Akai

20 Especial Natal – Matt x Mello x New baby?


Notas iniciais
Olá meus queridos! ;** em primeiro lugar, Feliz Natal! o a aproveitando a deixa, o Natal é para todos, então vamos ser solidários com nossos órfãos de todo o Brasil! Fazendo visitas, levando presentes :3 Esse cap especial não tem nenhuma conexão direta com a fic AKAI, é apenas um extra de Natal! E agora a MELHOR parte, ele foi escrito com a ajuda de uma autora muito especial! http://fanfiction.com.br/u/288924/ MJeevas me ajudou a construir e fez o lemon mais maravilhoso da face da Terra *0* ~ sem ela não seria possível!! Enjoy ~

– Bate o sino pequenino... sino do Near! _soltou um riso abafado _sininho de Natal por completo.

E com sua brilhante constatação, pendurou o ultimo enfeite de Natal no pinheiro artificial de dois metros roubado, obviamente, por Mello. Cada bolinha de vidro, os laços de cetim e os pequenos bonecos de pano foram tirados de um site online hackeado pelo ruivo; e assim, por vias duvidosas de bom caráter o Natal estava colorindo pela primeira vez o apartamento do casal.

Contraditório e singelo, assim como o feriado tinha se tornado afinal.

– Ótimo! _olhou satisfeito para sua obra de arte _quase completo, o que achou Mihael? Uh?

O gato laranja e obeso olhou com desprezo para as luzinhas que foram acesas pelo dono. Piscavam em azul, amarelo, verde e vermelho em ordem alternada deixando a vista do bichano um pouco turva. Enfurecido com a audácia de atrapalharem seu sono, saiu do sofá onde estivera sossegado até então e rumou para a cozinha em busca de comida. Mail mirou o animal com indignação.

– Se não fizer uns exercícios, Mello vai te assar no Natal! _ameaçou ao gato colocando as mãos na cintura, podendo assim jurar que o felino bufou para ele antes de se agachar no pote de ração e isso o fez rir sozinho.

A porta de madeira atrás de si rangeu alto e logo em seguida pode-se ouvir um típico resmungo, Mello estava de volta e ao se virar para cumprimentar o marido recebeu um aceno rápido pedindo para o abraço caloroso e muito bem vindo esperar alguns segundos, até que conseguisse se desfazer do casaco encharcado pela neve e das botas de cano alto.

– Comprou o que eu pedi? _olhou de um modo curioso e infantil para as sacolas do outro.

– Não entendo por que não subtraiu a estrela _olhou de canto para a árvore recém decorada_ já roubamos tudo mesmo! _ respondeu Mello ignorando a pergunta do ruivo.

– Alguma coisa tinha que ser comprada sabe... eu ia me sentir mal _e sem paciência com o calçado complicado do marido, agachou passando seus braços nos ombros do loiro e depositando um beijo em sua bochecha.

– Hn... Tudo bem. Sei que é nosso primeiro Natal afinal de contas... pelo menos aqui, sem acidentes ou casos para resolver.

– Sem prisão, Kira, Wammy’s... Podemos até passar sem nos embriagarmos! _ disse Matt, dando um risinho nervoso ao fim da sentença. Ele sabia que seria difícil manter-se sóbrio nas festividades de final de ano. Enquanto perdia-se em pensamentos, não notou o quanto o outro se aproximara. Um sorriso completamente safado tomava os lábios carnudos de Mello, que com a voz rouca e afetada pelo calor do momento, anunciou.

–Mas não vamos passar sem sexo.

O loiro avançou derrubando ambos no chão. Atacou primeiro o pescoço alvo de Matt, que possuía uma solitária e antiga marca de chupão quase perto da orelha. Resolveu marcar território mais abaixo, beijando desde a clavícula até o maxilar, sendo que no percurso, cravou os dentes de forma um pouco mais agressiva, causando no amado um misto de dor e prazer. O ruivo deu um pequeno gemido com a ação, deixando o outro ainda mais no clima para sexo. Os ósculos voltaram à boca, que era mordida e mastigada em atitudes canibais de ambos. Mail começou a fazer movimentos lentos por cima das calças do amante, que já estava com uma leve ereção. Os toques transformaram-se em leves apertos, evoluindo para uma masturbação intensa, mas sob as vestes. Mello estava completamente entregue ao momento e queria muito mais. Em um movimento brusco, arrancou a peça de roupa inferior, ficando apenas de Boxer preta. No ruivo, praticamente rasgou a camisa, partindo dali para beijos quentes no abdômen, com direito a chupadas e mordidas nos mamilos róseos.

– Ahh Mello..Iss-Isso é muu..ain..to bom. Matt não conseguia pensar, nem falar... sinceramente, não conseguia fazer nada.

Ele estava entregue ao loiro de corpo e alma, fazendo com que a cada toque, o levasse ao inferno e ao céu ao mesmo tempo. Se aquilo tudo fosse errado e os dois seriam castigados no final, Mail só queria que durasse o máximo de tempo possível para arrepiar a cada toque de Mihael, pois separação, não era e nunca seria uma opção.

Logo, os dois estavam apenas de boxer, esfregando-se ao máximo para que o atrito pudesse fazer sentir as ereções já meladas de pré gozo. Mello, que se luxuriava com os beijos do amante, enterrou as duas mãos dentro da ultima peça de roupa de Matt, apertando aquele bundinha firme até que suas unhas deixassem marcas possessivas na mesma. A excitação era tanta, que não foi necessária preparação. Matt enterrou-se no loiro de uma só vez, tirando do mesmo alguns palavrões.

– Caralho Matt _resmungou ao mesmo tempo em que seus braços eram prendidos acima da cabeça.

O barulho dos corpos se chocando fez o gato sair correndo da cozinha. Curioso, obviamente não entendeu a cena, mas pareceu achar interessante e subiu na beirada do sofá para ter uma visão mais ampla. Mello mantinha os olhos fechados, respirando com dificuldade enquanto se concentrava pra não gozar antes do ruivo; mas era difícil uma vez que sexo com seu companheiro se tornava sempre uma vez melhor do que a outra. Matt resolveu que dessa vez ia gemer tudo o que tinha direito e essa novidade descontrolou os sentidos do loiro o fazendo gozar só de ouvir a voz rouca chamar por si no meio de deliciosos delírios.

Eles não ouviram, claro, mas com certeza a vizinha solteirona do apartamento do lado esmurrara a parede, frustrada.

– Puta preguiça de levantar _o ruivo balbuciou enquanto acendia um Lucky Strike costumeiro após toda transa.

– Estou com fome, cheguei logo pra ver se almoçava logo. — Eu peço alguma coisa pelo John.

John era o nome gracioso de seu recente programa de computador, com ele era possível fazer compras hackeando o site e a conta de banco realizando assim pedidos com transferência imediata de dinheiro falso. Coisas que somente Mail Jeevas era capaz.

Mas, ainda era Mail Jeevas e ele não era exatamente um cara ganancioso, fazia tal delito apenas por preguiça de sair de casa... ou depositar dinheiro em sua própria conta. Logo, tudo o que o jovem fazia era subtrair uma coisa ali e outra aqui no restaurante chinês do seu bairro.

O cardápio nunca variava de pizza á yakissoba, deitados no sofá, satisfeitos e cheios de preguiça, o casal passava sem pressa os canais da tv paga – ou que deveria ser paga – roubada por um “gato”¹ meia boca que o ruivo fizera dias atrás. Antes de ambos pegarem no sono, a Discovery fora o entretenimento da noite. Agora, quase duas da madrugada, uma rajada de vento fez o mais novo espirrar vezes seguidas.

– Merda de clima_ disse buscando ao lado da cama um lencinho e levantando-se.

Matt buscou uma coberta, sua insônia não era algo anormal e, especialmente naquela noite, havia consumido uma dose de pó² intensificando assim a falta de sono. Elétrico, se focou na tv: primeiro uma reportagem sobre “mães aos 16”, em seguida “complicações na gravidez” e por ultimo, quando o sol começara a dar o ar de sua graça pelas janelas sem cortinas “o homem grávido”.

Depois de cinco horas fazendo descobertas do mundo das mulheres e suas preocupações durante o ato sexual, bem como mudanças no corpo, o ruivo estava estático: ser mulher era uma DROGA! Agradeceu por seu companheiro ser um homem.

Sim, ele já tinha conferido esse detalhe.

Mas...

– Mas que caralhos, e... Esse homem grávido?! _se exaltou ao ver o inicio do documentário.

Devido á voz alterada, Mello despertou, mesmo sem condições de falar ou abrir os olhos, tentou alcançar o braço de Matt para puxá-lo de volta o aconchegando nos braços; não era de hoje que ele sabia da dificuldade de dormir do outro.

– Vem, deita logo... _balbuciou.

– Não! Espera, olha o que estão falando!! Homem pode engravidar? Quero dizer, eu sei que é absurdo, mas...

O timbre alto e a afobação fez o outro se irritar de tal maneira que se descobriu com violência e sentou alcançando o controle no braço do sofá.

– Cale essa boca! _desligou o aparelho forçando o outro á deitar _se não dormir agora, estouro essa coisa que chama de cara.

– Mas Mels... _tentou argumentar, indignado.

– Mas Mels o que? _disse pausadamente.

– ...te amo.

Ok. O sorriso travesso colocou um ponto final na cena fazendo o loiro segurar um risinho. O casal dormiu, muito, não muito, por que três horas depois um ruivo extremamente desesperado para chegar ao banheiro, fez o favor de novamente acordar seu marido. Ao contrario da falação de outrora, Mello dessa vez ouviu apenas o desagradável som de um alguém passando muito mal, com compaixão, deixou as confortáveis almofadas para amparar o homem. Leves tapinhas nas costas foram mais do que o suficiente. Matt entrou direto no chuveiro para um banho enquanto o outro brigava consigo mesmo na tentativa de encontrar um chá no armário bagunçado da cozinha.

Os dias que se passaram não foram favoráveis a saúde de Matt, que sofria de constantes ânsias e mudanças de humor piores do que as de Mello. O ruivo, que geralmente tinha uma personalidade calma, começara a discutir com o gato e com as paredes, e muitas vezes, carente e extremamente vulnerável, chorava por nada. Desejava comidas estranhas como macarrão com molho de morangos e sucos de tomate incorporados.

Há um dia para a véspera de Natal, tudo que o ruivo tinha planejado estava ficando para trás, ele só queria sua cama e a paz eterna.

– Vamos para o maldito hospital! _disse um Mello confuso pela milésima vez, bagunçando a cabeleira loira impecável.

– Não! Eu sei o que tenho, não preciso de nenhum médico me chamando de aberração.

– Então me diga amor, o que você tem?_usou de toda a sua paciência, repito, TODA, para tentar descobrir o que o imbecil de seu companheiro estava falando.

– Não posso dizer _respondeu em tom choroso, pela milésima vez.

Mello jogou suas mãos para o alto, chutou a porta com desgosto e rumou para a cozinha na intenção de terminar a desgraça de jantar planejado há dias. Era o primeiro Natal em casa, convidaram os amigos para a ceia, tinham até comprado presentes; seria uma noite para resgatar a mensagem daquela data de verdade! Mas agora... Mas e agora?! Absurdo, só pode ser drogas, sim, Matt deve ter consumido maconha para uma vida TODA.

– Ainda está fazendo efeito, só pode, maconheiro de merda, drogado! Babaca, filho da puta, desgraçado, eu te odeio, imbecilmalditodesgraçado!!!!!!! _gritou pela janela, assustando o gato da vizinha e acabando com a alegria de Mihael que estava se engraçando pela mesma.

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A mesa foi posta exatamente as 21:00 horas, nela havia tudo o que um Natal pedia: peru, tender, farofa, salada, arroz com passa, molhos e qualquer coisa mais que encaixava na classe clichê. Poderia parecer que os anfitriões não tinham classe ou imaginação, mas para os órfãos, participar de algo tão simples era o mundo para eles.

A mídia todo ano mostra a magia daquela data, família, ceia, arvore de Natal e presentes, sorrisos e união; ninguém está preocupado em dizer que existe Natal para todos, incluindo as crianças pobres que não recebem papai Noel em casa ou á aquelas que não possuem família.

– Matt, está pronto, venha até aqui _abriu a porta do quarto com delicadeza, depois de três dias naquele estado, preocupado com o mesmo.

– ... _se levantou com cuidado, dando um sorriso tímido.

– Ei, eu estou preocupado, pode me dizer o que está acontecendo afinal?

A resposta fora deixada de lado pelo som da campainha, evidentemente fugindo, o ruivo fora atender a porta. Um sorriso enorme desenhou o rosto de Matt, L e Light eram as primeiras visitas, logo atrás, Beyond acenava energético ao lado de um Near desinteressado.

– Sejam bem vindos!!

A cozinha mal planejada do apartamento não era suficiente para seis pessoas, as travessas novas de vidro enfeitavam a mesa enquanto cada um se acomodava como podia na sala, distribuindo-se no sofá e em cadeiras improvisadas.

O clima de Natal estava presente em cada cantinho, a porta de entrada estava adornada por uma linda guirlanda com enfeites vermelhos e amarelos, um papai Noel na estante de fotos e é claro, a enorme árvore ao fundo do cômodo; unidos, a pequena família do Wammy davas gargalhadas das historias malucas de Matt, as vezes perdiam o apetite com Beyond e assim o jantar transcorreu bem.

Bem, até a hora da sobremesa.

Mello levou à mesa uma linda gelatina de sete camadas coloridas, distribuiu nas louças novas se sentindo uma verdadeira dona de casa. Uma Madonna de casa.

– ...o que é essa coisa? _perguntou Beyond ao ver o doce nem mole, nem duro, um pouco instável, mas consistente.

– B! Você nunca comeu?! _o moreno ruborizou.

– Não me interesso por outros doces _mentiu, na verdade, ele nunca tinha tido oportunidade de experimentar tal prato.

– Tudo bem, pode incrementar com isso.

Um enorme pote de geleia estava nas mãos do ruivo, o que fez a alegria do mais velho.

– Você é sempre fenomenal, Matt_ disse um Beyond com uma expressão tão fofa, que qualquer desavisado acharia que aquele psicopata era meramente uma criança.

Mello revirou os olhos. Umas três vezes. Seguidas.

– Realmente você não serviria para um jantar de Natal _disse Light, ácido.

– Não ligo _resmungou B. levando uma segunda colherada à boca _não preciso me preocupar com isso.

– Tem razão, quem ia querer passar a ceia na sua casa, ah, nem isso você tem _recebendo um olhar de censura de Matt, Mello continuou á comer.

Beyond olhou para o loiro com desprezo e logo emendou

– Tenho sim, tenho dois filhos inclusive.

L engasgou, Light derrubou parte da gelatina vermelha na camisa nova de linho branco, Mello não conseguiu reagir e Matt... bom, Matt soltou um singelo “awn” juntando as mãos e chegando mais perto do outro. Bem perto. Mello teve um leve tique no olho esquerdo com essa súbita aproximação.

– Como eles chamam? Tipo, como é ser pai? Você os conhece? _encheu Beyond de perguntas deixando os outros convidados ainda mais indignados.

– Bom... é um casal de gêmeos, Raphael e Noah, eles têm 6 anos, geralmente mando presentes nas datas... certas _pensou por um segundo _a mãe é bem responsável _concluiu se sentindo orgulhoso.

– Ah que amor! _ Disse Matt, abraçando levemente B.

Ok, para Mello aquilo era o limite.

– Isso soou mais gay do que dar a bunda _Mello deu um safanão na cabeça desse que o olhou com cara chorosa, mas se afastou de B.

– Ser pai é muito bom sabia?! Perto deles me sinto tranquilo e não tenho vontade de matá-los _abriu um sorriso que seria meigo, se não fosse precedido pela palavra “matar”.

– Sabe, eu...

Cansados demais para discutirem sobre aquela bizarrice toda, os homens apenas focaram em ouvir o ruivo animado e o moreno sonhador; quando Matt começou à falar, a atenção era exclusiva aproveitando assim para contar sua teoria.

– Homens grávidos _começou fazendo uma pequena pausa _estava ouvindo sobre isso na TV, achei bem convincente. Mostrou desde o início, as mudanças no corpo e os sintomas...

Conforme ele ia explicando, o pessoal ia fechando os olhos para um cochilo longo e tranquilo – como uma canção de ninar – e isso realmente aconteceria, se não fosse por sua brilhante constatação.

– E dessa forma cheguei à conclusão que estou GRÁVIDO.

A cena a seguir se desenvolveu bem lentamente, L e Light se entreolharam perguntando se o nível de cocaína no sangue finalmente chegara ao limite, Beyond pendeu a cabeça para o lado tentando processar a informação e Mello, ah doce Mello, tirou uma calibre 38 da estante e atirou. Sem hesitar, sem avisar, sem se importar.

Noite de Natal, horas depois, hospital Santa Helena.

– Uh... o que aconteceu? _Matt abriu os olhos, confuso.

– Boa noite, está sentindo dores? _a enfermeira perguntou gentilmente, ajudando o ruivo a se reestabelecer.

– Não, estou bem... ai caralho!!!! _foi impossível segurar o palavrão ao ver o enorme curativo em seu ombro esquerdo.

– Por isso eu perguntei _riu _ mas foi só de raspão, vou pedir para seu acompanhante entrar.

O ruivo tentou se lembrar do que tinha acontecido, mas talvez o galo na cabeça seja a resposta para tal falta de memória. Olhou em volta, era um quarto bem precário de hospital, seu leito era ao lado da parede no canto esquerdo, separado dos outros por uma cortininha branca encardida.

– Eu estava na presença do cara mais influente no mundo e vim parar nesse lugar de merda? _resmungou para sua própria falta de sorte _ninguém me ama.

– Se fossemos para um lugar particular, teriam que responder muitas perguntas... e perguntas não fazem bem à sociedade _respondeu um enfermo detrás da cortina.

– ...B?! _reconheceu a voz rouca.

– Mello atirou em você, depois eu sou o psicopata.

– Hum _colocou na balança o jeito explosivo de Mello x possível gravidez _é, talvez ele tenha sido até gentil. AI! E o meu filho?! Quero dizer eu...

Matt ficou aflito, mas ao mesmo tempo queria rir daquela ideia absurda, Beyond se levantou com cuidado e de maneira gentil, deu palmadinhas nas costas do outro.

– Homens não engravidam. Ponto final, Matt. Esqueça isso.- ...oh.

Beyond deu espaço para o outro se recuperar e voltou ao seu leito. Mail pensou um pouco naquilo tudo e constatou que deveria ser meramente uma loucura da sua cabeça já tão afetada pelos jogos, drogas e amigos loucos. Um bom exemplo, era aquele moreno que se encontrava no quarto do ruivo... Aliás, o que ele estava fazendo ali?

– B, o que vc está fazendo aqui? _o mesmo sorriu de uma maneira bem safada, para depois emendar...

– Bem...

*Flashback*

– Puta que pariu! Matt! Matt acorda! Meu Deus, o que eu fiz?! _jogou os braços para o ar.

Mello estava entrado em um pseudo desespero após notar que seu marido tinha desmaiado com o tiro no braço. L e Light estavam ligando para um hospital, enquanto B chegava perigosamente perto de um loiro em estado de alerta.

– Hmm... Foi só de raspou, loira. Fique tranquila.

Com todo o ódio que conseguiu, e olha que isso é em escala quilométrica, deu um olhar ferino ao moreno. Aquele olhar, no fundo, significava: Esquartejamento, homicídio, atropelamento, morra Beyondeuteodeio!

– Sai de perto seu filho da puta _disse pausadamente.

–Calminha Mello, eu só quero ajudar...

– A ambulância está a caminho_ anunciou L e toda a sua calma em situações de risco.

–Dê um espaço pra ele B_ balbuciou Light tentando apartar a briga, ao mesmo tempo em que pegava um pano qualquer para limpar sua blusa suja de doce.

Beyond sabia que era, literalmente, assinar sua sentença de morte ficando perto do loiro naquele estado de nervosismo, mas ele resolveu arriscar. Mello era ruim, mas B.? Ele sempre fora bem pior.

– Hey Mels, uma perguntinha...

– Me chama de Mels mais uma vez e você fará sua perguntinha a Satanás_ estava apontando a arma para a cabeça do moreno, fato que estava sendo ignorado.

– Ok ok. Enfim... Matt vai precisar de um enfermeiro certo?

Mello pensou por dois minutos completos. Depois, com calma e voz contida, respondeu um modesto sim. Beyond prosseguiu.

– Posso me candidatar à vaga?

...

– L? — Sim, Light? — Chamamos duas ambulâncias?

– Acho que sim, querido.

– Ok. O que é bom pra tirar mancha de roupa branca?

– Vanish, meu bem. Confie no rosa.

*Flashback off *

– .. e foi isso que aconteceu _terminou com um sorriso travesso nos lábios.

– O Mello te machucou muito?

– Não, não. O tiro nem chegou a pegar, mas mesmo assim quiseram fazer um check up.

Matt segurou a vontade de rir imaginando a cara assassina do marido quando o amigo, se é que podia chamar Beyond dessa forma, sugeriu aquela hipótese maluca.

– Você é louco B. Mello podia ter realmente o machucado.

O moreno aproximou-se de Matt até chegar à cama em que o mesmo estava. Sentou-se e começou a acariciar levemente a cocha do ruivo, que estava vestindo uma calça leve e blusa idem. As duas brancas, estilo hospital.

BB olhou fundo naqueles orbes lindas que o outro tinha e sem deixar de passar a mão, falou:

– Vale à pena arriscar por você.

Matt não pode responder, pois logo o outro tinha se impulsionado e chegado a sua boca. O ósculo ocorreu de maneira forte e intensa. A língua de B. queria brincar com toda aquela cavidade suculenta de Matt, que no jantar, acabou acrescentando a sua gelatina um pouco de geleia de morango. As línguas batalhavam de maneira fervorosa por espaço. Girando, acariciando, mordendo o lábio inferior com força. Depois de quase um minuto disso, o beijo teve de ser parado. O fumante não tinha mais ar.

– B. pare... sabe que tenho o Mello e...

Infelizmente para Matt, Beyond não estava dando a mínima atenção para suas palavras. Aqueles lábios inchados do ruivo e a expressão levemente corada davam a Mail um ar infantil tão deliciosamente estupravel, que o outro não iria parar nem se Mihael aparecesse ali com um calibre 38 na sua cabeça. Ele iria ter o ruivo só pra ele.

Com certeza iria.

Ignorando as tentativas de rejeição, o moreno avançou ao pescoço alvo do outro, deixando ali marcas vermelhas que marcavam todo o território de ”Mello”. Só a ideia de deixar o loiro puto por causa disso o excitava. Matt não tinha como negar: B era bom na arte da pegação. Suspiros e leves gemidos eram sim ouvidos da boca do ruivo. Por mais que lhe dissesse pare, aquele psicopata o atraia. Ele amava o marido e assim sempre seria, mas... seria tão errado assim ceder a outro? Ele não teve tempo de responder a sua pergunta mental porque Mello entrou no quarto, afobado.

Ao olhar a cena que ali prosseguia, o loiro surpreendeu a todos quando não deu nenhum piti, não atirou em ninguém, muito menos tentou estrangular o moreno até a morte.

– Mels, me escuta, posso explicar. Eu não queria que você...

– Nem tente Matt. Nenhuma desculpa esfarrapada que você use será boa o suficiente. Só me resta terminarmos.

O coração de Mail falhou uma batida. Terminar? Como assim terminar? Ele tinha plena consciência de que trair não era uma boa forma de demonstrar afeto, ainda mais se fosse com alguém que seu marido odeia, mas... separação? Matt e Mello eram feitos um para o outro e isso simplesmente não podia acontecer. O loiro atirara no outro e isso também fora errado. Será que eles não poderiam ficar quites?

– Mello, calma. Acho que essa decisão é precipitada e...

– Escutou B.? Vamos terminar esse serviço.

Um sorriso safado brotou nos lábios carnudos daquele com vestes de couro. Aproximando-se de Beyond, que permanecia intacto naquela posição soufodaepegoseumarido, Mello selou sua boca na dele.

*Pensamentos ruivos*

PUTAMERDA!!!! Como assim ele beija o Beyond? Ele quer terminar pra ficar com ele? Ah que legal Mihael! Eu me fodo aqui sozinho nesse hospital sujo então? Valeu, cara! Muito legal da sua parte e..!!!

Oh...

hum... eles ficam bem juntos!!

O B passando a mão na bunda do Mello me deixa meio excitado. Nossa, seria legal ter os dois em uma cama. Um chupando e o outro me comendo. Droga sinto minha virilha formigar. Que delícia cara, muito tesão e... QUE MERDA EU ESTOU PENSANDO? FILHOS DE UMAS CADELAS NO CIO! TRAIDORES!!!

*Pensamentos ruivos off*

O beijo acabou por falta de ar. Matt olhava pra tudo aquilo com escárnio e muita, muita excitação. Ao finalizar aquilo, os dois, moreno e loiro, já sabiam o que fazer.

Parecia que naquele encontrar de bocas e línguas, os cérebros foram conectados, os ciúmes esquecidos, os problemas deixados no passado e quem sabe o futuro. O presente? Tinha um objetivo: Dar prazer a Matt. De todas as formas.

– Vocês dois_ disse o ruivo com uma carinha enciumada, criando nos lábios, um biquinho fofo_ não querem terminar de se comerem lá fora?

–Olha como ele é um bebezinho adorável B.!

– verdade Mello... dá uma vontade de dar leitinho pra ele né?

– Nem me fale. Leitinho que sai direto do papai, não é?

– Muito leitinho. Sujar ele todo.

O cérebro de Matt trabalhava de forma doentiamente rápida e mesmo assim, não encontrou nenhuma explicação para os acontecimentos seguintes após essas pervertidas frases. Mello, o seu loiro ciumento e possessivo (que misteriosamente não era mais assim) começou a passar as mãos por baixo de sua blusa de uma maneira lenta e provocante. Logo, utilizou a boca para puxar a mesma até um ponto em que não incomodaria realizar a seguinte ação: Lamber o umbigo de Mail dando mordidinhas no cós da calça, provocando aquele membro já semi desperto.

B. tirou uma tesoura de Nárnia (Sim caros leitores, não se sabe de onde essa tesoura veio, mas Beyond a tinha) e para começou a cortar lentamente a gola da camisa de Matt. Este ficou um pouco assustado com essa atitude, afinal, um psicopata e um objeto com ponta não são dois bons amigos para se estar perto. No fim, tudo transcorreu “normalmente” e só a gola fora cortada. Com um movimento rápido, B. terminou de rasgar a peça por completo e jogou o pano para longe.

Mello permanecia lambendo próximo a ereção – já formada – de Matt, que teve seus mamilos atacados por Beyond. Hospital Santa Helena, quarto do Senhor Jeevas. Definição: Mordidas, lambidas e gemidos.

– veja B. Nosso pequeno ruivinho já está bem avantajado aqui, hun ?

Apertando fortemente na ereção ainda coberta pelas roupas, Mello fez o marido delirar.

– Não sei Mels... deixe-me tocar.

Beyond e suas mãos macias fizeram a mesma ação. Já disse que Matt estava delirando? Pois é, ele estava.

– Concordo loiro. Ele está bem durinho. Melhor tirarmos essa calça chata. Aproveita e rasga essa cueca também.

Mihael assentiu. Com a boca, tirou a calça do marido e depois, pegando a bendita tesoura, fez picadinho da cueca Box que o ruivo usava. Uma masturbação lenta iniciou-se sob o pênis já melecado de pré gozo de Mail. Mello, como uma boa triz pornô, usava as duas mãos para realizar a punheta. B., vendo que ali estava sem função, resolveu ajoelhar-se e meter a língua na glande.

– Caralho! Matt não conseguiu segurar o palavrão.

Aquilo era muito gostoso. Muito gostoso mesmo. Mello desistiu do movimento com as mãos e resolveu partir para o boquete também. A cena que prosseguiu era de puro tesão a qualquer voyeur. Dois homens como B e M de quatro fazendo uma felação deliciosa em um ruivo corado e gemendo. Detalhe: enquanto o ato ocorria, as línguas dos dois chocavam-se e muitas vezes um beijo era realizado em meio ao boquete.

Matt gozou muito, ficando todo sujo de... leitinho.

Mello tinha porra nos cantos da boca, mas logo foi limpo por Beyond que beijou o loiro de maneira insanamente pervertida. Matt sentiu seu membro começar a latejar de novo. “Limpos” o ruivo e moreno olharam profundamente nos olhos de Matt.

Olhar de sexo.

Olhar de você será fodido duramente por dois homens maravilhosos e será uma delicia.

Olhar de...

– Mail, meu amor, acorda!

Olhar de...

– Matt, desculpa, eu não queria ter atirado em você...

– Olhar de...

– MATTTT!!!!

– Ahh.

Respiração pesada, corpo mole e visão turva. Essa era a definição de Matt naquele maldito momento.

Light, L, B e Mello estavam ali olhando para o mesmo com caras que variavam de assustadas para entediadas. Seu marido estava com os olhos um pouco marejados.

– Um tiro, Matt. Pegou de raspão. Desculpa.

Ele vagamente lembrava-se do ocorrido. Uma discussão sobre gravidez, gelatina com geleia de morango e bum! Um barulho ensurdecedor, mas.... Pera ai. Aquilo tudo foi um sonho? B. de enfermeira? Mello entrando? O boquete? Não era possível. Mas, sim, era a realidade. Pobre Matt e seus sonhos pervertidos com dois caras sedentos por sexo.

Tudo não passou disso. Sonho, e o que restou daquele breve momento insano? Uma ereção, sim, uma bela e enorme ereção notada por todos, deixando a cena constrangedora e um Mello com a pulga atrás da orelha.

– Eh... com licença gente _se levantou pedindo desculpas e bateu a porta do banheiro.

Mas era Natal e apesar de acabar com um ruivo se aliviando no banheiro, no fim a lição fora aprendida: Nunca mais assistir programas sobre gravidez na madrugada.

E é claro: Nunca mais pedir comida no restaurante chinês da esquina. Mello agradece.

Merry X-Mas!

Notas finais
Gato¹: expressão popular para aquela pessoa que rouba o sinal da tv de uma maneira bem porca. Pó²: consumir cocaína faz a pessoa ficar sem sono, sem fome e meio, mto... BASTANTE retardada. Drogas, álcool e sexo combinam muito com MxM, pelo menos pra mim. Obs: Obviamente Matt passou mal por causa da comida que eles pediram no restaurante chinês, mas sabe, Mello tem estomago de avestruz então ficou de boa. Fato totalmente aceitável uma vez que acontece comigo direto o/ sou um avestruz feliz e de alma gorda. Obrigada ;** ano que vem retomamos com a historia normal de Akai uhauahauhauah