sua barriguinha ganhando forma e tamanho.
— Ei... — Eiji resmungou, e em segundos Yoshi parou ao seu lado, do lado contrário de Amano e segurou a mão do amado.
— Onde dói? — Yoshi perguntou.
Eiji quis socá-lo. — Não doeu... É que as mãos do doutor estão frias.
— Desculpe... — Amano disse sem graça. Ele esfregou as duas mãos, esquentando-as um pouco, e então retornou a apalpar o ventre inchado. Depois utilizou um aparelho para ouvir os batimentos cardíacos do bebê, e por fim, um miniultrasom próprio para levar quando ia visitar os pacientes em casa.
— Então? — Foi Roan que perguntou o que todos queriam. Ele estava logo atrás do noivo. Estava feliz por seu pai, mas assim como Yoshi, preocupava-se com sua gravidez.
— Está tudo bem. O bebê tem se desenvolvido perfeitamente, e seus batimentos cardíacos são fortes. — Amano disse guardando seu material, e então pegou uma caixinha da bolsa. — Aqui, esse chá irá ajudar com os enjoos. Tome sempre pela manhã... E outra, sua taxa de glicose está baixa, então recomendo ingerir um pouco de doce.
Eiji olhou perigoso para seu amante. — Viu, pare de me proibir de comer doces.
— Mas... Se deixar comerá demais. — Yoshi se defendeu.
— Como disse antes, tudo é possível ingerir, desde que seja em pequenas quantidades. — Amano disse, se levantando. — Er... — Murmurou desconcertado. — Quando estiver melhor, gostaria de sua ajuda para comprar as coisas para... O casamento.
Roan sorriu e abraçou seu noivo por trás.
Eiji sorriu radiante. — Claro, vou adorar... Assim, como pode me ajudar a comprar as coisas do bebê. Assim que estiver melhor, peço a Roan para avisá-lo e marcamos.
Roan e Amano despediram-se do ex-imperador e ex-general, deixando assim o casal a sós.
Eiji olhou para o amado. — Pare de surtar a toa. Precisa ser mais calmo, ou você me deixará nervoso. — Pediu.
Yoshi olhou culpado, ele deixou-se ao lado do amado e segurou sua mão, ao passo que os dois deitaram-se de frente um para o outro. — Eu prometo... Tentar ser menos exagerado. Mas não pode me culpar em querer cuida de ti.
Eiji suspirou. — Tudo bem... Vou ser paciente... Agora... Que tal pedir a alguém para preparar o chá enquanto tomar um banho?!
Yoshi abriu a boca para resmungar, e Eiji levantou a mão. — Sou capaz de tomar banho sozinho, Yoshi!
— Ok... Sem surtar. — O mais alto disse a si mesmo. Então se inclinou para perto do amado e tomou seus lábios em beijo suave e carregado de sentimentos. Seus corpos foram se aproximando mais, à medida que a barriga permitiu, e suas mãos entrelaçaram.
Quando finalmente quebraram a conexão do ósculo, Eiji tinha os lábios inchados. — Uhh, peça logo a alguém para fazer o chá e venha se banhar comigo.
Em um passo de mágica Yoshi pulou da cama. — Não saia daí, volto em um segundo... — Correu para porta, mas antes de sair olhou novamente para Eiji. — Me espere... — E então sumiu do quarto.
Eiji soltou uma ruidosa gargalhada. Ah! Nunca imaginou que poderia experimentar ao máximo a felicidade, mas realmente, estava mergulhado nela.
Continua...
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