Akai Ito
2 Cap 2 - O início
Notas iniciais
O futuro é tão obscuro
Mas não tão quanto o passado
Apenas o presente é feito de luz
POV Milo
Eles estavam estarrecidos. Aioros estava indo embora, a situação na casa do amigo não era das melhores: o pai o expulsou de casa. Aioros havia se assumido gay e seu pai, um general do exército, não aceitou muito bem. Agora ele estava indo para fora do país morar com uma tia que o havia acolhido.
Milo havia perdido o melhor amigo. Eles guardavam esse segredo desde que ambos tinham 13 anos, quando Aioros beijou um garoto num acampamento. Foram contar para Afrodite e Carlo apenas 2 anos depois, e assim os 4 mantiveram silêncio sobre a preferência do menino, até que nessas férias de verão Aioros foi surpreendido pelo pai beijando outro garoto. E agora o time de natação estava desfalcado.
— Pelo menos você vai para Paris, cara! A cidade é incrível e ouvi dizer que os franceses são ótimos amantes. – Afrodite falou passando as mão nos cabelos azuis piscina, o menino nunca foi de segurar a língua, e sempre que a situação se complicava, ele tentava ver o lado bom.
— Ainda não acredito no que seu pai fez! Ele é um filho da puta! – Carlo é o mais estourado dos quatro, e eles sempre o tiravam das brigas.
— Ei, ele ainda é o meu pai Mask, não fale assim dele. E além do mais, eu já sabia o que aconteceria se o velho descobrisse, devia ter sido mais cuidadoso. – Aioros tentava segurar as lágrimas, mas ele já estava no limite. Não queria abandonar os companheiros.
— Ei, Oros. Não chora – Milo abraçou o amigo quando viu as lagrimas rolarem. Ele não se aguentou e chorou junto.
Carlo se levantou e chutou a lixeira que estava do lado. Passou a mão em seus cabelos prateados. Ele também chorava, assim como Afrodite.
Aquela era a despedida deles. Iriam a um bar que eles frequentavam, Carlo o havia descoberto a quase um ano, não era um lugar respeitável, que os pais deles apreciariam, mas lá eles conseguiam alguma coisa com álcool, e eles estavam precisando. Até mesmo Milo resolveu beber dessa vez, era um dia triste, e ele não queria estar sóbrio.
No dia seguinte, Milo acordou com uma imensa dor de cabeça em um quarto que não era seu. Lembrou-se então que dormiu na casa de Carlo, não queria que os pais o vissem chegando bêbados em casa, e os pais do amigo sempre se dopavam para dormir, então não tinha perigo.
Após o café da manhã, pegaram uma carona com Afrodite e foram até o aeroporto se despedirem de Aioros. Dessa vez eles não choraram. Poucas palavras foram ditas. Não havia mais o que fazer.
Precisavam organizar uma seletiva para achar um quarto membro, o que não seria fácil. Aioros era o segundo melhor, ficando atrás apenas de Milo. Eles sabiam que não seria fácil. Todo ano a escola organizava jogos internos, e os quatro sempre venciam todas as provas da natação, mostrando porque eram o time de ouro do colégio. Ninguém na escola se comparava ao colega que havia ido embora. Mas não poderiam competir apenas os três. Precisavam de um quarto membro.
A esperança é que talvez entrasse algum aluno novo com talento para o esporte. Apenas alunos no ensino médio poderiam entrar para a equipe, e eles sabiam que poucos estudantes entravam no colégio nessa fase escolar, grande parte dos estudantes estavam ai desde a segunda parte do ensino básico. A administração da escola evitava ao máximo aceitar alunos que já haviam concluído a educação básica em outra instituição, mas em alguns casos a escola abria exceção (quando muito dinheiro estava envolvido). E quem sabe, eles não seriam abençoadas com a entrada de um atleta da natação?
— E se montássemos grupos de 4 e fizéssemos um revezamento? Daria pra ver quem trabalha bem em equipe. – Carlo falou com a boca cheia do sanduíche preparado por Bianca, mãe de Milo.
— É uma boa ideia, mas também precisamos testa-los individualmente. Duas provas não são cansativas. Nós sempre fazemos isso. – Falou Afrodite, ele era a favor de testar os aspirantes até a exaustão.
— Realmente duas provas não são de mais. Acho melhor fazer o individual primeiro. Oros era melhor em nado borboleta, podemos ver quem se dá melhor nessa modalidade, e ver se algum desses consegue ir bem no revezamento depois. – Milo se sentia mal falando assim, parecia que estavam tentando substituir o amigo que precisou ir embora.
— Mas e se não conseguirmos achar alguém bom nos dois? Vamos dar prioridade ao revezamento ou ao nado borboleta? – Afrodite chamou a atenção do grupo.
— Eu acho mais importante o revezamento, é o último ano do Milo e ele merece levar essa medalha. E o nado borboleta um de nós podemos tentar. – disse Carlo.
— Ok então, a prioridade será o revezamento 4x100. Vamos ver se achamos alguém a altura do Oros – Milo finalizou essa parte da discussão.
Os três amigos passaram todo o fim de semana antes do início das aulas preparando a seletiva. Queriam realizar tudo na primeira semana de aula. Na segunda seria a divulgação, terça e quarta as inscrições na sala da natação (finalmente iriam usar a sala), e no sábado seria a seletiva. A piscina ficaria aberta a semana toda para os aspirantes, não haveria treino da equipe, mas eles ficariam observando os treinos, a dedicação é importante, e eles queriam ficar de olho em que estava realmente se preparando.
Só conseguiram finalizar todos os detalhes da seletiva no domingo à noite. Estavam satisfeitos, iria ser a nível das competições que eles participavam, queriam pegar pesado, pois só o melhor iria entrar na equipe.
Já era madrugada quando os amigos foram embora da casa de Mio. Quando finalmente caiu na cama, ele apagou instantaneamente. Estava exausto e no dia seguinte as aulas começavam.
POV Camus
A casa era grande, bem maior do que a anterior, com 3 andares fixados em uma área que caberia uns 6 campos de futebol. A grande parte das paredes eram vidro, até mesmo os quartos tinham pelo menos uma parede de vidro. Isso fazia com que a casa fosse bem iluminada. Era cercada por um jardim e grandes árvores, o que trazia mais privacidade, além de ficar a no mínimo 3 km da residência mais próxima. Tinha uma imensa piscina nos fundos, junto com uma churrasqueira, um redário com 6 redes cobertas por um pergolado florido, tinha também uma academia particular e uma quadra de tênis. Ficava afastada da cidade, assim como outras casas dos ricaços que podiam pagar pela privacidade.
A casa tinha um total de 6 quartos, todos suítes. Camus esperou que Hades e Aiacos escolhessem os quartos para que ele escolhesse um mais distante. Acabou ficando com um dos fundos no último andar, o que dava a vista privilegiada das montanhas ao fundo. O quarto não era tão grande quanto os escolhidos pelos outros, mas ele não queria espaço e sim paz, e com uma pequena mudança na decoração ele ficaria mais com a cara do garoto
As aulas começariam na segunda seguinte. Ainda não sabia o que esperar do novo colégio. Deu uma pesquisada na internet e viu que eles dedicavam muito ao esporte, não que ele se interessasse por algum. A escola tinha também clubes de fotografia, música e vários outros, mas ele não entraria em nenhum, nunca fez parte de grupo algum, não era nessa escola que iria começar. A área que a escola ocupava era imensa! Assim como a casa que Hades havia adquirido, não ficava no centro e sim nos caros terrenos arborizados fora da cidade. Havia um prédio na frente onde ficava a administração da escola, o anfiteatro e as salas dos clubes de estudo, mais outros três prédios atrás desse, dois comportava as salas de aulas, um para o ensino básico e outro para o médio, cada professor ficava em sua sala de aula, e o outro comportava os laboratórios e a Biblioteca. E atrás desses prédios ficava o complexo esportivo: um campo de futebol e uma pista de atletismo ao ar livre e mais dois prédio, um com as piscinas para a natação e outro com uma quadra para vôlei e basquete.
A mensalidade era a altura da educação prometida pela escola, e Camus tinha a chance de mostrar que ela podia ser alguém responsável, afinal, é seu último ano na escola, é o ano decisivo, se tudo corresse de acordo com o plano, o aquariano teria sua vingança e a guarda do irmão.
— Camy! – Seu irmão mais novo entrou correndo no quarto do garoto. Ele era pequeno para a idade, tinha a pele muito clara e os cabelos loiros da mãe assim como seus olhos azuis. Era uma criança muito agitada e inteligente, sempre surpreendia a todos com suas indagações.
— Estou no closet, Oga. Já acabou de arrumar suas coisas? – Camus gritou de dentro do closet, onde organizava suas coisas.
— Papai disse que a empregada fará isso e que é pra irmos aproveitar a piscina! Vamos Camy! O dia está lindo! Podemos jogar tênis. Eu e você, contra o papai e o Aiacos. – Hyoga falou excitado. Camus saiu de dentro do closet se aproximando do irmão.
— Oga, eu já te disse, não é a empregada, chame-a pelo nome: Marin! E sempre a agradeça. E outra, não vai te fazer mal organizar suas coisas, você já tem idade suficiente para fazer isso. – Camus sempre tentava educar seu irmão para que ele não virasse outro Aiacos. E parecia surtir efeito, Hyoga era carinhoso e respeitava a todos, independentemente da posição social.
— Mas Camy, fazer isso é chato e a Marin faz melhor que eu! E eu prometo que compro algo legal pra ela com minha mesada pra agradecer– Falou o menino fazendo bico.
— Ok, Oga. Você venceu essa. Pode ir aproveitar a piscina. – Camus sabia que Hyoga estava cansado da viagem, ela também estava. – Mas eu não vou com você, ok?
— ‘Tá bom então – Ele saiu meio triste, sabia que Camus tinha problemas com o pai e o irmão, por isso ele sempre tentava reunir a família. Aiacos já havia dito que no ano seguinte Camus faria 18 anos, e iria embora porque ele não gostava do pai deles, ele dizia que Camus tinha ciúmes de Hades, já que seu pai o havia abandonado.
Mas na hora que chegou no quintal, e pulou na piscina, todos aqueles pensamentos ruins sumiram, e ele era apenas mais uma criança curtindo o verão.
Camus continuo no quarto colocando as coisas em ordem. Pela parede de vidro do quarto podia ver o quanto Hyoga se divertia com Aiacos e Hades. Porque eles não podiam trata-lo daquela maneira? Ele tentou ser um bom irmão para Aiacos e um bom filho para Hades, mas eles não o viam assim. Para eles ele era apenas um brinquedo, algo para se divertirem quando estão entediados. Esperava que eles se cansassem bastante e o deixassem em paz essa noite.
Mas Camus não tinha tanta sorte assim.
A noite, quando todos da casa já haviam se recolhido, a porta do seu quarto foi aberta vagarosamente. Camus ouviu os passos suaves de Hades e sentiu quando este passou as mão em sua perna por cima da coberta a retirando com um movimento brusco.
Camus fingiu estar dormindo como sempre, em uma vã esperança dele a deixar dormir.
Já estava preparado para se sentir invadido, violado. Nunca sentia prazer com Hades, pelo contrário, sentia nojo e dor. A dor era horrível, ele nunca o preparava, ele sentia prazer em vê-lo sangrar.
— Sei que não está dormindo Camy. – Hades disse puxando os cabelos ruivos do garoto. Camus odiava quando Hades o chamava pelo apelido carinhoso que o irmão caçula a chamava – Vire-se para mim. Não quer que Oga fique triste não é?
Camus ficou rígido, sabia que sempre que recusava algo de Hades, de forma alguma deixaria seu querido irmão sofrer. Ele então se virou, esperando novas ordens.
— Isso, adoro quando você é um bom garoto. – Os olhos de Hades se fixaram nos olhos avermelhados, enquanto os dele exibiam luxuria o do garoto estavam gélidos e, mesmo estando nessa posição desvantajosa, mostravam-se insubmissos. Isso deixava o mais velho furioso. — Agora chupe-me – Disse Hades já tirando seu membro de dentro de suas calças vendo o ruivo colocá-lo na boca – Ahhhhh Camy, que delícia, nunca me canso dessa sua boca.
Camus sentiu a mão de Hades em seus cabelos, o forçando a ir mais fundo o fazendo engasgar e lágrimas encherem seus olhos. Ele não se importava se o garoto se sentia desconfortável desse jeito. Ele queria sentir prazer e não dar prazer.
Hades era fascinado com o ruivo. O achava lindo. Mas não era apenas por isso que ele usava o garoto. Ele queria vingança. Desde que colocou seus olhos no garota ainda criança, Hades já sabia que iria fazer de tudo para fazer Camus sangrar. Usaria Camus para continuar sua vingança contra Jonny, e o fato de Camus ser a cara do pai, deixava tudo ainda mais prazeroso.
— Chega. – Hades falou jogando Camus na cama. Arrancou a calça que o ruivo usava e segurando em sua cintura o colocou de quatro na cama.
Nesses momento Camus não emitia sons, não pedia para parar, nem mesmo tentava lutar contra. Sabia que seria pior, aquela batalha já estava perdida.
— Sabe Camus. Fiquei muito triste por você não ter ido brincar com a gente na piscina hoje. Oga e Aiacos o estavam esperando. – Nesse momento Hades deu um forte tapa nas nádegas alvas do rapaz. –Você sabe que não gosto de te castigar, mas você me obriga. Conte comigo
Camus só percebeu que Hades segurava um cinto quando o sentiu em suas nádegas. O aquariano mordeu os lábios para não gritar, sentindo um gosto metálico na boca.
— Um.
A segunda foi em suas costas.
— Dois.
Mais uma em suas costas.
— Três.
Outra na lateral de sua coxa esquerda.
Camus não conseguiu segurar as lágrimas que escorreram pela sua face. Ele já devia estar acostumado com isso, mas seu corpo se recusava a se manter impassível diante as torturas que Hades o infligia a tantos anos.
— Quatro.
Mais uma em suas nádegas.
— Cinco.
Os vergões vermelhos ficariam visíveis por um longo período de tempo na pele alva do ruivo. Mas Hades era esperto, ele nunca o marcava em locais que ficavam expostos. Não queria atrair problemas e nem desconfiança.
O falo de Hades estava duro como rocha após a aplicação do castigo que sempre o deixava mais excitado. E o fato de saber que o garoto em sua frente sofreria mais ainda o deixava extasiado. Simplesmente adorava tirar aquela máscara de frieza da cara de Camus e vê-lo verter lágrimas, seu prazer só aumentava.
— Huung – Camus não conseguiu segurar um gemido de dor ao ser penetrado com força e sem preparo. Mas pelo menos ele não gritou.
Hades não esperou que ruivo de acostumar com o volume em seu ânus. E começou a estocar com brutalidade. Quando decidiu abusar do ruivo, não esperava que fosse gostar tanto. Nada e nem ninguém lhe dava mais prazer do que preencher o corpo de Camus com o seu. Nenhuma mulher com quem já havia se deitado, e nem mesmo nenhum homem. Talvez fosse pelo prazer de infligir dor, talvez pelo fato de finalmente poder se vingar, Hades ainda não havia conseguido chegar numa certeza, mas isso não importava, pelo menos não naquele momento.
— Oh Camy! Que delícia. Ahhhhh – Hades gemeu alto, se derramando dentro do ruivo após algumas estocadas mais fortes. Dando-lhe uma mordida na curvatura do pescoço, e retirando de dentro do garoto em seguida. – Boa noite minha pedra de gelo.
E foi assim que Camus passou a primeiro noite na nova casa, e como sempre desejou se jogar se jogar em um abismo.
Fale com o autor