Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada

25 Capítulo 25 – A travessura de Kensuke


Notas iniciais
Hannah Kisa: Olá lindas e lindos. Obrigada por lerem e comentarem. Espero que gostem do último capítulo do ano de 2013. Ele foi feito com carinho e todo especial. Desejo a todos um feliz ano novo, cheio de realizações e conquistas. Imenso beijo.

Capítulo 25 – A travessura de Kensuke

Sayuri se afastou de Ryo e olhou para suas mãos envergonhadas. Céus, como ele havia esquecido se de contar algo assim para Ryo? Talvez porque sentisse medo de ser rejeitado por seu posto, ou por ele estar mentindo para toda a aldeia. Isso era um fato.

— Sayuri? — Ryo chamou por ele. Ele parecia realmente paciente, também para alguém que acabou de pedi-lo em casamento. Mas Sayuri não queria estragar esse momento tão especial, só que ainda sim, Ryo merecia saber ao menos isso sobre ele.

— Desculpe Ryo. — O pequeno neko segurou suas lágrimas, o que estava sendo um trabalho duro. Mas ele tinha de ser forte para contar a verdade para aquele que era mais importante para ele. — Eu deveria ter lhe contado antes... Até pensei que Kensuke tivesse lhe dito sobre isso.

— Hum. — Ryo coçou o queixo olhando para fora da janela. — Isso seria um problema se descobrirem, não é? — Voltou seu olhar para ele. — Não fique assim querido, nada mudará entre nós porque é um príncipe. Acho que combina perfeitamente com você... Mas será muito melhor se você for o "meu principe". O que acha? — Sorriu de forma gentil, o que fez Sayuri finalmente explodir de emoção para pular sobre ele até que ele caiu de costas com o gatinho sobre ele.

– Obrigado! Obrigado! — Sayuri encheu sua face com beijinhos doces que somente ele sabia dar. — Me desculpe de novo Ryo... Fiquei com medo que não me aceitasse... Eu sei que é um problema ainda maior para vocês... Mas eu juro, eu sei me comportar. Quero me casar com você... Não quero deixá-lo por nada neste mundo!

Ryo teve que rir e abraçou Sayuri forte em seu peito, retornando os beijinhos de antes. Seu coração estava transbordando de alegria, que o fez esquecer que Sayuri tendo um posto deste tamanho era realmente perigoso, e os outros da Aldeia talvez não o aceitasse de boa fé.

O beta já suspeitava disso desde que encontrou Sayuri. Era como se algo apitasse dentro dele quando olhou para aquele rostinho divino e gritasse "realeza". Mas ele manteve para si próprio. Ele havia juntado os fatos de tudo o que ouvia, e sabia que o propósito de Sayuri ali foi o melhor e não por que ele queria algo dos lobos. Somente queria ajudar seu amigo Nanami que foi injustamente punido.

O que de fato se transformou em um presente para o gato branco.

Ryo estava a invejar a relação de seu amigo Kensuke com Nanami, mas agora ele sabia que em breve ele é que estaria feliz com o gatinho ruivo.

–oo0oo-

Chizuru estava nas nuvens, afinal no dia anterior, ele tivera um encontro que ele nunca iria esquecer. Oh que lindo, Chizu estava corando novamente só de pensar no lindo homem.

Apesar se estar todo apaixonado e feliz, ele não poderia esquecer-se de seus afazeres. Ainda mais agora que logo se tornaria esposo do beta, ele teria que demonstrar que era perfeito em todos os requisitos. Ao menos fazer o seu máximo para isso.

— Pai, vou levar uns kimonos novos para Nanami! — Chizu avisou seu pai que somente acenou para ele enquanto lia alguns pergaminhos interessantes. Ele havia recebido a tarefa de seu irmão e Alfa, de comprar kimonos novos para Nanami. Já que Chizuru, desde o início havia ficado responsável por garantir o bem estar de Nanami em pequenos detalhes, como lhe comprar roupas, acessórios, garantir que estivesse sempre bem vestido e ensiná-lo coisas como ser um bom esposo, por exemplo.

Enquanto Chizuru estava indo para a casa do Alfa, por outro lado, Kensuke estava tendo um sonho bom.

Desde que ele se acertou com Nanami, sonhos bons afloravam em sua mente cada vez que dormia. E este era mais um daqueles sonhos em que ele estava vendo sua aldeia cercada por flores, o sol brilhando e a brisa fresca e gostosa passar por seus cabelos.

Nanami estava vestindo um kimono rosa com branco e ele parecia tão feliz quanto ele. Ele veio correndo atrás das borboletas e então parou ao seu lado, somente para olhar para seu rosto com adimiração.

Kensuke amava aquele olhar, sempre que destinado para ele, havia tanto amor e carinho que fazia o coração de Kensuke bater mais forte em seu peito. Os olhos azul céu de Nanami, eram lindos.

Quando se sentiu acordando de seu sonho bom, Kensuke quase resmungou por já ter acabado. Ele estava desejando um sonho quente com Nanami, vez ou outra acontecia. E claro que ele preferia fazer se tornar real.

Seus olhos se abriram lentamente e então ele piscou diversas vezes até encontrar o teto de madeira.

Seu corpo estava descoberto e nu, mas ele sentiu algo peludo entre suas pernas. O que o fez estremecer. Ele olhou para o lado onde Nanami costumava dormir, e nada dele...

— Nana? O que? — Foi então que se deu conta do que era o que havia entre suas pernas. Surpresa estava visível em sua face e ele abriu mais as pernas para notar melhor o que era aquilo.

Uma pequena bola de pelos branca estava embrulhada no calor do seu íntimo.

Céus, foi tão assombroso para Kensuke. Sua expressão era tão absurda, ele não estava acreditando no que vira. Nos meses em que Nanami estava com ele, àquela era a primeira vez que ele o viu em sua forma animal, que era tão pequeno. Kensuke nem mesmo se importou com o fato de ele estar entre suas pernas e praticamente se aconchegando sobre seu pênis.

— Na-Nanami? — Ele chamou pelo pequeno gatinho e viu uma orelha se levantar e tremer. Lembrava-se de que Nanami lhe contou que nunca em sua vida conseguira se transformar em gato, o que também era um motivo de desprezo em Masao.

Nanami coçou sua orelha com uma patinha e então abriu seus olhos azuis celestes, piscando diversas vezes para então abrir o focinho em um bocejo longo e preguiçoso.

Sua pequena língua lambeu seu próprio nariz cor de rosa e então um dedo de sua patinha. Abrindo e fechando suas garras e então se espreguiçando sobre Kensuke.

— U-Ual... Nanami? Você, se deu conta no que se transformou? — Kensuke estava com a garganta seca de tão surpreso que ficou. Aquilo era um tanto... Incrível. Nanami era um gato incrivelmente lindo.

Não que Kensuke tivesse visto mais gatos em sua vida, mas aquele era, digamos que devia ser com certeza a raça mais linda entre todos os outros felinos.

Ele era pequeno, quase como um filhote, era branco com manchinhas cor de rosa em suas orelhas e em sua cauda.

Kensuke viu quando os olhos de Nanami se arregalaram, e ele olhou para suas patinhas e então suas patas traseiras. Também percebeu como Nanami pulou fora de Kensuke quando reparou que tinha estado deitado justamente sobre a parte íntima do lobo.

Kensuke teve que rir e se sentou, ao que levou suas mãos para acariciar o pelo tão suave como pluma sob sua pele. Que delícia... Pensou com a carícia. Nanami ainda parecia tão surpreso consigo próprio, ele era tão formoso. Podia jurar que ele estava sorrindo em sua forma de gato.

— É lindo sabe... Não acho que possa existir uma coisinha tão fofa como você Nana. — Kensuke se abaixou para o gatinho que esfregou seu focinho contra a bochecha de Kensuke, pedindo mais de seu carinho. — Oh que manhoso você é... — Kensuke realmente conhecia sentimentos novos com Nanami, como este de se sentir derreter pela fofura do pequeno neko.

— Você consegue dizer algo? Nem em pensamento?

O gatinho inclinou a cabeça para o lado e abriu a boca para pronunciar algo, mas tudo o que saiu foi um miado. Talvez, Nanami fosse inexperiente com essa coisa de animal e levaria um tempinho para se acostumar.

— Uhh! Acho que levará um tempinho. — Ele pegou o gatinho gentilmente com as duas mãos e o trouxe para perto de sua face. Ele esfregou o rosto contra o pelo branquinhon sentindo sua macies. — Uhh... Por que não voltar a forma humana? Podíamos tomar um banho e depois podemos brincar com meu lobo e seu gatinho. — Kensuke ditou gentil. Ele mesmo não se reconhecia... Nanami era a parte suave de sua vida.

Ele colocou o gatinho de volta sobre o futon.

— Meow... — Nanami miou, mas na verdade queria falar algo.

— Concentre... Pensei em pele... Braços... Pernas e cabelos... — Kensuke o orientou.

O gracioso animal fechou os olhos, e Nanami realmente tentou com toda sua determinação. Levou mais tempo que alguém normalmente levaria, mas considerando que era a primeira vez que ele mudava, se saiu muito bem. Logo ossos estalaram, os pelos brancos sumiram e patas foram substituídas por braços e pernas. Dentro de segundos, um Nanami gloriosamente nu surgiu diante dos olhos luxuriosos de Kensuke. Os cabelos loiros caiam sutilmente sobre a face infantil... E as mechas cor de rosa deram um toque todo especial. A pele branca se arrepiou de frio e as bochechas foram adornadas com um rubor gracioso.

— Eu não creio... Eu... Ken... Eu consegui... — Nanami gritou de felicidade. Na sua empolgação, ele pulou sobre o marido, fazendo os dois caírem deitados no imenso futon de casal. — Eu mudei... Pela primeira vez eu me transformei em gato!

Seus finos braços rodeavam o pescoço do lobo e sua cabeça esfregava contra o peitoral forte.

Os braços fortes do moreno rodearam o corpo pequeno e ele forçou seu peso, os fazendo trocarem de lugar. Logo, era Kensuke que cobria o corpo de seu gatinho e distribuiu beijos em sua face. — Estou tão orgulhoso de ti... Parabéns meu lindo gatinho...

— Eu... Não sou mais incompleto... — Nanami murmurou.

Kensuke embalou a face delicada com cuidado e falou sério. — Você nunca foi incompleto. Nunca diga isso! Eles que não souberam ver toda a sua beleza, gentileza e pureza... Sorte minha, pois agora é totalmente meu. — A voz de Kensuke era profunda e carregada de desejo.

Nanami sentiu seu coração bater forte e a respiração ficar presa em sua garganta. — Eu... Eu te amo muito Ken-chan... Do tamanho do mundo...

Kensuke sorriu belamente. — Eu também gatinho. — Ele disse tomando a boca deliciosa de Nanami em beijo suave. — Mas... Agora... Vamos tomar um banho... Bem quente e gostoso. — Ele deixou claro nas entrelinhas que iria aproveitar-se muito de seu lindo gatinho.

–oo0oo-

Chizuru seguia alegremente pelo caminho já conhecido. Ele cumprimentava cada aldeão da vila de Akai com um belo sorriso, e igualmente não deixou de reparar o clima. Desde criança sempre ouvira de seu pai sobre a maldição que assolava seu povo... Que onde morava fora amaldiçoado por um poderoso bruxo... Que pela eternidade a única coisa que veriam era o branco da neve, e a única coisa tocaria seus corpos era o frio gélido. Por sorte, eles eram lobos, e seus corpos tinham um calor natural, do contrário jamais sobreviveriam.

Contudo nas últimas semanas isso parecia vir mudando. No fundo todos estavam preocupados e maravilhados. Pois não nevava mais e a grossa camada de gelo parecia derreter. De alguma forma as árvores pareciam mais verdes... O sol timidamente aparecia e esquentavam suas peles... E diria que até a grama começava a surgir.

O questionamento do povo começava a virar fofoca e Chizuru sabia que seria mais um problema para seu irmão resolver, ou ao menos descobrir a razão. Chizuru sinceramente tinha seus palpites, mas preferia guardá-los para si mesmo.

Ele acenou para Minky e Shou ao longe, enquanto os dois pareciam retornar da escolinha. Não demorou em que chegasse a casa do Alfa e Nanami. Sem bater, Chizuru entrou e retirou os tamancos de madeira, e então seguiu para o segundo andar.

Queria guardar os kimonos e acessórios novos que tinha comprado para o cunhado... Ou melhor, estava ansioso para mostrá-los para Nanami... Podia apostar que o gatinho iria amar. Como percebeu que o loirinho tinha grande queda por rosa... Dos quatro kimonos novos, dois deles eram rosa... Em tonalidades diferentes, e fora os acessórios.

Ele estranhou o silêncio em toda a casa. Tinha se inteirado do sequestro de Nanami e do resgate por seu pai. Lamentou que não estivesse presente... Mesmo que duvidava que pudesse ajudar em algo. Apesar de que seu dia com Seiji tinha sido totalmente mágico.

Sonhador, recordando cada momento de seu passeio com seu noivo, Chizuru entrou no quarto maior da casa – que era justo de seu irmão e cunhado. O moreninho viu o futon grande desarrumando... Denunciando que o casal tinha usado recentemente. Não querendo atrapalhar quando o casal retornasse, Chizuru se apressou para guardar o kimono e acessórios.

Ele abriu a porta do closet espaçoso e colocou as três caixas em uma prateleira e a menor — com acessórios — em outra. Mais tarde pretendia mostrar a Nanami, mas agora preferia ir ver como estava Sayuri.

Contudo, antes que o príncipe dos lobos pudesse sair do quarto, vozes chegaram aos seus ouvidos, e assustado acabou fechando a porta do closet com ele dentro... Bem deixando apenas uma greta para que pudesse ver o que acontecia.

— Ahh... Neh... Ken-chan... Pare... Isso é vergonhoso… — A voz de Nanami veio manhosa.

Os olhos de Chizuru se arregalaram e ele levou as duas mãos a boca para impedir de emitir qualquer som. Naquele momento ele queria abrir um buraco na terra e sumir. Ele não podia acreditar em seu azar. Justo agora seu irmão e cunhado tinham que sair do banheiro e inteiramente nus?

Kensuke levava Nanami nos braços como uma ‘donzela’, enquanto as gotículas de água caiam de seus corpos. Com zelo, o Lobo deitou o gatinho na cama e acariciou o seu rosto. — Eu preciso de você... O boquete no banho não é suficiente...

— Mas assim não poderei andar... — Nanami disse em sua ingenuidade, e tal esse fato o tornou ainda mais sedutor e comestível.

“Oh merda... Não! Não... Não podem fazer isso agora... Não quero ver...” Chizuru murmurou em pensamentos e fechou os olhos com força, mas sua curiosidade falou mais alto e retornou ao abrir os olhos e acompanhar a cena diante de si.

Nanami contorceu-se, colocou-se de quatro e engatinhou para fugir do marido, mas tudo que conseguiu foi ser agarrado pelas pernas e ser puxado. O lourinho acabou deitado de bruços no futon e teve os dois glóbulos gêmeos apertados com vontade pelas grandes mãos do Alfa.

— Uhh... São tão lindos... Sua bundinha tão apetitosa... Na verdade, cadê aquele pedacinho seu... Estou louco para prová-lo. — Kensuke disse com a voz rouca. As mãos separaram as duas bochechas das nádegas de Nanami e literalmente Kensuke caiu de boca. O Lobo deitou-se na cama de forma que sua boca ficasse rente a bunda do esposo, e então colocou sua língua rosa para fora e deslizou pelo botão enrugado de Nanami.

— Aahh... Não... Pare... Ken-chan... — Nanami gritou. Suas pequenas mãos tetaram afastar o marido, mas além de não ter forças, a posição não ajudava.

Kensuke continuou sua degustação. Ele lambeu, mordiscou e brincou com o casulo de Nanami, ao que suas mãos tocaram e apertaram cada parte do lindo corpo. A face de Nanami estava justamente em sentido à porta do Closet... E Chizuru não pode deixar de sentir-se estranho quando viu a cena e especialmente as feições do cunhado contorcidas de prazer e as bochechas coradas.

Chizuru sentou sobre as pernas. Ele sentiu um formigamento apossar de todo o seu corpo, especialmente em uma parte especial. Ele tirou uma das mãos da boca e a levou para seu baixo-ventre, mas parou antes de se tocar. Suas bochechas coraram e ele se recriminou. — N-não… — Sussurrou somente para ele, mas quando ergueu a face de novo, sua intimidade contorceu e começou doer.

Kensuke tinha colocado o loirinho de quatro na cama e agora ao mesmo tempo em que lambia o casulo de Nanami, ele mergulhou um dedo junto... Fazendo com que Nanami gemesse ainda mais.

O gatinho segurava com força o cobertor do leito. Sua boca estava aberta e seca devido à respiração sôfrega... Seus cabelos caiam sutilmente em sua face lhe rendendo um ar sensual e gracioso.

— Você me quer? Quer que coloquei meu mastro em sua entradinha? — Kensuke provocou. O Alfa sentou-se diante do corpo do esposinho, e foi acrescentando dentro da entrada rosada. Dois... Três e quatros dedos trabalharam para estirar Nanami, afinal, em hipótese alguma Kensuke queria machucá-lo.

— Ken... Meu corpo arde... Eu preciso... Preciso... Coloque... — Nanami gritou em desespero.

Chizuru não pode resistir... Não quando seu cunhado e irmão pareciam tão quentes e lindos dessa forma. O príncipe dos lobos acabou embrenhando uma das mãos por debaixo do kimono, e ainda que timidamente, tocou sua ereção. Com vergonha e medo, ele passou a brincar com sua dureza enquanto via seu irmão posicionar-se atrás do esposo.

— Ahhh... Dói... — Nanami gritou. Ele tentou mover para sair da penetração, mas Kensuke segurou pelos quadris. O moreno inclinou-se sobre o amado e distribuiu beijos ao longo das costas e ombros de Nanami, enquanto sussurrava palavras doces.

— Shii... Só mais um pouquinho... Vai ficar gostoso, prometo... — Kensuke ditou. Lentamente terminou de penetrar a deliciosa bundinha do amado, e ficou parado alguns instantes para Nanami se acostumar. Buscando a melhor posição para ele, Kensuke sentou e levou Nanami consigo... O deixando de costas para si e sentado sobre seu mastro. — Mova-se... Cavalgue meu mastro, gatinho.

Nanami corou mais forte, se era possível, e fez conforme Kensuke ordenou.

Até parecia que Kensuke sabia da presença do irmão, pois a posição deles ficou de frente para o Closet, e Chizu teve a perfeita visão. Ele mordeu os lábios para impedir que os gemidos se propagassem. Sua mão moveu mais rápido, fazendo com que sua ereção tornasse mais dura e uma eletricidade percorresse seu corpo. Sua face estava quente, seu coração batia rápido e uma energia totalmente nova apossava de si... Como se algo quisesse ser libertado.

— Ahh... Ken-chan... Tão cheio... Tão bom... — Nanami murmurou jogando a cabeça para trás e apoiando seu corpo totalmente no marido.

Kensuke segurou seus quadris e o ajudou a se mover, enquanto atacava com beijos os ombros e o pescoço do marido, deixando ali suas marcas. Ele sinceramente amava vê-las na pele branquinha de Nanami... Dava-lhe uma sensação prazerosa.

O Alfa olhou para o closet com um sorriso safado e aumentou as suas estocadas, levando Nanami cada vez mais para o precipício.

Kensuke liberou uma mão que estava nos quadris de Nanami, e fez questão de acariciar a pele branquinha e macia do gatinho. Deslizou pela coxa, então pelo abdômen, até que subiu e atacou um mamilo durinho e avermelhado.

Nanami se arqueou e gemeu na sensação, seu pênis pulsou e doeu quando a mão de Kensuke desceu para ele e apertou firmemente, acariciando no ritmo das estocadas, fazendo o pré-sêmen que vazava a tornar a carícia ainda mais gostosa.

Chizuru estava com os olhos enormes pelo que assistia, ele mal podia descrever a situação em que se encontrava. Um garoto puro como ele que nem mesmo antes havia brincado consigo mesmo... Ele não podia parar. Estava tão bom! A sensação era tão inebriante que mesmo que sua mente quisesse lhe xingar por estar corrompendo sua pureza, ainda assim, não podia parar, pois seu corpo movia-se praticamente por conta própria.

Não demorou que Nanami gozasse, enquanto um gemido longo rompeu sua garganta e seu corpo arqueou, ao que seu canal apertou Kensuke tão forte para levá-lo ao precipício junto.

Os olhos de Chizuru pareciam que iriam saltar a qualquer momento ao ver aquela cena, Nanami tendo um orgasmo foi à coisa mais incrível que ele já viu em sua vida. Os céus iriam castigá-lo por estar pensando isso, mas ele simplesmente não conseguia piscar, seus olhos estavam fixados no corpo suado de Nanami, os mamilos vermelhos e eriçados, seu rostinho refletindo tamanho prazer que ele estava sentindo e seu pênis explodindo em cordas de sêmen que pintaram seu abdômen e a mão de Kensuke envolvida em torno da linda ereção.

O próprio príncipe lobo sentiu em sua espinha um calor quente que irradeou por todo o seu corpo, e ondas de eletricidade atravessaram cada centímetro dele, se concentrando em seu pênis muito duro. Só mais um pouco que ele se acariciou com suas próprias mãos e sentiu seu falo jorrar sêmen quente em seus dedos.

Mordeu seu lábio fortemente para evitar um gemido de sair por seus lábios pelos segundos de prazer maravilhoso, Chizuru estava com os olhos semicerrados e apoiou-se na parede, parecia que não encontrava fôlego. Foi sua primeira vez fazendo algo assim.

Mas em seguida daquela sensação maravilhosa, Chizuru caiu na real. Ele tinha feito algo imperdoável... Como ele podia ter assisstido do começo ao fim seu cunhado e irmão fazendo amor como o casal que eles eram? Isso não poderia ser perdoado, ele era um pecador, os deuses dos lobos iriam castigá-lo!

Momentos depois que Kensuke terminou em limpar Nanami, ele percebeu que seu lindo gatinho tinha caído no sono. Com um sorriso terno em seu rosto, ele deu-lhe um beijinho em sua testa. Nanami suspirava contente e tranquilo.

Kensuke estava para acordá-lo, até que se lembrou de um fato. Desde que saíra do banheiro ele tinha sentido o cheiro de seu irmão. Um cheiro inconfundível que ele conhecia muito bem, afinal ele era seu irmãozinho do qual ele cuidou desde pequeno.

Suspirando, ele mesmo não soube o que passou em sua cabeça por fazer sexo com Nanami sabendo que Chizuru estava por ali, escondido provavelmente no closet.

Ele também imaginou que Nanami estava tão envolvido com Kensuke em seu topor de sentimentos que nem mesmo cheirou Chizuru. Apesar de que sendo um gato, seu olfato não era tão incrível como o de um lobo.

Deixando o gatinho dormindo sobre o futon, Kensuke foi até as portas do Closet e as abriu de uma única vez, vendo Chizuru sentado e assustado. Imediatamente seu olfato sentiu cheiro de sêmen, e não era dele ou de Nanami, então no mesmo momento ele identificou que fosse o de Chizuru. Seus olhos se arregalaram...

— Chi-Chizu... Nanami dormiu, quer sair? — Perguntou suavemente.

— S-Sim... — Chizuru se levantou um pouco bambo. Seu rosto inteiro estava queimando em um vermelho intenso. Ele não conseguia olhar no rosto de Kensuke, vergonha estava deixando-o tão trêmulo.

— Você... Está bem? — Kensuke perguntou percebendo como Chizuru estava nervoso e envergonhado. Ele parecia completamente perdido.

— Hum... Estou... Só-Só tenho que voltar... Adeus! — E ele correu para a porta, mas não saiu sem antes dar uma olhada em Nanami coberto por um fino lençol e soltando pequenos roncos. Ele mesmo achou adorável, mas isso não vinha ao caso. Ele precisava correr para casa e para o seu quarto. De preferência tomar um banho muito demorado, e então quem sabe correr para o templo dos lobos e clamar por perdão aos céus.

Kensuke por sua vez estava impressionado. Mas logo um suave sorriso cobriu seus lábios. Seu irmãozinho logo se casaria... Ah como ele sentia falta da infância. Mas agora mesmo que as coisas fossem um pouco difíceis, ele não poderia ser mais feliz com Nanami ao seu lado.

— Não foi culpa minha sabe... — Ele coçou atrás do pescoço e olhou para o alto, para o teto, como se falando com alguma força divina. — Foi mais forte do que eu. — Chizuru não ficou traumatizado, ele reagiu melhor do que pensava. Ah Kensuke, como você é besta! O lobo Alfa se molestou, batendo na testa.

–oo0oo-

Maiko estava atrás de algumas árvores. Ele assistiu quando Chizuru saiu da casa e correu para longe da mesma.

Seus olhos estavam brilhando com um ódio mortal. Não tanto de Kensuke, mas do que ele estava sendo obrigado a fazer por culpa desse Alfa idiota.

“Estou cansado dessa merda. Quero minha liberdade de volta...”, Pensou ao que levou às mãos a cabeça e permitiu puxar os seus próprios cabelos. Sua mandíbula cerrou perigosamente. — Isso não pode continuar... Não por muito tempo. Eu tenho que dar um fim nesse maldito Alfa e em seu esposo irritante. Não suporto gatos.

— Não se preocupe com isso. Nosso mestre já disse... Somente dê um fim naqueles dois, e você o terá de volta. Inclusive sua liberdade. —- Isamu falou com um sorriso perverso enquanto olhava para a residência do Alfa lobo.

— Ele não é meu mestre! — Maiko gritou e grunhiu. Então ele apontou para a casa. — Eu fui paciente Kensuke... Eu tentei de várias formas acabar com você e aquele gato, mas pelo jeito terei que apelar para algo mais trágico. Eu não vou brincar dessa vez. — Maiko se levantou e foi até seu capanga, escolhido por seu "mestre". — Você vai sair e chamar aqueles impostores. Nós teremos que apelar da pior maneira. — E dito isso, ele deu um sorriso de escarnio e então saiu caminhando.

Sua vida era dura, estava sendo movido pela maldade de outras pessoas que praticamente o controlava. Já fazia anos que ele estava tentando, mas parecia que seu coração não queria ouvir e ele acabava sempre fracassando.

Agora as coisas haviam ficado ainda mais difíceis desde que Kensuke se casou com aquele gato idiota.

— Espere para ver... Por causa de tudo o que tenho passado... — Maiko abriu a parte de cima de seu kimono e viu a bandagem em torno de seu abdomen fino encharcada com sangue. Estes malditos curativos já não estavam ajudando. — Por causa de toda essa merda que tenho que passar... Irei matá-los da pior maneira... Eu nunca os perdoarei.

Continua...

Notas finais
Miky-san: Olá amores *--* Obrigada por lerem nossa fic e por acompanharem cada capítulo! É uma alegria imensa para nós os comentários que recebemos, as recomendações que tivemos até hoje! Saber o que acham, suas dicas e ideias para o que virá a acontecer... Tudo isso nos tem ajudado e nos mantido bastante animadas em continuar. Este ano foi muito importante e especial para nós, que apesar de todos os problemas e tudo o que passamos, conseguimos nos manter firmes com esta história e postar direitinho. Além de que foi o ano em que eu e Hannah-chan começamos nossa amizade *--* Portanto desejo a todos um Feliz ano novo, que possam continuar a ler Akai, e também de muitas realizações, paz e amor no coração :3 Muitos beijinhos e até a próxima! Obs: Fiquem de olho, que bem provavelmente e em breve iremos postar um conto de Ano Novo de Akai Ito *-*