Akai
18 Capítulo 16: Cherry lips
Notas iniciais
A situação não podia ser pior, não mesmo. O ruivo simplesmente se viu sem chão ao ver a cabeleira loira passando pela porta de entrada, sem olhar para trás, sem nenhuma hesitação.
Depois da conversa tensa entre os ocupantes da mansão, Matt adormecera no confortável sofá onde estivera sentado; ele ia sim subir para o quarto e dormir com Mello, mas aquela pequena pontada de raiva e culpa – afinal, tinha acabado de ter sido beijado por outra pessoa – o fez ficar e pensar mais um pouco sobre o que falar quando chegasse lá. Deu uma volta na mansão e com a ajuda de um empregado, conseguiu um cigarro de maconha, depois de um baseado e muitas coisas rodando em sua mente, acabou apagando lá em baixo mesmo. Como se já não fosse o bastante ruim não ter ido ver Mello, acordou com alguém lhe roubando o tecido que encontrara para se cobrir (um pano macio que era usado como capa de sofá): Beyond deitara ao seu lado achando que seria engraçado dar um susto no ruivo. E foi! Mas só foi hilário para o moreno, quando viu o rosto enraivecido do loiro ao pé da escada e a boca escancarada de Matt, que acordara segundos depois.
Naquele exato momento, a situação parecia não poder ficar pior, porém a mala já pronta de Mello para partir de volta ao seu apartamento era para duas pessoas, ia conversar com Matt e pedir para que voltassem juntos; depois daquela cena, metade das roupas seria jogada fora na primeira oportunidade.
E assim o loiro passou pela porta de entrada. E assim o drama recomeçou.
- Mello?! _o ruivo se levantou, mas fora tão rápido que sua pressão desabou e seu corpo voltou para o chão num baque seco.
Beyond ria, segurava a cintura com força já com os músculos doendo, era um riso cruel por um alguém que estava ali por puro divertimento. E quanto mais o ruivo se desesperava atrás de uma solução para a sua burrada, quanto mais o loiro sentia ódio de sua própria vida desgraçada, mais ele dava gargalhadas.
Ignorando o moreno, Mail se levantou, ainda tonto, e correu para fora da mansão. O carro estava partindo, para trás apenas a mala de roupas ainda cheia.
- De você, não quero levar mais nada _murmurou Mello antes de afundar o acelerador do Mustang anos 90 emprestado pelo albino.
O ruivo tentou o alcançar, partiu com todas as suas forças pelos primeiros 100 metros, depois caiu de joelhos. Sua respiração mais uma vez lhe pregara uma peça, agora o fazendo desmaiar.
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- Tentar discutir sobre ética com você vai ser inútil _disse o albino com sua habitual voz de tédio.
Beyond soltou um muxoxo e continuou a montar um quebra cabeças de 3.000 peças que havia conseguido num dos quartos de brinquedo de Near. Após o incidente da manhã, todos esperavam Matt acordar para tomarem alguma atitude e como sempre, apenas o moreno parecia se divertir.
- Não foi de caso pensado _disse por fim, dando os ombros.
- Até quando pretende interferir na vida deles? _os dedinhos finos começaram com a velha brincadeira de enrolar a mecha da frente do cabelo, apesar de aparentar detestar B., ele se interessava muito nas respostas do moreno.
- Faço isso desde que o mundo é mundo _abriu um sorriso sarcástico e logo após, deu espaço para que o outro visse sua obra de arte.
O quebra cabeças inteiro branco, estava montado perfeitamente. Os olhos negros do albino tomaram um brilho de admiração, tinha o montado em menos tempo que o previsto – no mínimo, interessante.
Os homens ficaram se encarando por alguns segundos, segundos que disseram bastante coisa um do outro, em seguida L entrou na sala anunciando que seu ex-aluno tinha finalmente recobrado a consciência. Os três entraram no quarto de hospede com cautela, o ruivo era extremamente calmo, mas não tinham tanta coragem assim de encara-lo depois daquele singelo “fora” dado por Mello.
- Então? _perguntou L.
- Vou embora, preciso de um carro ou moto, por favor, Near _pediu num tom apático.
Matt estava calmo, muito calmo.
Não
A verdade é que o ruivo tremia por dentro, ele estava cansado daquelas pessoas fudendo sua vida. Primeiro aquele sequestro imbecil, depois toda a confusão ao ser libertado, a estadia na casa do albino... e agora aquilo?
Apenas Near percebeu o quanto Mail estava furioso, mas preferiu calar-se; pediu a seu motorista que liberasse sua Kawasaki¹ e então se retirou discretamente. L suspirou e isso foi o suficiente para Beyond dar um passo á frente e ir de encontro com Matt, seus lábios deixaram escapar um sorriso pequeno, um sorriso de felicidade.
Se o moreno não entendia o que era amor e felicidade, iria entender naquele momento. Mail tirou as mãos do bolso de jeans larga que usava e levantou sua cabeça com ar de superioridade.
- É assim que as coisas funcionam, B.
Quando o outro entendeu o que estava para acontecer, era tarde; fora acertado no rosto por um soco profissional, indo de encontro com o chão.
- Eu volto para buscar o dente _disse irônico, saindo do cômodo em passos largos.
- Seu filho da puta.
Beyond perdera o dente do fundo, cuspiu com fúria o osso junto de muito sangue. O menino Jeevas não ficaria livre de uma atitude como aquela, não mesmo.
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A moto preta seguia por entre ruas e avenidas acumulando multas. Matt não fazia ideia do paradeiro de seu companheiro, mas aquela sensação de ser livre era tão prazerosa, que não se importou de passar horas correndo por ai. Tinha que voltar ao seu apartamento, sim, essa era o primeiro passo, e então tentar encontrar alguma pista do loiro. Novamente o tormento de não saber como ele está, quando o loiro saíra do orfanato atrás de kira foi a mesma coisa.
Ele não fazia ideia das coisas que haviam acontecido naquela época, Mello nunca lhe contava tudo. Quanto ele sofreu? Passou dias em necessidades? Sentiu medo, tristeza, vontade de desistir? E se estivesse poupando o ruivo de todos aqueles relatos tristes só para conseguir seguir em frente e não apagar seu sorriso?
Então... por que Mail Jeevas ficara tão bravo com sua única família naquele desabafo desesperado? Foi egoísta ao ponto de beijar a pessoa que menos tinha amor por si.
- Burro! _se xingou em voz alta.
Mihael Keehl era só um ser humano como qualquer outro, não era justo ser traído daquela forma... era óbvio que o loiro tinha caído em algum momento da vida, todo mundo erra, mas nem todo mundo tem coragem de se redimir. E por que mais uma vez, demorou tanto para cair a ficha?! Eles não se amavam porra?! Por que não disseram logo a verdade, por que agora era Mail que tinha aquele segredo horrível?!!
As perguntas surgiam como tempestade em sua mente, angustiado, acelerou ao máximo e pegou a rodovia.
A noite caiu rápida, nuvens de chuva voltaram a formar anunciando uma bela tempestade. Matt tremia de frio enquanto discava o número de seu telefone fixo no apartamento que antes chamava de lar. Um hacker não tinha necessidade de prestar contas ao governo, assim como também não pagava luz, água e telefone – ou seja, se ele tivesse feito um trabalho descente, tudo ainda deveria estar funcionando, mesmo abandonado. Esperou alguns segundos até que a secretaria eletrônica tomou a voz do outro lado da linha.
- Mels, você está ai? Estou voltando pra casa... Mello pelo amor de Deus atende essa porra desse telefone! Eu sei que está ai!!
Alguns segundos em silencio para finalmente ele ouvir um chiado seguido de um resmungo.
- Aquilo que aconteceu não foi minha culpa! Fumei um baseado e apaguei, sabe que eu jamais faria aquilo!! _se exaltou, assustando a senhora que esperava do lado de fora da cabine para usar o telefone público.
- Foram consequências dos seus atos.
A voz do outro lado da linha era repleta de magoas, a raiva parecia ter desaparecido, pelo menos um pouco. Apático, Mello que entrara correndo no apartamento para atender o telefonema de Matt, se arrependera por um instante de se mostrar tão frágil.
- Só vim pegar as minhas coisas _mentiu.
- Então pra que atendeu?! Deixa de ser cabeça dura, estou chegando pela manhã, vou ver um voo qualquer aqui _suplicou, já se aprontando para desligar.
- ...
- Vamos lá, realmente não me importo em recomeçar, eu nunca fui nada nessa vida, nunca tive nada! Precisa me esperar...
A ligação fora cortada, o ruivo encarou o aparelho mudo á sua frente um pouco decepcionado, mas no mundo de Mello, aquilo era um jeito quase gentil de dizer que concordava.
Matt chegaria pela manhã em casa, no seu verdadeiro lar. Eles estavam separados fisicamente á menos de 24 horas, mas a distancia entre seus corações duravam meses e passar por aquela porta de madeira representaria finalmente “o encontro” tão esperado.
- Eu te amo tanto... _repetiu para si mesmo, lembrando-se de cada sorriso, de cada palavra doce já dita por Mello.
...
- Hum... eu não sei, acho que um apartamento é melhor _disse Mello ao acaso, enquanto olhavam os classificados.
- Não muito grande, também não muito pequeno, quero ter um cachorro _fez um bico adorável, não dando chances para o outro argumentar contra o fato deles terem um animal de estimação _olha! Esse parece legal, tem dois quartos, sala, banheiro... uma boa localização! Perto de duas bocas² e pizarria.
- É... dá para chamar de nosso.
O ruivo recortou o anuncio e depois embolou o jornal no canto da mesa, ficou olhando para o pedaço de papel com um sorriso bobo nos lábios. O loiro acariciou os cabelos cor de fogo depositando, em seguida, um beijo em seu rosto; gesto que fez o outro corar.
- Finalmente vamos morar juntos num lugar fixo _disse o mais velho.
- ...Mello, você se lembra como eu fui parar no orfanato? _perguntou mordendo os lábios, receoso.
Era claro que ele jamais esqueceria aquela história, um dia, quando estava amargurado por ter tido sua família assassinada e logo em seguida, deixado como um animal naquele orfanato, Matt veio com toda a paciência do mundo lhe consolar. Irritado, Mello o afastou e disse em letras maiúsculas que o ruivo jamais saberia o que era perder uma família, foi então que o outro lhe contou sua história: tinha passado mais tempo naquele orfanato do que qualquer outra criança de sua idade, pelo simples fato de ter sido jogado ás portas do Wammy’s com apenas 1 dia de vida. O choque fez o loiro se calar e chorar de angustia no colo do outro.
- Essa vai ser a primeira vez que vou experimentar a sensação de ter uma casa realmente minha _conforme ia dizendo aquelas doces palavras, o rubor em suas bochechas ia aumentando _graças á você.
- Eu te amo Mail, e a partir de agora, formaremos a família mais feliz do mundo _disse confiante, um pouco clichê é claro, mas queria ver o outro sorrir.
- Sim!
Seu sorriso mostrava todos os dentes, como uma criança ao ganhar o melhor presente do mundo. E assim, em pouco menos de 1 mês, o casal estava tirando a primeira foto na sala do apartamento novo; os dois abraçados, sorrindo para a câmera apoiada num tripé improvisado.
...
Já na cidade de destino, pegou um taxi até seu bairro, calmo e pequeno como sempre fora. Nostalgia ao passar por sua loja de games preferida, mais a frente tinha um café e então uma loja de doces.
- A quanto tempo! _exclamou baixinho, seus lábios desenharam um sorriso, em pouco menos de 15 minutos chegaria _senhor! Pode me deixar aqui, decidir fazer umas compras.
- Tudo bem, 27 pratas, por favor.
- Fique com o troco, obrigado _pulou do carro se despedindo do senhor gentil.
- Bom dia, rapazinho!
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O vidro quebrado fora substituído por um plástico resistente, era o melhor que podia fazer por hora. A cozinha nunca estivera tão branca, ele nem sabia que tinham uma panela elétrica de cozinhar arroz! As vasilhas de vidro usadas para fazer chocolate, agora finalmente foram guardadas.
- O chocolate deveria estar realmente bom... _suspirou pesaroso por um momento.
O cômodo seguinte era a sala, tirou o pó e estendeu o tapete, agora sem aquela horrível mancha de sangue. Os porta retratos estavam todos quebrados sem as fotos; Beyond pegara todas elas, péssimo, ele realmente gostava da maioria. Depois de tentar varrer e passar pano o máximo possível, deu uma passada nos quartos e no banheiro.
- Pronto!... é, que sentido tem isso tudo sem você?
Mello se sentiu um pouco envergonhado de falar sozinho, olhou em volta analisando o resultado de sua limpeza, estava bom, é estava sim. De repente, deu falta de um ser bem precioso.
- Merda _cobriu os olhos na tentativa de se lembrar o que havia acontecido naquela noite do sequestro _onde foi parar o cachorro?
Infelizmente nem pistas do pulguento que Matt tratava como um ser humanozinho. Isso ia ser bem triste, bom, talvez o loiro pudesse fazer alguma coisa a respeito.
....
Uma manhã comum, com o sol brilhando e as pessoas apressadas para o trabalho. Sempre assim, nada muda independente de seus problemas ou sentimentos; um mundo egoísta? Difícil dizer. Matt tinha a mão suspensa já fazia alguns segundos, seu braço começava a dar indícios de dormência; era só bater na porta ou simplesmente entrar!
Olhou para suas roupas, o jeans largado agora era novo, assim como a camisa regata vermelha. Nada de listrado, só que foi difícil dispensar os goggles amarelos então eles ainda se encontravam pendurados no pescoço. Queria ficar bonito para reencontrá-lo, escolheu algo que combinasse consigo então parou á loja de marcas famosas perto de casa. Se sentiu um adolescente com aquela atitude no final.
- Estou lindo, vamos lá... vamos lá Jeevas!
Resolveu girar o trinco com cautela, sua mão fechou com força na alça da sacola de papel que carregava consigo. Assim que a luz invadiu o local, pode ver seu precioso apartamento exatamente como deixara antes.
- Isso sim é uma surpresa! _exclamou agora abrindo a porta completamente _Mel?! Estou em casa... Mello?
Conforme ia adentrando o cômodo, foi percebendo que Mello havia arrumado o lugar, algumas coisas guardadas erradas, um quadro pendurado ás pressas, torto, entretanto o ruivo sentiu seu coração ser preenchido por um carinho inigualável.
Aliás, onde estaria Mihael? Poderia o loiro ter ido embora sem esperar por ele?
- Mello? _o chamou mais uma vez, agora com a voz vacilante, mas assim que entrou no quarto ficou aliviado.
A porta do banheiro estava fechada, com uma faixa de luz saindo por debaixo, o barulho do chuveiro denunciava que o loiro escolhera a pior hora para um banho. Abobado, decidiu fazer uma pequena surpresa também: deixou sobre a cama a jaqueta de couro nova que tinha comprado ao marido, uma peça linda que, logo que o ruivo a vira na vitrine, tivera a certeza que cairia muito bem no outro.
Em silencio voltou para sala e acendeu um cigarro, tirou os sapatos ficando á vontade, aquele pequeno gesto o relaxou o suficiente para fechar os olhos e sonhar acordado com seu único e verdadeiro amor. Tantas vezes que ficaram abraçados naquele sofá, vendo algo na tv ou somente trocando carinhos, como era bom poder estar de volta.
- Matt _chamou-o.
Antes de se virar, ele abriu um sorriso.
- Estou em casa *Tadaima* _anunciou no estilo tradicional japonês.
Mello foi de encontro com ele, colando seus lábios sem cerimônia; dera um basta naquela distancia, naqueles sentimentos ruins. Com ternura, o casal se beijou e se abraçou, tocaram um no rosto do outro com delicadeza, sentiram a maciez dos fios de cabelo, a textura fina da pele. Amavam tudo um no outro.
- Seja bem vindo *Okaeri* _respondeu Mello.
A urgência do beijo logo se transformou num misto de prazer e felicidade, as mãos bobas começaram nas costas e logo foram parar nos botões do jeans de Matt e no elástico da cueca de Mello. Não era o momento para conversarem, primeiro iriam satisfazer aquela sede de desejos, mais tarde colocariam o cérebro para funcionar, era assim que o casal sempre se entendia.
As mãos finas do loiro se apoiavam com força no beiral do sofá, os braços, apesar de musculosos, pareciam ceder a qualquer momento pelas investidas do outro atrás de si. O prazer fazia aos poucos, ambos perderem o controle da força, hora violentos, ora não aguentando o próprio peso e assim os amantes se perderam entre gemidos e um mar de prazer.
- Mail, me perdoe por tudo... me perdoe por ter mentido todos esses anos...
- Eu te amo por inteiro, eu amo o Mihael, eu amo o Mello, não preciso de um pedido de perdão para ficar com você toda a minha vida. Você é a minha família.
- ...hum...
- Está feliz ao ponto de chorar?
As safiras azuis tinham um brilho forte acometido pelas lagrimas, seus lábios trêmulos não conseguiram pronunciar o “sim”, mas Matt entendeu a resposta e acariciou o rosto macio do homem á sua frente.
Não era preciso mais nenhuma palavra, então, como se de repente lhe caíssem a ficha que o mundo era maravilhoso, ambos começaram a rir. Um riso cheio de alivio vindo de dois corações preenchidos por amor.
- Que tal... se nos trocássemos e fossemos até a pizzaria da esquina? _sugeriu Mello.
- Na maior naturalidade?
- Na maior naturalidade.
O ruivo caçou suas roupas espalhadas por ai, uma a uma, com a preguiça colada ás suas costas, e se vestiu. Ao entrar no quarto, deparou com Mello usando um jeans escuro, uma regata bege e sua jaqueta nova.
- Amei _disse dando uma piscadela _assim as menininhas vão á loucura.
- Uma peça de roupa não faz milagres _riu do seu próprio comentário _ah vai se foder, você é gostoso pra caralho! _confessou erguendo os braços.
O casal desceu as escadas já tão conhecidas, de mãos dadas; iriam a uma pequena pizzaria matar a fome de dois leões e quem sabe, levar mais uma para depois do baseado, afinal, ficar na larica ninguém merece.
Às vezes na vida a situação fica complicada, entretanto, para um casal que tem um ao outro como uma promessa, nada é barreira o suficiente. Um castelo de cartas pode com certeza desmoronar e se isso acontecer, eles estarão unidos para reconstruí-lo, agora sem erros, agora sem deixar que o vento sopre tudo para longe. Como humanos, irão errar inúmeras vezes, irão errar por amor e pelo mesmo amor, irão pedir perdão.
Como ter um amor assim?
-------------- + ------------------------------------- extra?
- Ah-há, eu vejo patinhos amarelos e azuis tá _retrucou Matt.
- Patinhos? Afeeee seu zoado _e então começou a gargalhar _meu anão é muito mais louco.
- Você não tem capacidade nem de ver duendes! Está vendo anões!!!! _exaltou, tentando puxar pela ultima vez o cigarro de maconha.
- Vishe, aaah acabou?!
Mello esperou o outro soltar o ar lentamente. Depois de comerem, voltaram para com uma garrafa de Tequila e é claro, um teco de erva. Digamos que depois de tudo o que passaram, eles precisavam relaxar como homens de verdade; deitaram na sala e lá ficariam por um bom tempo, viajando.
O relógio marcava quase três da manhã quando um envelope pardo foi passado por debaixo da porta de entrada, no sono profundo, porém, o casal só perceberia o pequeno objeto no dia seguinte. Escrito em letra de forma, podia-se ler apenas uma palavra: Jôjo².
Notas finais
Kawasaki¹: moto, muito linda por sinal.
Boca²: lugar popularmente conhecido onde se compra drogas.
Jôjo³: boss do Mello, se lembram?
Outros termos como: baseado, erva, larica... é tudo relacionado á maconha viu gente, mas nada de sair pesquisando no mundo real! HUNF, não pode.
att, hidechan :3
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