Akai
17 Extra: All Hallow’s Eve – the true.
Notas iniciais
De forma alguma estou discutindo religião, ou melhor ainda, se o meu ou o seu ser superior é melhor... etc? Entendem? É apenas uma leitura para vocês refletirem sobre tudo o que existe.
Enfim, deixem seus comentários o se algo ofendeu você, é só mandar um alô que eu tento me explicar.
Beyond acordou um pouco mais tarde naquela manhã, os irritantes raios do sol não entravam por sua janela desprotegida pelas cortinas; muito pelo contrário, estava bem mais escuro do que o normal e se não fosse pelo relógio digital indicando quase meio dia, podia jurar que ainda eram seis da manhã. O moreno tirou a camisa e passou os dedos finos ajeitando os fios rebeldes caídos em seus olhos, sentia uma estranha agitação em seu interior, quase como um presságio bom.
Desceu as escadas de madeira fazendo um ruído baixo, normalmente isso era repetido em silencio e isso o fez perceber o quanto estava agitado.
- Bom dia, Beyond _ouviu Matt o cumprimentar assim que o mesmo entrara em seu campo de visão, na base na escada.
- O que está acontecendo? _perguntou sem rodeios, se sentindo um pouco idiota em seguida. Como o ruivo poderia saber a resposta daquilo?
- Lá fora? _respondeu com uma pergunta, afinal, poderiam ser inúmeras as respostas.
- ...lá fora, aqui dentro _se referiu ao tempo escuro e á sua própria agitação.
- Bom, eu achei que... enfim, hoje é Halloween, por isso as casas estão decoradas. Achei que soubesse o significado, afinal, morou em Londres todos esses anos, não?
- Halloween.
Seus lábios desenharam um sorriso largo e Matt pode perceber seus olhos brilharem num vermelho vivo.
- Hoje é Halloween?! Não é a toa que o sol não está á brilhar com tanta força.
- Isso não tem nada a ver _deu um risinho _é apenas uma data como todas as outras.
- Se não quiser ser amaldiçoado, não despreze os céus, nem o inferno, Jeevas _aconselhou-o fazendo um gesto negativo com a mão _falar mal de Deus implica em desgraças, assim como menosprezar o Diabo. Ambos merecem ser o que são e nosso dever é colocá-los em seus devidos lugares, acima... e isso, nos coloca na posição de respeito.
- Ok, ok senhor sabe tudo, feliz Halloween _ergueu suas mãos num pedido de rendição.
- Obrigado _agradeceu num tom ameno, levando a sério a felicitação _hoje eu precisarei sair, nesta casa á personificações que estão contra o meu mestre.
- Tipo o que? _perguntou Near de intrometido, entrando na sala com um pote de bolachas recheadas na mão.
- Tipo vocês sabem o que é All Hallow’s Eve? _o moreno disse com voz de tédio, olhando para as expressões de confusão dos homens á sua frente.
...All Hallow’s Eve é o nome original do Halloween. Nesta data, acreditamos que os espíritos voltam para o plano terrestre e caminham por ele na tentativa de tomar posse de algum corpo. Entre os realmente vivos, ou seja, os que ainda vivem a graça de Deus, estão aqueles que cultuam o lado das sombras; como as bruxas, humanos que traíram o criador.
Oras, não sou tolo de não acreditar que Deus exista nem que o Diabo que seja o criador de todas as coisas _complementou Beyond, ao ver a cara de espanto de Matt _Deus é o criador, sim, e o inferno surgiu depois disso.
A noite do dia 31 de Outubro é nada mais do que uma festa dada pelo próprio Lúcifer, o príncipe, para todos os adoradores corajosos! Aqueles que creem que as forças das trevas sobrepõem os céus. Nesse único dia, nós temos nossas forças revigoradas e saímos para os rituais cabalísticos sem precisar nos esconder, sem sermos perseguidos! Sabe por quê? Porque vocês têm medo de nós, são fracos.
O príncipe virá até cada um e irá oferecer um banquete único! Por isso, meus caros amigos, eu preciso sair...
Beyond terminou sua explicação e mirou com prazer a expressão de terror no rosto dos companheiros. Não que Matt e Near seguissem alguma religião, mas não era nada saudável ouvir aquela história, naquele dia, contada por um seguidor legítimo de satã.
- E... o que temos aqui que te faz querer sair? _o medo real do albino era ver o moreno solto nas ruas com todas aquelas ideias de ritual, o que na mente do pequeno, levaria á sacrifícios humanos.
- Um de vocês, pelo menos um, acredita em alguma coisa... Mihael é cristão, foi batizado e ainda carrega o nome de um arcanjo. Por respeito não posso permanecer neste lugar _disse com certo desdém.
- Mesmo assim, não pode sair além dos terrenos desta casa, você está sob custódia.
- Você poderia me acompanhar, albino, mas eu não gosto da sua presença... então, o Jeevas pode me acompanhar lá fora.
- Ótimo.
- O que?!
O ruivo pulou do braço do sofá onde estava sentado até então, a ideia de andar sozinho com B. era o maior absurdo que ouvira na face da Terra – pelo menos em pleno dia das bruxas.
- L...Light.... _tentou argumentar dando claras evidencias de seu pavor.
- Eles são budistas, eles já fizeram uma escolha. Somente um adorador ou um ateu pode sair nas ruas com esse intuito na noite de hoje. Infelizmente _o moreno deu um longo suspiro _nos tratam com desprezo, soltam suas crianças para pegar doces, as vestem de bruxas e inventam lendas como o Drácula. Pobre conde Vlad¹... se não fosse por sempre estarem nos difamando, não iria existir tanta maldade solta, tantos demônios sobre a Terra, sabiam?
- Independente disso _Near ignorou o fanatismo de Beyond prosseguindo seu plano _Matt irá te acompanhar o tempo todo e não poderá ir além do rastreador que ficará preso no seu tornozelo. Isso te dá algumas ruas de liberdade, pode até comprar docinhos na loja de conveniência _usou de toda sua ironia, ou pelo menos tentou.
- Hum, tudo bem _disse a contra gosto _não precisamos ir longe.
- Também não sou burro de pensar que não estamos em companhia de outros seres _lembrou-se dos Shinigames e do Death Note do caso kira² _mas acredito que, se não dermos motivos, eles não vão nos machucar. Por isso se mantenha no contrato e proteja-o.
O moreno concordou com um aceno, B. e Near entraram num acordo rápido, enquanto Matt literalmente borrava suas calças.
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- Se quiser morrer, pode ir.
Foi a resposta de Mello á notícia dada pelo amante. Apontando sua Glock³ na cabeça ruiva, fazia “carinho” com o cano enquanto esperava pela reação do mesmo.
- Mel, eu não quero mesmo ir! Mas foi a única maneira de fazê-lo sossegar! Por favor, converse com o Near _ignorando a ameaça, tentou sua melhor cara de “dó”.
- Não, você entrou nessa sozinho, agora vai sair sozinho. É quase uma MULA quando não quer algo, se está aqui com essa cara de pau me contando que vai sair com o B. é porque gostou da ideia.
- MELLO! _inflou as bochechas _eu fiquei sem reação! Como vou contra um nerd albino manipulador e um nerd branquelo manipulador?!
- ...enfim _colocou a arma no colo do outro _leve isso. Não deve demorar mais do que duas ou três horas.
Matt soltou um palavrão diante a atitude de Mello, esperava que o loiro realmente o tirasse daquela enrascada, mas... mas no fundo o loiro tinha certa razão, ele estava curioso para saber como era o verdadeiro Halloween e confiava no moreno; ele jamais iria o machucar.
- Mas vai ter que me prometer uma coisa.
- ...hum? _fingiu estar com cara de choro.
- Atire nele se tentar algo de suspeito como te beijar, te comer, te tocar, te enfiar em algum ritual e tentar tirar sangue... e te traficar também, isso inclui troca, venda e roubo.
- Prometo... espera o que? Mels! Isso não vai acontecer!!! _disse horrorizado, mesmo sabendo que parte daquilo estava plausível em 90%.
- Vai atirar ou não vai, porra?! _bradou.
- VOU! Eu vou sim, olha até levo um cartucho extra de munição _saltou da cama para o chão antes que o loiro resolvesse meter a mão na sua cara.
- Ótimo. Droga, Matt, eu sei que está curioso, mas tome cuidado.
O loiro estava relutante, porém, depois de seis meses convivendo naquele ambiente, junto de Near, L, Light e Beyond, aprendeu a confiar no moreno. Matt já tinha saído outras vezes para acompanhá-lo e não duvidava que ele soubesse se cuidar.
Para quem não segue nenhuma religião, todas elas se tornam artefatos curiosos para essas pessoas; Mail sabia sobre conceitos básicos como Deus, Éden, Diabo e inferno, entretanto nunca tinha ido á uma celebração. Cristão ou não, era a primeira vez que alguém lhe dava tal oportunidade, Mihael ficou um pouco desapontado consigo mesmo quando percebeu tal fato, apesar de não mais participar da igreja, levar seu grande amor para o lado da luz seria bem melhor do que o contrário. Afinal, ainda acreditava fervorosamente no Senhor dos Céus e da Terra.
Por ter sofrido o que sofrera, deixou o ruivo com sua ignorância: quem não sabe, também não sofre. Mas agora, ao vê-lo indo conhecer rituais de magia negra, uma pontada de preocupação o alfinetou.
- Mail, você não acredita em Deus? _perguntou sem compromisso, puxando o corpo magro para perto de si.
- Bom... _deitou ao lado dele _acredito, mas não conheço tão bem ao ponto de afirmar que Ele é o soberano.
- Entendo, de qualquer forma, se você entrar lá, não poderá carregar o rosário _disse para si mesmo, levando a mão no objeto escondido por sua camiseta _quero que me escute, tudo bem? Fique imparcial para tudo o que acontecer e nunca, nunca aceite qualquer coisa que te pedirem.
- Por quê? Quero dizer, nem se pedirem para ajudar?
- Nem se pedirem para segurar uma agulha, quero que fique apenas observando. Não será aqui e agora que irá virar cristão e nem será lá que irá virar adorador de Satã, quero apenas que continue imparcial á tudo.
Matt abriu um sorriso pequeno e concordou, abraçou a cintura fina de seu esposo deitando em seu peito.
- Você se diz cristão, mas está comigo agora... _indagou-o sem querer ofender, estava apenas curioso.
- Acredito que o amor seja maior do que conceitos... só isso.
- Amor...
Com os olhos pesados e sentindo seus cabelos sedosos sendo afagado com carinho, Matt adormeceu.
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O céu estava escuro, numa noite totalmente sem estrelas e com a lua apagada ao fundo de densas nuvens. Beyond caminhava tranquilamente entre as pessoas e as crianças risonhas, cada uma delas carregando uma cestinha com doces e pesada maquiagem em seus rostos rechonchudos. Logo ao seu lado, o ruivo mirava encantado, as decorações criativas das casas, ou melhor, dos casarões de Winchester – já que se encontravam no bairro nobre.
- Aonde iremos? _perguntou animado, repirando o ar infantil do Halloween.
- Na encruzilhada, logo abaixo daquela rua em forma de Y¹¹ _apontou para uma ladeira e vendo o ponto de interrogação de seu amigo, continuou a explicar _ruas em forma de Y são chamarizes para espíritos e encruzilhada é o pronto de encontro de rituais.
- Uh, isso é assustador _sentiu um calafrio.
- Não, está tudo bem.
O queixo do ruivo caiu ao ver a expressão no rosto do outro, um lindo e enorme sorriso estava estampado na face pálida de Beyond. Naquele instante ele pode entender o que era aquela adoração por seres superiores; seja ele de luz ou de trevas.
- Você está imparcial, ninguém irá te ferir... coloque isso _jogou sobre seus ombros uma capa e vestiu o capuz, em seguida entregou uma outra para ele _vamos ser mais discretos aos olhos dos iluminados.
- ...das pessoas... _apontou para as crianças correndo ao longe.
- Sim, dos cristãos, apesar de tudo ainda devemos respeito.
Certamente Beyond era um fanático por Satã, sua ética entretanto era indiscutível. E assim eles adentraram ruas e vielas.
A primeira parada era numa esquina já cheia de velas. Matt imaginou o moreno matando galinhas e acendendo velas negras, acompanhado por palavras numa língua antiga, desconhecida... que nada. Sua primeira decepção naquela noite, B. apenas tirou um pedaço de carvão do bolso e rabiscou um símbolo estranho no chão.
- ...só isso? _arriscou quando o viu dando as costas para a calçada.
- O problema do nosso lado, é todo mundo faz o que bem entende. Eles acreditam que tudo tem que ser essa coisa espalhafatosa para chamar a atenção do príncipe (Lúcifer).
- Oh...
- Vamos nos apressar ou chegaremos atrasados.
- Para?
- Você verá _fez um tom de mistério se divertindo com a situação, apesar de achar a ignorância de Matt um tanto irritante.
A dupla caminhou até uma capela pequena nos fundos de um cemitério onde o ruivo fora, literalmente, arrastado para dentro. Entrar naquele lugar em pleno Halloween com Beyond era demais para qualquer ser humano decente!
Infelizmente lá estava ele, parado á três metros de um grupo de pessoas estranhas e mal encaradas. Cadê a máfia naquele momento?! Até os marmanjos amigos do Mello eram melhores.
- Não tire seu capuz lá dentro, nem abra sua boca _aconselhou o moreno _ os espíritos entram por canais abertos em seu corpo, como a boca e se te virem, irão querer seu sangue...
- Aqueles caras lá tomam sangue? _se arrepiou ao imaginar taças de liquido vermelho sendo passadas para cada um.
- Não, os espíritos escolhem as pessoas e então elas tiram o sangue para agradar o príncipe.
- Almas penadas...
- Não complete a frase _ergueu o dedo indicador fazendo disso uma repressão _cale a boca e fique do meu lado.
Beyond se aproximou sem cumprimentar ninguém, retirou o capuz como alguns de seus “colegas” e logo o ruivo percebeu que havia mais acompanhantes como ele; várias pessoas permaneciam caladas e com a cabeça coberta.
O ritual começou com um líder dizendo um texto em latim, apesar de seu conhecimento pouco, pode entender coisas como: Lúficer, príncipe do reino do inferno, expulso por Deus dos céus; ritual de comemoração ás almas condenadas, entre outras coisas.
Em seguida, quando se fez o silencio, foi colocado no centro do altar improvisado, uma estátua. Matt reconheceu como Maria Santíssima e se sentiu horrorizado ao ver que suas vestes estavam pintadas como as de uma prostituta. As pessoas á sua volta, então, começaram um ato libertino. Elas se tocavam e gemiam – luxúria era um dos sete pecados capitais, se lembrou de Mello explicando, certa vez, sobre pecados.
Fechou os olhos ao perceber o que viria á seguir.
Sua mente vagava entre imaginar e se repreender, á todo momento ouvia gritos e gemidos, risos e uivos do mais alucinante prazer. Ele não queria ver o que estava acontecendo, de forma alguma! Algo em seu interior o fazia fechar os olhos com força; mas longe de ainda procurar pela salvação de Deus, como Mello disse, estava imparcial, apenas não queria ter lembranças das atrocidades que poderia encontrar.
Após alguns minutos, alguém tocou em seu ombro o forçando ver quem era. Felizmente, era Beyond, que, escondendo a cabeça do ruivo em seu peito, o tirou de dentro da capela para os corredores extensos do cemitério.
- Você está se sentindo bem? _perguntou ao se distanciarem o suficiente da celebração.
- Sim... sim estou _respondeu um pouco intimidado.
- Está no final, vamos embora antes que eles nos alcancem, não tire seu capuz ainda.
Apenas quando chegaram na rua iluminada, o mais novo percebeu que o moreno estava completamente nu debaixo de sua capa. Ele tentou encontrar alguma forma de cobri-lo, porém usava apenas uma camiseta e seu jeans habitual.
- Perdi minhas vestes no meio deles, ah... fazia tempo que não participava de uma missa negra²².
- Uma o que? B., temos que sair daqui ou seremos presos. Se esconda mais um pouco lá dentro, eu volto com alguma roupa.
A urgência na voz do outro fez Beyond concordar, voltou para dentro dos portões pedindo antes que Matt apenas batesse palma uma vez quando voltasse. Um pouco atordoado, mas com rapidez, Matt caminhou para uma loja de conveniência ao final da rua.
Então aquela fora sua primeira experiência de religião, era muito diferente em livros ou em filmes. Provar o “real” trazia em si sentimentos estranhos de admiração e ao mesmo tempo de desprezo; era melhor continuar imparcial, não queria ter que pensar em mais uma coisa. Diga-se de passagem que Mello e Beyond já eram divindades o suficiente para uma vida toda.
- Posso ajudá-lo?_ a atendente baixinha fez o ruivo dar um sobressalto, reparou que seu capuz estava chamando a atenção, porém mais para coisas ruins do que boas, provavelmente acharam que ele ia assaltar a loja.
- Ah sim, desculpas! Quero levar esse jeans e essa camiseta _tirou da exposição uma calça tamanho 40 e uma camiseta M, preta.
- Só isso senhor? _respondeu a menina, agora mais aliviada e até um tanto interessada ao ver o rosto bonito do cliente.
- É melhor um cinto... e um chinelo também.
- Seu amigo perdeu as roupas é? _deu um risinho.
- Tipo isso _riu junto dela _me arrume um Malboro vermelho também.
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Depois dos afazeres de B., a dupla caminhava de volta para a mansão de Near. Em silencio, Matt parecia um tanto assustado com tudo aquilo – estava curioso, mas não esperava ser afetado daquele jeito. Preocupado, o amigo tentou levantar o astral.
- Gostei da roupa, nossos cintos são parecidos _ele riu puxando a cintura magra de Matt contra si.
- Ficou bem em você! _disse satisfeito.
- Está assustado?
- Hum, eu não sei bem o que estou sentindo... ah, não se preocupe! Estou só... sabe, meio admirado, pois nunca tinha visto nada do tipo.
- Entendo, acredito que se fosse uma missa branca³³, também ficaria assim.
Mais um termo que Matt não entendia, porém dessa vez resolveu permanecer calado.
- Matt, me diga... por que as crianças saem numa noite como esta? Apesar de tudo o que eu já disse sobre difamação e etc, elas não sentem a aura do príncipe?
- Bom... acho que não, crianças são puras e... inocentes _disse com sinceridade _elas ainda não sabem sobre o mundo.
- Então isso prova que o ser humano tem realmente um poder de escolha, não? Entre Deus e o Diabo.
- ...parece que sim.
O moreno deu um risinho ao constatar um fato, que apesar de bobo, fazia certo sentido.
- O que foi?
- Então você é uma criança, uh? Não escolheu nada, não sabe de nada.
- Ah... EI! _cruzou os braços fazendo um bico adorável _se é assim, doces ou travessuras?!
- Travessuras é claro, quero que vá pedir doces em alguma casa.
- ...tá me tirando né?
- Sim, eu pedi travessuras _disse o óbvio erguendo apenas a sobrancelha direita.
A contra gosto, mas achando super interessante, Matt e Beyond foram em pelo menos três casas pedir doces. Idiota? Talvez, porém ser criança uma vez não é mal aos olhos de nenhuma entidade sobrenatural, nem mesmo dos humanos.
Depois de ficarem com os bolsos cheios de balas e chocolates, os amigos sentaram numa pracinha, suados e com as bochechas vermelhas, devido ao clima abafado, somado a correria. Exausto, B. estava ofegante e mastigava com pressa uma barra de chocolate esperando recuperar um pouco de suas energias.
- Foi engraçado vai, eu sabia que você não era tão sinistro assim _abriu uma bala de canela particularmente apetitosa.
- Vocês tem um pensamento bem distorcido de mim _riu _mas tudo bem, acho que já me acostumei com você de qualquer forma.
- Hum... _não entendeu muito bem, mas resolveu ignorar sua dúvida.
- Podemos voltar quando você quiser, Mail, obrigado _jogou a embalagem no lixo ao lado.
- Disponha! _abriu um sorriso largo.
- ...você é muito bonito, adorável como Afrodite_ elogiou-o, recebendo um olhar espantado em troca.
- Ah... imagina! Afrodite era a Deusa da beleza, não...
- Ainda que ache isso, você é adorável e se eu não tivesse profanado meu corpo agora pouco, tocaria o seu.
- B.! _se lembrou de repente da arma que carregava na cintura e da promessa feita ao Mello, não que fosse realmente cumpri-la é claro.
- Vamos embora, preciso me limpar.
E antes de recomeçarem a caminhada, Beyond pegou na mão de Matt e depositou um pequeno beijo.
- Mail, você é o MEU príncipe e eu o adorarei enquanto vivermos. Sub umbra floreo ("Floresço com a sua sombra") _murmurou num latim perfeito.
Notas finais
2. Kira: mais uma vez! Eles passaram pelo caso Kira, mas o final fora diferente, vocês podem conferir isso nas outras fics do meu perfil.
3. Glock: arma de fogo.
11. Bom, as pessoas que entendem já ouviram falar que, uma rua bifurcada, ou seja, no formato de Y atrai coisas ruins. Acabei vendo isso num programa de TV #perdão, mas quando fui pesquisar, vi que realmente têm pessoas que acreditam nisso.
22. Missa negra: seria uma paródia feita por seguidores de Satã com a celebração que nós conhecemos (sabe a missa na igreja, domingo... que sua avó te arrasta? Aquela mesma).
33. Missa branca: Missa celebrada para Deus.
Dicas: Para quem gosta de coisas aterrorizantes! Recomendo O exorcista o livro viu! Vão encontrar bastante coisa interessante sobre a mente, não somente o lance da possessão, etc... (da menina que vira o pescoço xD).
E filme, eu indico Invocação do Mal. Apesar do final ser meio duvidoso #risos, tem vários fatores interessantes que também aparecem no livro do Exorcista.
Para quem tem medo do Chucky!! Saiu esse ano um filme novo. Particularmente não tenho mais medo, mas se você é traumatizada e quer passar uma dose de medo, recomendo também! (o nome completo é: A maldição de Chucky).
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