Akai Ito
1 Capítulo 1 - Este Sou Eu
Notas iniciais
Essa fic estava sendo postada, porém resolvi excluí-la, reescreve-la e reposta-la, então aqui está! Espero que apreciem!
Antes de começarmos, alguns avisos são importantes:
*Os versos nos inicio de cada capitulo pertence a mim, salvo se houver algum aviso;
* Os personagens pertencem ao Masami Kurumada
*As imagens não pertencem a mim, salvo algum aviso;
*As personalidades de alguns personagens podem estar alteradas;
*A aparecia física de alguns personagens foram tiradas do mangá, enquanto de outros foram retiradas do anime.
*Esta fic também está sendo postada no Spirit.
Acho que é isso! Boa leitura!
Um sorriso no rosto
Não, uma lágrima
A dor nunca mostrada
As dores que carregamos, as tristezas que sentimos
Servem apenas para nos fortalecer
Ou nos matar.
Alto, forte, ombros largos, pele bronzeada, cabelos loiros, sorriso radiante, olhos azuis como céu, sexy. Era assim que qualquer garota descreveria Milo, o menino de ouro do Colégio Santuário. Praticava atletismo e jogava futebol, mas sua paixão era a natação, sonhava em ser medalha de ouro nas olimpíadas, mas por enquanto se contentava em ser capitão da equipe e ser o maior medalhista da história do colégio.
Mas ele não era só o atleta, ele também era considerado um gênio, tinha notas altas e sem precisar se esforçar, o que ele agradecia, já que odiava estudar, seus pais, Kardia e Bianca, até queriam que ele fosse para uma escola técnica, onde seu intelecto seria mais bem explorado, mas ele não quis, afinal, na escola técnica não tinha equipe de natação.
Para quem visse de fora, acharia a vida de Milo perfeita: Pais que o amavam e que estavam sempre presentes, uma bela casa, um bom colégio, muitos amigos e muitas garotas e garotos. Mas Milo não se aguentava mais. Não aguentava a pressão. Ele queria viver, algo que nunca pode fazer, ele apenas existia, existia para fazer seus pais felizes, afinal, eles lutaram muito para que ele pudesse nascer. A mãe de Milo teve muitas complicações que afetaram seu sistema reprodutor, e somente após muita luta ela conseguiu dar à luz a seu único filho, já que ela teve que retirar o útero logo após.
Sabendo dos sacrifícios dos pais, Milo se sentia na obrigação de retribuir sendo um filho exemplar, mesmo que isso significasse que ele nunca seria realmente feliz. Por isso ele praticamente não bebia, não usava nenhum tipo de drogas e nem fumava, apesar de ter uma curiosidade imensa, já que a maioria de seus amigos faziam uso principalmente de maconha.
Milo ansiava por uma grande aventura, ansiava por viagens, pessoas diferentes, mas seus pais ficavam loucos até mesmo quando ele tinha que ir para outra cidade competir, nunca o permitiram sair da cidade em que morava, a não ser para competir. Eles não gostavam de viajar e acreditavam que algo poderia acontecer com seu precioso filho caso ele saísse da vista deles por muito tempo. Então Milo se sentia preso dentro daquela cidade, que, por mais que fosse uma grande cidade, ainda assim não era suficiente para ele que se sentia preso em sua bolha criada por seus pais.
Não tinha nenhum relacionamento sério, apesar de ter tantas garotas e garotos atrás dele. E eram de todos os tipos, líderes de torcida, nerds, do coral, outros atletas, a lista era grande. Ele saia com alguns, mas nenhuma o interessava de verdade. Ele acreditava em amor verdadeiro, e era isso que ele queria. Na verdade ele queria mais, queria uma pessoa que não apenas o completasse, mas que o fizesse transbordar. Ele acreditava que todos estavam destinados a alguém assim, mas sabia que nem todos conseguiam se encontrar, mas ele iria esperar.
Os amigos de Milo eram todos atletas da equipe de natação, eles eram três: Aioros, Afrodite, Carlo, conhecido como Máscara da Morte, mas ninguém sabia o porquê. Eles eram bons amigos, por isso formavam uma equipe tão boa, eram incríveis no revezamento livre 4 x 100, haviam garantido o ouro nos jogos escolares do ano anterior e estavam confiantes para mais um este ano. E por isso Milo levava a sério os treinos, não queria decepcionar os amigos.
Pensando bem, Milo não vivia apenas em função de agradar aos pais, mas também aos amigos, aos professores, e a todos da escola que contavam com ele para trazer medalhas para a escola. Por isso se entregava ao esporte. Há muito tempo ele se sentia mal com isso, não queria ter toda essa responsabilidade, mas ele agiu assim por tanto tempo e agora era isso que todos esperavam dele, são tantas coisas que ele gostaria de não ter feito, porque assim, talvez, ele seria feliz.
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Ele era um garoto estranha, o Camus, ou Camy como era chamado. Pelo menos era o que todos diziam, até mesmo seus pais. Enquanto seus irmãos eram os garotos perfeitos, ele era o problemático. Mas ninguém sabia as feridas que ele carregava. Seu pai, Jonny, abandonou a ele e a mãe, Natassia quando ele ainda era uma criança, e a mãe, que nunca soube viver sozinha, se casou novamente com um cara rico chamado Hades. Ele tinha um filho da idade de Camus, o Aiacos, e desde de pequeno o menino já o machucava. Ele nunca teve amigos quando criança, não se dava bem com nenhum menino da pré-escola. A vida dele já era dura, mas tudo piorou quando a mãe faleceu em um acidente de carro quando ele tinha apenas 11 anos e o padrasto ganhou sua guarda. Com isso ele podia fazer tudo o que quisesse com ele e ele não podia se defender, amava o meio irmão mais novo, o Hyoga, acima de tudo e suportaria qualquer coisa para protege-lo.
Hoje, aos 17 anos, ele é uma garoto bonito e ele sabe disso: herdou do pai a pele branca, os cabelos lisos e vermelhos, não ruivo alaranjado, mas um vermelho vivo, e os olhos de um tom castanho avermelhado que se intensificava com alguns tipos de luz e também como que estivesse sentindo. Sim, ele era uma cópia perfeita de seu pai. Começou a cobrir a pele com tatuagens e pircings para tentar afastar os toques indesejados do padrasto e do irmão, o que não ajudou muito. Camus, tinha um pircing no nariz e um nos lábios além de um no mamilo esquerdo, tinha também as costas cobertas por uma mulher com um vaso na mão do qual escorria água, para representar seu signo, aquário, a mulher era sua mãe. Além dessa também tinha o braço esquerdo todo coberto com imagens diversas e um símbolo das Relíquias da Morte¹ em aquarela na panturrilha direita. Não era muito alto e era magro, porém tinha o corpo bem torneado. Tinha sempre um olhar sério, na maior parte do tempo era sisudo, porém sempre deixava escapar um sorriso quando estava ao lado do irmão caçula.
Quem não o conhecia, não acreditava, mas ele era um leitor apaixonado, além de ser amante de música. Sua mãe o colocou em aulas de canto e piano, que ele abandonou após a sua morte, mas o piano ainda era sua paixão, ele sempre o tocava quando estava sozinho. Quando ele estava tocando era como uma droga em seu organismo.
Ele andava com um pessoal mais velho, barra pesada, consumia algumas drogas só pra não ser chamado de careta. Nada forte, não podia vacilar se quisesse proteger o caçula. Mas encontrava um certo alivio nas drogas e nas bebidas.
Não tinha preferência sexual, ficava com meninos e meninas, ele não permitia que os abusos tirassem o prazer do relacionamentos rápidos que ele tinha. Não saia com ninguém da escola, apesar de ser muito assediado, mas ninguém o interessava. Mesmo novo, ele sabia que não nasceu para o amor.
Mas as coisas estavam prestes a mudar, quando o padrasto recebeu uma proposta para se mudar para outra cidade, uma cidade muito maior do que eles estavam acostumado. O irmão mais novo ficou chateado, não queria deixar os amigos, assim como o mais velho. Mas ele viu uma oportunidade, começar uma vida nova. O que ele não sabia é que o destino tinha lhe preparado algo muito maior. Algo que mudaria não só a vida dele, mas de todos ao seu redor.
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1 – Símbolo representando a Varinha das Varinhas, a Capa da Invisibilidade e a Pedra da Ressurreição da Saga Harry Potter.
Notas finais
Espero que tenham gostado! Me perdoem por qualquer erro! Criticas e sugestões são sempre bem vindas! Até o próximo capitulo!
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