Akademie Chasse
2 Arco zero - Capítulo 2: Uma nova era, tempos de reconstrução
Cercado pela vegetação nativa e em meio aos mais belos sons naturais, aquela clareira parecia ser o lugar mais pacífico existente, digna de ser chamada de santuário. Olhos caramelizados miravam fixamente a lápide — ornamentada em mármore e decorada com flores e títulos — ali presente. O calmo rosto transmitia um misto de ternura, tristeza e saudades.
–- Como o tempo passa rápido, não é mesmo, querido? Já se foram dois longos anos... — agora sentada e com a cabeça apoiada em uma das pilastras, suas mãos percorriam lentamente os cabelos, e o olhar agora não parecia focar imagem alguma, como se relembrasse memórias — Mas sabe… tudo tem mudado, pouco a pouco, as coisas estão melhorando. Não imaginava que esse negócio de paz pudesse durar tanto tempo. É uma pena você não estar aqui conosco, mas tenho certeza que está observando tudo de onde estiver, não é mesmo?
O silêncio se estabeleceu por mais alguns minutos, em um tom relaxante, de pleno conforto.
–- Bem, acho que é isso. Agora é hora do show! — se levantando a face agora expressava uma felicidade contagiante.
–- Amy, acabou? — olhos rubros e calmos miravam a menina que balançara a cabeça em resposta positiva — Temos que nos apressar, a reunião começará logo.
Pode deixar, não perderei pra você.
Os dois seguiam caminho enquanto deixavam para tras o túmulo — grafado delicadamente “Em homenagem ao nobre guerreiro e todas as suas contribuições para com a Grand Chase; Jin — O último dos Cavaleiros de Prata” — para seu descanso eterno
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–- -ocê não entende a situação em que estamos!
–- A guerra acabou tem dois anos!
Eu tenho que resolver tudo por aqui?!
A porta se abre e fecha despercebidamente, abafada pelos intensos berros.
–- Não fale como se tudo isso fosse um passado distante! A vid-//
–- Temos que pensar no futu-//
–- CALADOS! — a voz imponente percorreu a grande sala branca como uma navalha, aquietando os sete membros ali presentes, o olhar era perfurante e as expressões faciais mostravam ao mesmo tempo irritação, calma e confiança, uma mistura tão paradoxal que apenas Elesis seria capaz de reproduzir — Não somos e nem podemos mais agir como crianças, não temos mais esse direito.
Não tenho mais esse direito.
As últimas palavras de Sieghart pareceram bater como um tufão em todos, e mergulhá-los em reflexões. Olhinhos púrpuras, azuis, vermelhos e verdes pareciam confusos, e talvez um tanto tristes. Entretanto, em pouco tempo o silêncio fora cortado.
–- Bom, Amy e Azin ainda não chegaram, começaremos sem eles, então? — se uma cicatriz era capaz de macular até o mais lindo dos rostos, Arme era uma exceção, o corte vertical da testa a bochecha era motivo de orgulho para a maga, e graças a isso sempre passava um misto de doçura e seriedade.
Um ou dois pares de olhares azulados se mostraram contra e a líder em questão dera o veredito, simplesmente balançou a cabeça de modo a fazer que não. Todos então passaram a esperar calmamente, encarando a alvura das paredes, os detalhes do lustre de cristal, da grande mesa de madeira ou as marcas que evidenciavam os resquícios de batalhas em cada um deles.
Eles amadureceram também.
A porta finalmente se abre, agora despertando a atenção de todos. Surgem os dois membros restantes, gotejando em suor. Sentam-se educadamente, e assim pôde-se dar início à reunião. Tópicos foram levantados um a um, discutía-se desde os planos de reconstrução das cidades ainda devastadas até as formas de governo, distribuição de renda, produção de alimentos, tudo o que só era possível durante a época de paz.
Entretanto, o encontro em questão tinha um assunto maior, mais importante: o futuro. Como manter o estado atual, como garantir que tal carnificina não se repitisse, como honrar aqueles que se sacrificaram. Era hora de pensar em uma medida preventiva.
–- Devemos aumentar a segurança, impedir a qualquer custo que algo dessa magnitude se repita, criar sistemas de denúncia, um grande ministério de julgamento e investigação. — o azul profundo dos olhos não oscilava, passava determinação e seriedade.
–- O que é isso, viramos ditadores agora?! — a testa franzida expressava indignação, e o olhar turquesa, raiva — Tudo isso só vai causar pânico, deve haver outro jeito! Tem de ter…
O silêncio momentaneo indicava reflexão, hesitação, mas fora logo quebrado.
–- Concordo com Lass, impedir que algo do tipo aconteça é prioridade ..//
–- Mas Ar-//
–- No entanto, — a voz agora estava mais alta — essas são medidas drásticas demais. Devemos impor certo medo, sim, mas fazer com que as pessoas se sintam seguras. — a ideia parecia contraditória demais, e a confusão se espalhara como doença — Minha ideia é criarmos uma escola, não uma escola qualquer, mas uma escola em que treinemos alunos para expedições, investigações. Que sigam os nosso ideais, que possam ser tão fortes, senão mais que nós mesmo. Pessoas as quais possamos confiar o futuro, e mais importante o presente pelo qual lutamos.
Era um projeto plausível, que deveria ser melhor desenvolvido, mas que definitivamente não deveria ficar apenas no papel. Todos os membros pareceram ser a favor, e a decisão final resultou em mais algumas horas de discussão. Horas e horas de aprofundamento, como organizar um ensino, como seria a estrutura, o que apresentar, entre diversos outros assuntos.
–- Certo… agora falta, err… um nome?
–- Grand Chase, não é óbvi-//
–- É claro que não, precisa ser algo que nos ilustre, sim, mas apenas uma referencia.
–- Decidam logo, por favo-//
–- Grand Campus!
–- Escola GC-//
–- Grand Academia Chase!
Eles estão se divertindo com isso, não?
–- Será Academia Chase, e pronto! A ideia da escola foi minha! — a sugestão parecia ter sido bem aceita, finalmente.
–- Ai, ai… Vocês realmente não têm um pingo de bom gosto, não é mesmo? Por favor, não me façam ter nojo de vocês, o nome precisa ser impactante, bonito, e o mais importante, chique! Está decidido será Akademie Chasse. — e não havia alma viva que ousasse ser contra as maria-chiquinhas cor-de-rosa, uma vez que se convencesse do que fosse certo.
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