Aishiteru
46 Hinata-sama!
Notas iniciais
Detalhe, a escolha de vocês muda o final da fic. Bom, um segredo está revelado nesse capítulo. Não acredito que não tinham imaginado isso hn...
Agradeço de novo a quem me apoiou com o plágio, a garota exluiu não só a minha fic como as outras de outras escritoras também. Ah e quanto ao banner, recoloquei, os dois últimos tirando esse post eu editei, mas achei o penultipo meio sombrio mto lindo, sei lá >< enfim se quiserem ver... E é isso ae. Qnto mais rápido opinarem mais rápido saberam do resto dos segredos.
Hinata sentia os olhares de desprezo e decepção dos membros de seu clã sobre si enquanto caminhava pelas ruas rumo a sua casa com Hiashi e Neji lhe acompanhando um de cada lado. Ela conhecia bem aqueles olhares, porém naquele momento enfrentava dilemas maiores. Os três caminhavam calados e assim tinha sido durante toda a viagem de volta para casa.
Não podia reclamar, afinal aproveitou todo o tempo que tivera para refletir sobre os últimos acontecimentos. Não conseguia parar de pensar como sua vida mudara em poucas horas. Tudo tinha se transformado em um terrível pesadelo e agora ela estava ali, de volta.
– Hinata? Perguntou Hanabi sem acreditar que sua irmã estava de volta. Havia algo diferente nela e Hanabi reparou.
– Oi Hanabi... Sussurrou olhando-a rapidamente antes de continuar a andar.
Hanabi não entendia o que se passa, afinal pela primeira vez Hinata não tinha lhe abraçado e tentado estreitar os laços de irmã. Por um momento Hanabi sentiu falta disso suspirando preocupada. Hinata era a única luz naquele clã, a salvação de todos e até mesmo dela, o mais próximo de carinho que Hanabi chegou a ter com alguém ali, e se Hinata mudasse o que seria de todos? O que seria dela?
– O que houve com ela? Perguntou Hanabi olhando a silhueta se perder no corredor que dava para a mansão.
– Nada. Ela apenas amadureceu. E você Hanabi, não se meta nisso. — Advertiu ameaçadoramente antes de seguir o mesmo caminho pelo qual Hinata entrou. — Vamos Neji! Temos muito o que conversar.
Hinata olhava ao redor a procura de algo, saudades, alegria, felicidade, mas nada lhe via a mente. Tudo ali era tão vazio e morto, como ela estava por dentro agora. Ela foi despertada dos pensamentos quando ouviu uma voz já conhecida gritando seu nome.
– Hinata? — Gritou uma mulher baixinha de cabelos grisalhos e olhar amável sem acreditar em quem estava ali.
Era sua menina que havia voltado depois de tanto tempo. Ayume tinha criado Hinata desde que a mãe da mesma faleceu. Havia sido Ayume quem lhe dava conselhos, lhe contava histórias para dormir, quem lhe ensinou um pouco sobre garotos e sentimentos.
Ayume presenciou a primeira menstruação de Hinata, os primeiros sonhos mais ousados, e também as várias lágrimas. Ela lhe acolheu depois das brigas e surras de Hiashi e lhe deu esperanças ansiando que um dia sua menina se visse livre de tudo aquilo. Ela tinha lhe ajudado a fugir, e desde então se sentia melhor, em paz, certa de que Hinata estava mais segura fora daquelas paredes brancas. Sentia-se menos culpada também, por ter deixado que tantas coisas acontecessem. Por ter se mantido calada.
Sabia de tantas coisas e tinha prometido a mãe da menina que cuidaria dela, a protegeria e manteria a salvo dos atos insanos de Hiashi. Mantivera o segredo guardado, porém agora vendo-a tão abatida e perdida dentro de si mesma Ayume se perguntou se não seria a hora de dizer a verdade. Tinha feito uma promessa e não descumpriria mesmo que depois de revelar tudo a ameaça de Hiashi se cumprisse, ela morreria tranquila sabendo Hinata ainda tinha chances de ser feliz. Não deixaria que sua menina se perdesse e tivesse o mesmo triste de sua mãe.
– Hinata-sama voltou! Gritou Shitori com um enorme sorriso chamando pelas outras empregas que vieram correndo. A anciã além de ser a mais nova das outras, também era a mais carinhosa.
– Você está bem? Perguntou Ayume fitando-a de cima abaixo.
– Hai (Sim) Sussurrou Hinata respirando fundo.
– Tem certeza? Insistiu encarando-a mais desconfiada ainda.
– Daijoubu (Estou bem) Repetiu forçando um sorriso para tranquilizá-la.
– Oh! Sentimos tanto sua falta! Choramingou, Shitori, a mais nova das anciãs.
– Ficamos tão preocupadas! Disse a outra de longos cabelos negros como a noite trançados de forma minuciosa, quase perfeita como qualquer servo que trabalhasse na família principal deveria andar: impecável.
– Também senti saudades, de todas vocês. Disse forçando mais um sorriso enquanto olhava todas aquelas mulheres.
Aquelas mulheres eram o mais próximo de carinho que Hinata tivera por toda uma vida. O mais próximo de amizade que Hinata havia conhecido até fugir de lá. E agora estava voltando, depois de ter experimentado o paraíso ela estava sendo enclausurada novamente e por escolha própria. Estaria mesmo fazendo a escolha certa? Pensou por um segundo. Bem, de qualquer forma não importava mais.
– Algo aconteceu nesse tempo Hinata-sama? Perguntou Ayume olhando-a como se soubesse de tudo e de fato aquela mulher, que Hinata considerava o mais próximo de uma mãe que ela possuia, a conhecia melhor do que ninguém.
– Lie... Mentiu fugindo do olhar experiente de Ayume.
– Deve ser só cansaço Ayume. Quer se deitar? Está abatida. Não mexemos no seu quarto. Ele continua do mesmo jeito. Disse Shitori abraçando Hinata de forma apertada. Era a mais carinhosa de todas as mulheres.
Hinata sentiu o cheiro de morango característico de Shitori desde que se entendia por gente. Quando era pequena ela e Hanabi invadiam o quarto da empregada e passavam horas deitadas aspirando o delicioso cheiro de morango que Shidori exalava enquanto a mesma dormia.
– Hai! É só cansaço. Se me dão licença...
– Vá Hinata-sama. Mais tarde conversamos. Advertiu Ayume deixando-a ciente de que aquela conversa não acabaria ali, e Hinata bem sabia.
– Ja ne.
Quando entrou no seu quarto, quase não o reconheceu depois de tanto tempo. As paredes eram brancas, assim como o piso e as cortinas. As duas grandes portas de vidro davam para a varanda do quarto. Não havia muitos móveis no mesmo, apenas sua cama, a mesinha e seu guarda roupa, todos é claro brancos e sem vida, como tudo naquela mansão.
Hinata respirou fundo e caminhou até o banheiro enquanto tirava a roupa. Precisava de outro banho. Quando se olhou no espelho viu as marcas em seu corpo, marcas da noite anterior. Ela tocou o próprio corpo acariciando as marcas roxas e vermelhas que marcavam seus seios. Então fechou os olhos lembrando-se da noite anterior:
– N-não quero m-machucar você... Disse ele enquanto ela o beijava.
– Não vai. Eu confio em você... Disse terminando de tirar o vestido, então jogou o corpo para trás e ergueu o quadril esperando que ele terminasse.
Uma lágrima deslizou sobre a face pálida dela enquanto Hinata mergulhava cada vez mais em suas lembranças deslizando as mãos por sua barriga. Mais lembranças lhe atingiram.
– Você é minha Hime! Advertiu com a voz mais rouca que o normal o que o deixou mais sedutor para Hinata.
Ela se arrepiou só de relembrar do timbre da voz dele. Mais uma lágrima caiu. Hinata abraçou o próprio corpo sentindo um vazio mortal dentro de si.
– Sim... Gemeu manhosa enquanto ele lhe tocava na intimidade. Os dedos ágeis lhe acariciavam o clitóris. Hinata afastou as pernas adorando a carícia.
– Só minha? Perguntou com um sorriso maléfico, mas em seus olhos ela sabia que ele também estava lá: seu Sasuke gentil e carinhoso.
– Sim! Gritou mais alto. Ele acelerou os movimentos pressionando os dedos no centro do clitóris de Hinata que se contorceu agarrando os braços dele em busca de algo para se segurar.
Soluçou deixando que mais lágrimas marcassem seu rosto frágil e delicado. Sentia-se dilacerada por dentro e a dor era tão intensa! Nem os insultos mais cruéis de seu pai foram capazes de lhe causar machucar tanto.
– Para sempre?
– Por Kami Sasuke! Sim sou sua, para sempre serei sua! Quero que seja meu e me faça sua agora! Suplicou de olhos fechados e a cabeça arqueada para trás. Ele sorriu e deslizou os dedos pela intimidade penetrando um deles com cuidado.
Seu corpo tremia enquanto ela chorava descontrolava urrando baixinho tamanha dor que sentia. Uma dor que vinha de dentro, da alma. Ela abriu os olhos e se olhou no espelho vendo seu semblante triste, perdido, tão patético. Foi cambaleando até o chuveiro e o ligou ficando debaixo d'água na esperança de que a água pudesse levar sua dor.
– Não! Gritou para si mesma tentando afastar as lembranças.
– Estou aqui com você Hime! Sussurrou abrindo os olhos e quando ela o fitou sorriu surpresa e encostou a testa na dele novamente. Suas orbes negras tinham voltado novamente, não havia mais o vermelho vivo, somente seu Sasuke. Ele deslizou as mãos pelas costas dela e a abraçou carinhosamente, então ela se movimentou uma última vez e os dois chegaram ao ápice juntos.
– Não! Você não está aqui! Gritou se debatendo, agredindo a si mesma tentando se punir por ser tão idiota, por ter acreditado nele, por amá-lo mais do que a si própria.
– Não posso fazer isso com você. Não pode ficar perto de mim Hinata. Eu preciso de tempo, preciso entender que tipo de monstro estou me tornando e o por quê. Sinto muito.
– Mentiroso! Maldito Mentiroso! Te odeio! Com todas as minhas forças! Te odeio. Gritava enquanto chorava arranhando o próprio corpo completamente fora de si. Ela se encostou na parede e deixou que seu corpo deslizasse até o chão. Lá permaneceu tentando convencer a si mesmo que tinha que odiá-lo, com todas as suas forças, com todo seu ser, tinha que odiá-lo e esquecê-lo para sempre...
Algumas horas depois Hinata despertou sentindo alguém sacudir seu corpo. Uma voz conhecida lhe chamando pelo nome desesperada.
– Por Kami! Hina-sama o que está acontecendo com você? Ayume desligou o chuveiro e se aproximou correndo.
– Ayume... Doushite? (Por quê?) Doushite? Hinata choramingada perguntando com o olhar perdido. Tudo era real, tinha acontecido de fato. Não era somente um pesadelo. Estava sozinha e não tinha mais ninguém.
– Diga-me criança o que fizeram com você? Disse se ajoelhando perto de Hinata e tomando-lhe entre os braços enquanto Hinata se agarrava a ela desesperada.
– Por que ele fez isso comigo Ayume? Por que ninguém é capaz de me amar pelo o que eu sou? O que há de errado comigo Ayume? Diga-me. Kudasai! (Por favor)
– Hinata-sama. Minha menina. Minha pobre menina! — Ayume lhe tocou a face agora vendo o corte vermelho na testa de Hinata. Antes de entrar em casa ela se maquiou a mando de Hiashi para disfarçar perante demais o machucado quando ele a lançou contra o chão na casa da Tenten. — Foi Hiashi que fez isso com você? — Perguntou tocando-lhe a ferida. Hinata se encolheu nos braços de Ayume acenando positivamente com a cabeça. — Desgraçado! Aquele velho monstro... — Ela parou de falar quando viu as manchas pelo corpo de Hinata. — Quem fez isso Hinata? — Ela acompanhou o olhar de Ayume percebendo que a mesma se referia aos hematomas espalhados pelo corpo dela.
– Não dói Ayume. Meu coração e minha alma doem muito mais do que essas marcas. Acredite!
– Quem fez isso Hinata-sama? Hiashi sabe?
– Não importa... — Sussurrou com o olhar perdido. — Não mais... Enxugou as lágrimas e abraçou Ayume que a carregou no colo até a cama.
Ela vestiu Hinata e penteou as longas madeixas como sempre fez desde que Hinata era pequena todos os dias. Então deitou Hinata na cama com a cabeça apoiada entre suas pernas e lhe fez cafuné olhando-a com uma imensa vontade de chorar por ver sua menina daquela maneira.
– Conte-me criança. Seja o que for não vou lhe julgar por nada.
E Hinata prontamente obedeceu sentindo que precisava desabafar. Aos prantos ela contou cada detalhe com o olhar perdido sem perceber o semblante assutado de Ayume que ouvia a tudo ficando cada vez mais perplexa com as armadilhas do destino.
– Sasuke... — Sussurrou Ayume. — U-uchiha? Um U-uchiha?
– Sim Ayume. Você também sabe?
– O que criança? Rebateu Ayume tentando disfarçar o pavor em seu semblante quando Hinata a fitou. Teria ela descoberto?
– Sobre minha mãe, e os Uchiha. Otousan me disse que ninguém sabe disso.
– Hinata...
– Ele matou minha mãe Ayume! O pai do Sasuke matou minha mãe! Gritou desesperada voltando a chorar novamente.
– Nani? Perguntou Ayume sem conseguir conter a surpresa em sua voz.
– Sim. Fugaku, ele matou minha mãe. A história do acidente, é mentira! Os Uchiha são uns assassinos, e Sasuke, sempre soube de tudo. Ele me usou, apenas isso. Não passei de um passatempo para ele Ayume. Entende? Eu me entreguei ao filho do assassino da minha mãe. Como posso conviver com isso? Como Ayume? Eles são monstros cruéis, e eu o amo, mesmo ele sendo mal, perigoso, mesmo podendo me matar a qualquer segundo eu não consigo deixar de amá-lo, não consigo odiá-lo por completo Ayume. O que eu faço?
Ayume não sabia o que dizer. Estava paralisada, sem nem ao menos piscar, enquanto Hinata a sacudia implorando por socorro, dizendo desesperada todas aquelas revelações bombásticas. Ayume não sabia o que dizer, nem por onde começar.
– Hinata... Sussurrou tomando coragem.
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