Aishiteru

49 Nem tudo o que acaba tem final!


Notas iniciais
Meninas como vai ter segunda temporada não vou dizer muito nesse final. As respostas que não tiveram antes vem na próxima temporada. Qual o mistério entre o Shika e a Temi? Qual o fim de Hinata? Ela vai mesmo continuar sumida e aceitar as ordens do clã. O que Ayume esconde? E quem será que estava seguindo a Hinata? Essa pessoa pode responder muitas coisas. O que a Sakuera vai fazer, e a Karin? O que o Jiraya esconde? Com quem será que a Hinata vai se envolver? Porque já adianto que claro vai rolar triângulo amoroso na segunda temporada. E a Ino, fica com o Gaara ou com o Naruto? Tudo isso na próxima temporada. E claro, o que aconteceu com o Sasuke?? Também.

Hinata corria pelo jardim rindo feliz porque tinha avistado uma borboleta azul com pintinhas amarelas. Quando criança Hinata se disperçava facilmente com tudo que era belo e puro. Seu pai sempre a repreendia por isso, mas a menina não conseguia se controlar. Era apaixonada por coisas belas, simples e pequenas. Como gotas de chuva sobre as folhas, o orvalho numa manhã fria, a neblina numa manhã de céu nublado. Adorava os animais, os elementos, o sol e tudo ligado a natureza.

– Hinata-sama! Ayume a repreendeu correndo atrás de Hinata, porém a menina além de ter muito mais saúde e menos idade que a anciã, era muito rápida apesar das pernas pequeninas por só ter cinco anos.

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– Olhe Ayume-sama! Borboleta! Azul! Ela dizia cada palavra olhando para trás com um brilho contagiante no olhar dizendo cada palavra como se tivesse feito a maior descoberta. Então parou de correr quando viu a borboleta pousar e ficou de joelhos admirando a mesma fascinada.

– Hinata-sama se seu pai nos pega aqui fora. Você deveria estar estudando. Sussurrava cansada se apoiando nos joelhos.

– Ela é tão linda Ayume! — Disse pendendo a cabeça para o lado e se aproximando com cuidado para vê-la melhor — Queria ter asas para voar. Confessou suspirando.

– Minha querida. — Disse Ayume ficando de joelhos do lado da menina que lhe encarou com seus olhos enormes perolados e as bochechas super coradas lhe dando uma coloração fascinante na pele pálida. — Um dia não precisará de asar para voar. Será livre e muito feliz, acredite em mim.

Hinata esboçou um enorme sorriso e abraçou a mulher que correspondeu surpresa com o ato. Não era comum, na verdade, aquele momento era único. Uma futura líder do clã abraçando uma relis empregada da família secundária.

– Te amo Ayume! Hinata confessou pela primeira vez deixando a mulher emocionada. Então lhe beijou as bochechas e voltou a fitar a borboleta. Ayume enxugou uma lágrima de emoção que por sorte Hinata não viu.

– Melhor entrarmos menina. Disse Ayume com a voz embargada, mas Hinata não percebeu.

A pequena Hyuuga estendeu a mão deixando que a borboleta pousasse em seus dedos por alguns segundos então riu feliz por aquele momento novo. Depois que a borboleta voou as duas caminharam lado a lado para dentro da mansão.

– Ayume. Chamou Hinata segurando a mão da mulher como sempre fazia e entrelaçando seus dedos aos dela.

– Sim, Hinata-sama.

– Eu li num livro que as pessoas quando morrem podem se transformar em animais, ou plantas. Qual animal você acha que minha mãe poderia ser.

– Hm... — A mulher pareceu pensar um pouco enquanto Hinata esperava ansiosa. — Com certeza ela seria um pássaro lindo, pequeno e colorido.

– Ou uma borboleta. Disse empolgada.

– Sim, um borboleta. Confirmou Ayume sorrindo com a ideia.

– Como minha mãe era? Perguntou pela milésima vez. Hinata não tinha nem a mais vaga lembrança de como era sua mãe.

– Linda! Doce, gentil e tão carinhosa quanto você.

– Acha que ela teria vergonha de mim? Sussurrou fitando o chão. Ayume olhou para a menina, os olhos beirando a incerteza, dúvida. Então ela sorriu e finalmente respondeu.

– Não! Por que ela teria vergonha de você Hinata-sama?

– Papai sempre diz que sou fraca, uma vergonha para o clã. Que sou frágil demais e boba demais. Que nunca vou aprender e não sou digna de comandar o clã. Sussurrou com os olhos cheios d'água.

– Sua mãe teria muito orgulho de você Hinata-sama tenho certeza disso. Disse ficando mais tranquila ao ver um pequeno sorriso se formar nos lábios infantis.

– Jura? Perguntou enxugando os olhos úmidos.

– Sim, minha querida. Ela te amava mais que tudo e quando você nasceu foi o dia mais feliz da vida dela.

– Mesmo? Perguntou de novo agora com um sorriso maior.

– Mesmo. Ela me disse que você era linda, parecia um anjo, era o amor da vida dela e que ela sabia que você um dia faria grandes coisas. E eu também acredito nisso Hinata-sama.

– Sinto falta dela... Sussurrou.


Então a imagem de Ayume sumiu aos poucos e Hinata se viu sozinha na grande mansão.


– Sente tanto que se entregou para o Uchiha! Acusou uma voz conhecida. Hinata olhou ao redor, mas não havia ninguém.

– Como é?

– Isso mesmo. Tornou-se uma prostituta envergonhando seu clã e a memória da sua mãe.

– Não! Gritou andando pela casa. Então quando viu seu reflexo no espelho estava grande.

– Você nunca serviu para nada! Sempre foi uma inútil. A voz ecoava pela casa, mas ela não via a figura do pai em lugar nenhum.

– Não passou de um brinquedo em minhas mãos. Então ela ouviu outra voz.

– Sasuke? Perguntou olhando em volta desesperada.

– Nunca te amei Hinata. Só queria te ter por uma noite. Afinal, uma virgem sempre terá seu valor, por uma noite. Disse sarcástico rindo em seguida.

– Pare! Gritou tampando os ouvidos com as duas mãos.

– Você sempre será fraca... Ouviu a voz de Hiashi ecoando a frase sem parar.

– Não! Gritou fechando os olhos.

– Nunca te amei Hinata! Nunca poderia amar alguém tão desprezível e fraco como você. Sua estúpida.
– Parem! Gritou de novo. A voz dos dois repitindo a mesma frase cada vez mais alto.

Então Hinata acordou assustada olhando ao redor com a respiração ofegante. Seu corpo estava completamente suado e os lençois estavam bagunçados assim como a camisola de Hinata e seus cabelos. Ela respirou fundo.

– Hinata-sama! — Gritou Ayume ao abrir a porta do quarto. — Aconteceu alguma coisa? Ouvi seus gritos do corredor.

– Não foi nada Ayume. Só um pesadelo. Mentiu se levantando e correndo até o banheiro na tentativa de fugir do olhar inquisitivo da anciã. Não iria deixar que ninguém mais a visse chorando por ele, ninguém.