Akai
6 Capítulo 5: Blood +
Notas iniciais
- Caaara, acabei de desencanar de um problema na minha vida uahauha pena que ele não desapareceu, mas enfim -nnn
- Enjoy, agora começa a putaria! PUTARIA! #mentira. Agora começo a pegar pesado na fic.
- Itálico = lembranças.
Um Matt adolescente corria com um enorme sorriso travesso no rosto, tinha acabado de pegar sua encomenda com o dono da loja de eletrônicos – depois de passar na boca¹ é claro, pegando assim sua segunda encomenda e vício – e estava indo até seu local preferido. Um Nintendo DSi, seu mais novo companheiro de aventuras, seus olhos brilharam como duas esmeraldas ao retirar, com todo cuidado, o vídeo game portátil da embalagem. Era de sua cor preferida, vermelho com detalhes em preto nas laterais e ainda viera com todos os jogos em três cartões de memória; nada o faria mais feliz nesse mundo naquele momento.
Nada, a não ser um certo loiro de cabelos Chanel.
- Matt, o que é isso? _o ruivo deu um leve sobressalto ao ouvir a voz de Mello tão perto de si, pelo entusiasmo não tinha reparado na sua chegada.
- Um vídeo game novo, portátil _explicou ao ver a expressão confusa do outro _sabe, saiu esses dias... é novidade ainda.
- Ah sei, trouxe mais o que ai? _olhou sorrateiro para as sacolas jogadas ao lado do ruivo, sabia que ele sempre trazia várias coisas nas saídas do orfanato.
- Peguei uns três chás² e comprei seu chocolate com avelã que tanto queria _abriu um sorriso ao ver que os olhos do loiro brilharam com a notícia _pode dizer que me ama mais tarde.
- Me passa isso agora, vamos comer chocolates, jogar e fumar.
- Esse era o meu plano.
- ...como assim era? _perguntou um pouco distraído enquanto tirava com cuidado um fino papel de seda³ para em seguida montar o cigarro.
- Porque com você aqui, tive que acrescentar o sexo no final _sorriu malicioso.
- Ruivo tarado.
- Madonna.
A noite fria fez com que o ruivo espirrasse repetidas vezes, a falta de blusa e os pés descalços na grama eram bons contribuintes para uma futura gripe, porém nenhum dos dois estava ligando para tal fato, tudo o que seus corpos conseguiam fazer agora era continuar deitados e rir vez ou outra de algum assunto besta qualquer. Claro, depois de tanta maconha, chocolates, jogos e sexo, ser humano algum no mundo ia se importar com o frio.
- Sabe Mels... não consigo imaginar felicidade alguma longe de você.
- Nem com seus jogos? Ou a droga do seu cigarro? _disse olhando as estrelas que agora saiam tímidas para a noite.
- Você seria feliz sem mim? Nem com seus chocolates?
- Claro que não _alcançou a mão fria de Matt, seus lábios curvaram para um sorriso sincero _eu não me imagino num mundo sem você... não, não existe um mundo sem você.
- Eu te amo, Mihael _agarrou a cintura fina de seu namorado e logo adormeceu, ainda sob efeitos do narcótico.
Londres, dia atual.
O chocolate em forma de coração agora estava irreconhecível jogado aos pedaços no chão frio da cozinha, o silencio era interrompido apenas pelo som de algum liquido pingando na superfície dura, e pelo vidro estilhaçado da janela o vento frio do inverno invadia o apartamento dando a impressão de abandono.
Mello deu um suspiro de dor ao tentar abrir os olhos, sua mente confusa pregava peças não sabendo responder de imediato se tudo fora um sonho e aquela dor era apenas ressaca ou se realmente estava, no bom popular, fodido.
- Matt?...Ma... Matt?! _o chamou já em meio ao desespero, sem resposta, sentiu seu coração falhar algumas batidas _MATT?
Gritou com todo seu fôlego, nada. Levantou apoiando as mãos no sofá ao seu lado, sentiu algo pegajoso e olhou de canto ainda mais assustado, era sangue. Como consequência de uma descarga de adrenalina, saiu abrindo todas as portas do apartamento – que estavam fechadas por algum motivo desconhecido – olhou diversas vezes nos cantos desesperado por alguma pista e após retornar á sala, atordoado, caiu de joelhos no chão aos prantos; não tinha encontrado nada.
Chorou por horas a fio, gritou desesperado batendo os punhos na parede, arranhando o carpete até sair sangue de suas unhas, chegou até mesmo a sentir ânsias de tanto nervoso; mas tudo agora estava em silencio novamente, engolido pela escuridão, sozinho, sozinho.
- B... _sussurrou.
É claro, sua mente não estava insana naquele dia, realmente o dono dos terríveis olhos vermelhos estava por perto apenas apreciando; então finalmente tinha acontecido, Beyond estava agindo.
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- Light-kun... _chamou o marido com uma voz manhosa muito incomum para o detetive _Light-kun, acorde...
- Bom dia, meu amor... _resmungou ainda sonolento para o um L que agora tentava se enroscar em sua cintura _o que aconteceu?
- Nada, eu apenas queria sua companhia.
- Hum... então vamos tomar café e depois sair para dar um passeio _afagou os cabelos sedosos do detetive e sorriu ao ver que o mesmo tinha ficado animado com os planos.
O casal ainda demorou mais algum tempo para levantar, ficaram numa terna troca de carinhos, beijos apaixonados numa declaração muda de amor.
O clima no Japão estava ameno, agora passando alguns dias no litoral, o animo de Light tinha aumentado consideravelmente desde a chegada ao apartamento que eles tinham recém comprado. As roupas folgadas, tão diferentes do terno formal que usava durante seu trabalho na delegacia, dava ao mais jovem um ar descontraído e poderia ser confundido facilmente como um nativo da região, L por sua vez, continuava com a mania das calças jeans e sua eterna camiseta branca – que apenas trocara por mangas curtas – e em seus pés um par de chinelos azuis que tinha ganhado do marido.
- Tive um sonho essa noite... _o detetive falou distraído enquanto olhava admirado as ondas altas e violentas que se formavam uma após a outra, contrastando tanto com o dia calmo.
A frase seria um tanto óbvia se dita por uma pessoa qualquer, mas não para L; sonho era algo que o moreno nunca tinha, talvez tivesse passado por algum trauma na infância ou por dormir apenas cinco horas diárias – as explicações eram diversas, de acordo com Light.
- Talvez fosse alguma lembrança, eu não sei ao certo. Eu estava sozinho e andava por algum beco escuro de Londres, sentia que o tempo todo um par de olhos seguia meus passos... não senti medo, mas tão pouco queria descobrir quem era... no fim, acabei não dando atenção ao fato e segui meu caminho.
- ...ah... se lembra onde estava indo? _perguntou confuso na tentativa de ajudar.
- Não.
- Londres é... bom, esqueça, não deve ser nada além da sua imaginação _depositou um selinho em seus lábios e voltou a sorrir.
- Eu não tenho sonhos, isso é assustador _deu os ombros e se voltou novamente para o mar, agora seguiu com os olhos duas meninas correndo na orla da praia.
- Assustador é saber que já são quase seis horas da tarde e não fizemos nada o dia todo.
- ...oh, tipo a primeira férias em muitos anos _riu.
- Tipo isso... o... que?
Quando Light puxou o celular para verificar o horário, viu também que tinha recebido uma mensagem de Watari, leu o conteúdo rapidamente e o susto misturado com pavor ficou evidente em seu rosto. Assim que L chamou sua atenção, virou o celular para que pudesse ler a noticia ele mesmo.
“Matt havia sido sequestrado, Mello estava os esperando em Londres no próximo voo.”
- Beyond! _o moreno praticamente gritou o nome que tanto tinha lhe atormentado anos atrás, num pulo, saiu do quiosque onde estava até então e rumou com passos largos para o apartamento.
- Não pode ser, como ele conseguiu... fazer isso com... o Mello estando presente! _Light falava com pausas, devido sua respiração descompassada pela quase corrida de L.
- Eu também não sei, é praticamente impossível alguém conseguir tocar num fio de cabelo daqueles dois _respondeu assustado, seu raciocínio lógico estava sendo confrontado a cada vez que pensava nas muitas artimanhas que o casal tinha para se protegerem.
Em menos de 15 minutos estavam indo de encontro ao senhor de cabelos alvos que os esperavam na recepção do prédio. Sem delongas, subiram ao apartamento 27, calados por causa das câmeras do elevador e corredores. A partir de agora, o jogo era sério.
- Bom, é basicamente isso que o Mello me passou _relatou Watari depois de aceitar uma xícara de chá oferecida por L _ele dará mais detalhes quando chegarmos.
- Com certeza estamos tratando de Beyond Birthday _concluiu com um pequeno suspiro.
- ...vai resolver isso a pedidos de seu aluno? _mirou com um semblante cansado o moreno alto a sua frente.
- Watari... _desviou o olhar por alguns segundos para Light enquanto o mesmo fazia rapidamente as malas _ eles não são mais meus alunos... _abriu um singelo sorriso ao senhor que arregalou os orbes por um momento _já me superaram faz muito tempo, eles são agora meus ternos amigos, não... eles são minha família e vou ajudá-los nem que isso custe a minha vida.
- Lawliet... _murmurou em resposta, emocionado com as palavras daquele que considerava como um filho.
- Estou pronto, vamos partir.
Light adentrou o recindo com um semblante sério, era possível ver um misto de raiva e ansiedade em seus olhos – fato que deixou L renovado, finalmente um caso de verdade para se resolver.
Nome: Desconhecido
Idade: Desconhecida
Endereço: Desconhecido
Aparência física: Moreno, altura:1,80, magro, pele clara, olhos num tom raro de vermelho devido á uma doença na infância.
Ficha criminal:
Assassinatos: 45 vítimas
Tortura física e mental: 78 vítimas
Estupro: 32 vítimas
Família: Desconhecida.
L terminou de ler a ficha riscando o “desconhecido” do nome e trocando por “BB”, fez o mesmo com a idade trocando por “25 anos”. A policia não tinha aqueles dados, mas o moreno não podia negar a si mesmo que Beyond era de seu próprio sangue, um psicopata que não media esforços para matar, não... ele sentia prazer em fazer vítimas inocentes, em não ter coerência alguma com o certo e o errado; nada o fazia parar, nada era melhor do que satisfazer seu ego e manchar tudo ao seu redor com sangue fresco. Os gritos desesperados, o cheiro do medo...
O moreno riscou também o “desconhecido” do campo família e completou com seu próprio nome, seu verdadeiro nome – e pela primeira vez ficou aliviado em não saber quem fora seus pais, seria um desprazer imenso ter que colocar seus nomes ali também.
- Amor, deixe isso para quando chegarmos, não se torture _Light tirou a folha gentilmente de suas mãos trêmulas e o envolveu num abraço.
- ...
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Mello olhou mais uma vez para o céu escuro, logo L estaria desembarcando e todo aquele sofrimento iria acabar, sim... só mais um pouco. Mordeu o lábio inferior mais uma vez, reabrindo a ferida que o próprio fizera devido ao seu estado nervoso, horas mais cedo.
- Veja Matt... como sou patético _murmurou para o nada, seu olhar caiu sob um par de luzes vermelhas, ao longe, e quase que instantaneamente se lembrou daqueles malditos olhos carmesim.
Sua reação fora a mesma, tentou cravar suas unhas em sua pele já sensível numa inútil autopunição, mas fora impedido por uma tira de tecido que amarrava seus pulsos com firmeza; riu desesperado de sua própria situação.
Notas finais
1Boca: Termo utilizado para ponto de venda de drogas
2 Chá: Gíria para maconha
3 Seda: Papel usado para enrolar a erva e fazer o cigarro.
- Acho que o cap ficou curto o.o sei la.
- Gente, fuso horário... eu neeeeem vou calcular isso viu e idades? Só lembrem que o L e o Light são mais velhos que MxM.
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