Aishiteru

47 Porque o para sempre, sempre acaba!


Notas iniciais
Tá ai meninas, bom, como a maioria, tipo 14 de 13 disseram que preferem segunda temporada então vai ter. só que já aviso, vou ficar sem net até semana que vem. Então vou postar tudo até hoje mais tarde. Tá ai dois caps, mais o penúltimo que vou postar e o último. Dai semana que vem começa a segunda temporada tá??

– Quem te disse isso menina Hinata?

– Meu pai Ayume! Ele me contou tudo. — Respondeu ficando de pé com o olhar perdido. Os

Hyuuga e os Uchiha sempre tiveram problemas. Uma rixa que perdurou gerações. Na noite em que minha mãe morreu o pai do Sasuke tinha invadido o clã com a intenção de matar meu pai! Porém, ele encontrou minha mãe e acabou matando-a.

– Por que ele faria isso menina? Perguntou fingindo não saber.

– Porque ele estava tomado pelo demônio da maldição Uchiha! Papai disse que eles nunca se deram por que os Hyuuga sempre o consideraram abomináveis por causa dessa maldição e do instinto diabólico e assassino que ela trás. Ele estava cego, fora de si! Com sede de sangue, e por isso matou minha mãe! Como posso perdoar isso Ayume? — Perguntou balançando os braços enquanto chorava sem parar. Saber que minha mãe poderia estar viva aqui comigo se não fosse o pai do Sasuke. Por causa desse homem eu não sei o que é ter uma mãe. Mal me lembro de como ela era Ayume. Nunca vou poder entrar com a minha mãe na igreja, ou lhe mostrar meus filhos. Nunca tive conselhos sobre garotos dela, nem tive um

dia das mães normal. Por causa dele aturo o meu pai por todos esses anos porque sei que

se minha mãe estivesse aqui as coisas seriam diferentes. Eu o odeio por tudo isso e ao mesmo tempo o amo tão intensamente que não consigo arrancá-lo daqui! — Confessou batendo no peito. — Não consigo aceitar que nunca poderemos ficar juntos. Não consigo torcer para que ele sofra tudo o que eu sofri, para que morra! Isso sim seria o justo, mas eu não consigo Ayume! Não consigo tirá-lo de dentro de mim! Gritou desesperada correndo até Ayume que as esperava de braços abertos olhando com pena e tristeza por ver sua menina desse jeito. Ela não merecia nada disso, muito menos a triste vida que levara todos esses anos.


Ayume queria lhe contar o resto da história, explicar os detalhes, mas sabia que sua menina não tinha condições de escutar tudo. Já estava sofrendo tanto! Esperaria ao menos até amanhã quando Hinata acordasse ao menos mais conformada com as novidades e ai lhe contaria todo o resto.

Naquele momento ela a ampararia, ficaria com Hinata até que a mesma adormecesse cansada de tanto chorar, enxugaria suas lágrimas, ouviria seus lamentos em silêncio. Seria a mãe que Hinata nunca teve, ou ao menos algo próximo a isso.


Olhando para Hinata adormecida em seu colo depois de algumas horas, Ayume não pôde deixar de lembrar-se da mãe dela. As duas eram muito parecidas! Hinata tinha os mesmos cabelos negro azulados tão lindos, sedosos e brilhantes! Os mesmos lábios finos, rosados e delicados contrastando com a tom de pele pálido quase sem vida que herdara do pai.


Também tinham os mesmos traços que pareciam ter sido esculpido por anjos e o mesmo jeito meigo, doce e terno que amolecia qualquer coração.


Ao mesmo tempo Hinata quando se enfurecia era muito parecida com Hiashi, mostrando uma altivez e frieza assustadoras para quem a conhecesse em seu estado normal. Também era muito rancorosa e vingativa tendo uma linha de justiça perigosamente muito próxima a linha de vingança. Tinha puxado o jeito orgulhoso, cabeça dura e intransigente do pai não lidando muito bem com negativas quando realmente queria algo.


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Quando finalmente despertou foi difícil a principio se acostumar com a claridade do local. O cheio silvestre também lhe despertaram confusão. Não havia barulho de carros, nem a escuridão da metrópole. Quando seus olhos encontraram o foco ele percebeu que não estava em casa. Sentou-se no sofá olhando tudo ao redor a procura de uma pista. Então ouviu o barulho de pássaros cantando. Estaria em alguma espécie de sonhos bizarro?


Coçou a cabeça sentindo dor na parte de trás. Então se lembrou de tudo.


Era uma espécie de monstro, ser amaldiçoado pré-destinado ao assassinato e quem sabe a insanidade. Pelo menos era isso que tinha entendido. Seu pai tinha sofrido do mesmo mal e por sorte ele não se lembrava muito da sua infância. Talvez fosse um bloqueio de sua mente traumatizada, ou então ele era só muito novo mesmo e nadam mais. Levantou-se alongando os músculos do corpo. Sentiu uma pontada na cabeça.


Estava conversando com os outros que queria lhe levar embora contra sua vontade. Ou melhor, queriam lhe afastar de Hinata, então ele se negou e tudo ficou escuro, agora estava ali. Hinata! Pensou desesperado saindo pela porta. Não havia ninguém apenas um carro parado. Ele correu até o mesmo e entrou as pressas porém não estava com a chave dentro.


– Pensava mesmo em fugir? Perguntou Itachi do lado de fora balançando as chaves.

– Dê-me as chaves agora! Ordenou saindo do carro furioso.

– Não vou te deixar ir atrás dela. Alertou encarando-o seriamente.

– Não pode decidir por mim. Não tem esse direito! Rebateu Sasuke se aproximando do irmão tomado pela raiva enquanto Itachi se afastava a cada passo.

– Pense bem Sasuke, não haja como criança. Ele olhou para o lado e viu Tsunade e Jiraya encarando os dois entediados.

– Preciso vê-la! Vocês não entendem? Gritou desesperado baixando o olhar, fitando os próprios pés constrangidos.

– Será que ela quer te ver? Alegou Tsunade cruzando os braços.

– Você não sabe tudo o que vivemos. Sei que ela deve estar brava comigo. Fiz coisas das quais não me orgulho, mas ela me ama, ela disse, ela precisa de mim! Confessou desesperado. E eu preciso dela! Disse para si mesmo.

– Desse jeito não vai poder fazer nada. Entenda garoto que seus sintomas já estão avançados e só vão piorar. Você não quer machucá-la mais não é?

– Não... Sussurrou derrotado.

– Então no momento precisa ficar longe dela, pelo menos por enquanto.

– Mas Itachi disse... Retrucou.

– Sinceramente moleque, se você a ama e ela te ama, não acho que seja certo lhes separar para sempre, porém por enquanto é a melhor solução. Vamos lhe ajudar e quando você tiver algum controle sobre si poderá ir atrás dela.

– Não vou deixar você ir. Avisou Itachi atraindo os olhares de todos.

– Por que? Gritou Sasuke.

– Porque ela foi embora Sasuke! Contou Itachi fechando os olhos esperando a tempestade.


Sasuke permaneceu calado absorvendo as novidades. Seu chacra estava sombrio de novo. Ele cerrou os punhos e fechou os olhos. Sua respiração era lenta e pesada, quase um urro sombrio. Todo seu corpo havia ficado tenso e seus poros exalavam o ódio que sentia naquele momento.